terça-feira, 15 de junho de 2010

Olhem para as prisões: são jovens! Olhem para as mortes no trânsito: são jovens! Olhem para o tráfico: são jovens! Olhem para os dependentes químicos: são jovens! Olhem para a violência: são jovens! Olhem para vocês, vocês não são mais jovens não precisam ser como os vossos filhos, para que eles lhes confessem o que fazem e, com quem andam. Sejam adultos, com os pés no chão sem a necessidade de concorrerem com vossos filhos. Sejam pais, simplesmente pais, capazes de dizer SIM e NÃO! Que vosso SIM seja SIM, que vosso NÃO seja NÃO!

Senhores pais permitam uma intromissão de um educador em processo de educação. Dias desses um amigo pedagogo narrou que passando pela rua onde mora, já noite, ouviu gritarem seu nome. Ficou satisfeito, pois parecia um grito de amizade, de saudades, de alguém que não era visto há muito tempo, e não um alguém qualquer, mas um alguém que lhes tinha sido importante. De repente em alta voz (gritos) seu nome ecoava por entre os prédios da rua, não mais gritos de alegria, de saudades ou de reconhecimento, mas gritos de desabafo (agora posso gritar – fazer o que bem entender) acompanhados com palavrões. Narrou o pedagogo que seu nome ecoava, em todos os cantos, com adjetivos depreciativos.

Tomado pela dor, pela decepção, pela irá voltou. Dirigiu-se à grade do prédio onde estavam os jovens, alguns correram e pra sua decepção outros vieram até a grade e, o saudaram. Estavam bêbados! Esse amigo pedagogo, não exitou e retribuiu os elogios pedindo que um dos bêbados avisasse quem o tinha agredido dando esse recado: “não sou o que disseram, porque não nasci da mãe deles”. Silenciaram!!! Congelaram!!!

Perguntaram: você está falando isso? Eles vão te arrebentar de porrada! E, o amigo pedagogo usou da pedagogia, que muitos pais deveriam usar com seus filhos, chamou-os à responsabilidade e se quisessem, poderiam vir “para a briga”. É claro que pelo que, o conheço isso jamais aconteceria, talvez viriam e, certamente esse amigo apanharia. Os jovens bêbados pediram desculpa pelos outros e, nos olhos tinham a sentença: fizemos besteira!

Senhores pais, até quando vocês verão seus filhos como responsáveis e donos de suas vidas? Como podem crer que jovens embriagados com vosso dinheiro, com a mesada que vocês dão a eles serão homens e mulheres descentes, responsáveis, comprometidos, coerentes, verdadeiros, justos e honestos?

Esses jovens certamente são frutos da pedagogia materna e paterna, pedagogia que não vê a hora dos filhos estar seguindo a vida deles para não mais incomodarem. Parece absurdo dizer isso, dizer que tem pais que pensam assim. Na verdade não pensam isso, o que querem é que seus filhos vivam bem e, que não dêem mais trabalho porque já cresceram. Acordem pais! Eles cresceram, mas não são autônomos vocês estão financiando seus filhos para o mundo do consumo, do prazer sem freio, do beber inconsequente, do desrespeitar a própria vida e, o que esperar que digam e façam pela vida do outro? Não poderíamos esperar outra coisa de jovens assim, senão que maltratassem quem os acolheu e estendeu a mãe enquanto estavam sob sua tutela educacional.

Vejam o recente caso: depois de várias tentativas frustradas de agendar com os responsáveis por um adolescente um atendimento pedagógico, com o intuito de dialogar com eles para interferir de alguma forma na postura do aluno, para que se comprometa com os estudos, o agendamento foi feito. Arranquei um sofrido bom dia dos responsáveis e imediatamente um deles olhou o relógio e disse “vamos logo, seja objetivo que tenho o que fazer”. Bom, não tive dúvidas, minha educação não permitiu que fizesse a mesma coisa, mas não fiz vista grossa a tão absurda postura, de um adulto que se diz pai. Apresentei um documento que está registrado o dia a dia do aluno e, pedi que os responsáveis assinassem. Agradeci e coloquei-me a disposição para, se necessário, contribuir com a educação escolar do aluno e, num tom irônico o responsável pelo aluno disse “se ele tirar nota ele passa de ano? Então, tá!”.

O que esperar de um filho que tem um pai assim? Bom, cada um é um! Certamente esse filho ficou envergonhado da postura do pai; na sua face ficou dito o que muitos adolescentes querem dizer aos seus pais: é por isso que sou assim. É por isso que a escola chamou vocês! Quero um pai, quero uma mãe! Quero atenção! Quero cuidado! Quero carinho! Quero que se preocupem comigo! Quero que sejam presente na vinha vida!

O que dizer e fazer frente a essas duas narrativas? Não há fórmulas, não há receitas, não há soluções. Os adultos, pais, querem ser diferentes da forma com que foram seus pais, e por isso fazem o que não sabem fazer: educar seus filhos como queriam ter sido educados. Piores aqueles que dão aos filhos a liberdade que não tiveram; dão aos filhos a autonomia que não tiveram e fazem isso conscientes que o mundo está mudado, que as crianças, adolescentes e jovens estão num mundo que exige uma visão e tratamento diferente.

Sim sem sombra de dúvidas que precisam ser compreendidos dentro do contexto em que vivem, porém a EDUCAÇÃO deve estar sobre toda e qualquer realidade vivida.

Pais percebam que seus filhos cresceram na estatura e não no juízo. Percebam que o anonimato social impera dentro de cada um de nós e nos faz cegos dentro de nossa própria casa. Sejam verdadeiros com vocês e façam não o que vossos pais não fizeram por vocês, mas façam o que vocês devem fazer: é o olho do dono que engorda o porco. Sim pais, sejam os primeiros a estudar, para exigir dos filhos o estudo; é preciso que sejam educados, para que seus filhos sejam educados; é preciso que façam boas parcerias para que os seus filhos façam bons amigos; é preciso que desçam do pedestal e pose de “bons pais” para que seus filhos percebam que a vida tem decepções, porém juntos superarão qualquer derrota.

Não pais, não pensem que a escola é inimiga de seus filhos, pelo contrário é lá que eles constroem sonhos, constroem futuro no presente! A escola é para seus filhos o que vocês não são. Os seus filhos são para a escola o que vocês são! Juntos: alunos, pais e escola poderão encontrar caminhos que levem à superação do consumo desenfreado de coisas inúteis, de bebida alcoólica, de prazer sem amor, de felicidade sem dor, de ganhos sem perda.

O texto sagrado judaico-cristão sentencia o futuro de nossos filhos “Onde está o teu coração, aí está o teu tesouro”. Olhem para as prisões: são jovens! Olhem para as mortes no trânsito: são jovens! Olhem para o tráfico: são jovens! Olhem para os dependentes químicos: são jovens! Olhem para a violência: são jovens! Olhem para vocês, vocês não são mais jovens não precisam ser como os vossos filhos, para que eles lhes confessem o que fazem e, com quem andam. Sejam adultos, com os pés no chão sem a necessidade de concorrerem com vossos filhos. Sejam pais, simplesmente pais, capazes de dizer SIM e NÃO! Que vosso SIM seja SIM, que vosso NÃO seja NÃO!

J. A. Galiani

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Projeto Metanóia.

Você já ouviu falar no Projeto Metanóia? Sabe o que é metanóia? Fique ligado! Em breve conhecerá aqui uma alternativa para um planeta sustentável.






Autora do Projeto:
Ana Lúcia Galvão Gomes Galiani

Graduada em Ciências da Computação (PUC) e Comunicação Empresarial (SUMARÉ) -
Especialista em Comunicação e Relações Públicas (USP)







Vejam fotos do Prêmio SER HUMANO que o PROJETO METANÓIA recebeu em 2009:




Acompanhe aqui o que é o Projeto Metanóia.

Abreijos,

sábado, 12 de junho de 2010

dia dos namorados "O sagrado no mistério do namoro, por Marcelo de Barros..."

O sagrado no mistério do namoro, por Marcelo de Barros


Nos meios de comunicação e na vida de muitos jovens, esta semana é dominada pelas comemorações do dia dos namorados. O comércio promove tudo o que pode para lucrar mais. Talvez, por causa disso, muitos eventos em torno desta data recorrem a certo romantismo, com tal apelo emocional que, dificilmente, escapam ao que, popularmente, se classificaria como brega. Entretanto, no mundo da internet rápida, no qual as pessoas namoram virtualmente e há até quem combine casamento sem nunca ter encontrado realmente a pessoa em questão, o namoro clássico pode ser excelente instrumento para uma aproximação gradual da outra pessoa e um útil aprendizado da bela, mas exigente arte de amar. Nos anos 60, a “arte de amar” foi título e tema de um livro do psicólogo norte-americano Erick Fromm. Ele nos ensinava que, embora o amor corresponda a um desejo natural e a um impulso instintivo de todo ser humano, na realidade, amar é mais do que isso. Mesmo se, nas pessoas, o amor parece ser algo espontâneo, supõe um aprendizado, na maioria das vezes, lento e progressivo. Tanto na cultura urbana, como nos ambientes mais rurais, quem namora aprende a lidar com o outro como alguém que é íntimo e, ao mesmo tempo, sempre um mistério sagrado a ser contemplado e assumido como tal, mas nunca totalmente decifrado.

Aparentemente, o namoro nada teria a ver com a fé e a espiritualidade. Entretanto, em várias tradições religiosas, a aproximação amorosa de duas pessoas é vista como sinal e profecia da intimidade de Deus. Na Bíblia, o profeta Jeremias lembra ao povo de Israel a travessia do deserto, como tempo do namoro com o Senhor (Jr 2). Oséias diz que Deus promete ao povo cativo: “Vou de novo conduzi-la ao deserto e falar ao seu coração” (Os 2, 16 ss). No tempo das primeiras comunidades cristãs, o livro do Apocalipse contém uma carta à Igreja de Éfeso, na qual o Cristo apela: “Volta ao primeiro amor da tua juventude”.

Na Bíblia, o deserto é um lugar geográfico que para o povo dos hebreus representou o tempo do aprendizado do amor solidário, da experiência de ser livre e de descobrir mais profundamente a intimidade de Deus. Com a evolução da revelação divina, o termo “deserto” se tornou símbolo de todo caminho para a interioridade. Ninguém precisa de Bíblia para compreender porque quem namora gosta de lugares mais retirados e discretos. O amor precisa de momentos e de espaços assim, não apenas para experimentar a relação sensual. Esta pode ser profundamente espiritual e sagrada, mas a intimidade da relação amorosa serve também para que as pessoas se encontrem de coração a coração. Então, cada um/uma pode estimular a outra pessoa a uma viagem mística até o mais íntimo de si. Ali, como em um jardim secreto, no qual só quem é iniciado penetra, Alguém mais íntimo a nós do que nós mesmos nos espera e nos renova na inefável arte de amar.

Esta arte precisa ser desenvolvida por toda a vida, independentemente de idade e condição social. Há poucos meses, na Itália, partiu para a outra dimensão da vida, uma poetisa que, durante anos, foi candidata a prêmio Nobel de literatura. Através de um amigo comum, conheci e me tornei amigo de Alda Merini. Era uma mulher muito original. Viveu em Milão, quase sempre sozinha, mas, até seus quase 80 anos, era sempre possuída por uma intensa busca do amor apaixonado e romântico. Uma vez, me mostrou vários de seus poemas. Mesmo sem ter a necessária veia poética, traduzi alguns e ouso partilhar com vocês um deles, transcrito como prosa. Faço-o, em memória da querida Alda Merini e o dedico a toda pessoa apaixonada. Chama-se : “O namorado”.

“Todos perguntam quem é meu namorado. Querem saber com quem gosto tanto de, durante o dia, falar e por noites inteiras tagarelar.

Descobriram que não falo com ninguém e com este ninguém intimamente converso. Chamaram-me louca porque eu falava com tua sombra e porque sempre te via, presente no meu aconchego. Eu te via e ainda vejo sobre as paredes, a te mover. Contigo caminho no lento vagar das horas e em meu corpo imprimes o teu sabor. Deitamo-nos como no ar e tu teces em minha alma arabescas posições de amor.

Não vais à Igreja, à devoção, simplesmente para ficares perto de mim, porque eu mesma sou tua prece, tua canção. Eu te vislumbro até na escuridão e de ti não me separo, nem na mais cruel solidão.

Sei que me procuras no umbral da janela, esperando o xeque-mate da minha vida, qual cavaleiro do rei e do bem. Estás presente na casuarina que geme, como na espiral da morte que se pressente e vem.

As vezes, dá-me a sensação de te seguir até o além, quando me levam de novo a um hospital psiquiátrico, somente porque te quero bem”.

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15158&cod_canal=86

último depoimento de Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, 27 anosO missionário integrava o Projeto Missionário Sul 1 (São Paulo) e Norte 1 (Amazonas e Roraima) e faleceu no dia 1º de junho

Grande desafio: o depoimento de um missionário
Publicamos o último depoimento de Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, 27 anos, concedido ao Informativo, do Regional Sul 1 poucos dias antes da sua morte em São Gabriel (AM). O missionário integrava o Projeto Missionário Sul 1 (São Paulo) e Norte 1 (Amazonas e Roraima) e faleceu no dia 1º de junho após ser atingido por uma correnteza na Amazônia.
**************
Logo que cheguei em Manaus conheci o pessoal do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) e alguns índios do povo Suruaha, que vivem ao sul da Amazônia e lá estavam para tratar da saúde, na Funai (Fundação Nacional do Índio). Eles não vestem roupas e ainda vivem sem influência branca. Por entenderem que os idosos não vão ao paraíso, os Suruaha morrem jovens pela ingestão nasal de uma substância venenosa. Sua população é de cerca de 140 pessoas. Esse foi meu primeiro contato com os povos indígenas, pessoas de cultura diferente e com outras idéias e tradições. Emocionante e inesquecível!

Sobrevoando a selva Amazônia a caminho de São Gabriel da Cachoeira (AM), percebi a imensidão dessa região. São quilômetros infindáveis de matas e de rios. Logo que cheguei em São Gabriel, fui recebido por uma chuva e um vendaval que arrancaram o telhado do prédio ao lado de nossa casa. Era a natureza me dando boas-vindas...

Tenho feito o meu trabalho na cadeia da cidade, onde a maioria dos cerca de 30 presos cumpre pena por homicídio. São jovens indígenas que, alcoolizados, cometeram crimes. Pó aqui, o alcoolismo é o grande problema nas famílias. Além das drogas, também encontradas em abundância. Visitamos os familiares dos presos e procuramos atender às suas necessidades materiais mais imediatas. Essas visitas nos possibilitam conhecer mais profundamente a realidade social.

Visitei ainda uma comunidade do povo Baniwa, no rio Içana. Eles vivem da pesca e da roça, indo à cidade somente quando necessário. Os problemas surgem aí, quando a necessidade de adaptação ao novo lhes subtrai o orgulho de sua origem, de sua língua, de seus costumes, sobretudo entre os jovens. Os Baniwa ainda vivem sua cultura e suas tradições.

Tenho participado de muitos encontros e de reuniões com o Conselho Tutelar, o Conselho de Direitos Humanos, a Pastoral da Juventude com as Polícias Civil e Militar, juízes de Direito e órgãos da prefeitura para entender melhor as particularidades da região. Mas já percebi que, aqui, o filme é igual ao de outras regiões do País. A lei privilegia os poderosos que comandam a cidade, subjugam os indígenas e agem à margem da lei. Muitas das autoridades são coniventes a situação. O desafio para atuar neste contexto é grande e exige paciência.

Espero manter a fé e buscar sabedoria para enfrentar os percalços. Conto com a oração de vocês!

João Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, advogado

Publicado na edição de junho, nº 187 do Informativo Regional Sul 1 da CNBB

artigo da educadora Soraya Lopes, professora de Informática e Robótica Educacional de São Paulo, que apresenta sua visão particular sobre a educação.

Professoras do Século XXI: conflitos que adoecem


Quem não teve em sua vida uma professora que foi seu exemplo? Eu tive algumas que estão, até hoje, em minha memória e no meu coração. Não há muito tempo, encontrávamos apenas mulheres como professoras. Na atualidade, ainda encontramos uma maioria de mulheres como professoras, principalmente na Educação Infantil e Fundamental I. Portanto, dedico esta crônica a essas mulheres maravilhosas!!!

Você já se perguntou por que se tornou professora? Ainda mais... Por que continua na profissão?

Tenho um palpite. Vocês são movidas pela Paixão! Sim... Paixão! A Paixão em Educar!

Pertencemos à geração da busca incessante do conhecimento, mutável, improvável, surpreendente, libertador. Do professor educador, pesquisador, mediador, flexível, irrepreensível... o Professor Show! Das Educações Tecnológica e Inclusiva.

Que magnífico! Os tempos mudaram! Mas você está preparada para ser uma professora do século XXI?

Despenca sobre nós, professoras, uma avalanche de deveres e responsabilidades. Uma carga um tanto pesada, física e emocional. A física, quase sempre, conseguimos superar. Mas, e a emocional?

Encontramos muitos estudos a esse respeito e nada animadores. Quantos conflitos enfrentamos e suportamos dentro e fora da sala de aula? Dentro, quando estamos com nossos alunos, e fora, quando prestamos contas para nossos gestores. Sem mencionar a parte burocrática – como planejamento, diários, reuniões de pais, atividades extracurriculares, relatórios e mais relatórios... e por aí vai...

Muitas vezes, temos ainda jornada dupla... e tripla, quando chegamos em casa. Quando um aluno não se adapta a uma determinada turma, é prontamente transferido para outra a fim de que os objetivos pedagógicos sejam alcançados. E a professora? Tem esta mesma chance de adaptação caso necessite? Na escola particular, que não deixa de ser uma empresa, nossos gestores analisam nosso currículo, nosso perfil e decidem nossa vida pedagógica. Se formos “aprovados” para o próximo ano, muitas vezes nem sabemos para qual turma lecionaremos.

Observo excelentes professoras tolhidas da sua liberdade de ensinar em prol de um sistema educacional pautado em filosofias escritas, mas não praticadas. Um sistema de procedimentos e comportamentos moldados por critérios não esclarecidos e que, por vezes, vão ao desencontro daqueles que acreditamos. “Meninas” recém-formadas são “atiradas” em salas de Educação Infantil, porque não é fundamental ter experiência. Será? E, da noite para o dia, tornam-se “mães” de várias criancinhas (umas 15, sendo bastante otimista). É a prova de Fogo! Somos avaliadas constantemente. O quê é avaliado? Os critérios são bem definidos? O perfil da sua turma é considerado?

É assim a Professora do Século XXI: completa! Portanto, estude... estude... estude... atualize-se.

Realmente... os tempos mudaram! A educação também!

A qualidade, penso eu, não é mais certificada por ser escola pública ou particular, classes A, B ou C... Quem rege a qualidade da educação é a Equipe Pedagógica, toda a equipe, desenvolvendo um trabalho de união, de parceria, de companheirismo e, acima de tudo, de igualdade e respeito.

Professoras, não desanimem! Vocês são o coração da escola. Não um simples coração, mas um coração extremamente apaixonado! Gestores, registro aqui o meu alerta: cuidem de suas professoras porque elas estão doentes! Uma doença invisível, mas que pode matar. A doença da alma!
Texto de Soraya Lopes, pós-graduada em Educação e professora de Informática e Robótica Educacional na rede particular de ensino da cidade de São Paulo e Capacitação de Professores. Email: prof_soraya@yahoo.com.br


Jornal Virtual 169 - 11062010

domingo, 6 de junho de 2010

O filho que é indiscriminadamente gratificado, não aprende a fazer trocas afetivas na vida

Presentear crianças




por Ceres Araújo

"A criança que tem tudo, tende a não valorizar nada e, portanto, a não se apegar a nada. Apenas aquilo que é conquistado adquire valor e apego. O filho que é indiscriminadamente gratificado, não aprende a fazer trocas afetivas na vida"
Existem pessoas que gostam muito de presentear os outros, que experimentam prazer nessa ação. Em geral, são pessoas que se presenteiam também. Tal característica é positiva, sem dúvida, é uma qualidade e contribui para o desenvolvimento da personalidade.

Essas são pessoas que também tendem a presentear muito seus filhos e algumas vezes em excesso.

Vivemos em uma sociedade consumista, ligada ao prazer imediato e isso é um fato. Nascidas nessa época, as crianças costumam ter uma profusão de brinquedos e, influenciadas pela propaganda, sempre pedem mais. Sob o apelo de que o brinquedo é educativo, os pais também se dispõem a comprar tudo.

Muitas vezes, os pais têm consciência de que seus filhos possuem mais brinquedos do que seria necessário, mas continuam comprando para atender à solicitação de suas crianças. Presenteiam por ser mais difícil dizer não do que dizer sim, presenteiam para cumprir combinações que fazem, que muitas vezes, são reais subornos, presenteiam por remorso por se sentirem muito ausentes, etc.. Podem presentear ainda compulsivamente, acreditando que, dessa forma, estão garantindo a felicidade de seus filhos.

Sem dúvida, os brinquedos são sempre educativos e trazem alegria, pois o brincar é próprio da saúde. Porém, o juntar uma quantidade enorme de brinquedos, pelos quais não se tem apego e não ganham valor afetivo, não é saudável, ao contrário, faz mal.

Só ganha valor e significado afetivo aquilo que é desejado de verdade. Desejar algo que não se tem e que se quer muito, é tolerar o espaço da falta, é criar expectativas, é sonhar com esse algo, o qual aumenta o desejo e conduz a uma grande satisfação, quando se recebe o que tanto desejou. O desejo só nasce no espaço da falta.

Tenho observado que atualmente, muitas de nossas crianças não experimentam essa forma de desejar, apenas exigem o que ainda não têm e, sendo rapidamente atendidas, não valorizam o que recebem, que se torna facilmente descartável. Isso é altamente prejudicial ao desenvolvimento.

Quem não tem apego ao que possui, não aprende a lutar pelo que deseja possuir, escreveu José Pastore, economista e sociólogo, em seu artigo “Educação Financeira e Arte de Presentear”, num grande jornal paulistano, em maio de 2010. O autor mostra que presentear

com austeridade tem importantes implicações para as condutas futuras das crianças, pois aprender a administrar a escassez na infância é fundamental para que elas desenvolvam o necessário espírito de luta na vida adulta.

A criança que tem tudo, tende a não valorizar nada e, portanto, a não se apegar a nada. Apenas aquilo que é conquistado adquire valor e apego. O filho que é indiscriminadamente gratificado, não aprende a fazer trocas afetivas na vida e pode tornar-se um credor eterno dos outros, não sabendo doar-se.

Condicionar presentes ao esforço realizado pela criança ou premiar com base no mérito, deve ser feito com muito cuidado, pois corre-se o risco de criar uma relação “mercantilista” com a construção do conhecimento – função primordial da infância. Buscar saber o que não se sabe, dominar um conceito novo, esforça-se para se superar podem ter reforços intrínsecos, não necessitariam serem reforçados por presentes.

Presentear com parcimônia, usando de critérios subjetivos é direito dos pais. Pedir é direito também do filho, o que não significa, absolutamente que ele deva ser atendido sempre.

Desejar, mas saber adiar a satisfação do desejo, lutar pelo que se precisa e se quer, respeitando as condições dos outros, leva à formação de valores e princípios que serão importantíssimos para enfrentar a realidade da vida.

Usar o dinheiro de forma racional e engenhosa é um aprendizado que os filhos devem ter com seus pais. É certo que vivemos em uma sociedade consumista, mas o importante é ser capaz de saber consumir. Isso, os pais podem ir ensinando para suas crianças desde pequenas. Ou seja, sabendo dosar de maneira adequada, para os filhos, os atos de presentear.

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/presentear_filhos.htm

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dislexia

A palavra Dislexia


A palavra dislexia não é agradável de ser pronunciada nem escrita. É complexo e instigante entender seu significado, que é apenas um dos distúrbios de aprendizagem entre tantos outros. É comum "dislexia" ser confundida com "epilepsia", uma doença que provoca repentina convulsão ou perda de consciência momentânea, e, portanto, nada tem haver com a dislexia, que não é uma doença, e sim um distúrbio de aprendizagem que não tem cura.

Talvez seja por este motivo que a palavra cause certo repúdio, quando dita entre a sociedade leiga. Porém, mudar o nome de um distúrbio de leitura e escrita que é estudado e pesquisado há mais de 100 anos na Europa e Estados Unidos, poderia descaracterizar a etimologia da palavra.

A neurociência cada vez mais se empenha em pesquisas para elucidar as disfunções cerebrais, ou seja, os caminhos das informações neuronais. Para cada indivíduo, esses caminhos podem ser exclusivos e nem por isso inadequados. São apenas formas diferentes de decodificar informações. A plasticidade cerebral está aí para comprovar que os caminhos podem chegar a quase normalidade, por meio de treinamentos adequados e específicos. É o caso da intervenção para treinar o cérebro do disléxico a minimizar as dificuldades de aprendizagem.

A palavra dislexia é vista como um fantasma terrível até ser descoberta e compreendida. Não importa o tempo que se leve para descobrir o significado do fantasma, o importante é saber que o fantasma não é tão assustador, basta aprender a respeitar e entender seu funcionamento.

Todo ser humano, para se sentir integrante de um grupo, precisa dar algo de si para o grupo e sentir-se aceito. Sendo assim, para uma criança cuja obrigação única é estudar, se o processo de aprendizagem é inadequado e mal compreendido, causa sérios danos emocionais por toda vida.

Um disléxico adulto, ou até mesmo uma criança, sabe que tem algo acontecendo em relação a sua aprendizagem. Consequentemente, em alguns casos, generaliza que é incapaz de aprender pelos moldes tradicionais da leitura e escrita.

Cerca de 99% das pessoas que chegam para avaliação na Associação Brasileira de Dislexia sentem-se "burras" ou foram chamadas de "burras". Incoerente o rótulo, pois, segundo pesquisas, alguns disléxicos têm o nível intelectual acima da média para sua idade. Este é o primeiro fator de exclusão para diagnosticar a dislexia. Se o nível intelectual não estiver preservado, não é disléxico.

É comum ver que a crítica, na vida dessas pessoas, é tão aceita que cega o indivíduo com relação às suas melhores habilidades, focando-o apenas no seu fracasso escolar.

No ambiente escolar, as crianças são consideradas distraídas, desatentas, imaturas, desajeitadas, às vezes hiperativas ou apáticas. No início da aprendizagem, esses adjetivos são causa de reuniões com os pais, junto à coordenação da escola para solucionar o problema da criança, quando na realidade o que deveria ser discutido é como esta criança poderia aprender adequadamente. A ignorância por parte dos professores provoca preconceitos dentro da sala de aula, desmotivando ainda mais o aluno com dificuldades. Em casa, pode haver um clima de acusações e castigos, chegando até a agressão física por parte dos pais.

Quando na adolescência, os jovens, cansados com as dificuldades de aprendizagem, chegam na fase de busca da identidade. Se ele não tiver um bom acolhimento no ambiente familiar e escolar, fatalmente irá procurar a tribo que lhe aceitar. Neste caso é que vemos a evasão escolar, o caminho da marginalidade, a fuga para a gravidez na adolescência, drogas, depressão e até mesmo o suicídio. Por outro lado, adultos que procuram ajuda para os filhos, no momento em que começam a entender o distúrbio, identificam-se com as dificuldades que também apresentavam quando criança, pois a dislexia é hereditária. Eles são avaliados e descobrem que há a possibilidade de ter uma qualidade de vida melhor. Neste caso, o melhor a fazer é procurar ajuda com um terapeuta para levantar a autoestima. É muito importante ir em busca de seus desejos e principalmente se respeitar.

Texto de Rosemari Marquetti de Mello, presidente da Associação Brasileira de Dislexia (ABD). Email: comunica@dislexia.org.br


Jornal Virtual 168 – 02062010 (envio@floyd.humanaeditorial.com.br)

domingo, 30 de maio de 2010

DES ANIMADOS

Para os que estão des – animados = sem alma = vivem sem sentido. VIVA O AGORA!!!!!!


Não esqueça que tempos atrás você não era “nadica” do que é hoje. Isso mostra o quanto você caminhou e conquistou. O ser humano não sabe olhar para seu passado e reconhecer os erros cometidos. O ser humano não sabe viver o presente porque está de olho no futuro. O ser humano não sabe ver o futuro porque imagina que ele ainda virá, depois, bem depois de muito sofrimento. Passado, presente e futuro fazem parte do AGORA; no agora o que vale é enfrentar-se, é abraçar o medo, e este é o maior inimigo que temos: nós próprios. O agora exige que eu olhe para dentro de mim e assuma aquilo que sou, e, não o que os outros querem que eu seja. O agora exige que eu olhe para dentro de mim mesmo e reconheça o passado; exige que eu olhe para dentro de mim mesmo e enxergue o futuro e na soma do passado, que vivi e do futuro que viverei encontre o PRESENTE que vivo. Isso mesmo, PRESENTE, literalmente presente: VIVER É UM PRESENTE. E presente é sempre surpresa, é sempre novidade, é sempre desafio, é sempre decepção, é sempre satisfação, é sempre mistério. E diante do mistério só nos resta uma coisa, não é desvendá-lo, mas vivê-lo intensamente e na medida que nos apropriamos dele, mergulhamos mais e mais em nós próprios e o horizonte, que parecia estar tão perto, está ainda a ser alcançado dentro do EU.

Um abraço AGORA!

Seja feliz AGORA!

Cidadania Cristã na Economia... Renê Roldan... ética, antropologia, psicologia.... meu Deus, meu Deus o que é isto?

Meu Deus, meu Deus o que é isto?
Assim termino uma semana, o sábado é coroado com uma reflexão profunda feita por um grande amigo, Renê Roldan, no grupo Fé e Política na Paróquia S. João Batista – V. Carrão SP.

Mergulhado nos afazeres profissionais a semana foi tragada sem ao menos me dar conta de que a semana já havia começado. Tudo muito rápido! Entre decisões pedagógicas de orientações disciplinares de adolescentes estudantes, sem vontade de estudar e apoio pedagógico, a educadores com o desejo de “educar”, escolhas acertadas ou não, fizeram parte do agito profissional de todos os dias e dos dias todos. Como se não bastasse a semana foi uma semana de professorar também.

Nas aulas de ética, com alunos do curso Técnico em Radiologia Médica o princípio foi: “o todo é maior que a soma das partes”. Há meu Deus, meu Deus o que é isto? Como é difícil pensar e fazer pensar que o que vale não é a vontade pessoal, mas o que é bom para todos, para a vida de todos. Professorando pelo curso Técnico de Enfermagem na aula de Antropologia Religiosa o desafio foi compreender e viver a tolerância religiosa. A teia tecida pelas religiões em nosso país faz com que homens e mulheres digladiem em nome de uma fé que parece tudo, menos Fé. Ainda, com outra turma do curso Técnico de Enfermagem assistimos ao filme Batman Begins com o objetivo de refletir o que é o homem na pós-modernidade: “não sou que sou por dentro, mas sou o que faço”. E como se não bastasse professorei aulas de Psicologia para o curso Técnico de Radiologia Médica na sexta feira à noite, que maravilha fazer ser e pensar o que se quer ser e não se é. Meu Deus, meu Deus, o que é isto?

Pra não fugir à trivialidade da vida, dois fatos sensacionalistas marcaram minha mente e semana. O primeiro foi ver imagens de Palmeiras Imperiais cortadas em uma praça. Disse a reportagem que as palmeiras foram cortadas por ordem do padre, que foi preso e pagou fiança, já está solto. Quem não erra! Atire a primeira pedra! Meu Deus, meu Deus o que é isto? Padres vocês não tem o que fazer?

O outro fato foi hoje pela manhã. Na instituição de ensino fazíamos o Conselho de Classe, educadores reunidos avaliando o processo ensino aprendizagem de crianças e adolescentes. Sonhos, conquistas, vitórias! O silêncio da manhã fria e discussões pedagógicas de como oferecer metodologias que oportunizem o aprendizado foi rompido por estalos, sabe-se de onde e para onde, e minutos depois, o anúncio: “tirem seus carros... foi assassinado o motorista de uma lotação aqui em frente”. Ver o jovem motorista da lotação sentado no seu trono de ganha pão tombado para o lado, com o rosto contra a janela, já desfalecido... policiais.... colegas de profissão.... jornalistas... populares... comentários..... Meu Deus, meu Deus o que é isto? O que é a vida? O que é viver?

A Ética descontrói toda regra que não tem a VIDA como valor supremo, por isso o ato covarde de tirar a vida do motorista da lotação e, o de cortar as palmeiras imperiais seja quais forem os motivos dos protagonistas dessas ações, não justifica tais práticas.

Mas como, mas como fazer diferente, pensar diferente se tudo e todos são tão diferentes. Nem psicologia, nem filosofia, nem antropologia, nem sociologia e tantas outras ias..... muito menos livros, como o livro recentemente lançado pela AMEBA, que já está entre os seis mais vendidos no país, que eu soube hoje, que não foi ela que escreveu...verdade ou mentira....sabe-se Deus! O que se sabe é que seu programa, graças ao loro José é entre os piores o pior, isso é óbvio não pela opinião pública. O que esperar de uma país leitor de livros como esse? A espera não poderia dar em outra coisa senão: esperar o domínio da máfia das lotações! Esperar o descaso do governo com o transporte público! Esperar o domínio dos traficantes! Esperar alunos literalmente “a – lunos” = SEM LUZ! Esperar professores que não professam! Esperar estalos sem saber de onde e para onde! Esperar! Esperar! Meu Deus, meu Deus o que é isto?

Caro amigo Renê, muito obrigado você salvou meu sábado e semana. Querida comunidade S. João Batista, você perdeu uma grande oportunidade! Irmãos do grupo Fé e Política, vocês são verdadeiros heróis que semeiam em terra árida, que esperam contra toda esperança. Que lutam com toda confiança na certeza da vitória por uma comunidade viva e atuante, geradora de Vida Plena, como a Vida trazida por Jesus. Meu Deus, meu Deus o que é isto?

Só uma centelha na escuridão, de mais de 18 milhões de vida, de nossa metrópole paulistana para salvar a semana. Você Renê foi isso! Foi o sinal de Deus para mim hoje, e certamente, para os que te ouviram falar sobre “Cidadania Cristã na Economia”, palestra feita dentro da proposta da Campanha da Fraternidade de 2010 = Economia e Vida – “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).