quinta-feira, 22 de julho de 2010

Semana de Férias

Prezados seguidores e leitores..... em breve novos artigos!


Estou em Presidente Prudente. SP curtindo a família e essa bela cidade... calor... sol.....


Abreijos,

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arma poderosa!

Hoje está fazendo um mês que coloquei a contagem de visitantes nesse blog e curiosamente já passaram por aqui 1252 visitantes. Esse blog foi criado em dezembro de 2009, veja primeira postagem! Bom na verdade estamos diante de uma arma poderosa, nunca em tão pouco espaço de tempo atingi tantas pessoas, isso é realmente incrível. Você que está agora lendo esse comentário não deixe de fazer também seu comentário, afinal muitas e muitas pessoas saberão de você, saberão quem é e o que pensa. Leia sempre os artigos aqui publicados e faça comentários, dessa forma democratizamos as ideias e geramos novas formas de ler, ver e viver a vida.

Um forte abraço a todos e apareçam sempre!

José Antonio Galiani - autor do blog http://professorgaliani.blogspot.com/

Abreijos,

domingo, 11 de julho de 2010

Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro

Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro

Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro



Publicado por editor em 3 de julho de 2010 em CF, Destaques, Notícias, Vídeos • Nenhum comentário

Assessoria de Comunicação do FNRA

O Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Esta consulta popular é fruto da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000.

A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.

Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.

“A Campanha da Fraternidade deste ano também propõe como gesto concreto de compromisso a participação no plebiscito pelo limite da propriedade. Um limite para a propriedade faz parte de uma nova ordem econômica a serviço da vida”, afirmou Dirceu Fumagalli, membro da coordenação nacional da CPT. Para ele, uma consulta popular, mais do que obter resultados concretos com a votação, é um processo pedagógico importante de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária. “São milhares de famílias acampadas à espera de uma reforma agrária justa. São índices crescentes da violência no campo. É o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. Tudo isso tem relação direta com a absurda concentração de terras no Brasil.”

Segundo Luiz Claudio Mandela, membro da coordenação colegiada da Cáritas Brasileira, os promotores do plebiscito querem dialogar com a sociedade sobre a concentração de terras no Brasil. “Isso interfere na estrutura política, social, econômica e geográfica do país”, ressaltou. De acordo com Mandela, durante toda a campanha estão sendo coletadas assinaturas para que esta proposta seja convertida em um projeto de iniciativa popular. “Para isso precisamos de, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas. Mas pretendemos superar esta meta.”

Outras informações:

Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?

Porque a pequena propriedade familiar, segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE 2006:

* Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.

* Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)

* A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).

* Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.

Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:

* Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;

* É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT):

1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de

2.709 famílias expulsas de suas terras!

13.815 famílias despejadas!

422 pessoas presas!

765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!

92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!

* Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.

Para mais informações, leia o texto do Pe. Nelito Dorneles e visite o site da campanha (www.limitedaterra.org.br)

sábado, 10 de julho de 2010

Prisioneiros do verbo crescer

Prisioneiros do verbo crescer / Cristovam Buarque
Os economistas preferem o verbo crescer; os poetas, florescer.

Os políticos escolheram os economistas, e por décadas tiveram sucesso.

Nossas cidades cresceram em população, número de prédios, shoppings, viadutos, mas também em criminalidade, miséria, crianças nas ruas e prostituição infantil. As cidades cresceram, mas não floresceram.

Nossa indústria cresceu e nos transformou em potência econômica, encheu ruas de automóveis e lojas de produtos made in Brazil, construiu hidrelétricas, centrais nucleares, aeroportos e rodovias. Mas por décadas enfrentamos uma infla??o galopante e a troca regular da moeda, tornamo-nos campeões de endividamento, concentração da renda e desmatamento. O desemprego se mantém, a taxa de juros é a mais alta do mundo, 70% da população continua pobre. A indústria cresceu, mas não floresceu.

A agricultura cresceu, tornou-nos o segundo maior exportador de alimentos, e o nosso agronegócio um exemplo de eficiência. Mas florestas foram devastadas, populações deslocadas, sem-terra peregrinam pelo território nacional. A agricultura cresceu, mas não floresceu.

O número de crianças matriculadas na escola cresceu, mas muitas não frequentam as aulas, não concluem o ensino médio, não aprendem o que precisam. A educação cresceu, mas não floresceu.

Nossos políticos precisam buscar, mais do que crescimento, formas de fazer o Brasil florescer é crescer de forma sustentada, livre das dívidas, das depredações da desigualdade, da inflação, da taxa de juros.

O caminho é o crescimento pela base, beneficiando a população de baixa renda, e não o crescimento pelo topo, esperando uma distribuição da renda que nunca virá. Um crescimento que respeite o equilíbrio fiscal e mantenha a estabilidade de preços; que respeite o meio ambiente; que seja capaz de frear a tragédia do endividamento e de reduzir a taxa de juros. Esses objetivos é o crescimento pela base e finanças públicas equilibradas podem se unir. Bem administrados, definidos corretamente e mobilizando a população em torno deles, poderão fazer o Brasil crescer florescendo, atendendo as necessidades dos excluídos, com estabilidade de preços, respeito ecológico e sem a dependência das dívidas e seus juros.
Na atual situação brasileira, não há estratégia melhor do que o crescimento pela base, com incentivos sociais que empreguem os pobres, sem paternalismo nem assistencialismo, para que eles produzam tudo de que precisam, assegurem a frequência de seus filhos à escola, trabalhem na construção de sistemas de água e esgoto, em projetos de reflorestamento. Um grande programa de emprego socialmente produtivo. Esses gastos públicos, além de produzirem aquilo de que o povo precisa, dinamizariam a economia, induzindo crescimento. Elevariam a produtividade e liberariam recursos públicos hoje gastos em assistência social. Gastos com saúde e segurança diminuiriam; a redução da repetência escolar diminuiria despesas com educação; água e esgoto reduziriam doenças e aumentariam a produtividade.
Isso é tecnicamente possível, mas exigirá a composição de uma base de apoio político, para que o Brasil deixe o imediatismo e o corporativismo que regem suas decisões e formule alternativas para o conjunto do País, no médio e longo prazo. Esse é um problema político, dos políticos; e não técnico, dos economistas. Os economistas, que haviam aprisionado os políticos, são agora prisioneiros deles. E estes não veem saída; continuam prisioneiros do verbo crescer, ignorando e desprezando o conceito de florescer.

*Artigo publicado na revista Profissão Mestre de outubro de 2009
Professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF. Site: www.cristovam.com.br.


Direitos autorais em discussão

Direitos autorais em discussão http://www.sinprosp.org.br/noticias.asp?id_noticia=1270 / 08/07/2010 16h15
Até o próximo dia 28, você, professor, assim como qualquer cidadão brasileiro, poderá contribuir para o processo de revisão da lei de direito autoral atualmente em vigor no país. O Ministério da Cultura abriu uma consulta pública (http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/sobre/ ) com objetivo de discutir as mudanças que vêm sendo propostas.

Em vigor desde 1998, a lei 9.610 não contempla todas as transformações ocorridas no modo como se tem acesso aos bens culturais nos últimos anos. A internet cresceu, popularizou-se e mudou muita coisa na produção e consumo de literatura, música, cinema. E também no processo de ensino e aprendizagem.

A lei de direito autoral brasileira é considerada uma das mais rígidas do mundo, em levantamento (http://a2knetwork.org/pt-br/node/1716 ) feito pela Consumers International. Ela proíbe que se faça cópia de livros para fins educativos, ainda que estejam esgotados no mercado, e também de pequenos trechos das obras. Se você exibir um filme em sala de aula, sem a autorização do detentor dos direitos autorais, saiba que está infringindo a lei. O mesmo acontece se você decidiu copiar para o computador ou seu tocador de mp3 as músicas do último CD que você comprou.

A ideia é que se possa adaptar o conceito do fair use, já consagrado nos Estados Unidos, que permite o uso de obras protegidas pelo direito autoral para, por exemplo, uso educacional, sem fins lucrativos.

A Rede pela Reforma da Lei de Direito Autoral (http://www.reformadireitoautoral.org/  )argumenta em documento publicado em seu blog que a reforma da lei tem relevância justamente para que se possa buscar o efetivo acesso à informação, ao conhecimento e à cultura. Destaca que a revisão do texto deve levar em conta, entre outros pontos, as novas formas de uso das obras possibilitadas pelas novas tecnologias, a permissão do uso de obras para fins educacionais e científicos e mecanismos que garantam a expansão do acervo de domínio público.

O texto para a consulta pública é na verdade a minuta do anteprojeto que altera a atual lei. Os pontos que foram alterados são justamente aqueles que estão abertos para avaliação e contribuição da sociedade.

O anteprojeto tem sido alvo de críticas das entidades de defesa do direito autoral e de artistas – articuladas em torno do recém-criado Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais - porque alegam que a proposta flexibilizaria demais os direitos dos autores e permitiria a interferência do governo em questões que, segundo elas, não lhe cabem.

Em meio às manifestações favoráveis e contrárias, a proposta segue aberta para contribuição da sociedade até 28 de julho. Terminado o prazo da consulta, o Ministério da Cultura vai consolidar o texto e enviá-lo ao Congresso.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Identidades idiotas, idólatras e sem ídolos.

Ao longo da história vemos que homens e mulheres buscaram no espelho a construção de sua identidade. Em muitos o reflexo de si mesmos se tornou o modelo de seu pensar e fazer, mas, em muitos mais, o reflexo próprio buscou no outro seu jeito de ser.

Homens e mulheres buscam fora de si o que querem ser. Temos a necessidade de ídolos. Porém, hoje há uma crise de ídolos. E os que precisam de um modelo de ser, para poder ser, não são. Ontem em um canal aberto de TV ouvi uma entrevista em que um adolescente exibia a camisa de seu jogador preferido, a reportagem dizia de um jogador do Flamengo, o goleiro Bruno e, falava da crise de ídolos para nossos adolescentes e jovens. O adolescente entrevistado disse ao repórter quando perguntado “e agora?” [...] “agora não sei...”, ou seja, o adolescente está sem seu porto seguro, seu modelo, seu espelho e por isso não sabe; há como que um vazio, uma crise, uma crise de identidade.

O ídolo é modelo que faz acreditar, sonhar e ser. Poderíamos então dizer que nossos adolescentes estão sem modelos de ser? Sim! Há tempos os modelos eram conhecidos pela leitura, pelos livros clássicos de literatura e por biografias; o idólatra incorporava o ídolo e gerava sonhos de ser e fazer, nascendo utopias que alimentavam escolhas profissionais em que não só geravam uma ação, mas uma ação de realização, uma ação vocação em que a pessoa se realizava naquilo que fazia. Idiotismo é o que caracteriza os que têm ídolos hoje.

No antigamente ídolos e idólatras se complementavam, eram como que um só. Hoje também é assim, o ídolo é desmascarado, torna-se nada e, o idólatra também, cai no vazio, no nada. A diferença de ontem para hoje é que tudo está e muda tão rápido que há tantos e novos ídolos que ninguém fica órfão. Consequência disso? Uma geração que tem no nada, no vazio, na mentira, na violência, na droga, na falta de limites, no desrespeito aos pais e mais velhos, na bebida, na falta de pudor, nas drogas, na mídia permissiva, na rede mundial de comunicação a Internet, os parâmetros de vida, de escolha profissional, de realização pessoal não poderia ter outra definição senão essa: é uma geração de idiotas, que vive a idolatria e, que faz de todos grandes ignaros e pior, sem identidade!

J. A. Galiani

9 de Julho - Aniversário da Revolução Constitucionalista de 32.

Hoje é feriado em São Paulo, sabe por que?

visite o blog de meu amigo Professor Glauco e saiba:

http://glaucoribeiro.blogspot.com/2010/07/9-de-julho-aniversario-da-revolucao.html


Abraços,

quarta-feira, 7 de julho de 2010

não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido. “No ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”

O Bullying começa em casa


No livro "Bullying - mentes perigosas nas escolas" (Rio de Janeiro: Editora Fontanar, 2010), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva analisa o perfil dos bullies, ou seja, dos agressores que cometem Bullying. Na entrevista a seguir, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, ela revê o início dos estudos acerca desse problema crescente no mundo todo e lembra que o marco se deu em 1982, quando “o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola”.
A médica explica que não é apenas no ambiente escolar que o agressor pode ser reconhecido. “No ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram”, indica.
Ana Beatriz Barbosa Silva é médica com pós-graduação em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com especialização em Medicina do Comportamento pela Universidade de Chicago (EUA). É professora nas Faculdades Metropolitanas Unidas (UniFMU) e membro da Academia de Ciências de Nova York.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quando se começou a estudar o Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O Bullying escolar ocorre desde que existe a instituição de ensino. Porém, a partir das décadas de 1970 e 1980, passou a ser objeto de estudos científicos nos países escandinavos, em função da violência existente entre estudantes e suas consequências no âmbito escolar. No final de 1982, o norte da Noruega foi palco de um acontecimento dramático, onde três crianças com idade entre 10 e 14 anos se suicidaram por terem sofrido maus-tratos pelos seus colegas de escola. Nesta época, Dan Olweus [1], pesquisador norueguês, iniciou um grande estudo, envolvendo alunos de vários níveis escolares, pais e professores.

IHU On-Line – Se o Bullying é algo que acontece há muito tempo, por que só agora tomou as dimensões que tem hoje?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vivemos em tempos velozes, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. Nesse contexto, a educação tanto no lar quanto na escola se tornou rapidamente ultrapassada, confusa, sem parâmetros ou limites. Os pais passaram a ser permissivos em excesso, e os filhos cada vez mais exigentes, egocêntricos.

As crianças tendem a se comportar em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais, não refletem sobre a necessidade delas no convívio coletivo e sequer se preocupam com as consequências dos seus atos transgressores. A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes.

É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica que, por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação.

IHU On-Line – Qual é o perfil das “mentes perigosas” que existem nas escolas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na escola, os agressores (ou bullies) fazem brincadeiras de mau gosto, gozações, colocam apelidos pejorativos, difamam, ameaçam, constrangem e menosprezam alguns alunos. Perturbam e intimidam, por meio de violência física ou psicológica. Furtam ou roubam dinheiro, lanches e pertences de outros estudantes. Costumam ser populares na escola e estão sempre enturmados. Divertem-se à custa do sofrimento alheio.

Já no ambiente doméstico, mantém atitudes desafiadoras e agressivas com relação aos familiares. São arrogantes no agir, falar e se vestir, demonstrando superioridade. Manipulam pessoas para se safar das confusões em que se envolveram. Costumam voltar da escola com objetos ou dinheiro que não possuíam. Muitos agressores mentem, de forma convincente, e negam as reclamações da escola, dos irmãos ou dos empregados domésticos.

IHU On-Line - E geralmente qual é o perfil das vítimas?
Ana Beatriz Barbosa Silva – As vítimas típicas são os alunos que apresentam pouca habilidade de socialização. Em geral são tímidas ou reservadas, e não conseguem reagir aos comportamentos provocadores e agressivos dirigidos contra elas. Normalmente, são mais frágeis fisicamente ou apresentam algo que as destaca da maioria dos alunos: são gordinhas ou magras demais, altas ou baixas demais; usam óculos; são “caxias”, deficientes físicos; apresentam sardas ou manchas na pele, orelhas ou nariz um pouco mais destacados; usam roupas fora de moda; são de raça, credo, condição socioeconômica ou orientação sexual diferentes... Enfim, qualquer coisa que fuja ao padrão imposto por um determinado grupo pode deflagrar o processo de escolha da vítima do Bullying. Os motivos (sempre injustificáveis) são os mais banais possíveis. Normalmente, essas crianças ou adolescentes “estampam” facilmente as suas inseguranças na forma de extrema sensibilidade, passividade, submissão, falta de coordenação motora, baixa autoestima, ansiedade excessiva, dificuldades de se expressar. Por apresentarem dificuldades significativas de se impor ao grupo, tanto física quanto verbalmente, tornam-se alvos fáceis e comuns dos ofensores.

IHU On-Line - Você afirma que as escolas públicas sabem lidar melhor com o Bullying do que as instituições particulares. Por quê?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Na verdade, o Bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de agressão. Por incrível que pareça, os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o Bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tutelares, Secretaria de Educação etc.). Já nas escolas particulares, os casos tendem a ser abafados, uma vez que eles podem representar um “aspecto negativo” na boa imagem da instituição privada de ensino.

IHU On-Line - O que move uma criança a cometer Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Primeiramente, precisamos identificar que tipo de agressor ele é, uma vez que existem causas diferenciadas. A maioria se comporta assim por nítida falta de limites em seus processos de educação. Por ausência de um modelo educacional que associe autorrealização pessoal com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Este modelo faz com que os jovens busquem atitudes egoístas e maldosas, já que isso lhes confere poder e status.

O agressor pode estar vivenciando momentos de dificuldades circunstanciais, como doenças na família, separação dos pais ou até mesmo por estar sofrendo Bullying também. Nesses casos, a violência praticada pelo jovem trata-se de um fato novo em seu modo de agir e de se relacionar com as pessoas que, geralmente, é passageiro.

Uma minoria se comporta assim por apresentar a transgressão pessoal como base estrutural de sua personalidade. Neste caso, falta-lhe o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia. Trata-se de jovens que apresentam transtorno da conduta e são perversos por natureza. Eles apresentam desde muito cedo tendências psicopáticas, e se divertem com o sofrimento do outro.

IHU On-Line - O problema do Bullying começa em casa?
Ana Beatriz Barbosa Silva – Sim, sem dúvida. Para que os filhos possam ser mais empáticos e agir com respeito ao próximo, é necessário primeiro rever o que ocorre dentro de casa. Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores. O exemplo dentro de casa é fundamental. O ensinamento de ética, solidariedade e altruísmo inicia ainda no berço e se estende para o âmbito escolar, onde as crianças e adolescentes passarão grande parte do seu tempo.

IHU On-Line - O "mundo virtual" é uma ferramenta do Bullying?
Ana Beatriz Barbosa Silva – O ciberbullying ou Bullying virtual é uma das formas mais agressivas de Bullying. Os ataques ocorrem através de ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, Internet e seus recursos (e-mails, sites de relacionamentos, vídeos). Além da propagação das difamações serem praticamente instantâneas, o efeito multiplicador do sofrimento das vítimas é imensurável. O ciberbullying extrapola, em muito, os muros das escolas, e expõe a vítima ao escárnio público. Os praticantes dessa modalidade de perversidade também se valem do anonimato e, sem qualquer constrangimento, atingem a vítima da forma mais vil possível.

Notas:

[1] Dan Olweus é considerado o pioneiro em pesquisas sobre Bullying no mundo. Criou o Olweus Bullying Prevention Program, um programa de prevenção ao Bullying que é referência mundial.

Fonte: Unisinos
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15334&cod_canal=41

terça-feira, 6 de julho de 2010

A DIFERENÇA ENTRE A MENTIRA E O “DE MENTIRA”

A DIFERENÇA ENTRE A MENTIRA E O “DE MENTIRA”


Para refletir essa sentença creio necessário considerar dois conceitos: Conhecimento e verdade.

Há no ser humano o desejo de confiar, de acreditar que tudo é como se percebe: as coisas, as pessoas e o mundo. O desejo pela verdade é o objeto da filosofia. Mas o que é a verdade? Para a filosofia, a verdade é o conhecimento humano historicamente construído, essa concepção opõe-se ao dogmatismo, onde o ser humano acredita que já sabe tudo o que deveria saber e o que ainda deveria saber. Para Sócrates a ignorância – “só sei que nada sei” – dá origem à incerteza, à insegurança provocando no homem espanto e admiração, lançando-o na busca da verdade.

Para os gregos, A VERDADE é aletéia, revela o que é oculto, tal qual é percebido pela razão. Para os latinos é a veritas, alguma coisa é verdade quando o que diz está condizente com os fatos reais, ou seja, a linguagem relata, enuncia de forma fiel o que aconteceu. No hebraico é “emunah” confiança; a verdade é uma crença fundamentada na esperança e confiança em Deus e nas pessoas.

Após essas considerações me dedico a expressar sobre a mentira e o “de mentira”, ambas são artifícios para ocultar a verdade. A mentira diz o que a coisa, a pessoa e, o mundo não é, e o “de mentira” fala da coisa, da pessoa e do mundo ocultando o que realmente são ou não são. Tomando como exemplo, o sol: o sol nasce no leste e põe-se ao oeste, pela percepção diríamos que ele gira em torno da terra, isto é mentira, pelo conhecimento histórico construído é a terra que gira em torno do sol. As expressões “nascer no leste e opor-se ao oeste” são “de mentira”, são símbolos culturais que não dizem a realidade. Pois o sol não nasce nem morre. Desta forma de Sócrates à Descartes, a verdade não é o que existe tal qual é percebido pelos sentidos humanos, mas é a capacidade, pelo conhecimento de dizer das coisas, das pessoas e do mundo sem a pretensão de esgotar o que realmente são.

A mentira e o “de mentira” querem esconder ao homem o que são as coisas, as pessoas e o mundo, sendo assim podem ser vistas como trampolim para que o homem alcance a verdade.

8 Motivos para Apostar nos Livros.

Visite o blog: http://glaucoribeiro.blogspot.com/

e saborei a maravilha que a LEITURA faz em nossa vida!