No livro OS EDUCADORES E O COTIDIANO ESCOLAR, organizado por Jair Miltão da Silva e publicado pela Papirus Editora encontramos:
"escolas eficazes possuem uma cultura de sucesso, mas... essa cultura não pode ser construída a partir de receitas nem de normativas formais e, o mais importante, ... implica também um conjunto de valores e atitudes que não sabemos bem como se desenvolvem"
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Das questões formuladas as soluções
A revista nova escola publicada em janeiro/fevereiro 2010 na pág 90 tem um artigo de Luis Carlos de Menezes intitulado AS PERGUNTAS QUE GERAM PROJETOS.....merece leitura!!!!
"Teremos uma Educação com mais qualidade quando enfrentarmos, com determinação, os problemas reais surgidos no dia a dia"
Felicidade
"A Felicidade começa quando deixamos de exigir ao outro que nos torne felizes" (p79)
Leia o Livro O ESSENCIAL NO AMOR - As diferenças faces da experiência amorosa de Catherine Bensaid e Jean-Yves Leloup VOZES.
Leia o Livro O ESSENCIAL NO AMOR - As diferenças faces da experiência amorosa de Catherine Bensaid e Jean-Yves Leloup VOZES.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Palestra no Curso de Noivos na Paróquia S. J. Batista
"O compromisso de sermos uma Família Cristã"
Iniciemos refletindo os conceitos:
COMPROMISSO: forma pública ou não, de se comprometer = pacto, trato, acordo.
SER: natureza intima de uma pessoa / essência; ter total ou parcialmente os mesmos atributos, qualidades ou condições de.
FAMÍLIA: é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto.
CRISTÃO: pessoa que adere ao cristianismo, uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, expressos no livro sagrado a Bíblia.
O momento atual exige COMPROMISSO. Em Lucas 15, 8-10 temos a narrativa da mulher que perde, de dez moedas, uma moeda e, incansavelmente a procura. Ao encontrar a moeda faz uma festa!
Num primeiro contato, com o texto, parece que essa história não tem nada a ver com a família, porém sem a noção de compromisso esvaziamos nosso SER, perdemos referenciais básicos, valores mestres e passamos da esfera do SER para o estar. Não somos mais ESSÊNCIA e por isso, nosso COMPROMISSO é tão vulnerável como o é, o TEMPO, passa e nem percebemos. Essa dinâmica camufla valores e causa enormes estragos ao SER e consequentemente à família.
Daí a necessidade de assumirmos a postura da mulher que procura a moeda perdida. Ela poderia ter deixado a moeda lá, sabe-se Deus onde, porém não, uma única moeda a fez tomar tempo de procura, de busca, de luta, de esforço. Não somos seres derrotados, nossa essência é de superação dos limites, de força, de garra; não nos acomodamos, não desistimos... Quem não tem porquê morrer, não tem porque viver!
Entendendo a família como núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto perguntamos: SEMPRE FOI e SEMPRE SERÁ ASSIM? Somos desafiados por inúmeras situações. Vejamos aspectos que desafiam a família hoje e pede conversão:
• Ciência e tecnologia X Tradição cultural e religiosa → ñ chega a novas gerações.
• Geração do descartável = degradação do ser humano e a debilitação de seus vínculos → Fé liberta o EU do EU!
• Rotina: destrói = vida sem graça, monótona, sem expectativa de melhora e transformação. VIVER INTENSAMENTE O PRESENTE, sem perder o PASSADO e a visão do FUTURO na presença de DEUS.
• Mediocridade: pessoa não quer aprender, participar, transformar. Opta por uma vida sem sacrifício, sem lutas, sem responsabilidade, com muita indiferença e desinteresse; é inimiga da disciplina, gosta de gabar-se, de criticar e diminuir os outros. É superficial. A mediocridade é superada com a força de vontade, buscando convicções e conversão.
• Omissão: é deixar de fazer o que devemos e podemos; é fuga, escape, desinteresse, irresponsabilidade. Venceremos a omissão adquirindo o senso de justiça, a sensibilidade pelos outros, a compaixão pelo irmão. AUTENTICIDADE.
• Apego: é decorrente de nossas brigas, ciúmes, discórdias e divisões; somos possessivos e não queremos perder. O apego é superado pela liberdade interior de que nada me pertence e que eu sou de todos e para todos. Caso contrário alimentamos sentimentos de raiva, tristeza e decepção.
• Preocupação: antecipa problemas, aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas. A superação da preocupação está na PRÉ – OCUPAÇÃO = fé na providência divina e uma ação marcada pelo bom senso e discernimento.
• Idolatria: P (poder) D (dinheiro) S (sexo); a superação do PDS se dá na adoração de um Deus vivo e verdadeiro e no cumprimento da lei do AMOR. Amor que é: paciência; generosidade; não é ciumento, não é orgulhoso, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não é injusto. (1 Cor 13).
SER FAMÍLIA CRISTÃ - (Conferência Episcopal da América Latina e Caribe – Aparecida SP 2007) = defesa e cuidado da vida desde sua concepção até seu declínio natural, a solicitude pelas novas gerações, a vida de Jesus em nossas famílias e ser discípulos missionários:
1. Viver a alegria de ser discípulo: alegria de ser Igreja.
2. Conversão pastoral: abandonar estruturas caducas – comunidades vivas.
3. Missão Permanente: audácia criatividade na missão.
4. Primado da Palavra: escuta, interiorização e anuncio da Palavra de Deus.
5. Experiência do encontro com Cristo: Jesus Cristo amigo, salvador, profeta, Filho de Deus.
6. Centralidade do Reino de Deus: promoção humana, libertação, respeito pela dignidade da pessoa (Pai nosso).
7. Ser Igreja da atração: discípula, samaritana, ecumênica, misericordiosa.
8. Prioridade da vida: no ventre materno à morte natural / meio ambiente.
9. Formação dos discípulos missionários: formação + ação bíblica = Eucaristia e outros encontros da comunidade.
10. Igreja: comunhão e participação. Integração entre fiéis, ministérios, pastorais, movimentos e comunidades, dando vez e voz a todos, imbuídos de caridade, respeito, diálogo e paz.
Concluímos que O COMPROMISSO DE SERMOS UMA FAMÍLIA CRISTÃ está em criarmos consciência de nossa condição de discípulos e missionários na família, na comunidade e na sociedade para isso, é preciso renovar nosso compromisso de sermos uma Igreja viva que colabora na construção de uma sociedade justa e solidária; fundada no amor e na verdade, que é, de fato, sinal e instrumento do Reino de Deus.
É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO ACREDITAR NAQUELE QUE PROMETEU: “Eu estarei sempre convosco...” (Mt 28,20) JESUS CRISTO
Iniciemos refletindo os conceitos:
COMPROMISSO: forma pública ou não, de se comprometer = pacto, trato, acordo.
SER: natureza intima de uma pessoa / essência; ter total ou parcialmente os mesmos atributos, qualidades ou condições de.
FAMÍLIA: é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto.
CRISTÃO: pessoa que adere ao cristianismo, uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, expressos no livro sagrado a Bíblia.
O momento atual exige COMPROMISSO. Em Lucas 15, 8-10 temos a narrativa da mulher que perde, de dez moedas, uma moeda e, incansavelmente a procura. Ao encontrar a moeda faz uma festa!
Num primeiro contato, com o texto, parece que essa história não tem nada a ver com a família, porém sem a noção de compromisso esvaziamos nosso SER, perdemos referenciais básicos, valores mestres e passamos da esfera do SER para o estar. Não somos mais ESSÊNCIA e por isso, nosso COMPROMISSO é tão vulnerável como o é, o TEMPO, passa e nem percebemos. Essa dinâmica camufla valores e causa enormes estragos ao SER e consequentemente à família.
Daí a necessidade de assumirmos a postura da mulher que procura a moeda perdida. Ela poderia ter deixado a moeda lá, sabe-se Deus onde, porém não, uma única moeda a fez tomar tempo de procura, de busca, de luta, de esforço. Não somos seres derrotados, nossa essência é de superação dos limites, de força, de garra; não nos acomodamos, não desistimos... Quem não tem porquê morrer, não tem porque viver!
Entendendo a família como núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto perguntamos: SEMPRE FOI e SEMPRE SERÁ ASSIM? Somos desafiados por inúmeras situações. Vejamos aspectos que desafiam a família hoje e pede conversão:
• Ciência e tecnologia X Tradição cultural e religiosa → ñ chega a novas gerações.
• Geração do descartável = degradação do ser humano e a debilitação de seus vínculos → Fé liberta o EU do EU!
• Rotina: destrói = vida sem graça, monótona, sem expectativa de melhora e transformação. VIVER INTENSAMENTE O PRESENTE, sem perder o PASSADO e a visão do FUTURO na presença de DEUS.
• Mediocridade: pessoa não quer aprender, participar, transformar. Opta por uma vida sem sacrifício, sem lutas, sem responsabilidade, com muita indiferença e desinteresse; é inimiga da disciplina, gosta de gabar-se, de criticar e diminuir os outros. É superficial. A mediocridade é superada com a força de vontade, buscando convicções e conversão.
• Omissão: é deixar de fazer o que devemos e podemos; é fuga, escape, desinteresse, irresponsabilidade. Venceremos a omissão adquirindo o senso de justiça, a sensibilidade pelos outros, a compaixão pelo irmão. AUTENTICIDADE.
• Apego: é decorrente de nossas brigas, ciúmes, discórdias e divisões; somos possessivos e não queremos perder. O apego é superado pela liberdade interior de que nada me pertence e que eu sou de todos e para todos. Caso contrário alimentamos sentimentos de raiva, tristeza e decepção.
• Preocupação: antecipa problemas, aumenta as dificuldades, desgasta as pessoas. A superação da preocupação está na PRÉ – OCUPAÇÃO = fé na providência divina e uma ação marcada pelo bom senso e discernimento.
• Idolatria: P (poder) D (dinheiro) S (sexo); a superação do PDS se dá na adoração de um Deus vivo e verdadeiro e no cumprimento da lei do AMOR. Amor que é: paciência; generosidade; não é ciumento, não é orgulhoso, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não é injusto. (1 Cor 13).
SER FAMÍLIA CRISTÃ - (Conferência Episcopal da América Latina e Caribe – Aparecida SP 2007) = defesa e cuidado da vida desde sua concepção até seu declínio natural, a solicitude pelas novas gerações, a vida de Jesus em nossas famílias e ser discípulos missionários:
1. Viver a alegria de ser discípulo: alegria de ser Igreja.
2. Conversão pastoral: abandonar estruturas caducas – comunidades vivas.
3. Missão Permanente: audácia criatividade na missão.
4. Primado da Palavra: escuta, interiorização e anuncio da Palavra de Deus.
5. Experiência do encontro com Cristo: Jesus Cristo amigo, salvador, profeta, Filho de Deus.
6. Centralidade do Reino de Deus: promoção humana, libertação, respeito pela dignidade da pessoa (Pai nosso).
7. Ser Igreja da atração: discípula, samaritana, ecumênica, misericordiosa.
8. Prioridade da vida: no ventre materno à morte natural / meio ambiente.
9. Formação dos discípulos missionários: formação + ação bíblica = Eucaristia e outros encontros da comunidade.
10. Igreja: comunhão e participação. Integração entre fiéis, ministérios, pastorais, movimentos e comunidades, dando vez e voz a todos, imbuídos de caridade, respeito, diálogo e paz.
Concluímos que O COMPROMISSO DE SERMOS UMA FAMÍLIA CRISTÃ está em criarmos consciência de nossa condição de discípulos e missionários na família, na comunidade e na sociedade para isso, é preciso renovar nosso compromisso de sermos uma Igreja viva que colabora na construção de uma sociedade justa e solidária; fundada no amor e na verdade, que é, de fato, sinal e instrumento do Reino de Deus.
É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO ACREDITAR NAQUELE QUE PROMETEU: “Eu estarei sempre convosco...” (Mt 28,20) JESUS CRISTO
J. A. Galiani / jgaliani@uol.com.br / professorgaliani.blogspot.com
Encontro de noivos
Paróquia S. João Batista Setor Carrão/Formosa
Arquidiocese de S. Paulo / Região Belém
10h30 – 11h15 / 07/02/10
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Fernando Pessoa nos faz ter uns minutos de reflexão....
" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "
sábado, 30 de janeiro de 2010
Criança não é miniatura de adulto / Kelly Roncato
Quem trabalha em escola sabe que as crianças de hoje são precoces em tudo: no desenvolvimento de múltiplos conhecimentos, na fala, na escrita, no uso do computador, na facilidade para lidar com a tecnologia. Se fosse só isso, tudo estaria muito bem. Mas essa geração vem acompanhando os adultos em muito mais do que isso.
Existem crenças que pregam ser a criança uma miniatura de adulto. Daí o surgimento de conceitos distorcidos, como o de que tudo o que serve para os pais serve, em menor grau, para os filhos. As roupas da moda, os sapatos de salto, os óculos escuros, as dietas alimentares, os dias cheios de compromissos estafantes, os remédios antidepressivos, os psicólogos e uma cobrança absurda em termos de ganhos. “O meu filho é o melhor da turma em tudo: vnos esportes, em matemática, português, inglês, computação... estou investindo horrores no futuro dele”.
Um comentário assim e lá se vai a tranqüilidade da criança. As famílias atuais, com medo de deixar seus filhos despreparados para o mundo, já não os poupam de mais nada. A mudança de escola deve ser compreendida, pois o custo de vida caiu; o nascimento do irmão deve ser encarado naturalmente, porque a mamãe já está tão atarantada com o novo bebê e os outros afazeres da vida, que cabe ao mais velho colaborar e achar lindo. A morte de um parente próximo deve ser vista como algo que faz parte da vida; se a criança puder fazer poucas perguntas e deglutir sem maiores dificuldades, tanto melhor. Caso demore a sarar, basta dar-lhe alguns comprimidos por determinado tempo que logo ele “esquece”, não é?
Não, não é. Prova disso foi um estudo divulgado pela Escola de Farmácia da Universidade de Londres, segundo a qual é crescente o número de remédios contra a depressão utilizados pelas crianças. A psicóloga Ana Cássia Maturano, especializada em Problemas de Aprendizagem, explica quais os problemas decorrentes do tratamento de conseqüências e não de causas dos problemas emocionais nas crianças.
Agora veja recortes da entrevista com Ana Cássia Maturano, se desejar acesse o link e veja na íntegra....PM – Quais são os principais sinais apresentados pelas crianças que estão sofrendo com problemas emocionais?
ACM – Isso varia de pessoa para pessoa. Mais do que um comportamento muito estranho ou específico, que também pode existir, o mais importante é notar a sua intensidade, para mais ou para menos. Já tive casos de crianças que se masturbavam freqüentemente em sala de aula. Não era um comportamento esporádico, mas algo muito persistente.
Existe também o exemplo daquela criança que parece estar em outro planeta. Mas não uma vez ou outra. Quase sempre. Outro clássico são os casos de agressividade ou passividade exacerbada. Resumindo, é preciso muita atenção a tudo que parece fugir do mais ou menos aceitável. Às vezes, ocorre a confusão de se achar que a criança agressiva é a que tem problema. Nem sempre. Um certo grau de agressividade é normal em qualquer pessoa. Por outro lado, a criança passiva, e que não incomoda, é considerada boazinha. Muitas vezes é a que tem problemas de ordem emocional e, portanto, a que mais precisa de ajuda.
Nossa orientação aos profissionais que cuidam de crianças é a seguinte: tenha sempre em mente que cada criança, como cada ser humano, funciona de um modo muito próprio. Portanto, mais que a qualidade de um comportamento, o que nos dá a dica é sua intensidade.
PM – De que maneira problemas emocionais podem ser constatados durante as aulas?
ACM – Os professores devem observar se o aluno vem apresentando algum comportamento que foge ao esperado. Porém, não se deve supor que a simples ocorrência desse fato seja suficiente para se diagnosticar um problema emocional. Nesses casos, é fundamental buscar o auxílio de um profissional especializado.
PM – Como o professor pode proceder quando percebe a presença de um aluno com problemas emocionais na sala de aula?
ACM – ... ficar mais atento ao aluno...chamar os pais para saber como andam as coisas com a criança. Sempre com o cuidado de não fazer diagnósticos ou dizer que o filho deles tem problemas. O professor ou o profissional da escola deve, de forma simples e calma, informar o que observou. Pode ser apenas um mau momento que a criança está passando, como a doença de alguém. Do contrário, o melhor é orientar que os pais procurem uma ajuda especializada.
PM – Que tipo de cuidados os professores e a escola devem tomar em relação a um aluno com problemas emocionais?
ACM – não fazer qualquer julgamento moral desta criança ou de sua família... perceber o que a criança pode lhe dar...tornará o ambiente mais seguro para ela.Outra dica é evitar chamar a atenção para esta criança. O professor deve cuidar para que sua vida pessoal não seja exposta.
ACM – é o medo: medo de serem abandonadas, de não serem amadas, de não terem a aprovação dos pais. Isso pode ser notado em vários comportamentos: o de roubar, mentir, deprimir-se, o ciúme que tem dos irmãos (claro que certa dose é normal) etc.... O professor, quando bem orientado, pode trabalhar isso de uma forma bastante adequada.
PM – De que forma o uso de remédios pode influenciar o rendimento escolar das crianças?ACM – No caso de uma criança com o quadro de hiperatividade e déficit de atenção, pode acalmá-la de modo que ela possa investir sua energia no aprender. No entanto, o uso de remédios tem de ser muito bem pensado. Há alguns que são muito fortes e deixam as crianças apáticas, impedindo que elas se envolvam em qualquer atividade.
PM – Existe alguma maneira de tratar a causa, ao invés da conseqüência? Qual?
ACM – No caso de problemas emocionais, um trabalho mais preventivo poderia ocorrer com uma atividade de orientação de pais oferecida pela própria escola. As próprias condições sociais em que vivemos, ou seja, a falta de segurança de emprego, integridade, etc, podem ter uma influência grande nas famílias e aí interferir na saúde mental delas.
PM – Partindo do princípio de que um dos problemas mais comuns enfrentados pelas crianças é a separação dos pais, de que forma a família poderia “trabalhar” com essa criança para que ela não venha a apresentar problemas mais sérios?ACM – Algo interessante seria uma assistência psicológica às famílias cujos pais estejam em processo de separação. Este é um momento em que muitas mágoas vêm à tona, sendo difícil manter um certo equilíbrio emocional. O que os pais devem fazer é deixar claro para as crianças que eles é que estão se separando - e não os pais dos filhos. Também é importante esclarecer para os filhos que eles não são os culpados pela separação. Além disso, os ex-cônjuges devem manter um relacionamento amistoso e não impedir que aquele que sair de casa participe ativamente da vida da criança. A Lei também precisa ser revista, no item que regula a participação daquele que sai de casa a umas poucas visitas por semana. Para que tenha um mínimo de qualidade de vida, uma criança precisa conviver harmoniosamente com ambos os pais.
PM – Em todas as partes existem “vampiros emocionais”, aqueles seres que sugam a energia das pessoas com quem convivem. De que maneira é possível manter-se próximo dessas pessoas sem deixar-se influenciar pela energia delas?
ACM – Não por acaso uns são mais vítimas dessas pessoas que outros. Penso que de certo modo uma pessoa que se sente sugada pela outra, e se isso realmente acontece e não é apenas uma leitura dela, é porque deixou. Sem, provavelmente, ter consciência disso. Quando se sente sugada por alguém, a pessoa deve dizer não e colocar um basta, afinal também é responsável pela situação. Caso se veja impossibilitada de tomar uma atitude, o melhor a fazer é procurar uma análise. Uma compreensão de seu próprio funcionamento pode ajudá-la a se sair melhor de situações como essa.
PM – Existe uma maneira de detectar a presença dessas pessoas? Qual?
ACM – Não sei se existem pessoas com características tão específicas e facilmente detectáveis. Acredito serem duplas que se formam e que, pelas suas características, um de certa forma complementa o outro: um só suga porque o outro se deixa sugar.
http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1690 acesso 30/01/10
Minha vida só tem problemasssssssssssssss!
Decepção, tristeza, depressão, angustia, desejo de suicídio: são indicativos positivos para quem está vivo e buscando realizar-se. A bíblia diz que se o grão de trigo cai no chão e não morre, nunca produzirá frutos. Jesus na verdade está dizendo que para nossa felicidade ser completa temos que assumir nossos limites e dificuldades, e que não dá para viver como se tudo fosse “sombra e água fresca”.
Querer se matar ou outra besteira qualquer não irá resolver problema algum. Não existimos para resolver problemas, mas sim para vivê-los. JAG
Querer se matar ou outra besteira qualquer não irá resolver problema algum. Não existimos para resolver problemas, mas sim para vivê-los. JAG
Para os que estão des – animados = sem alma = vivem sem sentido. VIVA O AGORA!!!!!!
Não esqueça que tempos atrás você não era “nadica” do que é hoje. Isso mostra o quanto você caminhou e conquistou. O ser humano não sabe olhar para seu passado e reconhecer os erros cometidos. O ser humano não sabe viver o presente porque está de olho no futuro. O ser humano não sabe ver o futuro porque imagina que ele ainda virá, depois, bem depois de muito sofrimento. Passado, presente e futuro fazem parte do AGORA; no agora o que vale é enfrentar-se, é abraçar o medo, e este, é o maior inimigo que temos: nós próprios. O agora exige que eu olhe para dentro de mim e assuma aquilo que sou e não o que os outros querem que eu seja. O agora exige que eu olhe para dentro de mim mesmo e reconheça o passado; exige que eu olhe para dentro de mim mesmo e enxergue o futuro e na soma do passado que vivi e do futuro que viverei encontre o PRESENTE que vivo. Isso mesmo, PRESENTE, literalmente presente: VIVER É UM PRESENTE. E presente é sempre surpresa, é sempre novidade, é sempre desafio, é sempre decepção, é sempre satisfação, é sempre mistério. E diante do mistério só nos resta uma coisa, não é desvendá-lo, mas vivê-lo intensamente e na medida que nos apropriamos dele, mergulhamos mais e mais, e o horizonte que parecia estar tão perto, está ainda a ser alcançado.
Um abraço AGORA!
Seja feliz AGORA!
Ame AGORA!
JAG
domingo, 24 de janeiro de 2010
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