domingo, 1 de janeiro de 2012

REZEI POR VOCÊ, FELIZ ANO NOVO!

REZEI POR VOCÊ!
Feliz Ano Novo!

Saúde, paz e muito dinheiro no bolso.

Todos os anos e em todos os tempos é o que escutamos de nossos amigos e familiares no inicio de um ano.

Na Missa de Ano Novo rezei por você e o Salmo 66 (67) me inspirou:

Que a bênção e face do Senhor, ilumine e brilhe sobre você ao longo do ano que se inicia;
Que o poder de Deus que é paz e retidão gere em seu coração bênção e frutos.
Que em você, o rosto de Deus reflita a paz e, n´Ele caminhe para descobrir terno carinho.
Que em 2012, você louve a Deus de forma que sua vida e a dos seus, seja conduzida pela justiça de Deus.



E a leitura  de Números 6, 22-27 coroou minha oração POR VOCÊ:

“O Senhor te abençoe e te guarde!
 O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti!
O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!”



REZEI POR VOCÊ! O que rezei é o que te desejo no FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ricos têm renda 39 vezes maior que a dos mais pobres




Um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria de guardar tudo o que ganha durante três anos e três meses para chegar à renda mensal de um integrante do grupo mais rico. Embora as pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no País, dados do Censo 2010 divulgados ontem pelo IBGE mostram que os 10% mais ricos têm renda média mensal 39 vezes maior do que os 10% mais pobres. Os dados valem para a população de 101,8 milhões de habitantes com 10 anos ou mais que têm algum tipo de rendimento.

A renda média desses moradores é de R$ 1.202 mensais. Os 10% mais pobres recebem em média R$ 137,06. Os mais ricos, R$ 5.345,22. A parcela do 1% mais rico chega a R$ 16.560, 92 mensais, em média.

Levando em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda média mensal de R$ 668 mensais. Metade da população, no entanto, recebia até R$ 375 mensais, no período em que o salário mínimo era de R$ 510 (a data de referência do Censo é julho de 2010).

A renda na população feminina é equivalente a 70% da média mensal masculina. Na população de 10 anos ou mais que tem algum tipo de renda, a média das mulheres é de R$ 983,36 mensais e dos homens, R$ 1.293,69.

A distância entre as raças é ainda maior. Os negros têm renda mensal equivalente a 54% da média dos brancos. A população de origem asiática, classificada no Censo como amarela, é a que tem a renda média mais alta, de R$ 1.572,08 mensais.

Entre os negros, a renda média mensal era, em 2010, de R$ 833,21 e a dos brancos chegava a R$ 1.535,94. A parcela dos 10% mais pobres entre os negros tem renda mensal de apenas R$ 120,05, mais de 57 vezes menor que os 10% mais ricos entre os brancos, que têm renda de R$ 6.919,46. Ou seja, o negro mais pobre teria de guardar toda a renda por quatro anos e nove meses para chegar a um mês de rendimento do branco.

"Houve um movimento de redução da desigualdade nos últimos anos, mas daí a indicar um cenário mais róseo para o futuro há uma longa distância. Durante muito tempo se pensou que o mero desenvolvimento econômico faria a desigualdade desaparecer. Não aconteceu. Agora se pensa que as políticas como o Bolsa Família vão acabar com a desigualdade. Não vão. O que vai diminuir são políticas de promoção da igualdade racial, a ação afirmativa no acesso às universidades, ao mercado de trabalho", diz o pesquisador Marcelo Paixão, da UFRJ, estudioso das desigualdades raciais.

Redução

As pesquisas por amostras de domicílio vêm mostrando ano a ano a redução do índice de Gini, que mede a desigualdade. Os números mais recentes, no entanto, evidenciam a distância entre os Brasis: o mais rico, alfabetizado, com acesso a serviços básicos, concentrados em grandes centros urbanos e de maioria branca e o mais pobre, com baixa escolaridade, domicílios precários, especialmente na área rural e de população negra ou parda.

Na população de 10 anos ou mais de idade com renda, o índice de Gini ficou em 0,526 (quando mais perto de zero, menor a concentração de renda e quanto mais próximo de um, maior a desigualdade). O Distrito Federal tem a maior desigualdade entre os Estados, com índice de 0,591.

A renda média da população é de R$ 2.461 mensais. Os 50% mais pobres, porém, detêm apenas 12,3% do total de rendimentos. Os índices de analfabetismo são um dos indicadores com as diferenças mais gritantes entre ricos e pobres, apesar dos bons resultados da redução dos índices nacionais.

Autor: Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck

Fonte: Unisinos

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=19754&cod_canal=42

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Professor descompromissado

por Marcus De Mario*

É fato: muitos professores "não estão nem aí" para a educação, para a escola e para os alunos. Seu dia a dia é burocrático, desgastante, estressante ou sem compromisso: quem quiser passar de ano que estude! É fácil constatar isso, basta conviver com os professores, basta visitar uma escola e conversar com professores, alunos e coordenadores para constatar a falta de compromisso com a educação por parte de grande maioria dos professores.

Se a escola é pública a falta de compromisso é devida á burocracia centralizada do estado, aos dissabores com a direção escolar, aos perigos da profissão em comunidades carentes. Se a escola é particular o descompromisso é porque quem sabe obedecer garante o emprego, o salário é baixo, as questões de indisciplina e outras são de competência de outros profissionais.

A verdade é que, independente das motivações, a falta de compromisso é um fator lesa-educação, e professor que "não está nem aí" arca com sérias responsabilidades pela sociedade que temos, pois ele deveria ser o formador de consciências, de cidadãos, mas na medida em que apenas dá aula como mero repassador de conteúdos, sendo até mesmo mau exemplo para os alunos, com suas viciações de caráter estampadas, joga no viver social jovens despreparados, fazendo da escola uma instituição longe do seu grande objetivo de educar.

"Ah, mas a culpa é dos cursos de formação para o magistério, que estão muito fracos e não preparam para a realidade escolar". Seja, isso é em parte verdadeiro, mas quantos alunos, futuros professores, fazem esses cursos com má vontade, sem real aplicação, achando que não vale a pena maior esforço, pois, afinal, nada vai mudar na educação? Querem apenas ter uma profissão, e de preferência longe dos bancos escolares da educação básica, pois melhor é fazer carreira no ensino superior e, se possível, em áreas de pesquisa, pois magistério ...

Fácil é culpar a educação, a criança, o adolescente, a escola, o governo, a família, a sociedade e, se possível fosse, o cachorro e o papagaio, entretanto, parte da culpa pelos fracassos em educação está na falta de compromisso dos professores. Está na hora dos profissionais da educação olharem, primeiro, para si mesmos, pelo bem da própria educação.

http://www.educacaomoral.org.br/reconstruir/atualidade_edicao_74_professor_descompromissado.htm

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os filhos únicos não são mais os mesmos

Por motivos diversos, muitas famílias têm optado por um único filho. E para lidar com essas crianças sem irmãos é preciso deixar o preconceito e os estereótipos de lado e lembrar que um dos papéis do professor é promover a socialização  Por Mariana de Viveiros Ilustrações: Shutterstock
Objetivos:

★Promover a socialização dos alunos

★Ensinar as crianças a dividir

★Mostrar que cada pessoa pode ter um tipo diferente de família, mas que todas são importantes

Se ao saber que uma criança é filha única você logo pensa “xiii, deve ser mimada, egoísta, mandona” ou, pior, acredita na música filho Único, de Cazuza, que diz que “os filhos únicos são seres infelizes”, é hora de rever seus conceitos. Foi-se o tempo em que aquele que não tinha irmãos era visto como o “dono da bola”. Conversamos com uma psicanalista, uma psicopedagoga e duas pedagogas que afirmam que esse estereótipo é mito. “Não podemos generalizar, vai depender da educação que a criança receber dos pais”, diz a psicanalista Andreneide Dantas, da Clínica Escuta Analítica, em São Paulo (SP). Andressa Ruiz, orientadora pedagógica do Colégio Fransciscano Nossa Senhora do Carmo (Franscarmo), de São Paulo (SP), acrescenta: “Não podemos esquecer que uma família pode ter três filhos e mimar um mais do que os outros”. Para Patrícia Bissetti, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e do 1º ano do Colégio Franciscano Pio XII, também da capital paulista, ser filho único não é um problema: “Egocêntricas todas as crianças pequenas são”, afirma. Já a psicopedagoga Maria Irene Maluf destaca dois motivos que fizeram com que o estereótipo do filho único caísse por terra:

1. As crianças estão indo cada vez mais cedo para a escola, o que significa que começam a se socializar mais cedo

2. Hoje, as mães geralmente trabalham e não têm tempo para mimar demais os filhos.

E por falar em socialização, todas as especialistas consultadas para esta reportagem concordam que a escola é o lugar ideal para os alunos aprenderem a dividir, a conviver com as diferenças, a trabalhar em equipe, a respeitar o próximo, a seguir regras sociais e a fazer amigos.

Dica esperta!

★ Não tenha preconceitos, pois isso dificulta o convívio

★ Conheça o histórico de cada aluno e tenha um olhar individualizado sobre cada um

★ Respeite as características de cada criança

★ Aproveite a experiência familiar de cada aluno - filho único, filho caçula, filho do meio, filho mais velho, filho temporão - nas atividades realizadas em classe

Lugar de socializar

A escola há muito tempo deixou de ser apenas o lugar de transmissão de conhecimentos formais. Hoje, é fundamental que ela promova a socialização.

Na escola, a criança terá que...

— ... aprender a ouvir os coleguinhas e a esperar a sua vez de falar

— ... compartilhar os brinquedos com os outros alunos

— ... dividir a atenção do professor

“No primeiro momento, a criança não vai gostar de dividir [os brinquedos, o lanche, o professor], mas ela precisa aprender que existem limites e que não dá para se ter tudo”, aponta a psicanalista Andreneide. Ela diz ainda que o professor não pode se intimidar com o choro, a recusa e a agressividade da criança.

“O educador não pode ter medo de exercer o seu papel, que é o de ensinar a dividir, colocar limites e promover a socialização.” Patrícia Bissetti destaca que no começo é comum a criança não querer ir para a escola porque, enquanto em casa ela tem tudo só para ela, na escola essa regra não vale. “Temos que conquistar essa criança, mostrando a ela que é gostoso ir à escola e que é importante ter amigos. A escola tem que ter significado para ela, daí a importância dos projetos, jogos e brincadeiras”, explica a coordenadora do Pio XII.

Para promover a socialização, a escola pode...

— ... promover lanches coletivos

— ... realizar rodas de conversa

— ... propor brincadeiras e jogos em grupo

Os filhos únicos não são mais os mesmos

Por motivos diversos, muitas famílias têm optado por um único filho. E para lidar com essas crianças sem irmãos é preciso deixar o preconceito e os estereótipos de lado e lembrar que um dos papéis do professor é promover a socialização

Por Mariana de Viveiros Ilustrações: Shutterstock

Parceria entre pais e escola

filhos únicos tendem a conviver muito com adultos, por isso pode acontecer de a criança preferir a companhia do professor à dos coleguinhas. Patrícia Bissetti, do Colégio Pio XII, conta que quando os professores percebem esse tipo de comportamento, chamam os pais e os incentivam a frequentar parques (público, de diversão, do prédio), festinhas da escola e aniversários dos coleguinhas para estimular o convívio do filho com outras crianças.

Família: cada um tem a sua

No Pio XII, no final do ano letivo, professores e coordenadores reúnem-se para analisar o histórico dos alunos e, assim, montar turmas mistas, ou seja, com alunos que são filhos únicos, que têm vários irmãos, que tem irmão adotivo, que vão ganhar um irmãozinho em breve porque a mãe está grávida etc. “Essa integração contribui para que a criança saiba que o modelo de família dela não é o único e que existem vários outros tipos (mãe, pai e um filho; mãe, pai e vários filhos; mãe e filho; pai e filho; mãe, ‘amiga’ e filho; pai, ‘amigo’ e filho; avó, avô e neto que é criado como filho etc.)”, observa Patrícia. Nos primeiros dias de aula, as crianças são estimuladas a levar para a escola fotos de sua família para mostrar aos colegas em uma roda de conversa. “A criança tem necessidade de conviver com as diferenças para poder aceitá-las. Dessa forma, o diferente passa a ser normal”, afirma a coordenadora do Pio XII.

A questão da família é tão importante no Pio XII que em vez de se comemorar o Dia das Mães e o Dia dos Pais separadamente (no segundo domingo de maio e no segundo domingo de agosto respectivamente), celebrase o Dia Internacional da Família, em 15 de maio. “Como tem criança que não tem mãe, criança que não tem pai e criança que é criada pelos avós, optamos por fazer uma festa no Dia da Família”, justifica Patrícia.

filho único tem melhor desempenho na escola?

A psicóloga educacional americana Toni Falbo analisou os resultados de testes padronizados que foram aplicados durante anos a alunos com e sem irmãos com o intuito de avaliar suas habilidades matemáticas e de expressão verbal. A conclusão foi que os filhos únicos tinham melhor rendimento escolar. A tese foi comprovada por um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2004.

Maria Irene Maluf – que é filha única – diz que o resultado do estudo faz todo o sentido, pois como a criança que não tem irmãos convive muito com adultos, ela é estimulada precocemente, o que faz com que se desenvolva mais, principalmente em relação à linguagem e à psicomotricidade, além de se tornar mais crítica e exigente consigo mesma. “Quando a criança escuta desde cedo os adultos conversarem entre eles com linguagem adulta, e esses adultos conversam com ela sem usar linguagem infantil e a corrigem quando ela fala errado, o amadurecimento neurológico ocorre mais cedo, pois a formação de sinapses (responsáveis pelo aprendizado) é estimulada. Assim, a criança vai para a escola mais aberta e com mais facilidade para aprender”, explica. Além disso, segundo a psicopedagoga, enganase quem pensa que filho único é paparicado o tempo todo. “O nível de exigência também é grande, porque como os pais só têm um filho para criar, fica mais fácil cobrar, e isso é estimulante”, afirma.

Patrícia Bissetti e Andressa Ruiz levantam outro ponto: para os pais de filho único é financeiramente mais fácil estimular a criança, levando-a ao teatro, ao cinema, a museus, comprando livros, matriculando-a em uma boa escola e em cursos extracurriculares. “Esses estímulos podem sem um fator para que a criança tenha melhor desempenho escolar”, acredita Patrícia.

http://revistaguiainfantil.uol.com.br/professores-atividades/104/artigo240107-2.asp 16/11/11

domingo, 30 de outubro de 2011

TV o programado é você!

"A programação existe pra manter você na frente


Na frente da TV, que é pra te entreter

Que é pra você não ver que o programado é você!"

Gabriel Pensador

Campanha da Fraternidade 2012 - palestras

Prezados,

coloco a disposição
palestras sobre a Campanha da Fraternidade 2012.

Os interessados em ter em sua escola, comunidade a apresentação do TEXTO BASE da Campanha da Fraternidade 2012 favor solicitar informações pelo e-mail jantgal@bol.com.br .

Abraços

Feira de Troca de Livros e Gibis

A Feira de Troca de Livros e Gibis é um projeto da Secretaria Municipal de Cultura que procura transformar os parques em verdadeiras bibliotecas ao ar livre. Nela, estandes temáticos são disponibilizados e divididos nas categorias literatura, literatura infanto-juvenil, gibis e troca com a mesa. Neste último, o visitante poderá trocar um título que esteja na mesa e deixar outro no lugar. O intuito é que as mesas funcionem como pontos de encontro para os leitores de determinado gênero.


A iniciativa é coordenada pelo Sistema Municipal de Bibliotecas e teve seu projeto piloto realizado em 2007, quando passou por três parques municipais reunindo cerca de 10 mil trocas. Em 2008 o projeto foi ampliado e desde então cerca de 25 mil pessoas já participaram do projeto e mais de 57 mil trocas de livros foram feitas. Só em 2010, quase 18 mil trocas foram realizadas.
Para participar, a única recomendação é que os livros não sejam didáticos e que estejam em bom estado. Para os gibis não há restrição, serão bem-vindos exemplares de qualquer época. As feiras têm indicação livre, são gratuitas e funcionam sempre das 10h às 15h.

Feira de Troca de Livros e Gibis 2011

Telefone para informações ao público: 3862-3581

Entrada Franca
Horário: 10h às 15h
www.bibliotecas.sp.gov.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fim do 13º já foi aprovado na Câmara - falta o Senado

Enquanto a gente se distrai com Olimpíadas e Copa do Mundo, o
Congresso continua votando outros assuntos de nosso

interesse e a gente nem percebe.....vejam essa:

Fim do 13º já foi aprovado na Câmara

(PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB )

Para conhecimento,

O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para

alteração do art. 618 da CLT.



Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado.



Provavelmente será votado após as eleições, é claro....



A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença de Férias (pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB.

As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo

de todo tipo que recebem, eles não cortam.



Conheça a cara dos safados que votaram a favor

deste Projeto em todo Brasil. Por favor, repassem para o maior

número de pessoas possíveis, afinal eles são candidatos

fortes nas próximas eleições:



01- INOCÊNCIO OLIVEIRA - PFL

02- JOEL DE HOLLANDA - PFL

03- JOSÉ MENDONÇA BEZERRA - PFL

04- OSVALDO COELHO - PFL

05- ARMANDO MONTEIRO - PMDB

06- SALATIEL CARVALHO - PMDB

07- PEDRO CORRÊA - PPB

08- RICARDO FIÚZA - PPB

09- SEVERINO CAVALCANTE - PPB

10- CLEMENTINO COELHO - PPS

11- CARLOS BATATA - PSDB

12- JOÃO COLAÇO - PSDB

13- JOSÉ MÚCIO MONTEIRO - PSDB



DIVULGUEM!!!

Agora, enquanto isso, eles distraem a gente com referendos ridículos!!!! !

E, nas votações que realmente importam, não nos cabe participar?? ??

Cadê os caras pintadas???? Povo que derruba presidente?? ????

Gente é hora de acordar antes que seja tarde d+!!!!!!!!!!



NINGUÉM É TÃO FORTE

QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!!!! !!



Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!

domingo, 23 de outubro de 2011

Círio de Nazaré: um dos maiores rituais do mundo.

Círio de Nazaré: um dos maiores rituais do mundo. Entrevista especial com Silvio José de Lima Figueiredo


A 219° Festa do Círio de Nazaré, considerada o Natal dos paraenses, realizada no último domingo, dia 9, contou com cerca de 2,3 milhões de romeiros, que percorreram as principais ruas de Belém do Pará, em homenagem à mãe de Jesus. A capital paraense, a cada segundo domingo de outubro, homenageia Nossa Senhora de Nazaré ou a “Rainha da Amazônia”, na maior procissão católica da América Latina.

“O Círio expressa o aspecto religioso, mas também as expressões culturais que se atrelaram a ele durante sua existência”, afirma o professor e pesquisador Silvio José de Lima Figueiredo, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para ele, a ritualização de todos os períodos do Círio faz com que os participantes do ritual busquem estar presentes em todos esses momentos: “desde os mais sacros, como a ‘descida’ da imagem de Nossa Senhora de seu altar na igreja para um local mais próximo aos fiéis, até os muitos cortejos que saem às ruas: o boi-bumbá pavulagem, o auto do círio, entre outros”.

Também o “almoço do círio” exprime essa condição, já que a maioria busca participar de um almoço desse tipo no domingo do círio. “Além disso, a fabricação e venda de brinquedos de Miriti (uma palmeira), o passeio ao arraial, etc. Mas, apesar de todas essas expressões pouco a pouco ganharem importância, elas não deixam de ser realizadas em função do símbolo do sagrado: Nossa Senhora de Nazaré é a razão da festa”.

Um dos símbolos mais importantes do Círio de Nazaré, depois da imagem da santa, é a corda. E Figueiredo explica o porquê: ela representa a "ligação entre o homem e o sagrado, sem muita mediação: é o corpo oferecido em sacrifício em busca do êxtase”.

Silvio José de Lima Figueiredo é professor e pesquisador do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará – UFPA. É bacharel em Turismo pela Universidade Federal do Pará, gradua dodo em Administração pela Universidade da Amazônia – Unama, mestre em Planejamento do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Pará e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Pará. Elaborou o documentário "Naza" e é autor do livro "Círio de Nazaré – Festa e Paixão".

Confira a entrevista.

IHU On-Line – A que atribui a grandiosidade da festa do Círio de Nazaré?

Silvio José de Lima Figueiredo – Existem várias razões para essa grandiosidade. A quantidade de romeiros é uma delas, pois essa festa congrega os habitantes de Belém, mas também os peregrinos provindos das cidades interioranas do estado do Pará e de outros estados da Amazônia. Além disso, Nossa Senhora de Nazaré é uma santa de grandes milagres: a casa própria, o vestibular, a cura de doenças. A fé é intensa e os acordos e trocas com o sagrado são muitos e de diversas formas, pois se manifestam na ação de “pagar a promessa” ou de “agradecimento”, e ultrapassa o catolicismo puro. Pouco a pouco a festa vai tomando a forma atual, com uma série de eventos culturais atratores de turistas regionais e também é quando se permite o uso dos espaços públicos indistintamente pela população, a ocupação das ruas e a sociabilidade. Tudo isso, em forma de espetáculo midiático, faz do Círio um dos maiores rituais mundiais.

IHU On-Line – O que explica, nos dias de hoje, a comoção em torno do Círio de Nazaré?

Silvio José de Lima Figueiredo – Exatamente sua grandiosidade e sua capacidade de aglutinar diversos tipos de pessoas, dos mais crédulos aos menos religiosos. A força da divindade, Nossa Senhora de Nazaré, e a possibilidade de comunhão com o sagrado e de comunhão social.

IHU On-Line – O que os símbolos representam para os fiéis? Depois da imagem de Nossa Senhora, a corda é o elemento mais importante para os romeiros? Por quê?

Silvio José de Lima Figueiredo – Símbolos são importantes em nossa vida o tempo inteiro, e é esse processo que torna o homem um ser cultural. Os símbolos religiosos são atalhos simbólicos para o alcance do sagrado: as imagens dos santos, os rosários, os ex-votos (que representam o pagamento da promessa), entre outros. A corda é o mais importante depois da santa, pois representa a ligação entre o homem e o sagrado, sem muita mediação: é o corpo oferecido em sacrifício em busca do êxtase.

IHU On-Line – Como compreender o mistério que há na corda?

Silvio José de Lima Figueiredo – Talvez somente participando do Círio e “indo” na corda durante a procissão. E assim é possível entender um corpo coletivo, sacrificado, em privação, exatamente no limiar do êxtase, da fadiga corporal, impondo-se no ritual como sendo sua centralidade, e sendo oferecido a Nossa Senhora de Nazaré em pagamento e agradecimento.

IHU On-Line – Com a realização do Círio, não é paradoxal que as pessoas continuem buscando o sagrado tão concretamente, em símbolos como a corda, em um mundo em que os indivíduos estão cada vez mais ligados à tecnologia e aos meios virtuais? O que justifica esse sacrifício todo?

Silvio José de Lima Figueiredo – A busca do sagrado me parece uma característica do ser humano em todos seus momentos históricos e em vários tipos de cultura. Isso não mudará com a chegada de novas tecnologias, pois as religiões se utilizarão dessa tecnologia para continuar funcionado, e a virtualização, ou seja, o potencial não ainda realizado, é bem propício ao campo da crença. Mas é sempre bom fazer a distinção entre religião e sagrado, pois rituais coletivos podem servir ao alcance do sagrado sem serem necessariamente religiosos.

IHU On-Line – Qual a influência que o Círio de Nazaré exerce na vida social da Amazônia?

Silvio José de Lima Figueiredo – O Círio é exemplo de como o catolicismo conseguiu se impor na Amazônia (e também no Brasil e América do Sul). É o resultado de negociações entre varias crenças e dos conflitos vivenciados nesse processo. Suas centralidade e atratividade fazem dele o principal evento cultural e religioso da região. Com menos ou mais influências em outros estados como o Amazonas e o Amapá, indica um marco temporal no calendário e uma propagação das expressões culturais a ele atreladas, como música e gastronomia, além, é claro, de ser central nas resoluções das igrejas católicas da região.

IHU On-Line – O que significa, em sua opinião, a devoção dos fiéis ao Círio de Nazaré?

Silvio José de Lima Figueiredo – Na verdade, a devoção é à Santa, a Nossa Senhora de Nazaré, e significa a força do símbolo em favorecer a relação das pessoas com o sagrado.

IHU On-Line – Por que o Círio de Nazaré pode ser considerado uma manifestação cultural?

Silvio José de Lima Figueiredo – O Círio expressa o aspecto religioso, mas também as expressões culturais que se atrelaram a ele durante sua existência. A ritualização de todos os seus momentos faz com que os participantes do ritual busquem estar presentes em todos esses momentos: desde os mais sacros, como a “descida” da imagem de Nossa Senhora de seu altar na igreja para um local mais próximo aos fiéis, até os muitos cortejos que saem às ruas: o boi-bumbá pavulagem, o auto do círio, entre outros. Também o “almoço do círio” exprime essa condição, já que a maioria busca participar de um almoço desse tipo no domingo do círio. Além disso, a fabricação e venda de brinquedos de Miriti (uma palmeira), o passeio ao arraial, etc. Mas, apesar de todas essas expressões pouco a pouco ganharem importância, elas não deixam de ser realizadas em função do símbolo do sagrado: Nossa Senhora de Nazaré é a razão da festa.

IHU On-Line – Acredita que o Círio está cada ano mais globalizado ou midiatizado? Por quê?

Silvio José de Lima Figueiredo – Parece que tudo hoje em dia está midiatizado, uma ascensão dos faits divers do cotidiano se transformando em atração televisiva e da internet. É claro que rituais tão grandes e complexos como o Círio também passam por esse processo.

IHU On-Line – Qual o papel das comidas típicas durante todo o Círio?

Silvio José de Lima Figueiredo – A atmosfera festiva se dá também ao andar nas ruas de Belém alguns dias antes do círio. A cidade está impregnada dos cheiros da maniçoba e do pato no tucupi. O almoço no domingo é para o fiel que acompanhou o Círio e retorna para sua casa com suas forças esgotadas. E é nesse momento que, com a família reunida, comunga o encontro, a reunião familiar e mais uma etapa do ritual. A reposição das forças, mas também a reunião com a família, amigos, parentes que moram longe e que invariavelmente retornam à cidade para o Círio.

IHU On-Line – A que atribui a emoção dos fiéis durante as procissões?

Silvio José de Lima Figueiredo – A imagem sagrada, em meio a dois milhões de pessoas, é impactante; as graças alcançadas são muitas, e é o momento de pedir, agradecer, pagar, ou simplesmente entrar no corpo coletivo.
Fonte: Unisinos http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=19478&cod_canal=41