domingo, 11 de abril de 2010

Cinco passos para uma Meta

Cinco passos para uma Meta


“A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo.” (Friedrich Nietzsche)

Você decide ir ao cinema. Sai de casa e, quando percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho convencional para ir ao trabalho – que, por sinal, é diametralmente oposto. Depois de enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao shopping.

Vasculha os três pisos de estacionamento para obter uma vaga. Logo mais, encontra uma agradável fila para comprar os ingressos. Na boca do caixa descobre que a sessão está esgotada. A próxima, somente em duas horas e quinze minutos.

Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se você ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte dele já lhe visitou em um final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta a profissionais e empresas no mundo corporativo: a ausência de metas definidas.

Vamos partir de um pressuposto. Você sabe o que quer, para onde deseja ir. Se estiver em uma companhia que não lhe agrada, buscará outra. Se estiver disponível, sabe qual o perfil de vaga lhe interessa. Se estiver satisfeito em sua posição atual, almeja alcançar um cargo mais elevado.

Uma meta, qualquer seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis. A primeira delas é a especificidade. Seu objetivo deve ser muito bem definido. Assim, é inútil declamar aos quatro cantos do mundo: “Quero trabalhar na multinacional ABC Ltda.”. Desculpe-me pela franqueza, mas acho que você não será contratado a menos que pense: “Vou trabalhar como gerente comercial, na divisão alfa, da companhia ABC Ltda., atuando na coordenação e desenvolvimento de equipes de vendas para a região sul”. Em outras palavras, quanto mais específica for a definição de seu propósito, mais direcionado estará seu caminho.

A segunda variável é a mensurabilidade. Sua meta deve ser quantificável, tornando-se objetiva, palpável. Em nosso exemplo anterior, você teria que definir, por exemplo, a faixa de remuneração desejada. Outra situação bem ilustrativa desta variável é a aquisição de bens materiais. “Pretendo comprar um carro”, é um desejo. “Vou comprar um veículo da marca XYZ, modelo beta, com motor 2.0, dotado dos seguintes opcionais (relacioná-los) e com valor estimado de R$ 30 mil”, é uma quase-meta.

A próxima variável é a exequibilidade. Uma meta tem que ser alcançável, possível, viável. Voltando ao exemplo inicial, o objetivo de integrar o quadro da companhia ABC como gerente comercial não será alcançável se você tiver uma formação acadêmica deficiente, experiência profissional incompatível com o perfil do cargo e dificuldades de relacionamento interpessoal.

Chegamos à relevância. A meta tem que ser importante, significativa, desafiadora. Você decide como meta anual elevar o faturamento de seu departamento em 5% acima da inflação. Entretanto, seu mercado está aquecido e este foi o índice definido – e atingido – nos últimos dois anos. Logo, é preciso ousadia e coragem para determinar um percentual superior a este, capaz de motivar a equipe em busca do resultado. Lembre-se de que o bom não é bom onde o ótimo é esperado.

Finalmente, o aspecto mais negligenciado: o tempo. Muitas metas são bem específicas, mensuráveis, possíveis e importantes, porém não definidas em um horizonte de tempo. Aquela oportunidade de negócio tem que ser concretizada até uma data limite. Determinada reunião deve ocorrer entre oito e nove horas. Certo filme no cinema sairá de cartaz na sexta-feira próxima.

Por isso, evite procrastinar, nome feio dado à mania de adiar compromissos. Este pode ser um golpe fatal em qualquer meta proposta.

Texto de Tom Coelho, educador, conferencista e escritor. E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Site: www.tomcoelho.com.br
Jornal Virtual 160 - 09042010

O BRASIL NÃO TEM DONO: Por que os Tucanos pousaram no poleiro do Estado de S. Paulo e não quiseram sair mais?

O BRASIL NÃO TEM DONO: Por que os Tucanos pousaram no poleiro do Estado de S. Paulo e não quiseram sair mais?


Sr. José Serra é o pré-candidato do PSDB à Presidência da Republica Brasileira. Que maravilha a experiência desse tucano! Como todo tucano pula de galho em galho, de tempos em tempos. Foi prefeito de S. Paulo....pulou para o galho do Estado....governador....e agora quer ser Presidente. Creio que será! Mas, o que esperar de um homem que não fez nada e fez tudo? Na prefeitura de S. Paulo seus projetos foram sequenciados por seu vice, hoje prefeito Kassab, nossa cidade está um lixão a céu aberto. Como Governador do Estado....bom, depois de Mario Covas, que Deus o tenha, os tucanos ficaram um bom tempo sujando o galho do Estado...o Geraldinho de Pinda.....se elegeu sob promessas de construção do Rodo Anel e outras....depois veio o Serra....que já esqueci sua proposta de governo para o estado, porém plantou árvores nos canteiros das marginais....de repente....tira da cartola a solução para os grandes congestionamentos, arranca árvores...amplia o número de pistas nas marginais...inaugura Rodo Anel...faz de conta que inaugura metrô, na verdade são trens bonitos....e lentos, na superfície e não subterrâneos, a sensação que temos é de estar andando num trolebus zero km! Fora essas críticas que faço tenho que PERGUNTAR? Quando o senhor Serra diz que o “Brasil não tem dono” ele exatamente quis dizer o quê? Será que está falando da popularidade do Lula e da unânime aprovação de seu governo pelo POVO. Sempre votei PT, votarei PT, mas não creio que a Dilma irá emplacar essas eleições, até porque, o PT tem em sua característica a liderança, o que não é próprio da Dilma, ela está de carona com o LULA. Sr. Pré-candidato à Presidência da Republica, José Serra, se o Brasil não tem dono, porque vocês do PSDB fizeram do Estado de São Paulo um poleiro privado. Já perdi as contas do tempo que nosso Estado, tornou-se poleiro dos tucanos, está nas mãos de vocês e nada fizeram. Educação uma lástima; saúde enferma; habitação....transporte...fora a migração de grandes empresas para fora de nosso estado....etc..... Sr. José Serra o poleiro (buraco) é mais embaixo. Mostre seu plano de governo para o Brasil em vez de dizer onde o Brasil poderia estar. Os dados e a história mostram que nunca nosso país chegou a tão alto nível de crescimento e se, isso é atribuído a alguém, esse alguém é Lula. Se negarmos essa premissa é falacioso também seu discurso, que o aponta como o que resolveu os problemas da cidade de S. Paulo, como o salvador do Estado de S. Paulo, até porque se foi o salvador de S. Paulo, salvou-o da sujeira deixada pelos tucanos que já estão a anos nesse poleiro.

J. A. Galiani (Filósofo, Teólogo, Pedagogo, Especialista em Ensino Religioso, autor da Rede Salesiana de Escolas, Orientador Pedagógico e professor)

sábado, 10 de abril de 2010

Professor é mais importante que apostila, diz diretor

Professor é mais importante que apostila, diz diretor


Usando ou não apostilas elaboradas por sistemas de ensino, diretores de escolas que têm ou tiveram experiência com esse material concordam que ele nunca será mais importante que o professor.

No colégio Pentágono, em São Paulo, a diretora-geral Gracia Klein afirma que desistiu de trabalhar há três anos com sistemas de ensino.

"Nossa avaliação foi que o livro didático era menos restritivo [que o material apostilado] e permitia um aprofundamento maior dos conteúdos transmitos aos estudantes. Mas não acredito que exista livro didático ou sistema de ensino perfeito. É o professor quem faz a diferença em sala de aula", afirma a diretora.

Já no colégio I.L.Peretz, também de São Paulo, a diretora-geral, Gita Guinsburg, está satisfeita com o uso de um sistema no ensino médio.

"O conteúdo vem todo organizado, o que facilita o trabalho do professor, e o material é mais barato para os pais. Mas isso não é suficiente para garantir a qualidade do ensino. A alma da escola é a qualidade do professor", diz Gita.

(Folha de S.Paulo) http://aprendiz.uol.com.br/content/trowecruwe.mmp

Ensino Médio por blocos!!!!!

Evento orienta diretores sobre ensino médio por blocos  / Quarta-feira, 07 de Abril de 2010

Os diretores das 411 escolas que aderiram à organização do ensino médio por blocos de disciplinas semestrais receberam ontem (6), em Curitiba, orientações do Departamento de Educação Básica (DEB), da Secretaria de Estado da Educação (Seed). “O objetivo principal deste evento é oferecer uma sustentação teórica sobre os aspectos desta modalidade de ensino no Brasil e no Paraná”, explica Mary Lane Hutner, chefe do DEB.

Mary Lane ainda lembra que serão realizados eventos descentralizados de abril ao início de maio com formação específica para os pedagogos e professores destas escolas. “Serão momentos de formação específica para orientar os professores na sua prática pedagógica nesta nova organização curricular por blocos”. Em Curitiba ocorrem duas reuniões, as restantes serão em Londrina, Maringá, Cascavel e Guarapuava.

O evento é uma oportunidade para que os diretores esclareçam suas dúvidas sobre esta organização curricular para o ensino médio. “Ficamos numa ansiedade porque a proposta da organização é muito nova e existe uma cobrança natural de professores, alunos e pais em relação a esta nova proposta”, ressalta a diretora Eiridan Viana, do Colégio Estadual Padre Antônio Vieira, em Engenheiro Beltrão.

Ensino médio por blocos – A organização do ensino médio por blocos de disciplinas é iniciativa da Seed para garantir uma melhoria do ensino médio nas escolas da rede pública estadual. No Paraná, quase 70% dos jovens com idade entre 15 e 19 anos estão dentro das escolas. A quase universalização do acesso não determina a permanência destes estudantes na escola. Segundo dados da Diretoria de Administração Escolar (DAE), os índices de evasão e repetência dos alunos da 3ª série do ensino médio, em 2007, chegou a 23%.

“É uma organização curricular, continua mesmo ensino médio seriado, são três séries e cada série formada por dois blocos, e cada bloco com 100 dias letivos”, explica Edna Amancio de Souza Ramos, técnica pedagógica da Coordenação de Legislação e Ensino do DEB.

A proposta criada em 2008 foi oferecida de forma optativa e 109 aderiram em 2009. Em 2010, mais 304 fizeram a opção de adotar esta organização de ensino. Elas tiveram de reorganizar as turmas de modo que o número total de turmas do Ensino Médio fosse par, uma vez que as disciplinas da matriz curricular estarão organizadas por série dividida em dois blocos ofertados concomitantemente (Bloco 1 e Bloco 2).

http://www.nota10.com.br//noticia-detalhe/7764_Evento-orienta-diretores-sobre-ensino-medio-por-blocos-

Acorda Professor!!!! Projeto que precariza o trabalho do professor será votado em 14/4

Projeto que precariza o trabalho do professor será votado em 14/4
O Projeto de Lei 337 foi incluído na pauta da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados do dia 14/04. A votação estava prevista para o último dia 7, mas acabou não acontecendo.
O projeto foi apresentado pelo deputado Paes Landim (PTB/PI) em 2003 e encontra-se desde 2005 na Comissão de Trabalho.
Espera-se que dessa vez a votação aconteça e que os deputados sejam favoráveis ao parecer que pede a rejeição do projeto, de autoria do Deputado Vicentinho (PT/SP).
Para que isso aconteça é muito importante que os professores pressionem e enviem e-mail aos deputados da Comissão de Trabalho da Câmara. http://www2.camara.gov.br/comissoes/ctasp/membros.html
Desde o início, a FEPESP tem atuado pela rejeição da proposta. Preparou um longo estudo, encaminhou cartas aos deputados e foi a Brasília acompanhar de perto a votação, que acabou não ocorrendo.

Reforma trabalhista sem consulta aos professores
O PL 337 promove uma verdadeira "reforma trabalhista", alterando TODOS os artigos da CLT que disciplinam o trabalho docente (318 a 324) e sem que nenhum professor tivesse sido consultado.

A proposta cria uma subcategoria intitulada "instrutores", com atribuições de preparar e ministrar aulas.
Apesar disso, o projeto de lei cuida de assegurar que esses "instrutores" não têm direito às garantias dos professores.
Ainda que as escolas continuassem a contratar professores de verdade, passariam a registrá-los como "instrutores". Com isso, não precisariam nem cumprir a Convenção Coletiva.
Na educação básica, os professores registrados como "instrutores" perderiam o direito até mesmo à aposentadoria constitucional aos 25/30 anos de magistério.
O projeto ainda reduz direitos que são consagrados para os demais trabalhadores.
O adicional noturno seria pago somente a partir das 23 horas (e não 22h). O trabalho aos domingos poderia ser realizado para fins de compensação de horários ou remunerados com adicional de 50%.
Para os demais trabalhadores, o trabalho aos domingos deve ser remunerado em dobro quando não houver outro dia de folga (no caso dos professores, é impossível fazer a troca do dia de descanso e por isso o adicional deveria ser sempre de 100%).

Fonte: Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP)

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!

Feliz Páscoa!


     Hoje visitando um site de relacionamentos, uma dessas comunidades virtuais, li uma mensagem de Páscoa que me deixou arrepiado. Coisa rara ficar arrepiado ao ler uma mensagem! Tenho certeza que você também ficaria arrepiado. Não tenho a coragem de escrever o que lá li, porém lhe garanto a “feliz páscoa” que lá estava escrita não é nem de longe, o que realmente é a Páscoa. Por isso, peço licença e lhe desejo uma FELIZ PÁSCOA!

     No meu desejo de Feliz Páscoa está embutido, não o desejo de felicidade enquanto a possibilidade de realizar os sonhos próprios, mas a felicidade enquanto possibilidade de assumir nossa condição de filhos e filhas de Deus, que reconhecem em Jesus o rei da vida e faz da vida o que Ele fez e ensinou a fazer “eu vos dei o exemplo amai-vos uns aos outros”. Minha Feliz Páscoa para você está carregada do desejo de descobrirmos que o mundo que aí está precisa de homens e mulheres imbuídos da mais pura generosidade e que vivam sem o interesse pessoal, sem as disputas culturais, religiosas, econômicas e políticas.

     A Feliz Páscoa que lhe desejo está cravada na CRUZ de Cristo, com ele, que assumiu nossos pecados e de vez por todas levou para o sepulcro a morte e todo sofrimento decorrente dela. É no Cristo que reside a força contra o sofrimento; é do seu lado direito que jorra sangue e água; a água que sacia eternamente a sede, o sangue que fecunda a semente da fé. Água e sangue derramados no suor da luta de Cristo a caminho de sua morte é para nós sinônimo de Feliz Páscoa. Para todo aquele que compreende que o seguimento de Cristo se dá pelo seguimento da cruz, a Feliz Páscoa é vivida na alegria da morte. Morte do desejo de consumo, morte do desejo do prazer, morte do desejo do poder. Se com Ele morremos com Ele viveremos!

     A Feliz Páscoa que lhe desejo brota da certeza de que é no fracasso e no sofrimento que a Ressurreição é fecundada. O sepulcro está vazio constata Maria! O anjo questiona, porque procurais entre os mortos o que está vivo? Vem Tomé! Coloca tuas mãos nas minhas chagas! O sonho deixou de ser sonho! Ele, Jesus, o Cristo está vivo! Esta é a Feliz Páscoa que lhe desejo. Esse desejo está cheio de vontade de te ver sorrindo, de te ver sonhando, de te ver acreditando no reino da possibilidade; desejo te encontrar na luta, na dor, no sofrimento e no desespero. Te encontrar desesperado, com dor, sofrendo, porém, lutando até as últimas consequências. Não uma luta qualquer, mas uma luta que valha a pena, uma luta que é certeira, a luta pela Vida. Essa luta sim, é luta! E a certeza da vitória não está em nós, mas n´Ele que prometeu “a Paz esteja convosco”, “eu vos envio, ide!”.

     Esse é meu desejo de Feliz Páscoa para você. Que essa celebração de Páscoa alimente a realização não dos planos pessoais, mas dos planos que Ele nos reservou! Feliz e Santa Páscoa!


Fonte: minha fé, meu coração!

SEMANA SANTA - Sábado

SEMANA SANTA - Sábado


O sábado santo tem por excelência uma característica batismal. O tom litúrgico do Batismo nesse celebração remota ao princípio do cristianismo. Os cristãos se reuniam para uma última preparação dos que seriam batizados. Era momento de profissão de Fé, tinham acabado de aprender o CREDO e diante de toda comunidade, manifestariam essa fé. Celebração longa que se iniciava com o por do sol do sábado até o nascer do sol no Domingo da Ressurreição. Houve períodos que essa celebração aconteceu, sob forma abreviada na manhã do sábado. Foi Pio XII quem recolocou essa celebração em seu devido lugar, na noite do Sábado Santo. O costume de dizer “sábado de aleluia” é fruto desse período em que a vigília pascal acontecia pela manhã do sábado. Com a reforma de Pio XII a celebração do sábado recupera a dimensão de Vigília e projeta o “Aleluia da Ressurreição” para o domingo, mesmo sendo feita a Vigília no sábado. No Concílio do Vaticano II, com todas as reformas litúrgicas propostas a Solene vigília da Páscoa mantendo a tradição anterior é dividida em 4 partes:

1ª parte: a bênção do fogo novo;
Essa cerimônia começou a ser realizada de modo mais geral só a partir do século IX. No pátio, à entrada da igreja, acendia-se o fogo, usando pedras. Talvez inicialmente não fosse propriamente uma cerimônia, mas apenas um gesto normal, imposto pelas circunstâncias. Na quinta-feira, tinham sido apagadas todas as luzes da igreja. Era preciso reacendê-las para as funções noturnas. O meio normal para se conseguir fogo era o uso de pedras, uma vez que não dispunham de nossos meios modernos. A antiga tradição de acender a fogueira através do atrito entre pedras tem a ver com a alusão a Cristo, que é a pedra angular e que, do túmulo escuro de pedras, nasce como luz para o mundo. Aos poucos o ato foi sendo enriquecido com simbolismos. O que, aliás, não é de se estranhar: para os antigos o fogo era sempre um elemento misterioso. Era símbolo da vida, lembrava a divindade. Nada mais natural que esse simbolismo fosse aproveitado pelos cristãos. A própria oração da bênção do fogo diz-nos que "O Cristo é a pedra usada por Deus para acender em nós o fogo da claridade divina". Esse simbolismo, aliás, do Cristo que ilumina, aquece e é centro de vida, era mais claro ainda para os antigos. Isso porque, na Sexta-feira Santa, era costume apagar o fogão e todas as luzes das casas. Era no fogo novo que cada família acendia uma lâmpada para levar para casa e acender tudo de novo.

2ª parte a bênção do Círio Pascal;
Com o fogo novo, solenemente tirado da pedra e benzido, acende-se o Círio Pascal (vela grossa de cera), que é solenemente levado para dentro da igreja, que ainda está às escuras. O diácono/padre, que leva o círio, na entrada, depois no meio da igreja, e finalmente quase chegando ao altar, pára e canta alegremente: A LUZ DE CRISTO!
Isso já nos ajuda a perceber o que significa a cerimônia: glorificação alegre do Cristo que ilumina o mundo. A cada vez que o diácono/padre canta A LUZ DE CRISTO!, todos vão acendendo também suas velas na chama do círio. Em breve toda a igreja está iluminada por velas, que foram todas acesas na mesma chama. Cristo é a Luz, da qual todos os homens recebem a vida, a mesma vida em todos. O Círio Pascal é colocado ao lado do altar. Canta-se então uma das melodias mais belas de toda a música da Igreja: o Exultet – Alegre-se agora toda a multidão dos anjos dos céus... Não sabemos com certeza quando começou essa tradição litúrgica. O certo é que já encontramos referências lá pelo ano 384.

3ª parte a bênção da água Batismal;
Nos primeiros séculos da Igreja, era neste sábado que se fazia o Batismo dos que, durante um tempo mais ou menos longo, tinham sido preparados para a admissão na comunidade. Os que já tinham abraçado a fé cristã, mas ainda estavam recebendo a catequese, chamavam-se catecúmenos. Nessa noite de vigília recebiam as últimas instruções e ouviam com a comunidade leituras da Escritura apropriadas para a circunstância. Logo em seguida o bispo, rodeado pelos sacerdotes e acompanhado pelos catecúmenos e seus padrinhos, dirigiam-se para a fonte batismal, enquanto os fiéis permaneciam na Igreja. A fonte batismal geralmente estava colocada num ambiente separado, chamado Batistério. Durante muitos séculos a fonte batismal era como que uma pequena piscina, onde as pessoas podiam ser mergulhadas na água. Desde os primeiros séculos também, em alguns lugares a fonte estava colocada num local um pouco mais baixo que o piso do batistério, tendo ao centro uma coluna com um reservatório de água. Água que era abundantemente derramada sobre a cabeça dos neófitos (palavra grega que significa novas plantas).

Hoje, temos na Vigília Pascal nove leituras bíblicas, sendo sete do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (epístola e evangelho), que podem ser diminuídas por razões pastorais. Todas estas leituras são entremeadas por salmos ou cânticos, que devem ter, além da proclamação de seu conteúdo específico, a função de dinamizar e animar a assembléia celebrante. Há em algumas comunidades o costume de realizar o Batismo nesse momento; a comunidade também é aspergida com a água abençoada ritual que faz memória do batismo recebido pelos fiéis para fazer perceber o significado do batismo, pelo qual estão unidos à morte e à ressurreição de Cristo.

4ª parte a Missa de Páscoa.
É a maior solenidade do ano. Até o século XI, era só nesse dia que os simples padres podiam cantar solenemente o Glória a Deus nas alturas. Nesse momento do canto do Glória, como ainda hoje, novamente os sinos e os instrumentos musicais irrompiam numa grande explosão de alegria. Cristo venceu a morte, também para nós existe a tranquila garantia de vida e esperança.


Curiosidades – recortes históricos:

No século II, a Vigília Pascal era marcada pela celebração da palavra, o batismo e a celebração eucarística.

A partir do século IV, teve início a celebração do Sacratíssimo Tríduo do Senhor Crucificado, Sepultado e Ressuscitado. A utilização da expressão Tríduo Pascal só passou a ser usada em 1930.

Mais tarde, no século VII, a Vigília Pascal passou a ter início na tarde do Sábado e a eucaristia era celebrada no começo da noite. As leituras começavam a partir das duas horas da tarde, havia a benção do fogo e o canto \"Exulted\".

Por se passar em plena luz do dia, essa celebração passou a ter um caráter negativo pois falava em \"feliz noite\". Assim o Papa Pio V proibiu a celebração da eucaristia durante a tarde, e algumas pessoas passaram a realizar a Vigília no Sábado cedo. A fim de extinguir o conceito da festa, o Papa Urbano VIII acabou com a popularidade da Vigília.

Todas essas proibições fizeram com que as celebrações sofressem mudanças radicais com a reforma litúrgica de Pio XII e o Vaticano II. Antes da reforma, a primeira parte da liturgia era reservada quase somente ao clero, aos ministros e a um pequeno grupo de convidados. Somente depois das reformas, as celebrações tomaram outro caráter.

Segundo antiquíssima tradição, esta noite deve ser comemorada em honra do Senhor, e a Vigília que nela se celebra, em memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, deve ser considerada a mãe de todas as santas Vigílias (Sto. Agostinho). Pois nela, a Igreja se mantém de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-se com os sacramentos a Iniciação cristã.

Toda a celebração da Vigília Pascal se realiza de noite; mas de maneira a não começar antes do início da noite e a terminar antes da aurora do Domingo. Esta Vigília é o cume do ano litúrgico.


Fonte: Anotações pessoais de uma palestra que fiz em 1989 na Paróquia S. Vicente Pallotti – Arapongas Pr.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

SEMANA SANTA – sexta feira

A sexta feira santa no inicio foi chamada de PARASCEVE, nome dado pelos Judeus, pois era o dia de preparação para a Páscoa judaica, nos evangelhos esse dia, foi o dia que Jesus foi crucificado.

Já no século III, Tertuliano deu a sexta-feira santa o nome de DIES PASCHAE, dia da Páscoa. Santo Ambrósio, no século IV, passou a chamar de DIES AMARITUDINIS: Dia da Amargura, que deu origem ao que hoje é dito SEXTA FEIRA MAIOR.

Desde os primórdios não se celebrava nesse dia a eucaristia. Havia apenas leituras e orações. O ritual desse dia está marcado com três partes:

1ª Leitura e Orações:
A liturgia começa diretamente com leituras dos profetas, cantos e a leitura dialogada da Paixão. Há depois uma série de orações solenes pelas necessidades da Igreja e do mundo. A tradição dessas orações, abandonada no século VI, foi retomada pela nova liturgia depois do Concílio Vaticano II, que introduziu em todas as missas as assim chamadas "orações dos fiéis" ou "Oração da Comunidade”.

2ª Adoração da Cruz:
Desde logo é preciso fazer um esclarecimento: Aqui a palavra "adoração" significa apenas veneração solene. Adoração, no sentido próprio, pode ser prestada só a Deus.

A cerimônia da Adoração da Cruz teve origem em Jerusalém, no século IV, depois que Constantino encontrou as relíquias da Cruz do Salvador. Aos poucos a cerimônia foi sendo adotada também por outras cidades onde havia relíquias da Cruz. Mais tarde, foi assumida por todas as Igrejas. Prestando uma veneração especial à Cruz ou ao Crucifixo, manifestamos nossa fé no Cristo Redentor, que nos salvou por sua morte. Adorando a cruz, é de fato ao Cristo que adoramos, reconhecendo nele o Filho de Deus Encarnado e oferecido em sacrifício por nós.

3ª Comunhão:
Desde os tempos mais antigos foi costume não celebrar a Missa na Sexta-feira Santa. Geralmente a explicação dada é que assim a Igreja quer manifestar seu luto pela morte do Salvador. Até o século VIII não havia nem mesmo a comunhão, que só aos poucos foi introduzida na liturgia do dia. Em l622, foi proibida a comunhão dos fiéis. Isso continuou até os nossos dias, quando foi reintroduzida.

Há ainda, na sexta feira a tradição popular de uma procissão com Jesus Morto. O povo reúne-se à noite para caminhar pelas ruas da comunidade com o esquife de Jesus, movido por hinos, orações caminham testemunhando sua fé e, sobretudo, associando-se aos algozes de Jesus. Milhares de pessoas frequentam essas procissões, isto porque o SOFRIMENTO de Cristo é associado ao sofrimento diário do povo. Há ainda, comunidades que fazem durante essa procissão reflexões sobre o tema da Campanha da Fraternidade, isso no Brasil.

Fonte: anotações pessoais no curso de Teologia 1987.

SEMANA SANTA –quinta feira

Chamada no princípio (séc. V) de FERIA QUINTA IN COENA DOMINI, Quinta feira da Ceia do Senhor e em alguns lugares chamada de Dia da Traição, daí a malhação do Judas por populares.
As reformas litúrgicas vêm dando a essa celebração novas características, porém permanece a sua essência: o MANDATUM.

Três ritos básicos compõem essa celebração o rito do lava-pés, a eucaristia, a transladação da eucaristia para um tabernáculo provisório, onde os fiéis fazem a adoração da Santíssima Eucaristia.

O Lava-Pés: ritual que teve inicio em Jerusalém no século V. Por volta do ano 634, no concilio de Toledo, foi exigido que todas a Igrejas fizessem o Lava-pés. É nesse ritual que está o MANDATUM, ou seja, nele canta-se as palavras de Cristo: “Eu vos dou, um novo MANDATUM, um novo mandamento.....que vos ameis.....” Conta-se que o papa S. Gregório Magno costumava lavar os pés de treze e não doze, isto porque servia uma refeição diária a doze pobres: um dia havia um pobre a mais. Seria o Cristo disfarçado de mendigo, daí lavar os pés de treze. O lava-pés reproduz o gesto de Cristo que lavou os pés de seus discípulos, como prova de amor e disposição para servir.

A Eucaristia: Uma celebração eucarística foi acrescentada ao início da noite, pelo Papa Pio XII, em 1955, representando a Ceia do Senhor, hoje é destacado na celebração da Eucaristia a instituição do Ministério Sacerdotal.

A transladação da eucaristia: o tabernáculo oficial, sacrário, é deixado vazio; as hóstias consagradas são levadas para um sacrário provisório servirão para a comunhão dos doentes e da comunidade, uma vez que a próxima eucaristia será só na noite da vigília pascal, sábado. O tabernáculo vazio foi considerado pela devoção popular como sendo o sepulcro vazio. “Por que procurais, entre os mortos, aquele que está vivo?” A essa tradição se soma a de desnudar o altar como sinal do despojamento de Cristo na Cruz.

Em algumas comunidades a comunidade passa a noite em adoração ao santíssimo, isso até a celebração das 15h, na sexta feira da paixão.



(fonte: anotações pessoais em aula de teologia – 1987)

SEMANA SANTA – sexta feira

A sexta feira santa no inicio foi chamada de PARASCEVE, nome dado pelos Judeus, pois era o dia de preparação para a Páscoa judaica, nos evangelhos esse dia, foi o dia que Jesus foi crucificado.

Já no século III, Tertuliano deu a sexta-feira santa o nome de DIES PASCHAE, dia da Páscoa. Santo Ambrósio, no século IV, passou a chamar de DIES AMARITUDINIS: Dia da Amargura, que deu origem ao que hoje é dito SEXTA FEIRA MAIOR.

Desde os primórdios não se celebrava nesse dia a eucaristia. Havia apenas leituras e orações. O ritual desse dia está marcado com três partes:

1ª Leitura e Orações:

A liturgia começa diretamente com leituras dos profetas, cantos e a leitura dialogada da Paixão. Há depois uma série de orações solenes pelas necessidades da Igreja e do mundo. A tradição dessas orações, abandonada no século VI, foi retomada pela nova liturgia depois do Concílio Vaticano II, que introduziu em todas as missas as assim chamadas "orações dos fiéis" ou "Oração da Comunidade”.

2ª Adoração da Cruz:

Desde logo é preciso fazer um esclarecimento: Aqui a palavra "adoração" significa apenas veneração solene. Adoração, no sentido próprio, pode ser prestada só a Deus.

A cerimônia da Adoração da Cruz teve origem em Jerusalém, no século IV, depois que Constantino encontrou as relíquias da Cruz do Salvador. Aos poucos a cerimônia foi sendo adotada também por outras cidades onde havia relíquias da Cruz. Mais tarde, foi assumida por todas as Igrejas. Prestando uma veneração especial à Cruz ou ao Crucifixo, manifestamos nossa fé no Cristo Redentor, que nos salvou por sua morte. Adorando a cruz, é de fato ao Cristo que adoramos, reconhecendo nele o Filho de Deus Encarnado e oferecido em sacrifício por nós.

3ª Comunhão:

Desde os tempos mais antigos foi costume não celebrar a Missa na Sexta-feira Santa. Geralmente a explicação dada é que assim a Igreja quer manifestar seu luto pela morte do Salvador. Até o século VIII não havia nem mesmo a comunhão, que só aos poucos foi introduzida na liturgia do dia. Em l622, foi proibida a comunhão dos fiéis. Isso continuou até os nossos dias, quando foi reintroduzida.

Há ainda, na sexta feira a tradição popular de uma procissão com Jesus Morto. O povo reúne-se à noite para caminhar pelas ruas da comunidade com o esquife de Jesus, movido por hinos, orações caminham testemunhando sua fé e, sobretudo, associando-se aos algozes de Jesus. Milhares de pessoas frequentam essas procissões, isto porque o SOFRIMENTO de Cristo é associado ao sofrimento diário do povo. Há ainda, comunidades que fazem durante essa procissão reflexões sobre o tema da Campanha da Fraternidade, isso no Brasil.

Fonte: anotações pessoais no curso de Teologia 1987.