Uma professora em sala de aula pediu aos alunos que fizessem uma redação e que nela escrevessem o que eles gostariam que Deus fizesse por eles.
À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada.
O marido, nesse momento, acaba de chegar e vendo-a chorando pergunta-lhe o que aconteceu.
Ela respondeu: - Leia!
Era a redação de um menino.
Senhor, esta noite te peço algo especial: transforme-me em um televisor, quero ocupar o seu lugar, viver como vive a TV de minha casa, ter um lugar especial para mim e reunir minha família ao redor. Ser levado a sério quando falo. Quero ser o centro das atenções e ser escutada sem interrupções nem questionamentos.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. Ter a companhia de meu pai, quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado, que minha mãe procure-me quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me e que meus irmãos briguem para estar comigo.
Quero sentir que minha família deixe tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito, só quero viver o que vive qualquer televisor.
Naquele momento, o marido da professora disse: - Meu Deus, coitado desse menino... Que coisa, esses pais...
E ela, olhando para o marido lhe diz: - Essa redação é do nosso filho...
(recebi por e-mail sem fonte)
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
sábado, 1 de maio de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
O Projeto de Lei Ficha Limpa está em perigo.
Alguns deputados estão tentando alterar o texto da Ficha Limpa antes de devolvê-la para votação. Vamos inundar os seus emails com millhares de mensagens, mostrando que somos eleitores sérios e comprometidos com a Ficha Limpa não virar lei! Clique abaixo para usar a ferramenta fácil de mensagens:
Caros amigos,
O Projeto de Lei Ficha Limpa está em perigo. Semana passada o Congresso adiou a votação com o intuito de dar mais tempo para "aprimorar" o projeto, ou seja, enfraquecê-lo para que ele não remova eficazmente corruptos das eleições.
Muitos parlamentares temem essa nova lei já que dezenas deles respondem a processos na justiça. Eles estão tentando influenciar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a enfraquecer o projeto. Nossas vozes precisam falar mais alto -- esta é uma luta pelo futuro do nosso país. Clique abaixo para mandar uma mensagem para a CCJ, pedindo que eles se mantenham firmes contra a corrupção:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?vl
Juntos, nós mostramos o apoio massivo da população brasileira pela Ficha Limpa. No entanto, precisamos fazer mais -- vamos mostrar aos políticos que estamos determinados, não iremos parar e que se formos ignorados, eles irão pagar o preço nas eleições. A CCJ deveria apoiar o projeto de lei, mas é provável que políticos corruptos estejam tentando oferecer acordos e troca de favores para eles enfraquecerem a Ficha Limpa. Nós podemos oferecer uma proposta melhor: se eles apoiarem a Ficha Limpa, ele poderão manter seus empregos.
Vamos inundar a comissão de revisão com milhares de mensagens e telefonemas pedindo que eles tomem a decisão certa: não tolerar a corrupção e se recusar a enfraquecer o texto. A população brasileira quer essa lei e merecemos que ela seja aprovada pelo Congresso:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?vl
Neste ano eleitoral, nós possuímos um grande poder coletivo para mudar a política. Ao redor do mundo, a Internet vem se mostrando uma nova força política, uma forma de democratizar a política e criar novos canais de participação para a população. Se soubermos utilizar esta ferramenta, nossos políticos finalmente entenderão que se nós os elegemos, eles trabalham para nós.
Se trabalharmos juntos, o Ficha Limpa pode se tornar lei mês que vem!
Com esperança,
PS. Estamos quase conseguindo 2 milhões de assinaturas para a petição pela Ficha Limpa - se você ainda não assinou clique aqui: http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/
Saiba mais:
Usuários de redes sociais se mobilizam a favor do Projeto de Lei Ficha Limpa:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/04/06/usuarios-de-redes-sociais-se-mobilizam-a-favor-do-projeto-de-lei-ficha-limpa/
Câmara adia para maio a votação do projeto Ficha Limpa, O Globo, 07/04/2010:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/07/camara-adia-para-maio-votacao-do-projeto-ficha-limpa-916272868.asp
Aliados trabalham contra Ficha Limpa, Estadão, 11/04/2010:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aliados-trabalham-contra-ficha-limpa,536844,0.htm
Caros amigos,
O Projeto de Lei Ficha Limpa está em perigo. Semana passada o Congresso adiou a votação com o intuito de dar mais tempo para "aprimorar" o projeto, ou seja, enfraquecê-lo para que ele não remova eficazmente corruptos das eleições.
Muitos parlamentares temem essa nova lei já que dezenas deles respondem a processos na justiça. Eles estão tentando influenciar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a enfraquecer o projeto. Nossas vozes precisam falar mais alto -- esta é uma luta pelo futuro do nosso país. Clique abaixo para mandar uma mensagem para a CCJ, pedindo que eles se mantenham firmes contra a corrupção:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?vl
Juntos, nós mostramos o apoio massivo da população brasileira pela Ficha Limpa. No entanto, precisamos fazer mais -- vamos mostrar aos políticos que estamos determinados, não iremos parar e que se formos ignorados, eles irão pagar o preço nas eleições. A CCJ deveria apoiar o projeto de lei, mas é provável que políticos corruptos estejam tentando oferecer acordos e troca de favores para eles enfraquecerem a Ficha Limpa. Nós podemos oferecer uma proposta melhor: se eles apoiarem a Ficha Limpa, ele poderão manter seus empregos.
Vamos inundar a comissão de revisão com milhares de mensagens e telefonemas pedindo que eles tomem a decisão certa: não tolerar a corrupção e se recusar a enfraquecer o texto. A população brasileira quer essa lei e merecemos que ela seja aprovada pelo Congresso:
http://www.avaaz.org/po/salve_ficha_limpa/?vl
Neste ano eleitoral, nós possuímos um grande poder coletivo para mudar a política. Ao redor do mundo, a Internet vem se mostrando uma nova força política, uma forma de democratizar a política e criar novos canais de participação para a população. Se soubermos utilizar esta ferramenta, nossos políticos finalmente entenderão que se nós os elegemos, eles trabalham para nós.
Se trabalharmos juntos, o Ficha Limpa pode se tornar lei mês que vem!
Com esperança,
PS. Estamos quase conseguindo 2 milhões de assinaturas para a petição pela Ficha Limpa - se você ainda não assinou clique aqui: http://www.avaaz.org/po/brasil_ficha_limpa/
Saiba mais:
Usuários de redes sociais se mobilizam a favor do Projeto de Lei Ficha Limpa:
http://idgnow.uol.com.br/internet/2010/04/06/usuarios-de-redes-sociais-se-mobilizam-a-favor-do-projeto-de-lei-ficha-limpa/
Câmara adia para maio a votação do projeto Ficha Limpa, O Globo, 07/04/2010:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/04/07/camara-adia-para-maio-votacao-do-projeto-ficha-limpa-916272868.asp
Aliados trabalham contra Ficha Limpa, Estadão, 11/04/2010:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aliados-trabalham-contra-ficha-limpa,536844,0.htm
Pedofilia, homossexualidade, celibato, igreja. Irmãos no ministério sacerdotal!
Irmãos no ministério sacerdotal!
J. A. Galiani
jantgal@bol.com.br
Permitam-me uma opinião sobre os constantes ditos e não ditos em relação à vida sexual dos celibatários católicos que assumiram o ministério sacerdotal. Primeiro considero que o número de pedófilos padres é tão quanto o número de pedófilos não padres, porém não tenho dados. Creio também que o número de padres celibatários que não vivem o celibato seja tão quanto o número de homens e mulheres unidos em matrimonio, que não vivem sua vida sexual só com seu parceiro/a. A homossexualidade no clero secular/religioso é tão quanto a homossexualidade no mundo leigo. Como eu já disse, não tenho dados que comprovem o que digo, tenho depoimento de um ano de vida sacerdotal em que muito me dediquei a ministrar o sacramento da penitencia. Nessa rica experiência aprendi: o Homem age pelo instinto, seu poder racional não tem domínio sobre o poder do sexo, do desejo e do prazer. Todos, padres ou não, são iguais!!! Dizer que o problema da pedofilia é decorrente da imposição do celibato aos padres considero ser estupidez. Dizer que a pedofilia é fruto da homossexualidade é outra estupidez! O que dizer dos tantos casos em que a criança é vítima dentro de sua própria casa, violentada pelo próprio pai?
O que deve ser questionado não é o celibato dos padres, mas a forma com que os padres lidam com o celibato. Se um homem e uma mulher casados são excluídos da participação de alguns sacramentos da igreja, porque vivem uma segunda união ou porque vivem em adultério, sanção essa imposta pelos padres aos fiéis, é de se perguntar, por que entre os padres e para eles, não há uma punição para os que não vivem os compromissos celibatários?
Irmãos no ministério sacerdotal, chega de tanta mentira, chega de tanta hipocrisia, chega de tanta aparência, chega de serem sepulcros caiados, chega de se acharem santos, chega de acharem que a missa é de vocês, que o conhecimento bíblico, litúrgico e toda vida eclesial pertencem ao SABER de vocês.
Os tempos exigem coerência, luta, conquista, sinceridade, transparência, dedicação, honestidade, austeridade, correria ... Estamos cansados de ver padres fantasiados de homem, padres fantasiados de felicidade vivendo o celibato, estamos cansados de ver padres mascarados de padres. Chega de fazer da missa o único lugar de ser padre!!!! Muitos falam, falam, falam....sermões vazios...Homilias distantes do que vivemos no dia a dia...Sorrisos ou carrancas falsos...Tantos aplausos, obrigados e simpatias que não levam à fé, ao compromisso cristão de ver o mundo melhor. A opção do cardeal Joseph Ratzinger feito papa, por uma Igreja “INTRA” não poderia ter dado em outra coisa, está implodindo, o que é bom, afinal o narcisismo impede o verticalismo e horizontalismo do modelo de fé e ação de Jesus.
Irmãos no ministério fui escorraçado pela mãe igreja, pelas opções que fiz depois de ser ordenado padre, muitos como eu, sacerdotes segundo a ordem de Melquisedec que receberam o sacramento da ordem que imprime caráter, isto é, para sempre, me tornaram um pecador, me impediram de ser igreja de Cristo, me impediram de participar da vida da comunidade, mas certo de que o ministério sacerdotal é para sempre, mesmo tendo feito outra opção e, com o apoio de muitos leigos e até alguns padres, grito com orgulho a Igreja é Mãe! Chega Mãe de ser mentirosa! Cuida de seus filhos sejam eles santos ou pecadores, mas não engane sua família mãe, pois a mentira tem pernas curtas e quando a verdade aparece o estrago já é grande. Mãe Igreja seja como teu Filho e então, toda a humanidade professará que Ele é o Salvador. A mãe que ama, quando não tem mais como salvar seu filho da podridão da vida o denuncia à Lei Humana para que, quem sabe essa, o salve.
Coragem mãe Igreja, não basta rezar pelos que tacam pedra na vidraça é preciso limpar a vidraça e o que está por trás dela!!!!!!!!!
J. A. Galiani
jantgal@bol.com.br
Terra dom de Deus!
Massacre de Eldorado dos Carajás completa 14 anos com responsáveis em liberdade.
http://noticias.uol.com.br/politica/2010/04/17/massacre-de-eldorado-dos-carajas-pa-completa-14-anos-com-responsaveis-pelos-crimes-em-liberdade.jhtm
A situação agrária nesse país continua a mesma! Vejamos o que acontece no Rio....morros e mortes bem como em todo país......será o PT ou o PSDB os salvadores da Pátria? Creio que é na organização social, que é na organização popular que está a salvação!
http://noticias.uol.com.br/politica/2010/04/17/massacre-de-eldorado-dos-carajas-pa-completa-14-anos-com-responsaveis-pelos-crimes-em-liberdade.jhtm
A situação agrária nesse país continua a mesma! Vejamos o que acontece no Rio....morros e mortes bem como em todo país......será o PT ou o PSDB os salvadores da Pátria? Creio que é na organização social, que é na organização popular que está a salvação!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
os bispos devem denunciar crimes à polícia
O Vaticano publicou nesta segunda-feira (12) um guia online das normas a serem aplicadas em casos de acusações de abuso sexual contra sacerdotes e defendeu o tratamento dado pelo papa à tempestade de críticas na mídia, dizendo que o papa é "um grande comunicador à sua própria maneira".
Pouco mais de um ano depois de o papa Bento 16 ter reconhecido que a Santa Sé demorou a aderir à Internet, após tropeçar no tratamento dado ao caso de um bispo que negou a ocorrência do Holocausto, o Vaticano postou na Internet um guia simples de suas regras sobre como lidar com acusações de abuso.
Embora as regras não sejam novas, sua divulgação em formato simples e curto reflete a determinação da Igreja Católica Romana de rebater as críticas de que sua reação ao escândalo de abusos sexuais vem sendo burocrática, sigilosa e defensiva.
O site oficial do Vaticano, www.vatican.va, descreveu o guia como "guia introdutório que pode ser útil a leigos e não-canonistas (alusão a cânone, ou seja, as leis internas da igreja)" com relação às normas a serem seguidas pelas igrejas legais na resposta a alegações de abusos sexuais.
O guia deixa claro que os bispos devem denunciar crimes à polícia, dizendo que "as leis civis relativas à denúncia de crimes às autoridades apropriadas sempre devem ser obedecidas".
Os bispos devem investigar cada alegação, e qualquer acusação "que tenha um vestígio de verdade" deve ser encaminhada à Congregação para a Doutrina da Fé.
Esse órgão de aplicação das leis canônicas, no passado comandado pelo cardeal Joseph Ratzinger, o atual papa Bento 16, vem sendo alvo de críticas de pessoas que representam vítimas de abuso, sendo criticada por ter reagido tarde demais ou com força insuficiente.
O documento breve disse que "em casos muito graves, nos quais um julgamento criminal civil considerou o clérigo culpado de abuso sexual", pode-se pedir que o próprio papa destitua o religioso em questão de suas funções.
Uma associação de vítimas com sede nos EUA, SNAP (Rede de Sobreviventes de Pessoas Abusadas por Padres), pediu "ações, não palavras" e disse que "as políticas da igreja, quer tenham sido postadas online ou não, são em grande medida irrelevantes", já que os bispos podem facilmente ignorá-las.
"Grande comunicador"
A resposta do Vaticano à cobertura feita pela mídia dos casos de abusos em muitos casos tem parecido defensiva. O Vaticano tomou a iniciativa incomum de criticar nominalmente o jornal The New York Times por estar em "modo de ataque" relativo à resposta dada pelo papa, na época em que era cardeal, ao abuso de 200 meninos surdos por um padre nos anos 1950 e 1960.
Na semana passada um advogado do Vaticano acusou a mídia de "apressar-se a julgar" as acusações de que Ratzinger, antes de ser eleito papa, teria tentado impedir a destituição de um padre da Califórnia que abusou sexualmente de crianças.
O editor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano tentou retratar o erudito Bento 16, cuja falta de habilidade em tratar com a mídia frequentemente é contrastada com seu carismático predecessor João Paulo 2o, como um pontífice "que pode escrever à mão, mas está muito atento a questões de comunicação" na era da Internet.
"O papa é um grande comunicador também, à sua própria maneira", disse o editor do jornal, Giovanni Maria Vian. "Cada um tem sua própria maneira de comunicar-se, dependendo de sua personalidade. Mas é verdade que poderia ser feito melhor."
(Reportagem de Stephen Brown)
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/04/12/vaticano-posta-normas-online-sobre-abuso-para-calar-criticos.jhtm
Pouco mais de um ano depois de o papa Bento 16 ter reconhecido que a Santa Sé demorou a aderir à Internet, após tropeçar no tratamento dado ao caso de um bispo que negou a ocorrência do Holocausto, o Vaticano postou na Internet um guia simples de suas regras sobre como lidar com acusações de abuso.
Embora as regras não sejam novas, sua divulgação em formato simples e curto reflete a determinação da Igreja Católica Romana de rebater as críticas de que sua reação ao escândalo de abusos sexuais vem sendo burocrática, sigilosa e defensiva.
O site oficial do Vaticano, www.vatican.va, descreveu o guia como "guia introdutório que pode ser útil a leigos e não-canonistas (alusão a cânone, ou seja, as leis internas da igreja)" com relação às normas a serem seguidas pelas igrejas legais na resposta a alegações de abusos sexuais.
O guia deixa claro que os bispos devem denunciar crimes à polícia, dizendo que "as leis civis relativas à denúncia de crimes às autoridades apropriadas sempre devem ser obedecidas".
Os bispos devem investigar cada alegação, e qualquer acusação "que tenha um vestígio de verdade" deve ser encaminhada à Congregação para a Doutrina da Fé.
Esse órgão de aplicação das leis canônicas, no passado comandado pelo cardeal Joseph Ratzinger, o atual papa Bento 16, vem sendo alvo de críticas de pessoas que representam vítimas de abuso, sendo criticada por ter reagido tarde demais ou com força insuficiente.
O documento breve disse que "em casos muito graves, nos quais um julgamento criminal civil considerou o clérigo culpado de abuso sexual", pode-se pedir que o próprio papa destitua o religioso em questão de suas funções.
Uma associação de vítimas com sede nos EUA, SNAP (Rede de Sobreviventes de Pessoas Abusadas por Padres), pediu "ações, não palavras" e disse que "as políticas da igreja, quer tenham sido postadas online ou não, são em grande medida irrelevantes", já que os bispos podem facilmente ignorá-las.
"Grande comunicador"
A resposta do Vaticano à cobertura feita pela mídia dos casos de abusos em muitos casos tem parecido defensiva. O Vaticano tomou a iniciativa incomum de criticar nominalmente o jornal The New York Times por estar em "modo de ataque" relativo à resposta dada pelo papa, na época em que era cardeal, ao abuso de 200 meninos surdos por um padre nos anos 1950 e 1960.
Na semana passada um advogado do Vaticano acusou a mídia de "apressar-se a julgar" as acusações de que Ratzinger, antes de ser eleito papa, teria tentado impedir a destituição de um padre da Califórnia que abusou sexualmente de crianças.
O editor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano tentou retratar o erudito Bento 16, cuja falta de habilidade em tratar com a mídia frequentemente é contrastada com seu carismático predecessor João Paulo 2o, como um pontífice "que pode escrever à mão, mas está muito atento a questões de comunicação" na era da Internet.
"O papa é um grande comunicador também, à sua própria maneira", disse o editor do jornal, Giovanni Maria Vian. "Cada um tem sua própria maneira de comunicar-se, dependendo de sua personalidade. Mas é verdade que poderia ser feito melhor."
(Reportagem de Stephen Brown)
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/04/12/vaticano-posta-normas-online-sobre-abuso-para-calar-criticos.jhtm
domingo, 11 de abril de 2010
O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais
O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais
“O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais. Do Vaticano II (1962-1965) aprendemos que cumpre identificar nos sinais uma interpelação que Deus nos quer transmitir. Vejo que a interpelação vai nesta linha: está na hora de a Igreja romano-católica fazer o que todas as demais Igrejas fizeram: abolir o celibato imposto por lei eclesiástica e liberá-lo para aqueles que veem sentido nele e conseguem vivê-lo com jovialidade e leveza de espírito”.
Eis o artigo.
Autor: Leonardo Boff
Fonte: O Estado de S.Paulo e Unisinos
“O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais. Do Vaticano II (1962-1965) aprendemos que cumpre identificar nos sinais uma interpelação que Deus nos quer transmitir. Vejo que a interpelação vai nesta linha: está na hora de a Igreja romano-católica fazer o que todas as demais Igrejas fizeram: abolir o celibato imposto por lei eclesiástica e liberá-lo para aqueles que veem sentido nele e conseguem vivê-lo com jovialidade e leveza de espírito”.
Eis o artigo.
O levantamento dos padres pedófilos em quase todos os países da cristandade católica está ainda em curso, revelando a extensão desse crime que tantos prejuízos tem provocado em suas vítimas. É pouco dizer que a pedofilia envergonha a Igreja. É pior. Ela representa uma dívida impagável com aqueles menores que foram abusados sob a capa da credibilidade e da confiança que a função de padre encarna. A tese central do papa Ratzinger que cansei de ouvir em suas conferências e aulas vai por água abaixo.
Para ele, o importante não é que a Igreja seja numerosa. Basta que seja um "pequeno rebanho", constituído de pessoas altamente espiritualizadas. Ela é um pequeno "mundo reconciliado" que representa os outros e toda a humanidade. Ocorre que dentro desse pequeno rebanho há pecadores criminosos e é tudo menos um "mundo reconciliado". Ela tem que humildemente acolher o que dizia a tradição: a Igreja é santa e pecadora e é uma "casta meretriz". Não é suficiente ser Igreja. Ela tem que trilhar, como todos, pelo caminho do bem e integrar as pulsões da sexualidade que já possui 1 bilhão de anos de memória biológica para que seja expressão de enternecimento e de amor e não de obsessão e de violência contra menores.
O escândalo da pedofilia se constitui num sinal dos tempos atuais. Do Vaticano II (1962-1965) aprendemos que cumpre identificar nos sinais uma interpelação que Deus nos quer transmitir. Vejo que a interpelação vai nesta linha: está na hora de a Igreja romano-católica fazer o que todas as demais Igrejas fizeram: abolir o celibato imposto por lei eclesiástica e liberá-lo para aqueles que veem sentido nele e conseguem vivê-lo com jovialidade e leveza de espírito. Mas essa lição não está sendo tirada pelas autoridades romanas. Ao contrário, apesar dos escândalos, reafirmam o celibato com mais vigor.
Sabemos como é insuficiente a educação para a integração da sexualidade no processo de formação dos padres. Ela é feita longe do contato normal com as mulheres, o que produz certa atrofia na construção da identidade. As ciências da psique nos deixaram claro: o homem só amadurece sob o olhar da mulher e a mulher sob o olhar do homem. Homem e mulher são recíprocos e complementares. O sexo genético-celular mostrou que a diferença entre homem e mulher, em termos de cromossomos, se reduz a apenas um cromossomo. A mulher possui dois cromossomos XX e o homem, um cromossomo X e outro Y. Donde se depreende que o sexo-base é o feminino (XX), sendo o masculino (XY) uma diferenciação dele. Não há, pois, um sexo absoluto, mas apenas um dominante. Em cada ser humano, homem e mulher, existe "um segundo sexo". Na integração do animus e da anima, vale dizer, das dimensões de feminino e de masculino presentes em cada um, se gesta a maturidade sexual.
Essa integração vem sendo dificultada pela ausência de uma das partes, a mulher, que é substituída pela imaginação e pelos fantasmas que, se não forem submetidos à disciplina, podem gerar distorções. O que se ensinava nos seminários não é sem sabedoria: quem controla a imaginação, controla a sexualidade. Em grande parte, assim é. Mas a sexualidade possui um vigor vulcânico. Paul Ricoeur, que muito refletiu filosoficamente sobre a teoria psicanalítica de Freud, reconhece que a sexualidade escapa ao controle da razão, das normas morais e das leis. Ela vive entre a lei do dia, em que valem as regras e os comportamentos estatuídos, e a lei da noite, em que funciona a pulsão, a força da vitalidade espontânea. Só um projeto ético e humanístico de vida (o que queremos ser) pode dar direção a essa dialética e transformá-la em força de humanização e de relações fecundas.
Nesse processo o celibato não é excluído. Ele é uma das opções possíveis que eu defendo. Mas o celibato não pode nascer de uma carência de amor, ao contrário: deve resultar de uma superabundância de amor a Deus que transborda para os que estão a sua volta.
Por que a Igreja romano-católica não dá um passo e abole a lei do celibato? Porque é contraditório com a sua estrutura. Ela é uma instituição total, autoritária, patriarcal e altamente hierarquizada. Ela abarca a pessoa do nascimento à morte. O poder conferido ao papa, para uma consciência cidadã mínima, é simplesmente tirânico. O cânon 331 é claro. Trata-se de um poder "ordinário, supremo, pleno, imediato e universal". Se riscarmos a palavra papa e colocarmos Deus, funciona perfeitamente. Por isso se dizia: "O papa é o deus menor na terra". Uma Igreja que coloca o poder em seu centro fecha as portas e as janelas para o amor, a ternura e o sentido da compaixão. O celibatário é funcional para esse tipo de Igreja.
O celibato implica cooptar o sacerdote totalmente a serviço, não da humanidade, mas desse tipo de Igreja. Ele só deverá amar a Igreja. Enquanto essa lógica perdurar, não esperemos que a lei do celibato seja abolida. Ele é muito cômoda para ela.
Mas como fica o sonho de Jesus de uma comunidade fraterna e igualitária? Bem, isso é um outro problema, talvez o principal.
Autor: Leonardo Boff
Fonte: O Estado de S.Paulo e Unisinos
Congresso Internacional de Pedagogia Social
Enquanto isso, no Blog Educação em pauta ...
A Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP www.usp.br/pedagogiasocial ) sediará, entre os dias 21 e 24 de abril, o 3º Congresso Internacional de Pedagogia Social. Os temas da regulamentação da educação social como profissão no Brasil e da organização dos educadores sociais como categoria profissional serão o eixo central do evento, que terá participação de convidados da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Cuba, Argentina e Uruguai. Confira esta notícia completa e outros assuntos no blog das revistas Profissão Mestre e Gestão Educacional. Acesse:
http://profissaomestreegestaoeducacional.blogspot.com/
Jornal Virtual 160 - 09042010
A Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP www.usp.br/pedagogiasocial ) sediará, entre os dias 21 e 24 de abril, o 3º Congresso Internacional de Pedagogia Social. Os temas da regulamentação da educação social como profissão no Brasil e da organização dos educadores sociais como categoria profissional serão o eixo central do evento, que terá participação de convidados da Inglaterra, Alemanha, Espanha, Cuba, Argentina e Uruguai. Confira esta notícia completa e outros assuntos no blog das revistas Profissão Mestre e Gestão Educacional. Acesse:
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