quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Paulo Freire e EaD

Quais relações podemos estabelecer entre a Educação a Distância e a Pedagogia de Paulo Freire?


São várias as relações entre EaD e Pedagogia Freiriana. Faço o destaque dos conceitos:  professor e aluno. Tanto em Feire como na EaD no que tange aos agentes e sujeitos do processo ensino aprendizagem os conceitos usados por Freire para professor é ENSINANTE e para o aluno APRENDENTE, eles estão profundamente relacionados ao conceitos de PROFESSOR/TUTOR e ALUNO na proposta educativa em EaD. Para Freire o ENSINANTE é reflexivo, crítico, oportuniza horizontes de busca e construção do saber; ele não está como o que sabe e está para ensinar, senão pelo ato de ensinar torna-se aprendente. Já o APRENDENTE não é a “tabula rasa” seu processo de aprendizagem o torna sujeito e construtor do objeto a ser aprendido e, ao mesmo tempo em que aprende ensina e na relação “professor-aluno = ensinante-aprendente” professor-ensinante ensina e aprende, e o aluno-aprendente aprende e ensina. Há uma troca construtiva e enriquecedora na construção do “SABER” que está para interferir nos problemas sociais, humanos e culturais e propor soluções para o bem de todos. 

Didática na formação e prática pedagógica de professores e tutores.

Quais as influências das diferentes concepções de Didática na formação e na prática pedagógica de professores e tutores?


Percebemos hoje a influência das 3 correntes constituidoras do Ensino Superior no Brasil,  os jesuítas, os franceses e alemães, mas também uma busca pela diferença e por uma educação que tem o e no ser humano, a possibilidade de inserção dele mesmo na sociedade e uma sociedade diferente, onde o saber é conhecer e, o conhecer é ciência que transforma para o bem, para o melhor, para o que torna a vida humana e para a vida do que cerca o humano melhor. As questões didáticas necessitam levar em conta o contexto da informação e ou, do conhecimento. A informação predomina e o desafio está em tornar (papel da didática) a informação em conhecimento, para este interferir na vida humana e social. Por outro lado a informação está a serviço do lucro, da lógica do capitalismo, do consumo o que faz o conhecimento recuar e a sociedade informada está a mercê de uma educação para a satisfação dos desejos, nascidos do hedonismo, do prazer pelo prazer de ter. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Uma contribuição aos educadores: TEXTO DIDÁTICO MEDIACIONAL NA PRATICA !

                   Uma contribuição aos educadores: TEXTO DIDÁTICO MEDIACIONAL NA PRATICA ! *
ACÁCIA BARBOSA CUNHA
GISELE DE OLIVEIRA TACCHELLI
JOSÉ ANTONIO GALIANI

a) Distinção entre texto didático e material didático
O material didático se refere a um conjunto de componentes que podem ser físicos (apostila, livros etc.) ou digitais (vídeo-aula, mídia etc.). Segundo a professora Garcia (2011) “Materiais didáticos são mediadores entre professores, alunos e conhecimentos” os quais são produzidos em diferentes suportes e  funções, enquanto os textos didáticos são aqueles que devem “possibilitar ao aluno por meio de um processo dialógico construir o conhecimento sobre a área ou o tema em foco” (Neder, 2009, p. 17). Portanto, o material didático contém os textos didáticos (o conteúdo), que serão utilizados para o desenvolvimento do curso/disciplina.


b) Relacionar "conteúdo" e "suporte"
Os componentes pertencentes ao material didático (livros, mídia etc.) são os suportes que vão disponibilizar o conteúdo didático, ou seja, o "texto didático". Sem esses suportes físicos ou digitais não seria possível desenvolver materiais didáticos.
O conteúdo didático não é um texto meramente auto instrucional e nem recortes retirados de livros, da internet etc., e jogados de qualquer maneira num formato impresso ou digital. Ele pressupõe uma elaboração a partir  de uma finalidade didático-pedagógica de mediação humana e tecnológica que contenha em si características próprias de um texto mediacional. A escolha de um suporte depende de vários fatores como as especificidades de determinado curso na modalidade EaD, o perfil do público-alvo que se quer atingir e as condições institucionais e seu plano estratégico.
Sendo assim, é importante sabermos quais os objetivos que pretendemos atingir ao escolher um ou outro suporte, de modo que independente da escolha em que o conteúdo seja veiculado, o suporte deve servir de recurso mediador e facilitador de ensino-aprendizagem.

c) Explicar por que a construção de conteúdos instrucionais implica uma discussão sobre o que é educação e como esta se configura num mundo globalizado.
No contexto da globalização, a construção de conteúdos instrucionais requer rebobinar a mente às diferentes fases históricas das sociedades que aos poucos foram geradoras e geradas por ela. O momento atual da globalização aponta para diversos desafios, sendo um deles e o de maior relevância a educação.
O atual processo de desenvolvimento econômico e social expõe as sociedades ao desemprego emergindo novas ocupações e, para atender a essa demanda a educação passa a ser prioridade na era pós-industrial.
Não falamos aqui de uma educação qualquer, estamos falando de um educação mediada por um “texto” que seja relevante no processo ensino-aprendizagem e com especificidades em EaD. Assim, o mundo globalizado exige uma educação que requer, conforme Toffler “homens que sejam capazes de fazer julgamentos críticos, abrir caminhos por meio de ambientes novos; agir com rapidez para identificar novos relacionamentos numa sociedade em mutação permanente”.
Portanto, a construção de conteúdos instrucionais, ajudados por Torres e Fialho (2009, p. 460) no contexto da globalização  sob o olhar da EaD exige do “construtor” uma autonomia, ambos referem-se a Paulo Freire, Gutierrez e Prieto que desafiam a educação na globalização a:
“Educar para assumir a incerteza;
Educar para gozar a vida;
Educar para a significação;
Educar para a expressão;
Educar para a convivência;
Educar para se apropriar da história e da cultura”.
Dessa maneira a construção de conteúdos instrucionais no contexto globalizado exige um processo de ensino-aprendizagem que brilhe aos olhos e faça brilhar o conjunto de todo o olhar: o homem.

*Estudantes do CEUCLAR no Curso de Especialização em GESTÃO E IMPLANTAÇÃO de EAD 

Referências

CLARETIANO. Unidade 1 - concepção de texto didático mediacional. Disponível em: http://cg.claretiano.edu.br/ex/texdidmed/texto-didatico-mediacional/#texto-didatico-conceito  Acesso em: 24 ago. 2015.
LUCCI, Elian Alabi. A Educação no Contexto da Globalização. http://www.hottopos.com/mirandum/globali.htm. Acesso em: 12 ago. 2015.
NEDER, Maria Lúcia Cavalli. Planejando o texto didático específico ou o guia didático para a ead. In POSSARI, Lucia Helena Vendrúsculo; NEDER, Maria Lucia Cavalli
Material Didático para a EaD: Processo de Produção. Cuiabá: EdUFMT, 2009 Disponivel em Acesso em: 25 ago. 2015.
ROCHA,Wellington. Materiais didáticos são mediadores entre professor, alunos e o conhecimento. Envolverde Portal de Sustentabilidade do Brasil (Entrevista). 16 jun 2011
TOFFLER, A. Future shock. Nova York: Bantam Books, 1970.

TORRES e FIALHO, In LITTO, Fredric Michael; FORMIGA, Manuel Marcos Maciel (orgs.) Educação a distância: o estado da arte.  São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O HOMEM na construção de estudantes do 2º Semestre de Ciências Contábeis, na disciplina de Antropologia da FASM.

Na tentativa de refletir sobre o HOMEM na disciplina de Antropologia os estudantes construíram o texto:

O HOMEM
O homem é a evolução continuada do seu primo mais próximo, o macaco, segundo Darwin. É facilmente manipulado por seu desejo e está cada vez mais louco por poder. É diferente dos demais seres deste planeta, por sempre expressar seus sentimentos e sonhos por um mundo melhor.
O homem é um animal em constante evolução, através de erros e acertos é responsável não só por sua própria evolução, mas também pela de todos os seres à sua volta. Infelizmente é o único que não convive harmonicamente com seus iguais. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e ele o fez com o poder de sentir, de raciocinar e, o poder de fazer o mundo ser diferente.
Diante dos estudos e concepções pergunto: o que é real?                                               The end!

Dando prosseguimento na reflexão visitamos a Filosofia Grega e subtraíram as concepções:
O HOMEM:
- coexiste com o universo (Warlen);
- em conexão com o universo, nisto está sua essência (Kaique);
- o homem tem a capacidade de interagir com tudo (Renata);
- tem duas características básicas: a essência e a alma (Thaís);
- é unidade da essência e alma (Sabrina);
- o eixo unificador do universo (Aline, Ester, Nattasha M., Jéssica S., Mário, Simão );
- o próprio universo ( Zózima);
- constituído pela sua alma (Stephany);
- está ligado a um destino pré-determinado (Ana, Talita, Nathalia C.);
- sem o universo pode ser considerado um nada (Sabrina M.);
- ser que busca constantemente conhecer-se (Julie);
- principal responsável por seu destino (Fábio);
- controla seus instintos ( Jessica A.);
- ser que busca descobrir-se (Melquizedeque);
- o que se pergunta de onde veio, porque veio e para onde vai (Mellany);
- não age pelo instinto somente, mas pela razão (Fellipe);
- é um problema para si próprio (Paulo);

Levando em conta o que recortaram do que refletimos em sala de aula provoco o grupo a pensar:



PARA OS GREGOS O SER HUMANO É O ESPÍRITO. É MEDIANTE O ESPÍRITO QUE O SER HUMANO PERTENCE AO MUNDO DA VERDADEIRA REALIDADE, AO MUNDO ETERNO E IMUTÁVEL, AO MUNDO UNIVERSAL. O CORPO TEM A FUNÇÃO DE PARTICULARIZAR A UNIVERSALIDADE DO ESPÍRITO E PELO CORPO O SER HUMANO SE TORNA INDIVÍDUO.

domingo, 22 de março de 2015

Conceito de Educação

EDUCAÇÃO

Educação é um processo constante de recriar o novo “de novo” e “novamente”, ou seja, pela educação geramos uma nova mente, não de novo como forma de repetição do que já se sabe, mas como capacidade criativa de assumir novas posturas frente ao que está por vir. Na educação o NOVO e o ANTIGO dão espaço para a capacidade de reinventar o existir no desejo de ser feliz, de conhecer e fazer acontecer o que se conhece. A educação é o caminho pelo qual nossa existência ganha sentido, além do fato nascer, viver e morrer. O significado que damos a esse existir é que garante a Verdade para a qual somos educados. Nesse sentido, é preciso recuperar a tarefa da educação. Educar é bem mais que ensinar. Educar implica manifestar veementemente com palavra e ação aquilo que conhecemos e vivemos. Nesse movimento está o significado do existir da educação, muito bem expresso no que ensina Paulo Freire, devemos “educar educando-nos”. Assim sendo, a educação é um processo que torna sujeito e objeto do aprendizado, protagonistas de sua própria educação.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ética e corrupção: filosofando.

Filosofando sobre ética e corrupção

Alunos devem revisar os pensamentos dos filósofos e sociólogos sobre a ética, tema recorrente no Enem, especialmente nas questões de filosofia e sociologia.


http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/especiais/movimento-educar/2014/10/22/interna_movimentoeducar,537775/filosofando-sobre-etica-e-corrupcao.shtml 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Je ne suis pas Charlie Hebdo

Je ne suis pas Charlie Hebdo. Je suis un chrétien. Je suis pour la vie. Don de Dieu!

Esta semana estamos bombardeados pela morte de cartunistas franceses. E no Brasil, como em todo o mundo manifestamos nosso repúdio ao terrorismo e a toda ação que fragiliza a vida e a destrói.

“O livro "Balas não matam ideias" foi lançado em 2013, por conta dos festejos dos 40 anos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Queiroz o produziu em coautoria com a acadêmica do Curso de Publicidade, Leticia Ciasi. A produção mostra cartuns premiados nas principais edições com análises de jornalistas brasileiros.

Sugestivo título tem o livro. 100% de concordância, afinal na experiência cristã os mártires fecundam com seu sangue a terra de missão e luta. Assim foi com Estevão, com Chico Mendes, com Irmã Dorothy Mae Stang entre tantos que foram mortos em defesa do que acreditavam.
Não conheço o livro e seu propósito, senão o que acima destaquei, mas me aproprio do título para refletir e fazer provocações:
11. É preciso repudiarmos todo e qualquer tipo de terror.
2.     Liberdade de expressão não tem o direito de destruir valores e princípios.
3.     Atos terroristas estão fundados em princípios, mesmo que absurdos.
4.     Uma mídia que não respeita e incita a desconstrução de crenças também é terrorista e destrói vidas.
5.     Em nome da liberdade assumimos posturas radicais e como terroristas matamos fisicamente por discordarmos do que se diz e faz, matamos com ideias os valores e princípios que são essenciais aos que neles crêem.
6.     A morte não é só física, a morte se dá também quando livres discordamos do que o outro vive, crê e faz e, pior, fazemos para destruir o que vive o que crê e o que faz.
7.     Não só balas matam. Ideias como o humor gráfico também matam!
Je suis ....
1.       Que não haja o terrorismo, que não haja uma mídia terrorista!
2.       Que a liberdade religiosa não seja instrumento de conflito e intolerância!
3.       Que a mídia livre não seja um instrumento de manipulação e destruição de culturas e de vidas!
4.       Como católico é inadmissível ver um cartunista colocar no lugar da hóstia uma camisinha! E, como membro de uma sociedade com liberdade de expressão digo: que cartunista estúpido!
5.       Por que não é permitido matar quem mata princípios, valores e ideias? Na lógica social atual é preciso fazer justiça, ou seja, vingar. Assim mostra a mídia ao se referir à investida da Polícia francesa na tentativa de prender os suspeitos: “caçada”. Assim mostra a sociedade ao estampar nas camisetas a foto do ente querido que por algum motivo sua vida foi tolhida pela violência: “queremos justiça”.

Je ne suis pas Charlie Hebdo. Je suis un chrétien. Je suis pour la vie. Don de Dieu!


Em nome de minha fé digo: chega de mídia destruidora, sensacionalista, vendedora de sonhos capitalistas e princípios vazios que tem gerado uma sociedade sem história, sem cultura, isso não é liberdade de expressão. Chega de religiões destruidoras, sensacionalistas, vendedoras de sonhos “toma lá da cá” que manipulam os crentes e fazem uma igreja e sociedade alienada e manipulável. Chega de crenças que radicalizam seus dogmas e matam vidas!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

DA AUSÊNCIA DO ARMÁRIO AO CORAÇÃO GENEROSO DA MÃE

DA AUSÊNCIA DO ARMÁRIO AO CORAÇÃO GENEROSO DA MÃE
 - SÓ CORAÇÃO DE MÃE PARA COMPREENDER O CORAÇÃO DO FILHO -

            A vida humana é feita de decisões. Para tudo precisamos tomar uma atitude, uma decisão. A escolha é condição indispensável para o homem. Escolhemos até ser Homem ou Mulher. Escolher, decidir é dom divino! Todas as escolhas que fazemos abrem brechas e fecham portas. Com as decisões que tomamos levamos muitas coisas, mas deixamos muitas também.

            O que há de belo é que nossas decisões estão sempre pautadas e inspiradas em nossos predecessores. Buscar nos mais experientes a inspiração para nossa vida é sabedoria milenar.

            Um filho pode não ser sensível aos apelos do coração de sua mãe, mas ela, sim ela, jamais se engana diante das expectativas do coração de seu filho.

            Decisões compartilhadas com nossas mães são fecundas, são geradoras de paz, bem, harmonia e de tudo o que promove a vida.

            Só um coração de mãe para tamanha abertura e generosidade. Não há sensibilidade tamanha que o sentir de uma mãe tem pelas necessidades do filho.

            Há mães de sangue, há mães de leite, há mães do coração, há mães pais, há mães solteiras, há mães, mães e mães. Todas mães! Há mães que geram vidas e projetos a estas Deus reservou um afeto maior, elas não constituíram famílias, elas não geraram em seu ventre filhos, elas não se entregaram a homem, elas são mães, mães de vidas que se agregam às suas vidas, mães de projetos que geram vida para muitas vidas.

            Há mães que inspiram, que protegem, que cuidam, que incentivam e que fazem caminhar: SÓ CORAÇÃO DE MÃE PARA COMPREENDER O CORAÇÃO DO FILHO.

O coração é como um armário guarda tantas coisas de valor e tantas sem valor. No coração há poeira, há traças, há fungos, há tantas e tantas coisas que nem sempre são vistas e sempre não deixam ver. Não deixam ver?! Mas coração de mãe não.

 Coração de mãe é diferente! Ele está sempre se renovando e atendo ao coração do filho. O armário coração de mãe, pode até estar cheio de tantas outras coisas, mas uma não lhe falta, o coração do filho. O coração do filho é o que faz pulsar o coração da mãe é por ele que ela vive e dá a vida.

SÓ CORAÇÃO DE MÃE PARA COMPREENDER O CORAÇÃO DO FILHO e lhe oferecer o que é necessário para viver e dizer-lhe:

ESTOU AQUI!
VIM PARA TE DIZER:
TENHA CONFIANÇA,
ESTOU SEMPRE CONTIGO!
QUERO FICAR AQUI PARA QUE LEMBRES DISTO!

Só um coração de mãe é capaz de ver o sofrimento e fim de seu filho, de seu projeto e de seus sonhos, mas ela não desiste , persiste na fé crendo ser vontade de Deus, na esperança, certa de que dias melhores virão e na caridade, testemunhando que um coração de mãe ama sem ser amado, serve sem ser servido, doa sem querer em troca. Só um coração de mãe é capaz de trocar um armário por um gesto profundo de doação, segurança, dedicação, amor, amizade, serviço, generosidade, persistência, tolerância, respeito, simpatia, alegria, coragem, força, segurança. Só um coração de mãe para ver tudo se acabando e confortar os filhos dizendo-lhes: ESTOU SEMPRE CONTIGO!



Obrigado, 
Irmã Luiza Vans pela mãe que foi, 
que é e será de todos
 que a ti recorrerem!


Abreijos, 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

No armário a PRESENÇA DO AMOR QUE SALVA

O ARMÁRIO

        O que tem um armário de tão importante? Seria sua estrutura, beleza e utilidade a essência da sua existência? Ou, seria o sentido e significado para quem o acha importante, sua importância.
         O armário em si a olho nu parece sem sentido e significado, seja pela sua aparência na maioria dos modelos ou pelo espaço que ocupa, discreto e em lugar não tão nobre em uma parede que precisa ser ocupada. Triste fim de um armário.
        Abrir as portas e gavetas de um armário pode surpreender! Nelas há coisas de valor insondável, sejam vestes e ou objetos. 
     Abrir portas e gavetas de um armário pode causar um susto pela quantidade de coisas que guardamos porque achamos que são importantes e necessárias, porém nunca foram só estão guardadas, sem utilidade alguma para nosso dia a dia.
       Um armário pode ser uma peça sem sentido e utilidade, mas sempre algo ele guarda. Por cinco anos tive um armário em minha sala de coordenação, nunca me foi útil pela forma de minha organização ou para alguns desorganização, mantenho tudo sobre minha mesa diária de trabalho e por isso, por cinco anos ele estava ali sempre disposto a acolher as coisas de valor e sem valor que guardamos no armário.
      Chegar e não encontrar o armário em seu lugar causou estranheza aos olhos, sempre desviando como se ele estivesse no lugar, no conjunto da sala algo está faltando, há um vazio. Mas porque se nunca o utilizei?
       O tempo passa e o armário continua fazendo falta! Não! Não é o armário que faz falta, mas o que ele tem escondido dentro dele. Não escondido em suas partes, em suas gavetas e divisórias, mas os que ele tem escondido em sua história e importância de longos anos a serviço de profissionais da educação.
      Como pode um armário fazer tanta falta? Não, não é o armário que faz falta, o que provoca o vazio é a consciência de que tirar o armário é dar prosseguimento a uma ação irreversível. E, o pior uma ação que nega uma vocação, que nega um projeto, que nega uma história, que nega um carisma.
     No armário uma história de luta, de buscas, de conquistas! No armário o protagonismo de personagens que dedicaram sua vida para a formação profissional de muitos e muitos homens e mulheres na área da saúde.

        Bobagem é um simples armário! Não, não é bobagem! 
     No armário uma bagagem enorme de uma instituição que ao longo de sua história atualizou o carisma de seu fundador, sobretudo no atendimento aos mais pobres. No armário uma bagagem de evangelização de uma instituição que na contra mão reza no início dos períodos de atividades escolares.


    No armário, o tesouro escondido de uma instituição que é “PRESENÇA DO AMOR QUE SALVA” e no armário, o desapego necessário para fechar suas portas! 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Um anjo faz aniversário. Feliz Niver Manuela, nós te amamos!

Hoje passo por aqui!
Gostaria de estar aí!
Aqui e aí
separados pela distância
separados pelo tempo
daí
e
daqui!

Um anjo
está aí!
Um anjo
está aqui!

Para os anjos
não há tempo
não há espaço
o aí é aqui
o aqui é aí!

Anjos vem de Deus
Anjos vem à nós!
Anjos nos traz Deus
Anjos nos leva à Deus!

Que o anjo que aí está
esteja aqui também!

Menina
Anjo
aqui
e
 aí.

Manuela
Anjo
daí
e
daqui.

Anjo, Menina Manuela
seja feliz,
faça feliz,
nos traga Deus
nos leve a Deus!

Parabéns anjo Manuela,
que você seja hoje e sempre
o anjo de Deus em nossas vidas
e em nossas famílias.

Abreijos!