sábado, 29 de janeiro de 2011

Educação sexual

A educação sexual na escola brasileira, principalmente nos níveis do ensino fundamental, tem sido bastante polêmica. Hoje, a discussão da necessidade da Educação Sexual na escola deveria estar superada, uma vez que as consequências da ausência de informações sobre a sexualidade podem ser claramente sentidas em nossa sociedade, em que a liberdade de expressão é exercida quase na sua totalidade e a sexualidade é mostrada na televisão e em folhetos de forma fragmentada e frequentemente deturpada.

Dessa forma, é incabível que o tema não seja tratado de forma sistemática, consciente e responsável na escola. Vivemos em uma sociedade em que as descobertas científicas e tecnológicas propiciam uma riqueza de experiências, além de inúmeras possibilidades de mobilidade social e de relacionamentos. Tal riqueza de experiências exige uma consciência elaborada, que permita ao homem e à mulher a opção mais apropriada. Se assim não ocorrer, as escolhas, incluindo as sexuais, serão determinadas pelo próprio social, no qual, sabemos, a mídia tem influencia determinante.

Outra questão também relacionada à liberdade e à autonomia da vida sexual que merece ser pensada é a tendência de os afetos, para muitas pessoas, realizarem-se apenas na posse de bens materiais – cada vez mais, amamos o outro não pelo que ele é, mas por aquilo que ele possui. Transformamos, por exemplo, o corpo em objeto de uso, assim como os produtos de consumo diário. Nesse sentido, vale refletir sobre a adolescente que troca seu corpo por um tênis ou uma calça jeans da moda.

Qual seria, então, o caminho da Educação Sexual? São grandes os desafios, principalmente para o educador e a educadora de hoje, pois o caminho do conhecimento da vida sexual se contrapõe à crescente complexidade da vida moderna. Atualmente, o poder do consumo se apropria da nossa liberdade.

As questões que envolvem a virgindade, a homossexualidade, o machismo, o feminismo e a religiosidade são muito mais polêmicas, mas, se tratadas com respeito e liberdade, podem ser debatidas. Entende-se que o trabalho da Educação Sexual na escola deve ser realizado de tal forma que permita a participação constante dos alunos por meio de discussões que privilegiem o posicionamento de cada um quanto ao tema em debate, assim como o levantamento e discussão de dúvidas, das divergências e dos pontos em comum. Tal posicionamento busca favorecer a reflexão e o estudo dos fatores que influem na vida sexual e facilita relações interpessoais e uma interpretação positiva e consciente da própria sexualidade.

Texto de Cláudia Maria de Souza, mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), docente da rede de ensino municipal de Taubaté (SP), professora universitária, consultora em Educação e mediadora em congressos educacionais.



Publicado no Jornal Virtual - Ano 9 - Nº 199-28/01/2011 (recebido em meu e-mail)

Pallotti: sorriso e alegria espiritual = identidade dos palotinos.

No blog do Pe. Valdeci SAC http://deuscaridade.blogspot.com lemos um texto excelente. Confiram o artigo:

Do Caráter distintivo do Santo Sorriso e da Alegria espiritual que deve resplandecer nas Santíssimas Casas da Congregação.

Caros estudantes iniciemos o ano ORANDO!

Visitem o blog http://cavucar.blogspot.com/ e vejam que bela oração para os estudantes! Aliás, visitar esse blog é gostoso tem novidades o tempo todo!

Abreijos,

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma viagem pela Viação Motta!

Uma viagem pela Viação Motta!

Em 24 de janeiro de 2011, em Presidente Prudente – SP resolvi visitar a cidade de Presidente Epitácio. A aventura começou...chegamos no terminal urbano! Não era lá que compraríamos as passagens. Caminhamos até o terminal rodoviário e lá compramos as passagens na Viação Motta.

Quando na plataforma indicada vimos o ônibus ficamos felizes, pois essa empresa ainda tem ônibus sem ar condicionado, e o que encostou a destino de Bataguassu-MS, que nos deixaria em Epitácio tinha ar-condicionado. Entramos.... poucas pessoas ... em nossas poltronas haviam passageiros.... conversamos e todos estavam sentados onde queriam.

Ocupamos também duas poltronas. Outros que entraram fizeram o mesmo, apesar de procurarem a poltrona indicada na passagem. Aventura, não? Pois é! Daí comecei a refletir e conversar com o Gabriel: como pode um empresa com esse porte permitir que passageiros sentem onde bem entendem? Não seria isso um desrespeito ao passageiro? E se esse “carro” viesse a sofrer algum tipo de sinistro, como saberiam quem é quem, como eu que estava em uma poltrona que não a destinada no ato da compra do bilhete poderia fazer uso dos meus direitos contratados na compra da passagem?

A aventura continuou....motor ligado, ar condicionado fraquinhoooooooooooooooo, mas o movimento do ônibus deu a sensação de frescor. Assim que saímos de Pres. Prudente, já na estrada o ônibus “morreu”, o motorista parou no acostamento kkkkkkk começou a aventura. Calor, calor, muito calor me dirigi à geladeira para pegar água kkkkkk VERGONHA havia um único copo de água, e quente.... ao lado um filtro e copos descartáveis.... água com gosto de terra e quente kkkkkk. Outras coisas mais...... a película colocada para deixar os vidros escuros..... riscadas, rasgadas, metade dos vidros sem as películas..... as poltronas sujas, nojentas, os elásticos atrás das poltronas estourados; as poltronas sem a trava no encosto e estes flexionando para trás e para frente conforme o freio do ônibus. Muita fé! O motorista mexeu no motor..... deu partida.... o buzão pegou.

Boa Viagem! Primeira parada: Presidente Bernardes. Passageiros desceram e outros embarcaram. Ao sair de Bernardes, o ônibus “morreu” e dá-lhe acostamento! Isso ocorreu algumas vezes durante a viagem até Epitácio. Vegonha! Vergonha! Alguns passageiros iam para Dourados-MS e a pergunta que pairava: Será que iremos nesse ônibus? A trancos e barrancos o herói motorista conduzia o “Fofinho”, nome atribuído pela Motta a essa série de carros que eles chamam de Ônibus.

Que aventura viajar dentro de um automóvel cheio de lixo pelo chão, sujo, nojento! Chegamos em Epitácio depois de passar pelas cidades de Santo Anastácio e Presidente Venceslau; ainda não podemos deixar de dizer da maravilha de ver os Presídios que se destacam na paisagem, presídios que foram denominados por um passageiro como: ESCOLA TÉCNICA DE FORMAÇÃO SUPERIOR PARA A ILEGALIDADE fundada pelo PSDB, para não dizer pelo Governo Geraldinho.... risos dentro do ônibus!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bom, depois de passarmos o dia em Epitácio à beira do rio pegamos estrada de volta para Presidente Prudente e imaginem por que empresa: Viação Motta kkkkkk, mas agora sim o carro era descente, bonito; conversei com o motorista e perguntamos se o carro estava com defeito ele riu e disse que não, mas sabia do que estávamos falando.

Tudo estava dentro da normalidade, até que no Posto Policial paramos. Alguns minutos, mais alguns e outros mais! Passageiros irritados! Como o ar não era suficiente a saída de segurança no teto do ônibus já tinha sido aberta para melhorar a ventilação! Desci e pedi ao motorista uma explicação. Afirmou que não encontrava o diário de viagem e por isso não podia seguir viagem. Por mais de 30 minutos procurou o tal diário.

Havia dentro do ônibus um homem que era conhecido do motorista, pois conversavam e procuravam juntos dentro, fora do ônibus, pela estrada e acostamento o tal diário. Parecia piada! De repente acharam o tal diário e seguimos viagem, porém não vi o motorista apresentar diário ou documento algum aos policiais que já estavam no cumprimento de sua função, parados no meio da pista olhando carros passar. E a viagem não poderia terminar sem a pergunta: O QUE FAZIAM OS POLICIAIS QUE NÃO PARARAM O ONIBUS QUE NOS LEVOU A EPITÁCIO? Para que serve a polícia na estrada?

Esqueça o que você sabe sobre bons hábitos de estudo

Esqueça o que você sabe sobre bons hábitos de estudo



Estamos acostumados a ouvir diversas recomendações sobre bons hábitos de estudo, como escolher um local silencioso, manter uma rotina para fazer tarefas, estabelecer metas e limites, entre tantas outras. Mas como sabemos se esses hábitos são realmente bons?

Uma excelente matéria publicada no jornal New York Times analisou as descobertas mais recentes em hábitos de aprendizado e descobriu muitos resultados surpreendentes que podem ajudar qualquer pessoa, desde uma criança aprendendo a fazer contas até um idoso aprendendo um novo idioma. Muitas dessas descobertas contradizem a sabedoria popular, como por exemplo: ao invés de manter apenas um local de estudo, simplesmente alternar a sala onde a pessoa estuda aumenta a retenção.

De acordo com o autor da pesquisa, que descobriu esse aumento de retenção ao se alternar o local de estudo, o cérebro faz associações sutis entre o que se está estudando e as sensações exteriores naquele momento, independentemente dessas percepções serem conscientes. Forçar o cérebro a fazer múltiplas associações com o mesmo material pode, na verdade, dar a essa informação mais relevância neural.

Pegue a noção de que crianças têm estilos específicos de aprendizagem, que alguns são “visuais” e outros “auditivos”; alguns são alunos que usam o “lado esquerdo” e outros o “lado direito” do cérebro. Numa recente revisão das pesquisas relevantes, publicada no jornal Psychological Science in the Public Interest, uma equipe de psicólogos descobriu quase nenhum fundamento para tais ideias.

Variar o tipo de material estudado numa única sessão de estudos – alternando, por exemplo, entre vocabulário, leitura e conversação de um novo idioma – parece deixar uma impressão mais profunda no cérebro do que se concentrar apenas em uma coisa de cada vez. Muitos atletas também costumam misturar seus treinos com séries de força, velocidade e habilidade.

Cientistas descobriram que o estudo espaçado de um assunto – uma hora hoje, uma hora no final de semana e uma hora daqui a uma semana – melhora a capacidade de recordar esse assunto. Uma explicação é que o cérebro, quando volta naquele material num outro dia, precisa reaprender um pouco daquilo que ele havia esquecido; e esse processo, em si, reforça o aprendizado.

Essa é uma razão pela qual os cientistas julgam que os testes (ou provas simuladas) são ferramentas poderosas de aprendizagem, além de meramente ferramentas de avaliação. O processo de se extrair uma ideia parece fundamentalmente alterar a forma com que a informação é armazenada subsequentemente, tornando-a bem mais acessível no futuro. Nada sugere que somente essas técnicas – alternar ambientes de estudo, misturar conteúdo, espaçar as sessões de estudo, fazer testes – resolverão os problemas de aprendizado, pois a motivação também importa muito. Mas, pelo menos, essas técnicas oferecem um plano de estudo baseado em evidências, e não em sabedoria popular ou teorias vazias.

Vale lembrar que a forma como aprendemos importa não só para retermos eficientemente algumas informações para as diversas tarefas que executamos todos os dias, mas também porque o aprendizado induz mudanças neuroplásticas no cérebro que, consequentemente, podem aumentar nossas reservas funcionais e nossa saúde.
Texto de Ricardo Marchesan, sócio fundador do Cérebro Melhor
Jornal Virtual 198 - Ano 9 - Nº 198-21/01/2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O preço de não escutar a natureza

O preço de não escutar a natureza

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Autor: Leonardo Boff

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=16831&cod_canal=85

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Curso de Teologia para Leigos 2011-2012 São Paulo Capital

Curso de Teologia para Leigos 2011-2012publicado em 21 de dezembro de 2010
 Em 2011 começa um novo curso de Teologia para leigos na Região Belém.

Tem como objetivos:    - Responder aos constantes apelos da Igreja de São Paulo e à permanente necessidade de formação dos agentes evangelizadores, como pede o Documento de Aparecida.
    - Incentivar e qualificar leigos e leigas como educadores da fé na cidade de São Paulo
    - Desenvolver um conhecimento interdisciplinar sobre os assuntos da fé cristã católica.

As disciplinas serão:    - Introdução à Teologia
    - Bíblia
    - Eclesiologia
    - Liturgia
    - Sacramentos
    - Cristologia
    - Peneumatologia
    - Mariologia

Inscreva-se! Participe!
 
    Início das aulas: 14 de fevereiro de 2011
    Corpo docente: Os professores são mestres em Teologia especializados nas referidas disciplinas
    Certificado: Certificado de participação ao final do curso, para os alunos com freqüência igual ou superior a 75%
    Responsáveis:
    Pe. Marcelo Monge (11)– 2693-2645
    Pe. Aldo – (11) 2605-4100

Informações:

    Local: Centro Pastoral São José
    Av. Álvaro Ramos, 366 – Belém
    Horário: Segunda-feira
    Das 19h30 às 21h30
    Duração: 2 anos
    Carga horária: 128 horas-aula
    16 aulas para cada disciplina
    Aulas expositivas, trabalhos em grupo, uso de Datashow.
    Valor: Taxa mensal por aluno de R$ 15,00 (quinze reais)

“É sumamente desejável e necessário que tenhamos uma nova geração de leigos bem formados, atuando em todos os campos da vida social e cultural da sociedade.
Leigos e leigas com consciência de discípulos de Cristo, que conheçam a fé, a moral e a doutrina social da Igreja, capazes de tomarem posição, como discípulos de Cristo, e sem medo ou vergonha de assumirem sua identidade católica num mundo pluralista.
O que temos a compartilhar com a sociedade é bom, construtivo e dignificante! Os católicos leigos não deveriam, simplesmente, amoldar-se ao “pensamento corrente”, mas ser capazes de oferecer sua contribuição para enriquecer o horizonte do pensamento e da cultura, através de uma postura cristã católica coerente com o ensinamento da Igreja.
Nossa grande tarefa é formar bem os leigos; é missão pastoral primordial nossa.”

Dom Odilo Pedro Scherer
Cardeal Arcebispo de São Paulo
(Carta aos Sacerdotes – 2010)
 
 
 
Pastoral Fé e Política
Paróquia São João Batista
Setor Carrão/Vila Formosa
Região Episcopal Belém
 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sucesso Dilma!

Candomblé e Umbanda são diferentes?


O Candomblé é uma religião originária do continente africano, trazida ao Brasil pelos negros escravizados na época da colonização brasileira. As divindades, Orixás, são arquétipos de uma atividade ou função e representam as forças da natureza e seus fenômenos, tais como as águas, o vento, as florestas, os raios, etc. Cada Orixá tem um dia da semana a ele consagrado. Por exemplo, sexta-feira é dia de Oxalá, a divindade da Criação que tem o branco como sua cor. Para saber mais, com muitos e importantes detalhes: >http://www.orixas.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=category§ionid=4&id=25&Itemid=122< >http://www.orixas.com.br/< >http://www.praticus.com/candomble.html<. // 

A Umbanda é uma importante expressão religiosa nacional, com laços originais no Rio de Janeiro. Irradiou-se para os Estados de Minas Gerais, São Paulo e demais estados do Brasil, alcançando países da América Latina e estados nos E.U.A. // Tem origem em diferentes raças e nações e é regida pelas entidades que baixam nos terreiros: Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Pombo-Giras. Erês, Ciganos, entidades de muita luz espiritual, força e sabedoria. // A Umbanda, uma religião que segue minuciosos ensinamentos, trazendo lições de amor e fraternidade, prega a Paz, a União e a Caridade. A religião utiliza a prática das incorporações, dos passes e descarregos, feitos pelo médium de Umbanda, e mais um conjunto de afazeres espirituais que dia-a-dia fazem parte da vida do médium. // Para saber muito mais: >http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/umbanda.htm< >http://www.edeus.org/edeus/umbanda.htm<. Vale conhecer o Hino da Umbanda e outros pontos cantados da religião no site: >http://pessoal.portoweb.com.br/aluzdoamor/pontos.htm<. // O Hino foi composto na década de 1960, por um cego que, apesar de não ter conseguido sua "cura", ficou apaixonado pela Umbanda. Ao que tudo indica, não constam registros sobre seu nome completo somente as iniciais ficaram conhecidas: J. M. Alves. Ele apresentou a música ao Caboclo das Sete Encruzilhadas (médium Zélio de Moraes) que gostou tanto que resolveu apresentá-la como Hino da Umbanda. Em 1961, no 2º Congresso de Umbanda, presidido pelo Sr. Henrique Landi, o hino foi oficialmente adotado em todo o Brasil, como o Hino Oficial da Umbanda. // A Umbanda, religião eminentemente brasileira, aparece oficialmente em 16 de novembro de 1908, ocasião em que foi fundado o primeiro templo de Umbanda - Tenda Espírita N.ª S.ª da Piedade - a entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas (entidade anunciadora da nova religião). 
Para saber mais: >http://www.umbandaemfoco.com.br/modules.php?name=Conteudo&file=index&pa=showpage&pid=75< // A semelhança entre o Candomblé e a Umbanda, historicamente, foi o preconceito e a perseguição policial, como um infortúnio para ambas as religiões. >http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=7&infoid=118 < >http://www.vivafavela.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&infoid=45611&user=reader<


http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/servicos/faq_resposta.asp?cod_canal=69&cod_pergunta=2324 




Bento XVI e Barak Obama: novas perspectivas de diálogo com o islã
Faustino Teixeira

Os meses de maio e junho de 2009 vão ficar marcados na história como sinais de uma nova perspectiva de diálogo do Ocidente com o islã. Dois acontecimentos particulares marcam esse novo caminho: a viagem do papa Bento XVI na Terra Santa (08 a 15 de maio) e o discurso de Barak Obama na Universidade de Al azhar, no Cairo (Egito), no dia 04 de junho de 2009. Há uma feliz coincidência entre essas duas iniciativas dialogais com respeito ao islã. São marcos de um novo tempo, bem distinto daquele marcado pela idéia de “choque de civilizações”, defendida por Samuel Huntington e aplicado pela política de George Busch. Como tão bem mostrou Edward Said em artigos singulares, a idéia de “choque de civilizações” acaba mobilizando o “lado mortífero” dos nacionalismos. As culturas e civilizações não são monolíticas ou homogêneas, mas pontuadas por intercâmbios, trocas e aprendizados fundamentais. Na verdade, elas afirmam-se mais profundamente quando entram em parceria com os outros, com os diferentes. O grande desafio do tempo atual é saber “hospedar o outro”, deixar-se marcar pelo aprendizado da diferença.

Nada mais necrófilo do que encerrar as civilizações e as identidades em cápsulas enclaustradas, expurgadas da dinâmica viva que marca e anima a história humana. Como mostrou Edward Said, a história não é somente palco de guerras imperiais e de religião, mas também espaço de “trocas, fertilização mútua e compartilhamento”. O islã tem sido um “trauma duradouro” para o Ocidente. Durante séculos veio identificado com o terror, a devastação e o demoníaco. Nos últimos tempos, com o episódio da derrubada das Torres Gêmeas, em setembro de 2001, esse temor se expandiu, criando um círculo vicioso de resistência e hostilidades contra os muçulmanos do mundo inteiro.

A recente viagem do papa Bento XVI à Terra Santa, sinaliza uma mudança de perspectiva com respeito mesmo a certos posicionamentos que marcaram o início de seu pontificado, como o caso do discurso na Universidade Regensburg, em setembro de 2006. Essa viagem ocorre numa nova conjuntura, onde as relações com o islã tinham sido reaquecidas por importantes gestos de aproximação como a Mensagem Interconfessional de Amã, (2005) e a carta das 138 lideranças muçulmanas dirigida ao papa e outras lideranças religiosas mundiais. Também em âmbito do Vaticano, visualizava-se uma nova perspectiva geopolítica, com o retorno da autonomia do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, e a nomeção do cardeal Jean-Louis Tauran, em junho de 2007, para o cargo de presidente desse dicastério romano: um hábil diplomata profissional que poderia favorecer um novo rumo para a dinâmica de cooperação com o islã. 

Preparada com um particular cuidado, a viagem do papa mostrou-se dinâmica e supreendente para os que acompanham a conjuntura eclesiástica nos últimos 40 anos. Com respeito à delicada situação de relação da igreja católica com o islã, a atuação do papa foi de abertura inusitada. Diante do rei da Jordânia, Abdullah II, o papa fala de seu “profundo  respeito pela comunidade muçulmana” e de sua esperança num novo incremento nas relações entre cristãos e muçulmanos. Um ponto comum entre as duas tradições foi muito incentivado: de vinculação entre o mandamento do amor a Deus e do amor fraterno. Na Cúpula da Rocha, um dos três lugares mais sagrados para os muçulmanos, o papa enaltece a “ecumene abraâmica”, que deve reunir as três grandes tradições monoteístas em favor da compaixão universal. Sublinha o desafio essencial do empenho em favor da superação da incompreensão que marcou o passado em vista de um projeto comum de afirmação de um mundo de fraternidade e justiça. Quanto ao diálogo inter-religioso, o papa fala sobre a importância da comunhão na diversidade. Em sua visita à Cisjordânia, em Belém, defende com ênfase o Estado palestino e presta solidariedade aos refugiados do campo de Aida. Lança criticas contundentes contra o imponente “muro do apartheid”, construído para isolar os refugiados, separando famílias e obstruindo a vida. O grande mote foi o da busca da paz, em todos os sentidos.

O discurso de Barak Obama vai num sentido semelhante. Sua intenção era de selar “um novo começo entre os Estados Unidos e os muçulmanos em todo o mundo”. A perspectiva dialogal é clara: “É preciso que haja um esforço sustentado para ouvirmos uns aos outros; aprendermos uns com os outros; respeitarmos uns aos outros, e buscar um terreno comum”. O presidente americano reconhece o patrimônio de arte, humanismo e tolerância que marcam a trajetória do islã ao longo da história: “a cultura islâmica nos deu arcos majestosos e torres que se elevam ao céu; poesia atemporal e musica preciosa, caligrafia elegante e lugares de contemplação pacífica”. Em sua fala, rejeita o “espectro do choque de civilizações”, que se viu reforçado com os ataques de 11 de setembro, provocando uma problemática identificação entre islã e violência. Assim como Bento XVI, o presidente americano defendeu a criação de um Estado palestino e questionou os assentamentos israelenses, que estariam solapando os esforços em favor da paz. 

Tomou também a defesa dos refugiados palestinos, encerrados nos campos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, sofrendo “humilhações diárias”. Sinaliza em seu discurso que uma tal situação mostra-se “intolerável”. Rica também sua defesa da liberdade religiosa: “É esse espírito de que precisamos hoje. As pessoas em todos os paises devem ser livres para escolher e viver sua fé baseadas na persuasão de suas mentes, corações e almas. Essa tolerância é essencial para que a religião floresça”. 

São discursos convergentes num tempo marcado pelas afirmações identitárias agressivas e excludentes. Há muito o que refletir sobre tudo isso. Talvez seja um marco de sensibilidade alternativa que vem surgindo e que deve contagiar a todos com uma alegria e esperança singulares, na luta em favor da construção de um outro mundo possível. Há que ampliar essas fileiras.

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_Canal=66&cod_noticia=12652