Hoje é feriado em São Paulo, sabe por que?
visite o blog de meu amigo Professor Glauco e saiba:
http://glaucoribeiro.blogspot.com/2010/07/9-de-julho-aniversario-da-revolucao.html
Abraços,
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido. “No ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”
O Bullying começa em casa
No livro "Bullying - mentes perigosas nas escolas" (Rio de Janeiro: Editora Fontanar, 2010), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva analisa o perfil dos bullies, ou seja, dos agressores que cometem Bullying. Na entrevista a seguir, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, ela revê o início dos estudos acerca desse problema crescente no mundo todo e lembra que o marco se deu em 1982, quando “o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola”.
A médica explica que não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido. “No ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”, indica.
Ana Beatriz Barbosa Silva é médica com pós-graduação em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com especialização em Medicina do Comportamento pela Universidade de Chicago (EUA). É professora nas Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU) e membro da Academia de Ciências de Nova York.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quando se começou a estudar o Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O Bullying escolar ocorre desde que existe a instituição de ensino. Porém, a partir das décadas de 1970 e 1980, passou a ser objeto de estudos científicos nos países escandinavos, em função da violência existente entre estudantes e suas consequências no âmbito escolar. No final de 1982, o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola. Nesta época, Dan Olweus [1], pesquisador norueguês, iniciou um grande estudo, envolvendo alunos de vários níveis escolares, pais e professores.
IHU On-Line – Se o Bullying é algo que acontece há muito tempo, por que só agora tomou as dimensões que tem hoje?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vivemos em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso, e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos.
As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes.
É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica que, por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação.
IHU On-Line – Qual é o perfil das “mentes perigosas” que existem nas escolas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na escola, os agressores (ou bullies) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Perturbam e intimidam, por meio de violência física ou psicológica. Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes. Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados. Divertem-se à custa do sofrimento alheio.
Já no ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram. Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro que não possuíam. Muitos agressores mentem, de forma convincente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.
IHU On-Line - E geralmente qual é o perfil das vítimas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – As vítimas típicas são os alunos que apresentam pouca habilidade de socialização. Em geral são tímidas ou reservadas, e não conseguem reagir aos comportamentos provocadores e agressivos dirigidos contra elas. Normalmente, são mais frágeis fisicamente ou apresentam algo que as destaca da maioria dos alunos: são gordinhas ou magras demais, altas ou baixas demais; usam óculos; são “caxias”, deficientes físicos; apresentam sardas ou manchas na pele, orelhas ou nariz um pouco mais destacados; usam roupas fora de moda; são de raça, credo, condição socioeconômica ou orientação sexual diferentes... Enfim, qualquer coisa que fuja ao padrão imposto por um determinado grupo pode deflagrar o processo de escolha da vítima do Bullying. Os motivos (sempre injustificáveis) são os mais banais possíveis. Normalmente, essas crianças ou adolescentes “estampam” facilmente as suas inseguranças na forma de extrema sensibilidade, passividade, submissão, falta de coordenação motora, baixa autoestima, ansiedade excessiva, dificuldades de se expressar. Por apresentarem dificuldades significativas de se impor ao grupo, tanto física quanto verbalmente, tornam-se alvos fáceis e comuns dos ofensores.
IHU On-Line - Você afirma que as escolas públicas sabem lidar melhor com o Bullying do que as instituições particulares. Por quê?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na verdade, o Bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de agressão. Por incrível que pareça, os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o Bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Secretaria de Educação etc.). Já nas escolas particulares, os casos tendem a ser abafados, uma vez que eles podem representar um “aspecto negativo” na boa imagem da instituição privada de ensino.
IHU On-Line - O que move uma criança a cometer Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Primeiramente, precisamos identificar que tipo de agressor ele é, uma vez que existem causas diferenciadas. A maioria se comporta assim por nítida falta de limites em seus processos de educação. Por ausência de um modelo educacional que associe autorrealização pessoal com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Este modelo faz com que os jovens busquem atitudes egoístas e maldosas, já que isso lhes confere poder e status.
O agressor pode estar vivenciando momentos de dificuldades circunstanciais, como doenças na família, separação dos pais ou até mesmo por estar sofrendo Bullying também. Nesses casos, a violência praticada pelo jovem trata-se de um fato novo em seu modo de agir e de se relacionar com as pessoas que, geralmente, é passageiro.
Uma minoria se comporta assim por apresentar a transgressão pessoal como base estrutural de sua personalidade. Neste caso, falta-lhe o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia. Trata-se de jovens que apresentam transtorno da conduta e são perversos por natureza. Eles apresentam desde muito cedo tendências psicopáticas, e se divertem com o sofrimento do outro.
IHU On-Line - O problema do Bullying começa em casa?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Sim, sem dúvida. Para que os filhos possam ser mais empáticos e agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro rever o que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade e altruísmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.
IHU On-Line - O "mundo virtual" é uma ferramenta do Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O ciberbullying ou Bullying virtual é uma das formas mais agressivas de Bullying. Os ataques ocorrem através de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, Internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas, e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato e, sem qualquer constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível.
Notas:
[1] Dan Olweus é considerado o pioneiro em pesquisas sobre Bullying no mundo. Criou o Olweus Bullying Prevention Program, um programa de prevenção ao Bullying que é referência mundial.
Fonte: Unisinos
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15334&cod_canal=41
No livro "Bullying - mentes perigosas nas escolas" (Rio de Janeiro: Editora Fontanar, 2010), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva analisa o perfil dos bullies, ou seja, dos agressores que cometem Bullying. Na entrevista a seguir, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, ela revê o início dos estudos acerca desse problema crescente no mundo todo e lembra que o marco se deu em 1982, quando “o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola”.
A médica explica que não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido. “No ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”, indica.
Ana Beatriz Barbosa Silva é médica com pós-graduação em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com especialização em Medicina do Comportamento pela Universidade de Chicago (EUA). É professora nas Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU) e membro da Academia de Ciências de Nova York.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quando se começou a estudar o Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O Bullying escolar ocorre desde que existe a instituição de ensino. Porém, a partir das décadas de 1970 e 1980, passou a ser objeto de estudos científicos nos países escandinavos, em função da violência existente entre estudantes e suas consequências no âmbito escolar. No final de 1982, o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola. Nesta época, Dan Olweus [1], pesquisador norueguês, iniciou um grande estudo, envolvendo alunos de vários níveis escolares, pais e professores.
IHU On-Line – Se o Bullying é algo que acontece há muito tempo, por que só agora tomou as dimensões que tem hoje?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vivemos em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso, e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos.
As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes.
É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica que, por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação.
IHU On-Line – Qual é o perfil das “mentes perigosas” que existem nas escolas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na escola, os agressores (ou bullies) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Perturbam e intimidam, por meio de violência física ou psicológica. Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes. Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados. Divertem-se à custa do sofrimento alheio.
Já no ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram. Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro que não possuíam. Muitos agressores mentem, de forma convincente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.
IHU On-Line - E geralmente qual é o perfil das vítimas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – As vítimas típicas são os alunos que apresentam pouca habilidade de socialização. Em geral são tímidas ou reservadas, e não conseguem reagir aos comportamentos provocadores e agressivos dirigidos contra elas. Normalmente, são mais frágeis fisicamente ou apresentam algo que as destaca da maioria dos alunos: são gordinhas ou magras demais, altas ou baixas demais; usam óculos; são “caxias”, deficientes físicos; apresentam sardas ou manchas na pele, orelhas ou nariz um pouco mais destacados; usam roupas fora de moda; são de raça, credo, condição socioeconômica ou orientação sexual diferentes... Enfim, qualquer coisa que fuja ao padrão imposto por um determinado grupo pode deflagrar o processo de escolha da vítima do Bullying. Os motivos (sempre injustificáveis) são os mais banais possíveis. Normalmente, essas crianças ou adolescentes “estampam” facilmente as suas inseguranças na forma de extrema sensibilidade, passividade, submissão, falta de coordenação motora, baixa autoestima, ansiedade excessiva, dificuldades de se expressar. Por apresentarem dificuldades significativas de se impor ao grupo, tanto física quanto verbalmente, tornam-se alvos fáceis e comuns dos ofensores.
IHU On-Line - Você afirma que as escolas públicas sabem lidar melhor com o Bullying do que as instituições particulares. Por quê?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na verdade, o Bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de agressão. Por incrível que pareça, os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o Bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Secretaria de Educação etc.). Já nas escolas particulares, os casos tendem a ser abafados, uma vez que eles podem representar um “aspecto negativo” na boa imagem da instituição privada de ensino.
IHU On-Line - O que move uma criança a cometer Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Primeiramente, precisamos identificar que tipo de agressor ele é, uma vez que existem causas diferenciadas. A maioria se comporta assim por nítida falta de limites em seus processos de educação. Por ausência de um modelo educacional que associe autorrealização pessoal com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Este modelo faz com que os jovens busquem atitudes egoístas e maldosas, já que isso lhes confere poder e status.
O agressor pode estar vivenciando momentos de dificuldades circunstanciais, como doenças na família, separação dos pais ou até mesmo por estar sofrendo Bullying também. Nesses casos, a violência praticada pelo jovem trata-se de um fato novo em seu modo de agir e de se relacionar com as pessoas que, geralmente, é passageiro.
Uma minoria se comporta assim por apresentar a transgressão pessoal como base estrutural de sua personalidade. Neste caso, falta-lhe o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia. Trata-se de jovens que apresentam transtorno da conduta e são perversos por natureza. Eles apresentam desde muito cedo tendências psicopáticas, e se divertem com o sofrimento do outro.
IHU On-Line - O problema do Bullying começa em casa?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Sim, sem dúvida. Para que os filhos possam ser mais empáticos e agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro rever o que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade e altruísmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.
IHU On-Line - O "mundo virtual" é uma ferramenta do Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O ciberbullying ou Bullying virtual é uma das formas mais agressivas de Bullying. Os ataques ocorrem através de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, Internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas, e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato e, sem qualquer constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível.
Notas:
[1] Dan Olweus é considerado o pioneiro em pesquisas sobre Bullying no mundo. Criou o Olweus Bullying Prevention Program, um programa de prevenção ao Bullying que é referência mundial.
Fonte: Unisinos
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15334&cod_canal=41
terça-feira, 6 de julho de 2010
A DIFERENÇA ENTRE A MENTIRA E O “DE MENTIRA”
A DIFERENÇA ENTRE A MENTIRA E O “DE MENTIRA”
Para refletir essa sentença creio necessário considerar dois conceitos: Conhecimento e verdade.
Há no ser humano o desejo de confiar, de acreditar que tudo é como se percebe: as coisas, as pessoas e o mundo. O desejo pela verdade é o objeto da filosofia. Mas o que é a verdade? Para a filosofia, a verdade é o conhecimento humano historicamente construído, essa concepção opõe-se ao dogmatismo, onde o ser humano acredita que já sabe tudo o que deveria saber e o que ainda deveria saber. Para Sócrates a ignorância – “só sei que nada sei” – dá origem à incerteza, à insegurança provocando no homem espanto e admiração, lançando-o na busca da verdade.
Para os gregos, A VERDADE é aletéia, revela o que é oculto, tal qual é percebido pela razão. Para os latinos é a veritas, alguma coisa é verdade quando o que diz está condizente com os fatos reais, ou seja, a linguagem relata, enuncia de forma fiel o que aconteceu. No hebraico é “emunah” confiança; a verdade é uma crença fundamentada na esperança e confiança em Deus e nas pessoas.
Após essas considerações me dedico a expressar sobre a mentira e o “de mentira”, ambas são artifícios para ocultar a verdade. A mentira diz o que a coisa, a pessoa e, o mundo não é, e o “de mentira” fala da coisa, da pessoa e do mundo ocultando o que realmente são ou não são. Tomando como exemplo, o sol: o sol nasce no leste e põe-se ao oeste, pela percepção diríamos que ele gira em torno da terra, isto é mentira, pelo conhecimento histórico construído é a terra que gira em torno do sol. As expressões “nascer no leste e opor-se ao oeste” são “de mentira”, são símbolos culturais que não dizem a realidade. Pois o sol não nasce nem morre. Desta forma de Sócrates à Descartes, a verdade não é o que existe tal qual é percebido pelos sentidos humanos, mas é a capacidade, pelo conhecimento de dizer das coisas, das pessoas e do mundo sem a pretensão de esgotar o que realmente são.
A mentira e o “de mentira” querem esconder ao homem o que são as coisas, as pessoas e o mundo, sendo assim podem ser vistas como trampolim para que o homem alcance a verdade.
8 Motivos para Apostar nos Livros.
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e saborei a maravilha que a LEITURA faz em nossa vida!
e saborei a maravilha que a LEITURA faz em nossa vida!
retiro para a Pastoral Fé e Política da paróquia S. João Batista – Setor Carrão Formosa – Região Episcopal Belém - Arquidiocese de São Paulo. “o Profeta é o coração da Igreja no mundo e o coração do mundo na Igreja”.
No dia 04 de julho de 2010 orientei um dia de retiro para a Pastoral Fé e Política da paróquia S. João Batista – Setor Carrão Formosa – Região Episcopal Belém - Arquidiocese de São Paulo.
Iniciamos com a missa das 7h30min, na própria comunidade. Após a missa nos dirigimos para Atibaia, em um sítio onde passaríamos o dia em oração. Viagem tranquila e, já fomos estreitando os laços de amizade. Fomos bem acolhidos pelo casal Toninho e Roseli que gentilmente disponibilizaram a casa e o belíssimo lugar para nosso dia de retiro. Após um bom café da manhã, reunidos em círculo apresentei a proposta de oração sobre o SER PROFETA hoje.
Pautei a proposta nos passos da oração inaciana, considerando que não são cristãos habituados com tal metodologia, mesmo assim apresentei os cinco passos para a oração como uma possibilidade de caminhada. São esses os passos:
1. DISPOR-SE: com o texto bíblico e tempo definido para a oração. Busco lugar tranquilo e agradável que ajude a me concentrar. Encontro uma boa posição corporal.
2. PREPARAR-SE: faço silêncio interior e exterior. Respiro lentamente, suavemente. Tomo consciência de que estou na Presença de Deus. Faço com devoção o sinal da cruz.
3. SITUAR-SE: peço a Deus Nosso Senhor para que todos os meus desejos, pensamentos e sentimentos estejam voltados unicamente para o seu louvor e serviço. Peço a Graça que verdadeiramente desejo receber de Deus.
4. MEDITAR: leio o texto devagar, saboreando as palavras que mais me “tocam”, reflito por que esta frase, palavra, ideia me chama a atenção. Converso com Deus como um amigo: falo; escuto, peço, louvo, pergunto, silencio, seguindo os sentimentos experimentados na oração.
5. REVISAR: recordo o que foi mais importante na oração: o texto mais significativo (palavras, frases e imagens); os pensamentos predominantes; os sentimentos de consolação ou desolação; se houve apelos e como me senti diante deles.
Tendo feito essa orientação, iniciamos refletindo e rezando sobre o Deus que cremos. Ele é doador e protetor da vida e jamais abandona seu povo. Individualmente cada participante rezou textos bíblicos que mostram a origem da vida e a ação protetora de Deus. (Gênesis; Êxodo e Salmos). No segundo momento, uma vez tendo refletido que a VIDA é o motivo da ação divina tomamos contato com alguns dos profetas bíblicos. Com o profeta Elias, rezamos o profetismo contra Baal, contra a sensualidade e a idolatria; ao rezar o profeta Amós mergulhamos nos discursos contra os políticos e religiosos que fazem belos discursos, porém são indiferentes ao sofrimento do povo. Rezamos assim, a profecia pela JUSTIÇA SOCIAL. Com o profeta Isaias, saboreamos a Redenção Messiânica e nos deixamos queimar pelos lábios, para que o Senhor fale por nós assim como Jeremias e sejamos encorajados, para denunciar a falsidade política e a religião que faz da lei de Deus um instrumento de opressão e engano do povo.
Esse momento foi forte na oração pessoal, uma vez que a mística da Pastoral Fé e Política está enraizada na dimensão profética da fé que no batismo recebemos.
No período da tarde centramos nossa reflexão sobre a realidade em que vivemos e olhamos para o modelo de Profeta: Jesus. Nos alimentamos com o desejo de transformação da realidade que aí está. Nossa oração foi traduzida em desenhos, que serviram para montar uma colcha profética de retalhos, uma dinâmica, que assim foi traduzida:
Nosso amigo Toninho iniciou dizendo: que o profeta é o que “AMA A VIDA”, não uma vida qualquer, mas a vida que se dá na “relação com DEUS, com o EU e com o OUTRO e nos coloca como iguais no serviço a todos”, afirmou a Roseli.
Frente aos desafios que o ser profeta impõe, nossa amiga Célia expressou no seu desenho sua “pequenez e insignificância” e é nessa pequenez que encontramos força para “fazer o bem e sempre com o coração aberto”. Não há outro caminho para fazer o bem e ser profeta senão o caminho de “uma corrente humana do bem” afirmou o Felipe, dizendo que cada um deve conseguir fazer um outro “fazer o bem” e assim formaremos uma grande corrente profética geradora do bem. Para isso, afirmou a Márcia “precisamos nos SITUAR diante de Deus e silenciar”. Não um silêncio qualquer, mas o silêncio do Profeta que é o silêncio de Deus que transforma a vida e as realidades que a cerca, o silêncio de Deus não quer silenciar. Para essa ação profética, acrescentou nosso amigo Renê é “preciso sensibilidade de coração para poder como Jeremias dizer: Tenho que gritar”. Assim é o profeta, o homem que grita, grita suas próprias experiências e as experiências de seu povo, “experiências dolorosas”, afirmava a Rosa. Dor que na fala da Mônica apareceu como desejo de responder ao chamado de Deus: “O que fazer? O que Ele pede?”. E as estas perguntas, a fala do Flávio ecoou, “para saber se estamos certos é preciso “querer fazer e fazer certo” e quando isso acontece? Quando o que fazemos não nos incomoda e não nos acomoda, mas nos motiva a fazer mais. Mas o profeta é o homem da realidade, daí a fala do Paulo: “Vivemos a multiculturalidade que precisa ser valorizada, respeitada e transformada para o bem de todos...é preciso caminhar como quem tem certeza”. E, nas sábias palavras do jovem André o profetismo exige “GERAR CONSCIÊNCIA”. Finalizamos parafraseando S. Vicente Pallotti: “o Profeta é o coração da Igreja no mundo e o coração do mundo na Igreja”.
Pautei a proposta nos passos da oração inaciana, considerando que não são cristãos habituados com tal metodologia, mesmo assim apresentei os cinco passos para a oração como uma possibilidade de caminhada. São esses os passos:
1. DISPOR-SE: com o texto bíblico e tempo definido para a oração. Busco lugar tranquilo e agradável que ajude a me concentrar. Encontro uma boa posição corporal.
2. PREPARAR-SE: faço silêncio interior e exterior. Respiro lentamente, suavemente. Tomo consciência de que estou na Presença de Deus. Faço com devoção o sinal da cruz.
3. SITUAR-SE: peço a Deus Nosso Senhor para que todos os meus desejos, pensamentos e sentimentos estejam voltados unicamente para o seu louvor e serviço. Peço a Graça que verdadeiramente desejo receber de Deus.
4. MEDITAR: leio o texto devagar, saboreando as palavras que mais me “tocam”, reflito por que esta frase, palavra, ideia me chama a atenção. Converso com Deus como um amigo: falo; escuto, peço, louvo, pergunto, silencio, seguindo os sentimentos experimentados na oração.
5. REVISAR: recordo o que foi mais importante na oração: o texto mais significativo (palavras, frases e imagens); os pensamentos predominantes; os sentimentos de consolação ou desolação; se houve apelos e como me senti diante deles.
Tendo feito essa orientação, iniciamos refletindo e rezando sobre o Deus que cremos. Ele é doador e protetor da vida e jamais abandona seu povo. Individualmente cada participante rezou textos bíblicos que mostram a origem da vida e a ação protetora de Deus. (Gênesis; Êxodo e Salmos). No segundo momento, uma vez tendo refletido que a VIDA é o motivo da ação divina tomamos contato com alguns dos profetas bíblicos. Com o profeta Elias, rezamos o profetismo contra Baal, contra a sensualidade e a idolatria; ao rezar o profeta Amós mergulhamos nos discursos contra os políticos e religiosos que fazem belos discursos, porém são indiferentes ao sofrimento do povo. Rezamos assim, a profecia pela JUSTIÇA SOCIAL. Com o profeta Isaias, saboreamos a Redenção Messiânica e nos deixamos queimar pelos lábios, para que o Senhor fale por nós assim como Jeremias e sejamos encorajados, para denunciar a falsidade política e a religião que faz da lei de Deus um instrumento de opressão e engano do povo.
Esse momento foi forte na oração pessoal, uma vez que a mística da Pastoral Fé e Política está enraizada na dimensão profética da fé que no batismo recebemos.
No período da tarde centramos nossa reflexão sobre a realidade em que vivemos e olhamos para o modelo de Profeta: Jesus. Nos alimentamos com o desejo de transformação da realidade que aí está. Nossa oração foi traduzida em desenhos, que serviram para montar uma colcha profética de retalhos, uma dinâmica, que assim foi traduzida:
Frente aos desafios que o ser profeta impõe, nossa amiga Célia expressou no seu desenho sua “pequenez e insignificância” e é nessa pequenez que encontramos força para “fazer o bem e sempre com o coração aberto”. Não há outro caminho para fazer o bem e ser profeta senão o caminho de “uma corrente humana do bem” afirmou o Felipe, dizendo que cada um deve conseguir fazer um outro “fazer o bem” e assim formaremos uma grande corrente profética geradora do bem. Para isso, afirmou a Márcia “precisamos nos SITUAR diante de Deus e silenciar”. Não um silêncio qualquer, mas o silêncio do Profeta que é o silêncio de Deus que transforma a vida e as realidades que a cerca, o silêncio de Deus não quer silenciar. Para essa ação profética, acrescentou nosso amigo Renê é “preciso sensibilidade de coração para poder como Jeremias dizer: Tenho que gritar”. Assim é o profeta, o homem que grita, grita suas próprias experiências e as experiências de seu povo, “experiências dolorosas”, afirmava a Rosa. Dor que na fala da Mônica apareceu como desejo de responder ao chamado de Deus: “O que fazer? O que Ele pede?”. E as estas perguntas, a fala do Flávio ecoou, “para saber se estamos certos é preciso “querer fazer e fazer certo” e quando isso acontece? Quando o que fazemos não nos incomoda e não nos acomoda, mas nos motiva a fazer mais. Mas o profeta é o homem da realidade, daí a fala do Paulo: “Vivemos a multiculturalidade que precisa ser valorizada, respeitada e transformada para o bem de todos...é preciso caminhar como quem tem certeza”. E, nas sábias palavras do jovem André o profetismo exige “GERAR CONSCIÊNCIA”. Finalizamos parafraseando S. Vicente Pallotti: “o Profeta é o coração da Igreja no mundo e o coração do mundo na Igreja”.
sábado, 3 de julho de 2010
Marina Silva pelo pastor de sua igreja ASSEMBLÉIA DE DEUS
O pastor evangélico de Marina
Eis a entrevista.
Como conheceu Marina Silva?
Alguém a convidou para um culto, em 2006. Ela já era convertida, batizada em outra Assembleia de Deus de Brasília. Pela projeção que tem, frequentar uma igreja pequena a deixava muito exposta. Aqui, na nossa igreja, fica absorvida em um grupo maior. Ela gosta de ser muito discreta.
Ela é assediada nos cultos?
As pessoas a procuram, e ela não se esquiva. Eu quis montar um esquema de segurança, mas ela não quis. Quer estar no meio do povo. Meu plano era colocá-la junto dos obreiros num lugar reservado, porque ela também é obreira. Vai que aparece um doido, né?!
O que Marina deve fazer por ser obreira da Assembleia de Deus?
Ela dá palestras de conteúdo bíblico, faz pregações. Há uns dois anos nós demos um curso para ela de noções de homilética, de interpretação bíblica. É um curso de fim de semana. Ela fez todas as aulas, os deveres de casa. Fazia perguntas para o professor. Como obreira, ela deve seguir a ética cristã, conhecer a Bíblia. E deve recolher o dízimo, como todo membro da igreja.
O senhor pede orações por ela?
Sim. Teve uma fase em que houve uma seca brava no Acre e não estava previsto chover num período de 30 dias. A mata estava incendiada, não se conseguia apagar o fogo. Ela expôs o problema, nós bancamos a causa, fomos orar, e Deus mandou chuva fora de todas as previsões. Ela sempre pede oração e orientação. Eu oriento no sentido de que todo cristão é um representante de Deus, seja qual for o trabalho. Um cristão deve evitar posturas indignas.
Como o senhor vê o fato de Marina ser filiada a um partido favorável à legalização do aborto – posição contrária à da Assembleia de Deus?
Marina conseguiu que o estatuto do PV liberasse os membros a tomar posições sob o argumento da questão de consciência. Em uma votação, a pessoa está liberada para seguir sua consciência (na verdade, o PV permite que seus quadros se abstenham de votar quando há conflito de consciência).
Em casos como o aborto, ela fala em fazer plebiscito. O senhor concorda?
Penso que o Congresso é um público restrito, é perigoso dizer que ele representa o povo. E nossa postura como cristãos é convencer as pessoas daquilo que é certo, mas não obrigar. Se consultar o povo sobre o aborto e o povo quiser, Deus vai lamentar, mas o governante tem de respeitar.
A senadora Marina Silva diz ser contrária ao casamento gay. Essa também é uma posição da Assembleia de Deus?
Sim, é uma posição da Bíblia. Nós nos orientamos por ela. A Bíblia considera errada a homossexualidade. E muito errada. Chama isso de prática abominável aos olhos de Deus. Então nós temos de ser coerentes. Ou cremos na Bíblia ou não cremos.
Alguns cristãos não vão ter dificuldade de entender a posição de Marina a favor da união civil entre homossexuais? Ela vai perder votos entre eles?
Creio que sim. Muitas pessoas pouco esclarecidas vão deixar de votar nela por isso. Mas a postura dos outros candidatos é a mesma que a dela.
O senhor foi a favor do lançamento do nome de Marina como candidata à Presidência pelo PV?
Sim, havia questões discordantes, como em todo partido. Mas tem de se levar em conta que no Brasil estatuto de partido não vale nada, ideologia não existe. Então há duas coisas: primeiro, a bandeira do partido, do meio ambiente, coincide com a dela. Segundo, aquilo que é contrário aos princípios de Marina, ela se posicionou publicamente e conseguiu que o partido deixasse isso no âmbito de questões de consciência.
A igreja dá orientação aos fiéis sobre como votar?
Não dávamos, mas a partir deste ano vamos dar. Decidimos elaborar uma cartilha de orientação política. Ao escolher um candidato, o fiel deve considerar as posturas éticas dele, não vender o voto. São orientações para que o povo exerça a cidadania.
Importa se o candidato é evangélico ou não?
Se algum candidato se identifica como evangélico e vive como evangélico, deve ter nossa preferência.
É verdade que a Assembleia de Deus resolveu não apoiar Marina?
A Assembleia de Deus é segmentada. Tem um grupo grande, uns 30% da Assembleia de Deus, que já decidiu apoiar José Serra.
Não é contraditório que a Assembleia recomende o voto em evangélicos e uma parte da igreja já tenha fechado o voto por José Serra, que não é evangélico?
É uma contradição. Espero que nacionalmente não aconteça o apoio a outra pessoa que não seja a Marina, porque se acontecer é uma incoerência. Nós em Brasília não vamos cometer essa incoerência. Seja lá qual for a decisão que a comissão política nacional tome, aqui vamos apoiar Marina.
O que motiva o apoio da Assembleia de Deus a Serra?
Imagino que é a política do voto útil, de que não adianta votar em fulano porque fulano não vai ganhar. Acho isso uma pobreza de espírito. Prefiro crer que não há interesse político.
A Assembleia costuma dizer que as mulheres devem usar saia, manter o cabelo comprido. Marina diz que segue estilo próprio quanto a isso. A igreja faz alguma recomendação?
Nossa igreja em particular tem uma postura mais liberal em usos e costumes. Não temos problema com mulher cortar o cabelo, se arrumar.
Tem diminuído a pressão desse tipo de regra na Assembleia de Deus?
Tem. É uma tendência nacional, uma questão de maturidade. Tem um texto bíblico que diz: “Não haja roupa de homem em mulher, nem roupa de mulher em homem”. Mas o que determina se uma roupa é de homem ou de mulher é a sociedade, e não a Bíblia.
Se Marina for eleita, ela vai ser a primeira mulher presidente do Brasil. Uma mulher em um cargo historicamente ocupado por homens desagrada aos cristãos da Assembleia de Deus?
Muitas igrejas evangélicas e mesmo algumas Assembleias de Deus interpretam que as mulheres não podem ter função de liderança. Mas estamos amadurecendo, está caindo a ficha. A opressão da mulher é consequência do pecado. Mas o Senhor Jesus veio restaurar a mulher do pecado. Então por que a mulher tem de ser inferior ao homem?
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15309&cod_canal=41 03/07/10
“A Bíblia considera errada a homossexualidade. E muito errada. Chama isso de prática abominável aos olhos de Deus. Então nós temos de ser coerentes. Ou cremos na Bíblia ou não cremos”. A afirmação é do Pastor Sóstenes Apolos da Silva (foto) da Assembleia de Deus do Plano Piloto em Brasília, líder religioso da candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva em entrevista à Mariana Sanches da revista Época, 27-06-2010.
Eis a entrevista.
Como conheceu Marina Silva?
Alguém a convidou para um culto, em 2006. Ela já era convertida, batizada em outra Assembleia de Deus de Brasília. Pela projeção que tem, frequentar uma igreja pequena a deixava muito exposta. Aqui, na nossa igreja, fica absorvida em um grupo maior. Ela gosta de ser muito discreta.
Ela é assediada nos cultos?
As pessoas a procuram, e ela não se esquiva. Eu quis montar um esquema de segurança, mas ela não quis. Quer estar no meio do povo. Meu plano era colocá-la junto dos obreiros num lugar reservado, porque ela também é obreira. Vai que aparece um doido, né?!
O que Marina deve fazer por ser obreira da Assembleia de Deus?
Ela dá palestras de conteúdo bíblico, faz pregações. Há uns dois anos nós demos um curso para ela de noções de homilética, de interpretação bíblica. É um curso de fim de semana. Ela fez todas as aulas, os deveres de casa. Fazia perguntas para o professor. Como obreira, ela deve seguir a ética cristã, conhecer a Bíblia. E deve recolher o dízimo, como todo membro da igreja.
O senhor pede orações por ela?
Sim. Teve uma fase em que houve uma seca brava no Acre e não estava previsto chover num período de 30 dias. A mata estava incendiada, não se conseguia apagar o fogo. Ela expôs o problema, nós bancamos a causa, fomos orar, e Deus mandou chuva fora de todas as previsões. Ela sempre pede oração e orientação. Eu oriento no sentido de que todo cristão é um representante de Deus, seja qual for o trabalho. Um cristão deve evitar posturas indignas.
Como o senhor vê o fato de Marina ser filiada a um partido favorável à legalização do aborto – posição contrária à da Assembleia de Deus?
Marina conseguiu que o estatuto do PV liberasse os membros a tomar posições sob o argumento da questão de consciência. Em uma votação, a pessoa está liberada para seguir sua consciência (na verdade, o PV permite que seus quadros se abstenham de votar quando há conflito de consciência).
Em casos como o aborto, ela fala em fazer plebiscito. O senhor concorda?
Penso que o Congresso é um público restrito, é perigoso dizer que ele representa o povo. E nossa postura como cristãos é convencer as pessoas daquilo que é certo, mas não obrigar. Se consultar o povo sobre o aborto e o povo quiser, Deus vai lamentar, mas o governante tem de respeitar.
A senadora Marina Silva diz ser contrária ao casamento gay. Essa também é uma posição da Assembleia de Deus?
Sim, é uma posição da Bíblia. Nós nos orientamos por ela. A Bíblia considera errada a homossexualidade. E muito errada. Chama isso de prática abominável aos olhos de Deus. Então nós temos de ser coerentes. Ou cremos na Bíblia ou não cremos.
Alguns cristãos não vão ter dificuldade de entender a posição de Marina a favor da união civil entre homossexuais? Ela vai perder votos entre eles?
Creio que sim. Muitas pessoas pouco esclarecidas vão deixar de votar nela por isso. Mas a postura dos outros candidatos é a mesma que a dela.
O senhor foi a favor do lançamento do nome de Marina como candidata à Presidência pelo PV?
Sim, havia questões discordantes, como em todo partido. Mas tem de se levar em conta que no Brasil estatuto de partido não vale nada, ideologia não existe. Então há duas coisas: primeiro, a bandeira do partido, do meio ambiente, coincide com a dela. Segundo, aquilo que é contrário aos princípios de Marina, ela se posicionou publicamente e conseguiu que o partido deixasse isso no âmbito de questões de consciência.
A igreja dá orientação aos fiéis sobre como votar?
Não dávamos, mas a partir deste ano vamos dar. Decidimos elaborar uma cartilha de orientação política. Ao escolher um candidato, o fiel deve considerar as posturas éticas dele, não vender o voto. São orientações para que o povo exerça a cidadania.
Importa se o candidato é evangélico ou não?
Se algum candidato se identifica como evangélico e vive como evangélico, deve ter nossa preferência.
É verdade que a Assembleia de Deus resolveu não apoiar Marina?
A Assembleia de Deus é segmentada. Tem um grupo grande, uns 30% da Assembleia de Deus, que já decidiu apoiar José Serra.
Não é contraditório que a Assembleia recomende o voto em evangélicos e uma parte da igreja já tenha fechado o voto por José Serra, que não é evangélico?
É uma contradição. Espero que nacionalmente não aconteça o apoio a outra pessoa que não seja a Marina, porque se acontecer é uma incoerência. Nós em Brasília não vamos cometer essa incoerência. Seja lá qual for a decisão que a comissão política nacional tome, aqui vamos apoiar Marina.
O que motiva o apoio da Assembleia de Deus a Serra?
Imagino que é a política do voto útil, de que não adianta votar em fulano porque fulano não vai ganhar. Acho isso uma pobreza de espírito. Prefiro crer que não há interesse político.
A Assembleia costuma dizer que as mulheres devem usar saia, manter o cabelo comprido. Marina diz que segue estilo próprio quanto a isso. A igreja faz alguma recomendação?
Nossa igreja em particular tem uma postura mais liberal em usos e costumes. Não temos problema com mulher cortar o cabelo, se arrumar.
Tem diminuído a pressão desse tipo de regra na Assembleia de Deus?
Tem. É uma tendência nacional, uma questão de maturidade. Tem um texto bíblico que diz: “Não haja roupa de homem em mulher, nem roupa de mulher em homem”. Mas o que determina se uma roupa é de homem ou de mulher é a sociedade, e não a Bíblia.
Se Marina for eleita, ela vai ser a primeira mulher presidente do Brasil. Uma mulher em um cargo historicamente ocupado por homens desagrada aos cristãos da Assembleia de Deus?
Muitas igrejas evangélicas e mesmo algumas Assembleias de Deus interpretam que as mulheres não podem ter função de liderança. Mas estamos amadurecendo, está caindo a ficha. A opressão da mulher é consequência do pecado. Mas o Senhor Jesus veio restaurar a mulher do pecado. Então por que a mulher tem de ser inferior ao homem?
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15309&cod_canal=41 03/07/10
COPA DO MUNDO. QUEM SERÁ A SELEÇÃO VENCEDORA?
Gostaria que não fosse verdade, mas....
Para quem é chegado em MATEMÁTICA, veja que coincidência:
O Brasil ganhou a copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista
do título foi em 1970. Se você somar *1970 + 1994 = 3964*
A Argentina ganhou sua última copa do mundo em 1986, antes que isso só em
1978. Somando *1978 + 1986 = 3964*
Já a Alemanha ganhou a sua última copa em 1990. Antes disso foi em 1974.
Somando *1990 + 1974 = 3964*
Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da copa o mundo
de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da copa de 1962!
Conferindo: *3964 -2002 = 1962*
*E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil! *
Realmente, a MATEMÁTICA parece funcionar...
E quem venceria a copa do mundo
de 2010 na África do Sul?
Resposta: *3964 - 2010 = 1954*
E quem ganhou em 1954?.... Alemanha!
Tomara que a MATEMÁTICA esteja equivocada!
SOU LATINO AMERICANO!!!!!!!!!!!!!
Para quem é chegado em MATEMÁTICA, veja que coincidência:
O Brasil ganhou a copa do mundo em 1994, antes disso, sua última conquista
do título foi em 1970. Se você somar *1970 + 1994 = 3964*
A Argentina ganhou sua última copa do mundo em 1986, antes que isso só em
1978. Somando *1978 + 1986 = 3964*
Já a Alemanha ganhou a sua última copa em 1990. Antes disso foi em 1974.
Somando *1990 + 1974 = 3964*
Seguindo esta lógica, poderia se ter adivinhado o ganhador da copa o mundo
de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da copa de 1962!
Conferindo: *3964 -2002 = 1962*
*E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil! *
Realmente, a MATEMÁTICA parece funcionar...
E quem venceria a copa do mundo
de 2010 na África do Sul?
Resposta: *3964 - 2010 = 1954*
E quem ganhou em 1954?.... Alemanha!
Tomara que a MATEMÁTICA esteja equivocada!
SOU LATINO AMERICANO!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Fé e Política - Retiro dia 4 de julho de 2010
RETIRO ESPIRITUAL
TEMA: "Aceitam ser profetas nos dias de hoje? Precisamos urgentemente de vocês!"
Paróquia São João Batista – Grupo Fé e Política.
Setor Carrão- Formosa / Região Episcopal Belém – Arquidiocese de S. Paulo.
Orientador: José Antonio Galiani
Dia 04 de julho, de 2010.
Cronograma:
7h30min: Missa na Paróquia
8h30min: Viagem até local do retiro.
9h30min: café da manhã
10h: 1ª colocação: SER PROFETA é EXPERIMENTAR A DEUS
10h30min: oração individual
11h: 2ª colocação: SER PROFETA é OUVIR A DEUS e VER A REALIDADE
11h15min: oração individual
12h: almoço comunitário
13h: 3ª colocação: "Aceitam ser profetas nos dias de hoje? Precisamos urgentemente de vocês!"
13h20min: oração individual
14h: Dinâmica “Colcha Profética de Retalhos” com texto Celebrando Ser Profeta Hoje.
15h30min: Encerramento e retorno p S. Paulo.
terça-feira, 29 de junho de 2010
A ética alicerçada no amor funda um novo sentido para a vida e se traduz em ações morais que levam em conta o direito do outro existir como ser pleno.
“Ética e cultura
A reflexão ética relaciona-se com a cultura. Ao procurarmos por uma ética universal, deparamo-nos com a pluralidade. E isso é normal, porque vivemos em uma sociedade pluricultural. A palavra cultura pode significar muitas coisas em diferentes contextos. Para nós, no entanto,
“As culturas são as formas com que nos relacionamos com as coisas de nosso mundo, com os objetos e as práticas materiais de nossa vida, ao mesmo tempo e com os outros seres humanos”.
MARQUES, Mário Osório. Botar a boca no mundo: cidadania, política e ética. Ijuí: UNIJUÍ, 2003.
Podemos, então, considerar a cultura como óculos por meio dos quais vemos o mundo. Pessoas de culturas diferentes usam óculos diferentes e têm visões desencontradas das coisas. A floresta amazônica não é a mesma coisa para um adolescente nascido e criado na cidade do Rio de Janeiro e para um índio Tupi.
Todo ser humano é o resultado do meio cultural em que se tornou um ser social. Todos nós somos herdeiros de uma cultura, formada por um longo processo acumulativo que reflete conhecimentos originados da relação dos indivíduos com as coisas do mundo. A moral é , portanto, parte da cultura de uma comunidade. Isso deve ser levado em conta na construção individual e coletiva da ética.
A cultura não é transmitida geneticamente; ela é uma construção social. Alguns dizem “tenho a matemática no sangue” ou “herdei o gosto pela leitura de minha avó”. Isso não é verdade, pelo menos, do ponto de vista biológico. Claro que é necessário que se coloque ao alcance dos indivíduos o material que lhes permita exercer a sua criatividade de forma inovadora. Assim, um lar em que haja exemplos de leitura e acesso a livros, será mais fácil que se desenvolva o gosto pela leitura. O mesmo podemos dizer de um ambiente onde haja sólidos princípios éticos. A construção da ética é facilitada (ou prejudicada!) pela prática moral no meio em que se vive.
“O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo, que reflete o conhecimento e a experiência adquiridas pelas numerosas gerações que o antecederam. A manipulação adequada e criativa desse patrimônio cultural permite as inovações e as invenções. Estas não são, pois, o produto da ação isolada de um gênio, mas o resultado do esforço de toda uma comunidade”.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.
Todos nós, ao agirmos e nos expressarmos, nas diversas situações de nossas vidas, como na escola, entre amigos, em casa ou no trabalho, por exemplo, praticamos nossos valores morais. Esse conjunto de valores vividos, por uma questão de conveniência ou de profunda convicção (ou seja, ética), dá uma identidade cultural peculiar a cada comunidade.
A moral, por ser uma construção cultural, é diferente em cada comunidade. O decote ideal de uma blusa ou o melhor horário de retornar de um show, por exemplo, podem apresentar conceitos morais diferentes entre pais e filhos, o que pode gerar conflitos. Assim, é fácil criar-se uma certa resistência para compreendermos o sistema moral de uma outra cultura. Podemos rotular os princípios éticos que resultam em tal sistema moral de fracos ou, então, ao contrário, de exagerados.
A reação de incômodo diante da cultura do Outro deve ser superada pela necessidade de dialogar, de permitir que a nossa cultura amplie seus horizontes sem se trair, sem perder a sua identidade. Esse é um dos grandes desafios da ética contemporânea: refletir sobre questões morais, convivendo com a pluralidade cultural sem trair os princípios que resultaram dessa reflexão e da própria cultura. Como conseguir isso?
Ao procurar construir uma ética de boa qualidade, deparamo-nos com alguns valores que são eternos, ou seja, presentes em todas as épocas e culturas: a verdade, a honestidade, o amor são alguns deles.
Com toda a certeza, no amor encontramos a melhor resposta para a construção de uma ética com princípios sólidos e bons. O amor permite que a ética se abra ao diálogo, se questione a si mesma, alargue seus horizontes ao procurar compreender os princípios éticos que estão por detrás da conduta moral de uma determinada comunidade cultural, mas sem destruir a identidade própria do indivíduo que faz esse exame.
Isso não significa que vamos aceitar todos os princípios éticos que circulam na sociedade. Tais princípios se reconhecem como bons ou ruins pela relação que estabelecem entre o indivíduo e o Outro. A ética do capitalismo que valoriza o lucro a qualquer custo faz com que a própria vida no planeta terra se encontre ameaçada de extinção. Alguns estimam que, mantendo-se os atuais padrões de comportamento, em algumas décadas não será mais possível viver neste planeta. Trata-se de uma ética desamorosa porque, na sua prática moral, desrespeita o Outro. Em outras palavras, não é uma boa ética.
A ética alicerçada no amor funda um novo sentido para a vida e se traduz em ações morais que levam em conta o direito do outro existir como ser pleno. Amar o Outro é dar-lhe razão de existir. Cuidamos daquilo que amamos. A ética que ama, cuida, se responsabiliza e se torna sensível à dor alheia. Esse diálogo que se abre ao amor e ao respeito ético às diferentes identidades culturais é, antes de tudo, uma atitude de tomada de posição frente à vida, permitindo que se desenvolva uma filosofia de vida que seja sua, que o identifique como ser ético.”
(GALIANI, José Antonio; LANDEIRA, José L. Ensino Religioso: Ensino Médio/segunda série – Rede Salesiana de Escolas, Brasília: CIB – Cisbrasil, 2007.)
Avaliação em Educação Física. É possível?!
PENSAR A AVALIAÇÃO É SEMPRE UMA TAREFA DIFÍCIL, MAS FUNDAMENTAL PARA O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, INCLUSIVE NA EDUCAÇÃO FÍSICA.
PENSANDO A AVALIAÇÃO (INSTRUMENTOS E CRITÉRIOS) PARA UMA DAS SÉRIES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA EDUCAÇÃO FÍSICA.
A AVALIAÇÃO é um dos processos no processo de aprendizagem, principalmente em Educação Física. Sugiro que a avaliação seja cobrada como ela é, uma etapa da aprendizagem e não como algo isolado de todo processo de uma aula ou de uma sequência de aulas, quero dizer, seria melhor elaborar-mos uma aula e como está seria avaliada, e não, só elaborar uma avaliação. Para elaborar uma avaliação tenho como referência exercícios que proporcione aos alunos medir a frequência cardíaca. Para isso os alunos seriam submetidos a diferentes atividades físicas após, as quais farão a contagem da frequência cardíaca e respiratória. Os dados seriam de alguma forma registrados em uma grande tabela.
Em um processo de aprendizagem seguindo esse objetivo a avaliação seria: além de avaliar os conteúdos de procedimentos e atitudes, nas várias etapas, avaliaria a capacidade dos alunos de coletar e de organizar dados experimentas, a habilidade de interpretá-os e de relacioná-los e, por fim, de argumentar, uma vez que todos deverão propor explicações para as variações encontradas. Espera-se que as atividades de grande esforço em curto espaço de tempo (tiro, polichinelo) e esforço mediano durante algum tempo (correr) aumentem as freqüências, que deverão apresentar valores mais baixos conforme cessa a necessidade de energia, isto é, após encerramento da atividade física. Baseando-se nesses resultados, as hipóteses para explicar essas variações devem ser defendidas. Será interessante trabalhar em duplas, com um cronometrando e o outro se exercitando, e depois inverter os papéis; além disso, as trocas de opiniões podem enriquecer a proposta. A partir daí, podem se seguir aulas expositivas apresentando o funcionamento dos sistemas circulatório e respiratório. No final, pedir que os alunos confrontem seus novos conhecimentos com as hipóteses levantas, reescrevendo, se necessário, o produto inicial. Se não contar com um bom espaço, trabalhos musculares que possam ser feitos em pouco espaço (abdominais, flexões) são uma boa saída. Outra boa ampliação é pedir a elaboração de gráficos sobre recuperação, usando os valores obtidos (repouso, término da atividade, após um minuto, após três minutos). O mais importante é verificar se as hipóteses dos alunos relacionam as várias observações, inclusive a presença de suor e a vermelhidão, com argumentos lógicos, e se são capazes de reelaborar, se necessário, suas explicações.
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