ASSITI NA TV GLOBO, NO FANTÁSTICO, UMA REPORTAGEM SOBRE A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, ORA ENTRE ALUNOS, ORA ENTRE PAIS, ORA ENTRE PAIS E PROFESSORES, ORA ENTRE ALUNOS E DIREÇÃO........ e a reportagem centrou os recortes informados na pergunta:
qual é a melhor maneira de trazer a paz de volta à sala de aula?
VOU REDUZIR a reflexão em uma resposta CURTA E GROSSA:
DEVOLVER AOS FILHOS OS PAIS! Dar aos pais o que lhes falta: EDUCAÇÃO; para que não tenham os filhos como bibelôs de cristaleira.
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
domingo, 28 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Missões no Piauí.
Quero nesse dia frio que faz em São Paulo lembrar os dias quentes de inverno que passei em S. João do Piauí e para isso partilho algumas fotos de lá.
Em busca de novas competências
Olá gestores e educadores,
A aprendizagem do aluno é, acima de tudo, o principal objetivo de uma escola e de seus professores. Para alcançá-la, é necessária uma série de competências e habilidades, que torne o processo significativo para o estudante. Com base em autores como David Ausubel e Joseph Novak, a professora Sulivam Pereira Brito apresenta a importância da prática reflexiva do docente e da necessidade de desenvolver a aprendizagem significativa, neste artigo exclusivo para o Jornal Virtual. Boa leitura!
Dê sua opinião! O que pensa sobre este texto? Mande um e-mail para editorial@humanaeditorial.com.br ou mande uma mensagem nos nossos twitters, @ProfissaoMestre ou @gestao_edu.
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A aprendizagem do aluno é, acima de tudo, o principal objetivo de uma escola e de seus professores. Para alcançá-la, é necessária uma série de competências e habilidades, que torne o processo significativo para o estudante. Com base em autores como David Ausubel e Joseph Novak, a professora Sulivam Pereira Brito apresenta a importância da prática reflexiva do docente e da necessidade de desenvolver a aprendizagem significativa, neste artigo exclusivo para o Jornal Virtual. Boa leitura!
Em busca de novas competências
Vivemos numa sociedade em constante processo de mudança, o qual só é efetivado quando a educação assume seu real papel na sociedade.
O mundo atual pede investimento em novos compromissos para renovar a educação, exigindo a presença de um novo modelo de ensino-aprendizagem que proponha a mudança de mentalidade do profissional, pela atualização, aperfeiçoamento e pelo desenvolvimento da capacidade reflexiva da sua prática educativa. O professor deve incorporar na sua prática educativa as expressões: aprender a aprender e ensinar a aprender.
O produto da aprendizagem depende da forma como o professor apresenta o conteúdo e da maneira como os estudantes vão processar este conteúdo. Vejamos os pontos mais relevantes:
- A aprendizagem ocorre quando o aluno se centra no assunto e busca o envolvimento da compreensão e domínio do proposto pela escolha de estratégias de estudo e pesquisa reconstruindo os conceitos que foram trabalhados com os conhecimentos anteriores;
- A atividade construtiva do aluno está ligada ao contexto social e interpessoal sempre que ele realiza a assimilação das novas informações na apropriação dos conteúdos e na atribuição das significações.
O primeiro passo é buscar informações a respeito do seu público-alvo: Qual o seu perfil? Quais as suas necessidades? Você já planejou o que fazer, como fazer, quando deve ser feito e em que condições?
O produto da aprendizagem depende do projeto político-pedagógico, do planejamento, dos objetivos de aprendizagem, dos conteúdos e de como os alunos vão processar este conteúdo. Vamos relembrar algumas teorias que orientam um projeto político-pedagógico.
O cognitivismo tem como foco os processos mentais de aquisição de conhecimento, habilidades e atitudes em interação com o meio ambiente provocando uma mudança de comportamento.
O construtivismo indica que a aprendizagem é um processo ativo e reflexivo que envolve o processo de descoberta, pelas experiências vividas pelo indivíduo e pela sua interação com o meio ambiente onde ocorre a construção do conhecimento.
Como representante temos: David Ausubel e a teoria da aprendizagem significativa, que propõe uma aprendizagem como um processo de ensino que faça sentido para o aluno. A fundamentação teórica dos mapas conceituais está baseada no modelo de aprendizagem significativa que tem como preocupação identificar estruturas mentais de memória e raciocínio. Aprendizagem significativa tenta dar sentido entre as novas informações, (acredito que não deve haver essa vírgula porque ela está comparando dos dois) e os conhecimentos já existentes no aluno. A aprendizagem significativa é inclusiva, pois o material a ser trabalhado deve ser potencialmente significativo.
O material é potencialmente significativo quando a aprendizagem implica em modificações na estrutura cognitiva. A mudança que irá ocorrer se fará por meio de novos significados e não pelo acúmulo de conceitos sem conexões com os conhecimentos anteriores.
Ausubel salienta que os conceitos-chave vão constituir a base para a aprendizagem posterior e que devemos usar âncoras que são os organizadores prévios. São mensagens que mobilizam os alunos para os assuntos que serão aprendidos. A finalidade é servir de ponte cognitiva entre o que o aluno já sabe e o que virá a saber.
A técnica de construção e a teoria a respeito dos mapas conceituais foram desenvolvidas pelo pesquisador Joseph Novak que define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento.
Os mapas conceituais são úteis na área educacional tanto como ferramenta de trabalho, pois os mapas exigem um planejamento pedagógico agregando vantagens à educação, quanto como recurso que enriquece o espaço pedagógico.
O professor, ao promover a aprendizagem significativa, passa a desconstruir algumas atitudes e estimular outras, como apoiar o aluno a fazer perguntas no lugar de apenas dar respostas. A aprendizagem envolve o processo de conhecimento na construção da pessoa dentro e fora da escola, elevando a autoestima do aluno e permitindo que ele veja a si mesmo e as situações nas quais está envolvido.
Sulivam Pereira Brito é Socióloga, mestre em Linguística e Semiótica, designer educacional e professora universitária.
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sábado, 20 de agosto de 2011
Ganhar mais e viver melhor: o desafio atual do brasileiro
Provavelmente você que está lendo este artigo deve estar entre os 20 milhões de pessoas pertencentes às classes A e B no Brasil. E este número só cresce: em 2014 haverá 30 milhões de ricos em nossa nação.
Entre 2003 a 2009, 30 milhões de brasileiros saíram da pobreza, mas há um número também expressivo de sete milhões de pessoas que romperam a fronteira da alta renda. O Brasil é hoje uma das economias que mais crescem no cenário econômico global, mas fica a pergunta: ganhar mais tem feito você viver menos? O quanto crescer a sua renda significou também desenvolver-se como ser humano, em termos de Qualidade de Vida?
Nas economias emergentes, como é o caso do Brasil, é cada vez mais propagada a promessa de que é possível “chegar lá”. Esta mensagem é encontrada em campanhas publicitárias, publicações de negócios e comportamentos, e até mesmo em programas televisivos. E realmente muitos brasileiros têm conquistado este crescimento financeiro, mas a que custo psicológico? Antigamente era mais aceitável a noção de que somente poucas pessoas podiam aspirar à riqueza, cabendo à outra grande maioria a resignação à exploração. Vivemos hoje um momento histórico de nossa sociedade, em que a promessa de realização financeira é democratizada a todos, independentemente de credo, gênero ou cor.
Em uma sociedade que nos julga cada vez mais pelo ter do que pelo ser, ascender socialmente é quase um passe para a dignidade, e lutar contra este paradigma é uma missão praticamente impossível. Desta forma, buscamos cada vez mais status, até porque é mais difícil gostar de si mesmo caso o outro não demonstre mostrar que nos valoriza. Desta forma nos apegamos a sinais de enriquecimento para que nos sintamos aceitáveis, perante o outro e nós mesmos. E assim, acompanhando o aumento do PIB nacional, também vemos o aumento paralelo de casos de depressão e ansiedade, os quais geralmente são pouco associados na grande mídia a este fenômeno de crescimento (e não desenvolvimento) de nossa economia.
A hipótese sugerida é que, como próximo patamar de evolução da sociedade brasileira, urge a busca individual e coletiva por um estado de desenvolvimento do bem-estar, em um “caminho do meio” criativo e equilibrado, no qual se enriquece, mas também se vive melhor, em termos de satisfação de Vida em geral. Há casos de países que perceberam a importância de não apenas crescer, mas também se desenvolver. O Butão, um pequeno e fechado reino encravado entre a China e a Índia, considera tão importante quanto o Produto Interno Bruno (PIB) a Felicidade Interna Bruta (FIB). O modelo da FIB baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana se dá quando o desenvolvimento espiritual e material acontecem lado a lado, complementando e reforçando um ao outro.
Como podemos constatar, o desafio atual do brasileiro será conciliar seu crescimento financeiro com seu desenvolvimento humano. Continuar aumentando a poupança e a quantidade de carros na garagem, à custa de noites mal dormidas e relacionamentos falidos, parece não ser uma estratégia inteligente e sustentável no longo prazo. E você, acredita que é possível ganhar mais e viver melhor? A palavra é equilíbrio!
Autor: André Dameto
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18794&cod_canal=42
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
como educar os que nasceram a partir de 1993
O dilema do professor frente à geração Z
Como concorrer com ferramentas como o celular, o computador e a Internet e suas inúmeras formas atrativas que encantam os jovens da geração Z (nascidos a partir de 1993)? Como captar a atenção desses jovens que nasceram e cresceram na era digital? Qual o desafio do professor em atrair essa geração acostumada com e-mail, Twitter, Facebook, Orkut, blogs, Google, informações e comunicações instantâneas?
Há uma reclamação recorrente por parte dos professores com relação ao uso do notebook em sala de aula, uma vez que os alunos se distraem e não prestam atenção à aula. Ora, mas essa geração é a geração da pluralidade, que consegue desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo. É comum, durante as aulas, o aluno fazer uma pesquisa, tuitar, atualizar o mural do Facebook, isso tudo ao mesmo tempo, enquanto assiste às aulas. Mas quanto do conteúdo que é dado em sala pelo professor é realmente assimilado?
A grande vantagem da internet é o acesso fácil e a qualquer momento à informação. Com isso, os alunos acabam preterindo a fala do professor, ou melhor, a aula, pois sabem que podem, num piscar de olhos, fazer uma leitura sobre aquele assunto. A internet estimula as inteligências múltiplas de diversas maneiras, mas talvez de forma superficial. Por exemplo: a leitura em profundidade foi substituída por posts. Para que o aluno precisa ler um livro sobre determinado assunto se o Google disponibiliza o resumo, se o Youtube oferece os mais fantásticos (e também os mais medíocres) vídeos dos mais diferentes assuntos?
O neurocientista Gary Small, pesquisador da Universidade da Califórnia (EUA), acredita que, desde quando o homem primitivo aprendeu a usar uma ferramenta, o cérebro não sofria um impacto tão grande e significativo como ocorreu com o uso da Internet. Sabemos que o cérebro humano é uma estrutura que é movida a desafios e que se transforma com eles.
Segundo pesquisa recente, os alunos de bons professores aprendem 68% mais do que os colegas orientados pelos piores docentes. Então o professor é quem faz a diferença. Apesar de todos os atrativos da internet, em sala de aula, um bom professor é o destaque. E nesse sentido o papel do professor é fundamental em abastecer e alimentar os cérebros dos seus jovens alunos e ajudá-los a aprofundar o conhecimento, a fazer conexões, a transformar essa rede de informações em conhecimentos significativos. Ou pode também proibir o aluno de usar o notebook e de acessar a Internet e usar em suas aulas apenas o PowerPoint, para mostrar textos e mais textos, lendo-os em seguida, sem explicar ou contextualizar, sem instigar os alunos à participação.
Se, afinal, a geração Z está acostumada com atividades que envolvam oxigenação, inovação, criatividade, como se relacionar com alunos que estão num nível digital, tecnológico, diferente do professor?
É necessário que o professor esteja motivado, busque qualificação permanente, conheça as características das novas gerações, os processos cognitivos de aprendizagem, as novas tecnologias e, claro, interaja com elas. Nesse sentido, somos todos aprendizes.
Elizabeth Magno é professora do Estado em Macapá (AM) e coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Superior do Amapá.
Dê sua opinião!
O que pensa sobre este texto? Mande um e-mail para editorial@humanaeditorial.com.br ou mande uma mensagem nos nossos twitters, @ProfissaoMestre ou @gestao_edu.
http://twitter.com/ProfissaoMestre
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Acesse nosso site: www.humanaeditorial.com.br
Como concorrer com ferramentas como o celular, o computador e a Internet e suas inúmeras formas atrativas que encantam os jovens da geração Z (nascidos a partir de 1993)? Como captar a atenção desses jovens que nasceram e cresceram na era digital? Qual o desafio do professor em atrair essa geração acostumada com e-mail, Twitter, Facebook, Orkut, blogs, Google, informações e comunicações instantâneas?
Há uma reclamação recorrente por parte dos professores com relação ao uso do notebook em sala de aula, uma vez que os alunos se distraem e não prestam atenção à aula. Ora, mas essa geração é a geração da pluralidade, que consegue desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo. É comum, durante as aulas, o aluno fazer uma pesquisa, tuitar, atualizar o mural do Facebook, isso tudo ao mesmo tempo, enquanto assiste às aulas. Mas quanto do conteúdo que é dado em sala pelo professor é realmente assimilado?
A grande vantagem da internet é o acesso fácil e a qualquer momento à informação. Com isso, os alunos acabam preterindo a fala do professor, ou melhor, a aula, pois sabem que podem, num piscar de olhos, fazer uma leitura sobre aquele assunto. A internet estimula as inteligências múltiplas de diversas maneiras, mas talvez de forma superficial. Por exemplo: a leitura em profundidade foi substituída por posts. Para que o aluno precisa ler um livro sobre determinado assunto se o Google disponibiliza o resumo, se o Youtube oferece os mais fantásticos (e também os mais medíocres) vídeos dos mais diferentes assuntos?
O neurocientista Gary Small, pesquisador da Universidade da Califórnia (EUA), acredita que, desde quando o homem primitivo aprendeu a usar uma ferramenta, o cérebro não sofria um impacto tão grande e significativo como ocorreu com o uso da Internet. Sabemos que o cérebro humano é uma estrutura que é movida a desafios e que se transforma com eles.
Segundo pesquisa recente, os alunos de bons professores aprendem 68% mais do que os colegas orientados pelos piores docentes. Então o professor é quem faz a diferença. Apesar de todos os atrativos da internet, em sala de aula, um bom professor é o destaque. E nesse sentido o papel do professor é fundamental em abastecer e alimentar os cérebros dos seus jovens alunos e ajudá-los a aprofundar o conhecimento, a fazer conexões, a transformar essa rede de informações em conhecimentos significativos. Ou pode também proibir o aluno de usar o notebook e de acessar a Internet e usar em suas aulas apenas o PowerPoint, para mostrar textos e mais textos, lendo-os em seguida, sem explicar ou contextualizar, sem instigar os alunos à participação.
Se, afinal, a geração Z está acostumada com atividades que envolvam oxigenação, inovação, criatividade, como se relacionar com alunos que estão num nível digital, tecnológico, diferente do professor?
É necessário que o professor esteja motivado, busque qualificação permanente, conheça as características das novas gerações, os processos cognitivos de aprendizagem, as novas tecnologias e, claro, interaja com elas. Nesse sentido, somos todos aprendizes.
Elizabeth Magno é professora do Estado em Macapá (AM) e coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Superior do Amapá.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
afastamento do juiz responsável pelo processo que apura a morte do casal de extrativistas.
Movimentos sociais pedem afastamento de juiz que investiga assassinato de casal no Pará
Luana Lourenço / Da Agência Brasil, em Brasília
Movimentos sociais e parentes de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, assassinados em maio último no sudeste do Pará, querem o afastamento do juiz responsável pelo processo que apura a morte do casal de extrativistas.
As organizações pedem que o juiz Murilo Lemos Leão, da 4ª Vara Penal de Marabá (PA), seja substituído ou que o processo seja federalizado.
Durante as investigações, o juiz negou por duas vezes o pedido de prisão preventiva de três suspeitos, que depois foram apontados pela Polícia Civil como responsáveis pelas mortes: o fazendeiro José Rodrigues Moreira, suspeito de ser o mandante do crime, e os possíveis executores Lindon Jonhson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento.
Mesmo depois da conclusão do inquérito policial, o pedido de prisão ainda não foi acatado.
“Ao negar a decretação da prisão dos acusado por duas vezes, o juiz contribuiu para que eles fugissem da região. Agora, mesmo que seja decretada, a prisão do grupo se torna ainda mais difícil”, assinalam organizações, em nota.
Entre as entidades que assinam o manifesto, estão a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Se o Judiciário do Pará não aceitar trocar o juiz que conduz o caso, o grupo pretende levar ao Ministério Público Federal o pedido de federalização do processo.
“Na esfera federal, espera-se que a apuração seja mais ampla e que todos os responsáveis sejam devidamente identificados e presos, dando dessa forma a tranquilidade necessária para o prosseguimento da ação penal”, destacam as entidades, na nota
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2011/07/26/movimentos-sociais-pedem-afastamento-de-juiz-que-investiga-assassinato-de-casal-no-para.jhtm
http://zip.net/bqDcY
Luana Lourenço / Da Agência Brasil, em Brasília
Movimentos sociais e parentes de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, assassinados em maio último no sudeste do Pará, querem o afastamento do juiz responsável pelo processo que apura a morte do casal de extrativistas.
As organizações pedem que o juiz Murilo Lemos Leão, da 4ª Vara Penal de Marabá (PA), seja substituído ou que o processo seja federalizado.
Durante as investigações, o juiz negou por duas vezes o pedido de prisão preventiva de três suspeitos, que depois foram apontados pela Polícia Civil como responsáveis pelas mortes: o fazendeiro José Rodrigues Moreira, suspeito de ser o mandante do crime, e os possíveis executores Lindon Jonhson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento.
Mesmo depois da conclusão do inquérito policial, o pedido de prisão ainda não foi acatado.
“Ao negar a decretação da prisão dos acusado por duas vezes, o juiz contribuiu para que eles fugissem da região. Agora, mesmo que seja decretada, a prisão do grupo se torna ainda mais difícil”, assinalam organizações, em nota.
Entre as entidades que assinam o manifesto, estão a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Se o Judiciário do Pará não aceitar trocar o juiz que conduz o caso, o grupo pretende levar ao Ministério Público Federal o pedido de federalização do processo.
“Na esfera federal, espera-se que a apuração seja mais ampla e que todos os responsáveis sejam devidamente identificados e presos, dando dessa forma a tranquilidade necessária para o prosseguimento da ação penal”, destacam as entidades, na nota
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2011/07/26/movimentos-sociais-pedem-afastamento-de-juiz-que-investiga-assassinato-de-casal-no-para.jhtm
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Empreendedorismo jovem: qual o seu lugar na escola básica?
Olá gestores e educadores,
Ensinar português, matemática e outras matérias continua sendo a prioridade da escola. No entanto, com um mercado de trabalho cobrando cada vez mais do jovem, será que a escola não deveria se preocupar também em formar um jovem empreendedor, capaz de suprir esta demanda? É isto que a doutora em Educação Targélia de Souza Albuquerque indaga neste texto, produzido exclusivamente para o Jornal Virtual
Empreendedorismo jovem: qual o seu lugar na escola básica?
Iniciamos esse diálogo com uma problematização para a escola, e em especial, para nós, educadores: como os jovens podem fazer a diferença como coautores de uma cidadania planetária e qual o compromisso da escola básica com a formação plena de nossos estudantes?
Nos últimos trinta anos, as transformações sociais vêm se radicalizando e exigindo posicionamentos científicos e tecnológicos cada vez mais inovadores. A sociedade do conhecimento gera poder na medida em que constrói as relações de subordinação. Por essa razão, uma educação emancipadora se torna indispensável cada vez mais cedo. Não se pode esperar mais o término de um curso superior ou o ingresso no primeiro emprego para se pensar em empreender e inovar. A excelente formação acadêmica e tecnológico-profissional de nossos jovens continua a ser uma das exigências de sua educação plena, porém novas demandas estão se impondo como necessárias à inserção crítica e com autonomia no mercado de trabalho e colocando novos desafios à reinvenção da sua empregabilidade. O emprego, na ótica tradicional, já não dá conta das exigências de sobrevivência, de desenvolvimento sustentável, entre outras demandas da produção de uma sociedade digna, fraterna e justa.
Problematizar sobre novas possibilidades de emprego e alternativas criativas de sobrevivência, que contribuam para o desenvolvimento das comunidades locais e de processos mais amplos, passa a ser responsabilidade de todos os educadores e profissionais que direta ou indiretamente participam da vida dos jovens no nosso país. Isso também vai fazendo parte da vida do próprio jovem, na medida em que constrói e/ou conquista autonomia.
Este conceito precisa ser ampliado, relacionando-o principalmente com as categorias de autonomia, criticidade e criatividade, a partir dos ensinamentos de Paulo Freire. Precisamos estar situados no mundo como sujeitos construtores da história, pois viver intensamente o presente e empreender é iniciar a construção de um futuro provavelmente promissor.
Eis um grande desafio a enfrentar! É importante considerar o empreendedorismo como uma oportunidade a mais para a inserção crítica e com autonomia do jovem no mercado de trabalho, como possibilidade de afirmação da sua identidade como ser humano. Isso pode torná-lo capaz de socializar ideias, de trabalhar junto, de inovar num processo colaborativo, de realizar-se em processos criativos de trabalho, rompendo com dependência dos padrões tradicionais de emprego. Empreender é ampliar uma visão de mundo, de si mesmo no mundo do trabalho.
A ideia das novas formas de trabalho e, não exclusivamente de emprego, vem ganhando força entre diversos segmentos da sociedade. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessária a inclusão do tema empreendedorismo/protagonismo juvenil nos currículos da escola básica e da universidade, para que o jovem tenha o direito de ser educado para a mudança e não para estabilidade. A responsabilidade e o compromisso com essa formação incluem uma prática educativa dialógica que possibilite aos jovens uma leitura crítica de mundo e o reconhecimento de, como sujeitos históricos, podem ousar e intervir com autonomia no mercado de trabalho, participando da construção de um mundo melhor.
Targélia de Souza Albuquerque é Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
http://www.profissaomestre.com.br/
Ensinar português, matemática e outras matérias continua sendo a prioridade da escola. No entanto, com um mercado de trabalho cobrando cada vez mais do jovem, será que a escola não deveria se preocupar também em formar um jovem empreendedor, capaz de suprir esta demanda? É isto que a doutora em Educação Targélia de Souza Albuquerque indaga neste texto, produzido exclusivamente para o Jornal Virtual
Empreendedorismo jovem: qual o seu lugar na escola básica?
Iniciamos esse diálogo com uma problematização para a escola, e em especial, para nós, educadores: como os jovens podem fazer a diferença como coautores de uma cidadania planetária e qual o compromisso da escola básica com a formação plena de nossos estudantes?
Nos últimos trinta anos, as transformações sociais vêm se radicalizando e exigindo posicionamentos científicos e tecnológicos cada vez mais inovadores. A sociedade do conhecimento gera poder na medida em que constrói as relações de subordinação. Por essa razão, uma educação emancipadora se torna indispensável cada vez mais cedo. Não se pode esperar mais o término de um curso superior ou o ingresso no primeiro emprego para se pensar em empreender e inovar. A excelente formação acadêmica e tecnológico-profissional de nossos jovens continua a ser uma das exigências de sua educação plena, porém novas demandas estão se impondo como necessárias à inserção crítica e com autonomia no mercado de trabalho e colocando novos desafios à reinvenção da sua empregabilidade. O emprego, na ótica tradicional, já não dá conta das exigências de sobrevivência, de desenvolvimento sustentável, entre outras demandas da produção de uma sociedade digna, fraterna e justa.
Problematizar sobre novas possibilidades de emprego e alternativas criativas de sobrevivência, que contribuam para o desenvolvimento das comunidades locais e de processos mais amplos, passa a ser responsabilidade de todos os educadores e profissionais que direta ou indiretamente participam da vida dos jovens no nosso país. Isso também vai fazendo parte da vida do próprio jovem, na medida em que constrói e/ou conquista autonomia.
Este conceito precisa ser ampliado, relacionando-o principalmente com as categorias de autonomia, criticidade e criatividade, a partir dos ensinamentos de Paulo Freire. Precisamos estar situados no mundo como sujeitos construtores da história, pois viver intensamente o presente e empreender é iniciar a construção de um futuro provavelmente promissor.
Eis um grande desafio a enfrentar! É importante considerar o empreendedorismo como uma oportunidade a mais para a inserção crítica e com autonomia do jovem no mercado de trabalho, como possibilidade de afirmação da sua identidade como ser humano. Isso pode torná-lo capaz de socializar ideias, de trabalhar junto, de inovar num processo colaborativo, de realizar-se em processos criativos de trabalho, rompendo com dependência dos padrões tradicionais de emprego. Empreender é ampliar uma visão de mundo, de si mesmo no mundo do trabalho.
A ideia das novas formas de trabalho e, não exclusivamente de emprego, vem ganhando força entre diversos segmentos da sociedade. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessária a inclusão do tema empreendedorismo/protagonismo juvenil nos currículos da escola básica e da universidade, para que o jovem tenha o direito de ser educado para a mudança e não para estabilidade. A responsabilidade e o compromisso com essa formação incluem uma prática educativa dialógica que possibilite aos jovens uma leitura crítica de mundo e o reconhecimento de, como sujeitos históricos, podem ousar e intervir com autonomia no mercado de trabalho, participando da construção de um mundo melhor.
Targélia de Souza Albuquerque é Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
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sábado, 23 de julho de 2011
Nossa Senhora do Crack
Artista instala imagem de "Nossa Senhora do Crack" em São Paulo
À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a "Nossa Senhora do Crack".
A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.
Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.
Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase "religião é o ópio do povo", Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.
"Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo", disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.
A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.
Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.
Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. "Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado", afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.
O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.
"Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!", disse Scherer.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/948761-artista-instala-imagem-de-nossa-senhora-do-crack-em-sao-paulo.shtml
À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a "Nossa Senhora do Crack".
A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.
Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.
Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase "religião é o ópio do povo", Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.
"Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo", disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.
A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.
Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.
Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. "Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado", afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.
O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.
"Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!", disse Scherer.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/948761-artista-instala-imagem-de-nossa-senhora-do-crack-em-sao-paulo.shtml
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