terça-feira, 11 de janeiro de 2011

OS PROBLEMAS SOCIAIS EM PALLOTTI

Surge como uma das matérias mais interessantes que a Juventude Palotina do Brasil já postou neste blog até hoje. Particularmente acredito que este seja um dos principais temas trabalhados por São Vicente Pallotti... Julgo mais do que atual, ESSENCIAL para todos nós cristãos "de bem" e prontos para "reavivar a fé e reascender a caridade".


OS PROBLEMAS SOCIAIS EM PALLOTTI
 
visite o blog e leia o artigo
http://juventudepalotina-brasil.blogspot.com/

domingo, 9 de janeiro de 2011

Você votou no Geraldo para Governador de São Paulo? Veja porque eu não votei NELES!

Expansão do Metrô de SP atrasa e sofre alterações; veja a situação das linhas



VISITE O ENDEREÇO:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/01/09/expansao-do-metro-de-sp-atrasa-e-sofre-alteracoes-veja-a-situacao-das-linhas.jhtm

Vaticano perde o monopólio da Teologia e esta ciência ganha espaço em centros acadêmicos laicos

Vaticano perde o monopólio da Teologia e esta ciência ganha espaço em centros acadêmicos laicos

Juan G. Bedoya
El PAÍS

A teologia, a disciplina acadêmica que já foi considerada a imperatriz das ciências, hoje parece encerrada em uma capela de catequistas que repetem o que o Vaticano decide a cada momento. É só uma aparência. Grandes pensadores cristãos produzem sua obra abrigados em centros universitários laicos, ou publicam em editoras livres do controle eclesiástico. Um exemplo é o teólogo suíço Hans Küng, especialista no Concílio Vaticano 2º junto com Joseph Ratzinger (hoje papa Bento 16). Execrado sem contemplações por Roma, que lhe retirou inclusive a categoria de "teólogo católico", Küng continua sendo uma referência mundial. No próximo mês de janeiro será investido doutor "honoris causa" pela Universidade à Distância (Uned), por proposta de sua Faculdade de Filosofia.

Na Espanha já funcionam uma dezena de centros superiores onde a teologia ou as ciências das religiões não têm qualquer odor eclesiástico. São cátedras criadas sem interferência religiosa e dirigidas por professores das próprias universidades. Entre outras, contam com centros desse tipo as Universidades Complutense e Carlos 3º (Madri), a Pablo de Olavide (Sevilha), Pompeu Fabra de Barcelona, Universidade de Valência e a cátedra de filosofia da religião e história das religiões na própria Uned.

A perda do tradicional monopólio teológico da hierarquia católica foi pacífica. Ninguém discute mais a competência do Estado para criar faculdades de teologia, muito menos a existência de universidades católicas com o mesmo fim. Nem sempre foi assim. A sabedoria popular, a mais afetada pelas ferozes guerras de religião que assolaram a Europa durante séculos, cunhou a expressão "E se armou a de Deus é Cristo" [um grande alvoroço] para representar as consequências das disputas teológicas sobre se Jesus de Nazaré era filho de Deus e não um simples Messias.

Velhas lembranças da Inquisição, entre outras. Agora a Igreja de Roma tem um núcleo irrenunciável de doutrina e o guarda a sete chaves, sem discussão, mas sem violência. Para fora, entretanto, florescem teólogos que escapam da caverna, livres de ameaças de tortura ou fogueira. São poucos, mas costumam ter o favor do público. É a atração da dissidência.

Entre os que na Espanha pagaram pela ousadia de ser livres destacam-se nos últimos anos José María Díez-Alegría, José María Castillo, Benjamín Forcano, José Antonio Pagola, Juan Masiá e Juan Antonio Estrada, afastados da docência através de processos tortuosos. O último caso é o do teólogo franciscano José Arregi, obrigado a abandonar a congregação de Francisco de Assis para evitar males maiores a seus superiores.

"Humiliter se subiecti" - submeteu-se humildemente. Essa era a fórmula de submissão dos censurados por Roma. Persiste. O Vaticano 2º suprimiu em 1965 o Santo Ofício da Inquisição, mas ressurgiu com força, agora com o nome de Congregação para a Doutrina da Fé. Também há uma latinada para enunciar a nova intransigência. "Roma locuta, causa finita" - uma vez que Roma tenha se pronunciado, o assunto fica decidido. É difícil encontrar outra instituição que trate de modo tão desdenhoso os que defendem outros pontos de vista em suas fileiras.

O Vaticano 2º proclamou que haviam terminado os métodos do Santo Ofício - cruéis, muitas vezes criminosos, com dezenas de milhares de pessoas queimadas vivas ou assassinadas por outros meios -, diante do escândalo de que três dos principais papas do século passado tivessem sido molestados pelo inquisidor de turno como suspeitos de heresia ou desvios pastorais. Foram Bento 15, João 23 e Paulo 6º. Grandes teólogos do famoso concílio também sofreram o indizível nas garras do Santo Ofício. Décadas mais tarde, observaram com estupor que um dos melhores peritos do Vaticano 2º, o alemão Joseph Ratzinger, iria ressuscitar algumas das práticas inquisitoriais repudiadas em 1965.

Foi o cardeal austríaco Franz König quem deu o alarme, e expressou bem alto sua perplexidade. Ele o fez quando Ratzinger caiu sobre o teólogo jesuíta belga Jacques Dupuis por "desvios doutrinários" no livro "Para uma Teologia Cristã do Pluralismo Religioso". Em uma disputa com Ratzinger muito instigada nos meios católicos, o grande König saiu à forra. "Minha função não consiste em aconselhar à congregação doutrinal, mas não posso permanecer em silêncio porque meu coração se parte quando vejo causar um dano tão evidente ao bem comum da Igreja de Deus. A congregação tem perfeito direito de salvaguardar a fé - embora ainda o fizesse melhor se a promovesse. No presente caso, entretanto, é um sinal de que estão se ampliando a desconfiança e a suspeita sobre um autor que tem as melhores intenções e que adquiriu grandes méritos em seu serviço à Igreja Católica", escreveu em um depoimento intitulado "Em Defesa do P. Dupuis".

König, um dos grandes aberturistas do Vaticano 2º, tinha motivos para se dizer escandalizado. Não só estavam pisoteando a proclamação conciliar da liberdade religiosa e de consciência, como a ideia de que se devia proteger o trabalho dos teólogos. König chegou a lembrar a Ratzinger o discurso de Paulo 6º à Cúria Romana em pleno concílio: "Temos de aceitar com humildade a crítica, com reflexão e também com reconhecimento" .

Ratzinger mantinha então a mesma ideia. Escreveu em 1968: "Ainda acima do papa encontra-se a própria consciência, à qual é preciso obedecer primeiro, se for necessário inclusive contra o que diga a autoridade eclesiástica. O que faz falta na Igreja não são panegiristas da ordem estabelecida, mas homens cuja humildade e obediência não sejam menores que sua paixão pela verdade, e que amem a Igreja mais que a comodidade de sua própria carreira".

Essas palavras foram levadas pelo vento assim que Ratzinger ascendeu em 1981 à presidência da Congregação Doutrinal, convertida pouco a pouco em férrea polícia da fé. Desde então, a teologia é tratada como criada do magistério episcopal.

Obediência e unidade são as palavras que justificam tudo. E também a vontade de Deus. Mas os teólogos não fazem caso. Seguem nisso o Evangelho, mais que a seus superiores. É o que afirma Hans Küng, companheiro e amigo de Ratzinger quando coincidiram como docentes na Universidade de Tubingen, na Alemanha. "Jesus tampouco obedeceu às cegas. Já com 12 anos, no templo, demonstrou que não obedecia cegamente a seus pais."

A verdade os fará livres, proclama Jesus. É em nome dessa liberdade que o teólogo Küng se rebelou. "Não poderia seguir outro caminho, não só pela liberdade, que sempre me foi querida, como pela verdade, que está acima de minha liberdade. Se o tivesse feito, teria vendido minha alma pelo poder na Igreja."

Durante séculos a Igreja romana se opôs à tradução dos textos sagrados para as línguas de cada povo. Quando Lutero publicou a Bíblia em alemão, o papa intensificou suas exigências de que levassem a Roma a cabeça do monge agostiniano. Com as ideias de Jesus nas mãos do povo, Roma não poderia justificar seu poder terreno, nem suas pompas e vaidades, nem o afã de dominação ou a marginalização da mulher. Por isso, como afirma Küng, "parece que Jesus goza de maior estima fora da Igreja do que dentro dela". Acrescenta: "Nunca se pergunta o que Jesus teria feito ou dito; tal pergunta torna-se nesse contexto tão estranha que a maioria as julgaria pouco menos que absurda".

Foi o que destacou bem alto o teólogo José María Díez-Alegría, expulso da Universidade Pontifícia Gregoriana em Roma e refugiado em uma das barracas do Pozo del Tío Raimundo, junto ao mítico José María Llanos. "Jesus entrou em Jerusalém no lombo de um burrico. Papas viajam coroados com a tiara pontifícia."

Não houve um só aspecto da vida em que a Igreja não se considerasse com direito a impor seu ditame. Monarcas autocráticos, os papas praticaram durante séculos a doutrina de Gregório 7º em "Dictatus Papae", de 1075: só o pontífice romano pode usar insígnias imperiais, "unicamente do papa beijam os pés todos os príncipes", só a ele compete depor imperadores, suas sentenças não devem ser reformadas por ninguém, enquanto ele pode reformar as de todos.

O último desses imperadores (ou assim se acreditava) foi Pio 12, soberano entre 1939 e 1958. Obcecado pelo protocolo tradicional, os funcionários deviam ajoelhar-se quando o papa começava a falar, dirigir-se a ele ajoelhados e sair do aposento andando para trás.

São lembranças do brasileiro Leonardo Boff, forçado a abandonar a ordem franciscana. "Minha experiência de 20 anos de relação com o poder doutrinário é esta: é cruel e impiedoso. Não esquece nada, não perdoa nada, exige tudo. E para alcançar seu fim toma o tempo necessário e escolhe os meios oportunos."

Boff nunca esquecerá que inclusive tentaram queimar seus livros. Depois de muitas disputas, silêncios e humilhações, chegou o dia em que teve "a sensação de ter chegado diante de um muro". Então abandonou também o sacerdócio. "Há momentos em que uma pessoa, para ser fiel a si mesma, tem de mudar. O próprio Jesus foi morto por dizer que nem tudo é lícito neste mundo. Nem tudo é lícito na Igreja. Existem limites intransponíveis: a dignidade e a liberdade da pessoa. Deixei o ministério sacerdotal, não a Igreja. Afastei-me da ordem franciscana, não do sonho terno e fraterno de são Francisco de Assis. A Igreja hierárquica não possui o monopólio dos valores evangélicos, nem a ordem franciscana é a única herdeira do Sol de Assis."

O hoje papa Bento 16 foi professor de Boff em Munique, Alemanha, e inclusive lhe deu de seu bolso o dinheiro para que pudesse publicar a tese de doutorado porque a considerava uma grande contribuição teológica. "Ratzinger é uma pessoa muito complexa e ao mesmo tempo muito negativa para a Igreja. É um homem muito influenciado pela teologia agostiniana, com uma visão pessimista do ser humano. Não é um homem que ilumine o caminho, mas que o obscurece, impedindo transitar por ele. Duvido que creia no ser humano, e portanto também duvido que confiasse em mim. Por isso me condenou."

"Gestapo eclesiástica", "máquina de estrangular", "camarilha indecente e ignorante"... Esses são alguns qualificativos contra a Inquisição romana na boca do dominicano francês Yves Congar. Afastado do ensino, mandado ao exílio, humilhado, Congar chegou a se sentir destruído, à beira do suicídio. "Desproveram-me de tudo aquilo em que acreditei e a que me entreguei", disse. Mas resistiu e venceu. Como compensação aos anos de silenciamento e em reconhecimento a sua profundidade teológica (um dos grandes inspiradores do Vaticano 2º), João Paulo 2º o fez cardeal em 1994. De Congar é esta frase: "Pode-se condenar uma solução, mas não se pode condenar um problema".

O jesuíta Juan Masiá, expulso da cátedra de bioética na Universidade Pontifícia de Comillas, afirma que a Igreja Católica fala de direitos humanos para fora, mas não os respeita dentro. "Renunciar ao espírito inquisitorial é uma questão pendente. Quando impera um sistema de pensar - na realidade, de não pensar - estritamente regulamentado pelos cânones da ortodoxia, quem quiser subir em sua ordenação não terá outro recurso além de calar-se. A perfeita ortodoxia levada ao extremo daria destaque ao silêncio e notabilidade à repetição de papagaio; uma aprovação por pouco a quem insinuar timidamente perguntas proibidas. E certamente uma suspensão a toda divergência, por mais fiel, responsável, inteligente, meditada e ponderada que seja."
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/01/09/vaticano-perde-o-monopolio-da-teologia-e-esta-ciencia-ganha-espaco-em-centros-academicos-laicos.jhtm
(acesso para assinantes uol – 09/01/11)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bispo emérito de Limoeiro do Norte recusa comenda concedida pelo Senado

Bispo emérito de Limoeiro do Norte recusa comenda concedida pelo Senado
O bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, 86, recusou a Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, entregue hoje, 21, no Senado Federal, a pessoas que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos. Dom Edmilson, que teve seu nome indicado pelo senador Inácio Arruda (CE), disse que receber a Comenda seria “um desrespeito aos direitos humanos do contribuinte” por causa do aumento de 61% do salário que os parlamentares se deram na semana passada.

“A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores e Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la!”, disse o bispo.

Para dom Edmilson, o aumento do salário recebido pelos parlamentares deveria ser na mesma proporção do aumento do salário mínimo e do aposentado. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo”.

Além de dom Edmilson, foram condecorados o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga; os defensores públicos, Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo. A escolha dos nomes foi feita pelo Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH).

Confira a íntegra do discurso de dom Edmilson ----------------------------------------------------------------

Discurso de Dom Manuel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito da Diocese de Limoeiro do Norte – CE, durante a outorga da Comenda de Direitos Humanos Dom Helder Camara, conferida pelo Senado Federal, no dia 21 de dezembro de 2010

A surpresa chegou aos meus ouvidos à noitinha, quinta-feira 16 de dezembro. Como o alvorecer da aurora e a vibração cantante de um bom-dia. Mais que surpresa: era como se alguém de extraordinária generosidade tivesse enfocado uma libélula projetando a sua leveza e levando-a a atingir as proporções de um águia ou de um condor.

Passa por esse crivo o meu cordial agradecimento ao senhor Senador Inácio Arruda, aos seus ilustres Pares que o apoiaram e a todo Congresso Nacional.

Pensei, em vista dos meus oitenta e seis anos, em receber essa honraria por meio de um representante. Mas Congresso Nacional merece respeito. Verdadeiro Congresso Nacional é sinal de verdadeira democracia.

A honrosa condecoração, porém, dos Pais da “Pátria”, (como diriam os Romanos “Patres Conscripti”), me faz refletir. Precatórios que se arrastam por décadas; aposentados, idosos com suas aposentadorias reduzidas; salários mínimos que crescem em ritmo de lesmas... depois de três meses de reivindicações e de greves, os condutores de ônibus do transporte coletivo urbano de Fortaleza, dos cerca de 26% de aumento pretendido, mal conseguiram e a duras penas, pouco mais de 6%, quer para a categoria, quer para o povo, principalmente os pobres da quinta maior cidade do nosso Brasil.

Pois é exatamente neste momento que o Congresso Nacional aprova o aumento de 61% dos honorários de seus Parlamentares que em poucos minutos chegam a essa decisão e ao efeito cascata resultante e o impõe ao povo brasileiro, o seu, o nosso povo. O povo brasileiro, hoje de concidadãos e concidadãs, ainda os considera Parlamentares? Graças ao bom Deus há exceções decerto em tudo isso. Mas excetuadas estas, a justiça, a verdade, o pundonor, a dignidade e a altivez do povo brasileiro já tem formado o seu conceito. Quem assim procedeu não é Parlamentar. É para lamentar. Prova disto? Colha na Internet.

Bem verdade é que a realidade não é assim tão simples e a desproporção numérica, um dado inarredável. Já existe – e é de uma grandeza bem aventurada! – o SUS; o bolsa família. Aí estão trinta milhões de brasileiros, que da linha de pobreza, às vezes até da indigência, alcançaram a classe média. É verdade a atuação do Ministério da Saúde. Existe o Ministério da Integração Nacional. É verdade! Mas não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta. Maldita realidade desumana, desalmada! Ela já é em si uma maldição. E me faz proclamar em pleno Congresso Nacional, como já o fiz em Assembléia Estadual e em Câmara Municipal: Quem vota em político corrupto está votando na morte! Mesmo que ele paradoxalmente seja também uma pessoa muito boa, um grande homem. Ainda não do porte de um Nelson Mandela que, ao ser empossado Presidente da República do seu país, reduziu em 50% o valor dos seus honorários.

Considerações finais

Senhores e Senhoras,

Sinto-me primeiro, perplexo; depois, decidido. A condecoração hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Camara. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os Senhores a Senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la! Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, a cidadã contribuintes para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade do seu trabalho. É seu direito exigir justiça e eqüidade em se tratando de honorários e de salários. Se é seu direito e eu aceitar, estou procedendo contra os Direitos Humanos. Perderia todo o sentido este momento histórico. O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isto não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os Direitos Humanos do nosso povo.
A atitude que acabo de assumir, assumo-a com humildade. A todos suplico compreensão e a todos desejo a paz com os meus sinceros votos e uma oração por um abençoado e Feliz Natal e um próspero e Feliz Ano Novo!

DEUS SEJA BENDITO PARA SEMPRE!

Fonte: Site da CNBB

domingo, 2 de janeiro de 2011

Bem vinda DILMA!

"Honrar as mulheres, 
proteger os mais frágeis, 
governar para todos... 
um dos meus mais
 importantes imperativos é:
 erradicar a pobreza extrema"...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

O ano termina e começa outra vez e não há expressão mais profunda que essa: FELIZ ANO NOVO! Alguns acrescentarão saúde, paz, alegria, dinheiro e tantas outras coisas que podem fazer alguém feliz. E o ano termina e começa outra vez! Esse começar outra vez pode soar como rotina e então, parece que desejar Feliz Ano Novo é só costume e não fazendo estamos deixando de dar às pessoas que encontramos aquilo que elas merecem.

Para fugir da rotina escolhi para você esse trecho da Bíblia e o transmito como sendo meus votos de FELIZ ANO NOVO a você, a todos os seus familiares e amigos.

Primeira Carta de São João. 2,12-17

Eu vos escrevo, filhinhos: os vossos pecados foram perdoados por meio do seu nome (nome de JESUS).

Eu vos escrevo, pais: vós conheceis aquele (JESUS) que é desde o princípio.

Eu vos escrevo, jovens: vós vencestes o Maligno.

Já vos escrevi, filhinhos: vós conheceis o Pai.

Já vos escrevi, jovens: vós sois fortes, a Palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno.

Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – as paixões da natureza, a concupiscência dos olhos e a ostentação da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo. Ora, o mundo passa, e também a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

FELIZ ANO NOVO!

QUE 2011 SEJA VIVIDO NA VONTADE DE DEUS!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Aos mestres que planejam sua ação pedagógica para 2011

Educação sem limites  / Dulce Mesquita

Ensinar, antes de tudo, é uma questão de planejamento. Além de possuir total domínio sobre o assunto, o professor projeta como o conteúdo será repassado para se tornar atrativo a todos os estudantes, considerando as diferentes posturas em sala de aula. Há quem seja mais estudioso, outros são menos participativos. O objetivo é alcançar a todos, inclusive os alunos que possuem necessidades especiais. Entretanto, em turmas em que há cadeirantes, será que o docente precisa mudar a preparação para a aula?

De acordo com a pedagoga Carolina Ivone dos Santos, de João Pessoa (PB), nem sempre haverá alterações. “A limitação física não impede que o aluno participe de uma aula expositiva, por exemplo. O professor poderá escrever no quadro enquanto explicar, usar apresentações em datashow, estimular a interação por meio de leitura prévia de textos. Nestes casos, não muda nada”, afirma. O mesmo não acontece com aulas fora da escola. “As visitações pedagógicas precisam ser pensadas no quesito acessibilidade. É preciso garantir que o aluno possa locomover-se com a cadeira de rodas. O professor deve dar preferência aos locais adaptados”, frisa. Caso isso não seja possível, o docente pode chamar a atenção dos alunos sobre a importância de garantir a todos o direito de ir e vir. “É uma questão de sensibilizar o estudante para influenciar o comportamento futuro da sociedade”, salienta. Em sala de aula, todos os alunos precisam receber o mesmo tratamento, mas há detalhes a serem observados. “O ambiente precisa permitir os trabalhos em grupo, que o cadeirante possa circular em qualquer lugar da sala. No atendimento individual, o professor deve preferencialmente sentar numa cadeira para conversar com o cadeirante e não ficar de pé, olhando-o de cima para baixo”, explica o coordenador do Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Napne), do Instituto Federal de Pernambuco, Gustavo Estevão de Azevedo. Ainda há termos que precisam ser evitados. “Na hora de levar os alunos para outra sala para uma atividade específica, nada de dizer ‘não corram’. O cadeirante não poderá mesmo levantar-se e correr”, observa.

As atividades físicas também precisam ser adaptadas. Ana Zélia Belo, professora de Educação Física Adaptada da Faculdade Maurício de Nassau, de Recife (PE), e especialista em atividade motora adaptada e qualidade de vida e atividade física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defende que o aluno deve participar ativamente da aula, seja qual for o conteúdo (luta, dança, ginástica, jogo). “Tudo é uma questão de adequação de metodologia, material e espaço físico”, destaca. “E nas avaliações, é importante enfatizar as capacidades e não as deficiências”, completa. Ela ainda acrescenta que os professores de Educação Física precisam estar preparados para dar aulas a cadeirantes. “Qualquer um pode se capacitar. Há cursos e especializações disponíveis no mercado. Não se sentir preparado não se justifica”, critica. Na verdade, a forma como o educador irá lidar com o cadeirante norteará o comportamento dos colegas de classe. “A cultura da convivência e respeito à diversidade deve ser incentivada, mas não somente pelo professor. É uma responsabilidade de toda a comunidade escolar”, enfatiza Azevedo. Isso quer dizer que não adiantará o professor saber como lidar com o aluno que usa cadeira de rodas, se a infraestrutura da escola não estiver adaptada para recebê-lo. “A Norma Brasileira de Acessibilidade 9050 estabelece os parâmetros técnicos para adequação do ambiente público. Todo gestor escolar deve estar atento a isso, porque a barreira física impõe a limitação da escola em receber o cadeirante”, frisa o coordenador do Napne.

Reportagem divulgada na revista Profissão Mestre de maio de 2010

Quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Assisti uma matéria no Fantástico Show da Vida, sobre os AMIGOS DO BEM.

Assisti uma matéria no Fantástico Show da Vida, sobre os AMIGOS DO BEM.


Na verdade foi um acidente, pois há tempos não gasto meu sagrado tempo com esse programa da TV Globo, pois para mim ele virou uma invenção virtual irreal. As matérias nesse programa são veiculadas sem credibilidade, melhor nunca sabemos o que é real e o que é virtual. Mas, como eu disse nesse último domingo, pós dia de Natal me “emburreci” um pouco com tal programa. O que me faz gastar esse tempo parece algo sem importância, mas incomodado toda vez nos hipermercados de São Paulo, por alguns vestidos de coletes arrecadando doações nos caixas me fez refletir sobre o que assisti. A reportagem na íntegra pode ser vista no site http://amigosdobem.org.br/amigos-do-bem/noticias/208/fantastico-retrata-nosso-trabalho-no-sertao . Nessa reportagem vi com bons olhos a iniciativa de arrecadar doações para nossos irmãos sofridos do nordeste. Fiquei envergonhado de ver tanta gente amigas do bem mudando rumos de vida de brasileiros, e eu, aqui parado achando que faço muito pela nação. Ouvi depoimento de pessoas que recebem as doações, falas de fazer chorar! Mas nessa história algo me incomodou. As pessoas beneficiadas pelas doações passam a ser voluntárias, mas isso não é bom , você deve estar se perguntando. Sim isso é bom o voluntariado é algo que cresceu muito e tem sido um caminho de construção de solidariedade e vida para muito. Mas o incomodo é por não encontrar resposta ao que lá vi e ouvi. Falou a reportagem que a ONG Amigos do Bem plantou milhares de pés de caju, que são cultivados pelos que recebem as doações de alimentos, roupas etc.... pessoas que se fazem voluntárias no cultivo de enormes plantações de caju. A reportagem destacou que a polpa da fruta é comercializada para suco e que a castanha é cara e também comercializada... daí nasceu a pergunta: de quem é o lucro desse cultivo de caju? Como a reportagem não diz, minha memória remeteu às práticas dos grandes donos de fazendas que pagavam o salário para seus empregados, mas o mesmo salário ficava na “venda” em que compravam seus mantimentos. Ainda pensei “ganham 30 quilos de alimentos” e produzem fortunas para o dono da plantação de caju. Seria melhor que os AMIGOS DO BEM repudiassem a reportagem e esclarecessem de quem são aquelas terras e a serviço de quem os “voluntários” nordestinos trabalham!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dom Paulo Evaristo Arns celebra com missa 65 anos de ordenação sacerdotal

"De esperança em esperança"

O Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns celebra 65 anos de ordenação sacerdotal com uma Missa em Ação de Graças na Catedral Nossa Senhora da Assunção na praça da Sé, centro, São Paulo, no dia 27 de novembro (sábado), às 15h.

sábado, 30 de outubro de 2010

A MORTE - todo fim é uma oportunidade para recomeçar - Filme A PARTIDA

Na aula de Psicologia aplicada a Enfermagem II discutimos sobre o sofrimento, a terminalidade e a morte. Tomamos como ponto de partida para a reflexão o texto que segue:


“Os 5 Estágios da Dor da Morte

A reação psíquica determinada pela experiência com a morte foi descrita por Elisabeth Kubler-Ross como tendo cinco estágios (Berkowitz, 2001):

Primeiro Estágio: negação e isolamento

A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

Segundo Estágio: raiva

Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.

Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; - porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”...

Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.

Terceiro Estágio: barganha

Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.

Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, as barganhas assumem mais as características de súplicas.

A pessoa implora que Deus aceite sua “oferta” em troca da vida, como por exemplo, sua promessa de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade ... Na realidade, a barganha é uma tentativa de adiamento. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas).

Quarto Estágio: depressão

A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou, agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos. Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc.

Quinto Estágio: aceitação

Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem.

É claro que interessa, à psiquiatria e à medicina melhorar a qualidade da morte (como sempre tentou fazer em relação à qualidade da vida), que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam, de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente.”

Sua leitura e reflexão podem sem ampliadas consultando a fonte do recorte acima, veja: Ballone GJ - Lidando com a Morte - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, 2010 - disponível em http://sites.uol.com.br/gballone/voce/postrauma.html

Em seguida assistimos ao filme DEPARTURES = A PARTIDA, leia a crítica abaixo e depois faça seu comentário:

CRÍTICA http://www.cranik.com/apartida.html (acesso 30/10/10) - A PARTIDA:

A morte é sempre um tema caro ao cinema. Por mais que procuremos entendê-la, quando ela nos surpreende com a sua "visita" ficamos sem saber o que pensar. Afinal a morte acaba com todas as certezas que supúnhamos ter. O japonês "A Partida" (2008) questiona a morte por outro ângulo, a do preparador de cadáveres.

Daigo (Masahiro Motoki) é um violoncelista que vendo a orquestra onde tocava se desmanchar resolve voltar para sua casa e arrumar outro emprego, recomeçar. Eis que arruma um emprego de preparador de defuntos. Quando a pessoa morre, seus familiares contratam o serviços de Daigo e seu patrão, para deixar o morto mais bonito e mas bem arrumado para a passagem de mundos que a morte propicia.

É muito metafórica e simbólica a morte no filme de Yojiro Takita. O diretor abocanhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, pois além da morte seu filme traça paralelos com outros temas como a relação que desenvolvemos com a comida, e porque não com as pessoas mortas , o preconceito com quem trabalha nesse ramo e a necessidade de todo mundo de rever a própria vida, a partir da morte. Talvez essa seja a maior função para os que ficam, rever padrões, atitudes, escolhas.

O filme proporciona ao personagem esse mergulho nos reais significados da vida e vai oferecendo ao expectador uma sensação semelhante. Tudo com muita sutileza e sensibilidade para que se tenha tempo de digerir o ocorrido. Não é choroso o tratamento dado ao tema, é emocional, portanto mais profundo. O filme não deixa de ser uma experiência compartilhada entre Daigo e o público.

Ao se conectar com a morte, Daigo enfrenta o preconceito da mulher, fica só e se dedica a uma profissão desprezada por muitos. As imagens que Takita oferece de Daigo tocando seu violoncelo tendo como fundo a paisagem japonesa reflete como a própria arte do protagonista foi "contaminada" por essa experiência.

A sensação é que a morte é algo belo e que merece ser reverenciada. Afinal não há o que fazer quando ela ocorre. E se a morte é uma passagem de mundos - como defende algumas religiões - porque não preparar o ente querido para que este chegue a outro lugar melhor? A morte revela a matéria dispensável que é nosso corpo.

O diretor não se furta de certa ironia nas cenas onde questiona a relação que estabelecemos com os animais que comemos nas refeições, criando uma associação bizarra - e pertinente – de que também somos como vermes, pronto a devorar um "corpo" morto. Afinal, vacas, bois, galinhas, porcos, frangos e aves em geral servem de alimentos - nutritivos - para os vivos. No Japão onde se come carne crua, imagina o impacto da metáfora? Que serve também para qualquer apreciador de carne.

Por aqui, o corpo também é aparentemente arrumado, maquiado e preparado para que no funeral esteja mais apresentado. O que o filme mostra é uma tradição (o que se supõe pelo filme) japonesa que parece tornar mais bonita e menos impactante a morte, ao propor aos familiares verem o corpo do ente querido manipulado e preparado, supõe-se que o impacto talvez seja menos doloroso.

Simbólico, por vezes engraçado, sensível e emocionante, "A Partida" proporciona diferentes “mergulhos” no conturbado universo da morte. Daigo descobre em sua vida as pequenas mortes inevitáveis no percurso de sua trajetória e a necessidade de renascimento que nos é proporcionado a cada virada de rumo na nossa vida. Oportunidades essas geralmente desperdiçadas, dado a nossa sempre ineficiente disposição a encarar a morte com olhos generosos.

Ficha Técnica -Ano: Japão/2008 - Direção: Yojiro Takita - atores: Masahiro Motoki , Tsutomu Yamazaki , Ryoko Hirosue , Kazuko Yoshiyuki , Kimiko Yo  - Duração: 130 min.


TODO FIM É UMA OPORTUNIDADE PARA RECOMEÇAR