sábado, 4 de setembro de 2010

Feliz Aniversário!

Ana, hoje celebramos mais um ano de seu nascimento e por todos os lados ouvirá: “Feliz Aniversário”. Eu também digo o mesmo, mas uma expressão tão dita pode ser mau dita também, por isso quero bem dizê-la e para isso, expresso o que está por trás de tão simples e corriqueira expressão “Feliz Aniversário”.




O “Feliz Aniversário” que te desejo é carregado de oito sentenças:



1. É uma Mulher Feliz!

2. A felicidade mora em você!

3. Tens muita sorte!

4. Sempre está contente e satisfeita!

5. Sua vida é próspera e sempre favorável.

6. És abençoada!

7. Cria e recria tudo com muita facilidade.

8. Tem bom êxito no que fazes!



Deus olhe por você! Deus te proteja! Deus te guarde! Deus te conduza! Obrigado por permitir  e partilhar sua vida com minha história! Bjs

Censo e religião: algumas interrogações

Censo e religião: algumas interrogações


Em tempos de tolerância religiosa e pluralidade, parece justo e até sadio e positivo que o Censo 2010 que já se encontra em curso no Brasil ofereça como opção para a pergunta: Qual a sua religião? dezessete opções de resposta. Na verdade, dezoito, se contarmos aqueles que não se auto-identificam com nenhuma pertença e são convidados a responder: sem religião.

O dado permite constatar não só a existência e consistência de uma diversidade imensa na pertença religiosa brasileira como a sadia convivência entre as diversas confissões, tranquilamente reconhecida pelo censo. No entanto, alguns matizes na maneira como está elaborada o questionário permitem perceber que não há tanta neutralidade assim na proposta do censo.

Existem dois questionários: o 'básico' e o 'da amostra'. No questionário básico não existe a pergunta: "Qual é a sua religião ou culto?". Esta, por outro lado, está presente no questionário "da amostra". Este segundo questionário será aplicado apenas em um número reduzido de domicílios, na proporção de um para cada dez. A religião será, portanto informada por amostragem, como acontece com as estatísticas e desde ai constará do quadro geral do censo.

Porem, há outros detalhes, que dizem respeito sobretudo ao cristianismo histórico, religião que ainda congrega a maioria do povo brasileiro. Segundo artigo do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, para quem e católico, não basta afirmar isto. O recenseado será imediatamente colocado diante de uma lista de 27 opções e subdivisões da religião católica. Dom Odilo aponta aí uma distorção, que na verdade existe. Pois das 27 alternativas pelo menos 12, ou seja, quase a metade não é de outras igrejas, confissões ou religiões, mas de grupos e associações que existem dentro da confissão católica romana.

Por outro lado, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, uma das mais importantes denominações protestantes históricas existentes no Brasil, que representa três quartos dos luteranos brasileiros, se queixa de haver sido excluída das opções do censo. Em meio a 48 designações com o termo “luterano”, não se encontra a IECLB. Em longa entrevista ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre, o pastor presidente Walter Altmann, declara que tomou conhecimento da exclusão através de fiéis de sua Igreja, os quais, ao receber os recenseadores, constatavam confusos que a única sugestão específica quanto a luteranos empregava a expressão “luterano pentecostal”, designação que nenhum luterano emprega ou reconhece para si.

Tanto o cardeal quanto o pastor presidente se preocupam com a confusão que isso possa gerar e na verdade já está gerando entre os fiéis de uma e outra igreja. Os subgrupos internos a organização da Igreja Católica não são “outras” confissões, mas a mesma, na expressão de seus diversos carismas, agremiações, associações e movimentos. Há aí uma imprecisão que é grave não só pelo erro explícito que apresenta, mas pela confusão que pode gerar e a falta de clareza a qual pode induzir. Igualmente, reconhecer e apresentar mais de quarenta denominações protestantes, sem mencionar aquela que agrupa três quartos dos fiéis existentes no país é no mínimo aberrante. “E mais ainda ao colocar lado a lado as palavras “luterano” e” pentecostal”. Quem tem um mínimo conhecimento do protestantismo sabe que o movimento pentecostal difere bastante da corrente histórica, não sendo portanto, as duas expressões intercambiáveis.

Enquanto, por um lado, é altamente positivo que todas as pertenças religiosas do nosso imenso e variegado país apareçam no censo, de maneira que todas as pessoas se encontrem contempladas na medida do possível, certamente não o é a nebulosidade em que parece que fica a questão do cristianismo histórico devido à maneira como são formuladas as questões aos brasileiros recenseados.

A importância do censo e inegável, mas o quesito religião parece que deixa muito a desejar em termos de clareza e precisão. É compreensível, portanto que o cardeal e o pastor, responsáveis pelas igrejas em questão, estejam empenhados em esclarecer o povo quanto a isto. Pois com tal distorção, o dado corre o risco de ser deturpado e uma parte do censo perde seu objetivo e sua razão de ser, que é apresentar uma radiografia o mais exata possível do povo brasileiro.


Autor: Maria Clara Lucchetti Bingemer

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15750&cod_canal=47

Mês da Bíblia 2010 - Profeta Jonas; conversão e missão!

Mês da Bíblia 2010


Jonas: conversão e missão.

“Levanta-te e vai a grande cidade” (Jn 1,2)

O mês de setembro é, para os cristãos católicos, o mês da Bíblia, período de valorização da leitura, do estudo e da contemplação do texto sagrado mais divulgado no planeta. No ano de 2010, então, a proposta de leitura e estudo é a do livro de Jonas, acentuando a evangelização e missão na cidade.

A personalidade de Jonas expressa no 19º livro da Bíblia é sugestiva para nós nos dias de hoje. Jonas, o que foi engolido “por uma baleia” (grande peixe), é caracterizado nesse livro bíblico como um homem de mente aberta e visão de que o amor e a misericórdia de Deus são para todos. Sua profecia é criativa e denuncia com radicais argumentos a ideia de exclusividade de Deus pelos judeus. Para Jonas, todo homem é digno do amor de Deus. Talvez aqui resida a importância da escolha do livro de Jonas para o mês da Bíblia, pois não será o século XXI, com tantos discursos religiosos, a era da exclusão?

A diversidade religiosa hoje é inegável, pequenos e muitos grupos atribuem-se a pertença ao Deus verdadeiro, como se fossem exclusivos e cujo testemunho consiste em “ter Deus” só para si. Também assim era a sociedade no tempo de Jonas. Vivia-se a fé em Deus de forma intimista, exclusivista, sem a possibilidade missionária de tornar Deus conhecido na relação com os outros e, sobretudo, viviam a fé na vida cotidiana, sem Deus.

Jonas, nome que significa “pomba” e, na raiz hebraica, “chorar, reclamar, lamentar”, protagoniza o ser desobediente e intransigente à palavra de Deus, que encerra em sua missão a paz. Parece contraditório, mas ao mesmo tempo em que afirma ser Deus o criador da terra e do mar, coloca-se em fuga desse Deus. Profetiza o amor de Deus por todos, mas renuncia ser amado por Ele. Quando tomado pela misericórdia divina, é forçado a reconhecer que Ele o ama, porém nem todos o conhecem, porque não há quem o anuncie. Assim, reconhecer a misericórdia de Deus por todos, sem acepção de pessoas, fá-lo amado por Ele e preconiza o anúncio de que seu amor e sua misericórdia não são excludentes.

Ler o profeta Jonas é assumir a postura do protagonista deste livro, é deixar-se conduzir, mesmo que na lamentação, pela possibilidade de acolher um Deus que é amor, um Deus cuja predileção não está por este ou aquele povo, mas por todos. A soberania da palavra de Deus é que impera do princípio ao fim, ecoando por todos os cantos, e só retorna a Ele depois de produzir seus efeitos. Assim Nínive, “a grande cidade”, é a escolhida para a ação de Jonas e manifestação do poder de Deus. Para mostrar sua conversão, os ninivitas assumiram posturas externas, manifestando mudança em seus hábitos sociais, políticos e religiosos. Deixaram uma vida fundada na iniquidade e assumiram princípios geradores de uma vida nova.

Ao mesmo tempo em que denuncia o pecado dos ninivitas e anuncia a vida nova, Jonas quer fugir, pois Deus é misericórdia e certamente não condenaria os ninivitas. Daí o desespero de Jonas e seu desejo pela morte: Deus é misericórdia, incapaz de condenar, de castigar e por tão grande amor, é incompreendido por Jonas.

Belíssima trama a do livro de Jonas! Você o conhece? O que ele quer nos dizer, hoje? O livro de Jonas termina de forma abrupta, como o texto acima, isso é próprio do gênero profético literário empregado: a ironia. Cabem, pois, algumas proposições para nossa reflexão: Qual é a característica de uma grande cidade, no século XXI? Os “atuais” Jonas o são, em nome próprio ou são profetas: falam em nome de Deus?Se para Deus não há povo predileto, por que ser dessa ou daquela religião? Jonas evangelizou evangelizando-se. Como podemos fazer isso hoje? O Jonas que “está em você” deixa-se corrigir e conduzir pela Palavra de Deus? Morte e vida, duelo de nossa existência inevitável, como enfrentar a negação da vida e da morte nos dias atuais? Se o profeta denunciava a podridão dos Ninivitas, por que não aceitou a sua conversão?

Para melhor conhecer a trama de Jonas, leia o livro do profeta na Bíblia; e como suporte para seu estudo, a Conferência dos Bispos do Brasil disponibiliza no site http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/doc_download/1090-texto-base-mes-da-biblia-2010 um artigo de Aila Luzia Pinheiro de Andrade, que muito contribui para a compreensão do tema sugerido no mês da Bíblia.


J. A. Galiani
http://professorgaliani.blogspot.com/

Governar o Brasil

Governar o Brasil - Por D.Demétrio Valentini, bispo de Jales

Estamos em plena Semana da Pátria, neste ano de 2010. A própria data facilita as contas. Caindo a festa da independência no dia 07, é fácil a partir dela montar uma semana. Mas seja qual for o jeito de calcular a Semana da Pátria, ela nos envolve a todos, e nos faz partilhar com alegria os sentimentos de mística ufania e de surpreendente encanto, ao percebermos como a multiforme diversidade de pessoas encontra um denominador comum em ter este generoso país como pátria de todos os seus habitantes.

Em ano de eleições como este, a Semana da Pátria nos convida a superar, nestes dias, o clima de disputa eleitoral, para olhar a Pátria com simpatia, e nos revestir da responsabilidade comum pelo seu futuro.

Nesta perspectiva, é possível incluir as próprias eleições, mas já olhá-las além do resultado eleitoral que tiverem, para nos sentirmos, desde agora, convocados a colaborar com os futuros governantes, sobretudo com quem ocupar a Presidência da República.

O Brasil é tão grande, que para ser bem governado precisa da colaboração de cada cidadão e cidadã. Vistas nesta perspectiva, as eleições tem a salutar função de despertar para o desafio comum de assumirmos, cada vez mais, a missão de tornar este país a pátria de todos os seus habitantes, dando-nos conta dos muitos desafios que se apresentam.

Olhando nossa caminhada de país independente, não há dúvida que estamos vivendo um momento excepcional de nossa história, pelas transformações profundas que estão em curso, e pelo que o Brasil está conseguindo em termos de desenvolvimento e de afirmação de suas potencialidades.

A percepção da grandeza deste momento nos convida a superar a mesquinhez das acusações pessoais ou os preconceitos oriundos de convicções subjetivas, para abrir espaço para a disposição de contribuir positivamente com os futuros governantes.

Este me parece ser o recado maior da Semana da Pátria deste ano. Somos um grande país. Só seremos dignos dele se tivermos a grandeza de ânimo motivando todas as nossas ações. Desde o fato de depositar nosso voto consciente e responsável no dia 03 de outubro, até o trabalho cotidiano de nossos compromissos profissionais.

Assim todas as ações podem se revestir de grandeza. Ao contrário, se não soubermos impregnar desta motivação o que fazemos, até as grandes causas que defendemos podem se tornar expressão de mesquinhez.

Na medida em que um país se desenvolve, aumenta a complexidade dos seus problemas. Um exercício salutar para esta Semana da Pátria seria elencar os principais desafios que aguardam o novo governo.

A sequência certamente resultaria diferente, dependendo do critério adotado. Alguns desafios são mais importantes do que outros. Basta pensar, por exemplo, na educação. Ela é, sobretudo, estratégica. E assim a lista seria certamente mais extensa do que o número dos próprios ministérios, que pretendem englobar todos os desafios.

Os candidatos serão eleitos em outubro. Mas já neste dia Sete de Setembro, todos fazemos voto de que o Brasil conte com a dedicação dos eleitos e a colaboração de todos os eleitores.


http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=5749

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

É muita emoção..... o niver é do Corinthians e o presente é para o mundo...






O BOLO É PARA O BRASIL E PARA O MUNDO
QUE VENHA 2014
É FESTA NO
CORAÇÃO DO MUNDO
O
ESTÁDIO DO
CORINTHIANS




QUE ORGULHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

sábado, 28 de agosto de 2010

Conflito: Igreja - Instituição - Carisma.

IGREJA COMUNIDADE DE SERVIDORES


     A Igreja tem em sua constituição o gene de que é para a humanidade a presença de Jesus. Assim assume sua função de seguidora de Jesus e participante de seu “senhorio”. Em Jesus está a fonte da Igreja, por isso a igreja assume de Jesus a qualidade sublime: o serviço. Ele, Jesus deu a vida para a salvação dos homens, assim também a Igreja encerra sua missão no serviço e promoção da humanidade. O relacionamento entre a Igreja e a Humanidade deve estar caracterizado por este espírito de serviço.
     Para a Igreja realizar sua missão de servidora necessita de organização; a organização / estrutura é fundamental para qualquer grupo humano, assim também para a Igreja. Põe-se a questão, Igreja: INSTITUIÇÃO ou CARISMA?
     No Novo Testamento e nas cartas de Paulo encontramos formas de organização das primeiras comunidades cristãs. Esta organização tem o objetivo de manter a comunidade ligada ao testemunho apostólico. O próprio Paulo oferece luzes para o verdadeiro sentido de estrutura manifestado nas primeiras comunidades. Carisma em Paulo tem um sentido diverso do nosso, não é um fenômeno extraordinário. Para Paulo os dons mais ordinários são crismas (cf Rom 12,8; 12,7; 1 Cor 12, 28) e mais ainda são colocados a serviço da comunidade.
     Os carismas, não são dados só a alguns, todos são carismáticos, porém ninguém possui todos os carismas (1 Cor 12, 29). Carisma é toda chamada do Espírito para servir aos outros, é dom de serviço e capacidade de realizá-lo; é a participação no serviço de Jesus Cristo. Esta convocação do Espírito é a partir das circunstâncias históricas e em função das necessidades dos outros.
     Há uma variedade de carismas na comunidade, transitórios e permanentes, ordinários e extraordinários, carisma de organização e espontaneidade, porém todos se unem num serviço comum. O SERVIÇO é o ponto de união de todos os carismas.
     A partir dessa visão neo-testamentária-paulina podemos aclarar uma possível tensão entre instituição e carisma, podendo falar então de Estrutura Carismática da Igreja.
     Sabemos que a cada um é dado a manifestação do Espírito para o bem de todos e que todos tem algo a contribuir para a vida e funcionamento da comunidade cristã, modelo para a humanidade. Porém, os dons têm que convergirem, serem organizados para contribuírem para a realização do bem comum.
     O PONTÍFICE-PRESBÍTERO é o elo de convergência, que coordena estrutura e carismas para que haja harmonia.
     A estrutura aparece, pois, como organização em função da eficácia dos dons, dos serviços suscitados pelo Espírito Santo.
     Em Romanos 12, 4-8 vemos que todos os serviços são importantes e vitais, desaparecendo assim a distinção entre hierarquia e laicato. Os carismas têm o mesmo nível. Esta realidade é experimentada pelas Comunidades Eclesiais de Base hoje quase extintas, cuja estrutura fundamental é a organização dos serviços suscitados pela ação do Espírito Santo, para o bem da Igreja e da humanidade.
     Os serviços são harmonicamente organizados para contribuir para o bem de todo o Corpo-Igreja. Serviço algum será desprezado, mesmo se nem todos carismas tem a mesma repercussão.
     No Documento de Puebla (244) lemos sobre a diversidade como colaboração de cada um para o bem de todos. Na Lúmen Gentium “Deus convocou e constituiu a Igreja – comunidade congregada daqueles que, crendo, voltam seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade da paz – a fim de que ela seja para todos e para cada um o sacramento visível desta salutífera unidade (LG9). Assim pois, a Igreja enquanto Instituição tem como função indicar os caminhos do amor fraterno.
     A validade da estrutura está em relação à edificação da Igreja. Quando não responde a estes critérios, as estruturas devem ser revistas e modificadas. Por isso, a comunidade deve sentir-se livre frente às estruturas. Quanto mais uma estrutura é importante para a realização de um fim, tanto mais deve ser respeitada e realizada.
     Portanto, um possível conflito entre carisma e instituição é superado pelo próprio espírito da comunidade. A Igreja busca, pois, ser modelo de uma nova humanidade, ser resposta aos conflitos e desigualdades sociais. E o caminho é o mesmo de Jesus: ‘Eu vim para servir... que todos tenham vida e vida em plenitude’.





J. A. Galiani

POLÍTICA E PRÁTICA DE JESUS

POLÍTICA E PRÁTICA DE JESUS


Em ano eleitoral vale a pena pensar em Jesus como um político cuja ação leva em conta a totalidade do ser humano. Há ainda hoje resistências em falar da dimensão político-prática de Jesus. Fala-se que a missão de Jesus foi religiosa, espiritual e que também Jesus veio despolitizar o “messianismo”. Falar da dimensão “política” de Jesus é falar de toda dimensão humana do homem.

A prática política envolve a totalidade da existência humana. A política é um ato de amor, Pio XII diz “a política é a dimensão essencial da caridade”, quer dizer que a Política não é ação de um grupo partidário, ela é o ato pelo qual cresce a comunidade, pelo qual se dá a presença de Deus no mundo. Política é a ação do sujeito coletivo que constrói a aliança, ela é um termo médio, mas significativo para entender a totalidade do mistério de Jesus, sua prática, reações à engrenagem social de seu tempo, conhecer a prática política de Jesus é conhecer a originalidade de sua relação com Deus e com os homens. E conhecer o mistério da pessoa de Jesus é conhecer como Jesus praticou o Amor, prática deixada como testamento para seus seguidores.

A ação política de Jesus tem como base dois pilares: competitivo e pedagógico.
No competitivo é evidente sua prática contra escribas, fariseus, herodianos, etc. Na base pedagógica, Jesus leva sua audiência de uma concentração sobre necessidades básicas para um sentido mais profundo na relação com a natureza, em relações éticas e no sentido da existência humana e do universo.
O conceito de “Prática” (práxis) tem um sentido mais profundo do que o sentido de ação, prática compreende o sujeito coletivo, implica em organicidade, implica em um fim visado. A prática de um sujeito sempre se orienta por uma teoria, uma ideologia e visa a transformação de relações sociais. O sentido total da prática de Jesus aparece em suas ações. Vejamos três níveis da sociedade de Jesus e sua ação.
O primeiro nível é o econômico profundamente relacionado ao TEMPLO. O Templo representava o centro do sistema econômico. O símbolo religioso se tornou meio de fazer riqueza. Circulava pelo templo todo sistema econômico. O templo reunia as bases das contradições judaicas, assim a originalidade da prática de Jesus, irá se definir pela sua posição em relação aquilo que foi para a existência comum. Para todos os Judeus o templo era o lugar, a casa do Pai. Em Jesus o templo é lugar de Deus e não de comercialização (Mt 23,16-22). Jesus se apresenta como substituto do templo, ele vai suprimir o VELHO SISTEMA.

No nível político a ação de Jesus é clara: os pobres. A prática de Jesus retoma o ideal profético. Para Jesus os pobres serão saciados, possuirão a terra, verão a Deus. A realização das promessas de Jesus é sinal da vinda do Reino de Deus. A palavra de Jesus em favor dos pobres é um ponto que fere o SISTEMA, que se fixou em torno do Templo.
O terceiro ponto básico da sociedade de Jesus é a Lei, falamos então do nível ideológico. A Lei se tornou a legitimação do sistema, que se construiu ao redor do Templo. Quanto mais o poder romano se enfraquecia, tanto mais procuravam assegurar o poder, daí a lei do sistema do “puro” e do “impuro”. A Lei se tornou um sistema de opressão (Mc 7,1; Mt 23, 16). E Jesus quer a libertação do homem, desse sistema, por isso sua práxis indica o sentido e núcleo da Lei: o AMOR. Jesus veio para livrar o povo de uma alienação, da separação da consciência e prática à qual o povo era submetido.

Em oposição à estrutura social no tempo de Jesus, nos níveis econômico, político e ideológico está o FILHO DO HOMEM. A palavra de Jesus sobre o Filho do Homem é o centro de sua ideologia (Mc 10,45; 14, 62) e mostra, sua identidade messiânica e o futuro de sua missão. O filho do homem é o homem novo, o homem por excelência.

O homem novo será o centro do mundo novo, isto é: o Reino de Deus. Jesus é o homem significativo, nele se revela o projeto que Deus tem para o homem e para o mundo e se revela o sentido que o homem tem para Deus.
Daí, em ano eleitoral, indagarmos:

1. Quem é POLÍTICO?

2. O que é ser POLÍTICO?

3. A Prática e Política de Jesus auxiliam e sugerem um modelo “POLÌTICO” hoje?







J. A. Galiani

Educação: Caminho para a Mobilização Social

Educação: Caminho para a Mobilização Social


Uma sociedade instruída pressupõe a capacidade de aprendizagem contínua. Educar para a cidadania global é procurar desenvolver a compreensão de que o indivíduo é parte de um todo, um microcosmo dentro de um macrocosmo, parte integrante de uma sociedade. Isso pressupõe uma nova filosofia de vida que exige compreensão da globalidade em que estamos inseridos.

Viver em um mundo globalizado já não é futuro, faz parte de nosso cotidiano, ou seja, as mudanças ocorridas na sociedade implicam em ações para a transformação social. O mundo é dinâmico, independentemente de desejarmos ou não, a evolução ocorre, trazendo a tecnologia, que exige da humanidade não só mudanças na maneira de pensar, mas também na de agir e interagir.

Há muito tempo, a escola deixou de ser um espaço somente para o desenvolvimento cognitivo daqueles que a frequentam, hoje essa instituição deve ser encarada também como um ambiente fundamental para ampliação das relações sociais. Assim, igualdade e diferença devem conviver em harmonia nessa instituição, pois todos, sem exceção, têm o direito à Educação. E, para isso acontecer, precisamos estar preparados para reconhecer e valorizar as diferenças, sem negá-las nem discriminá-las.

Fazer parte dos novos tempos, enquanto professor, não depende apenas de equipamentos de última geração (computadores, lousa eletrônica ...) que permitem uma imensa interação, mas, sobretudo uma revisão da metodologia para alcançar o objetivo e cumprir uma das exigências do nosso século. Interação, integração parecem ser palavras de ordem nas instituições educacionais, entretanto, enquanto o aluno for relegado a um papel receptor, menos diferença a tecnologia fará no aprendizado.

A informática é uma ferramenta que permite compartilhar conhecimento, estimulando o raciocínio e as atividades de pesquisa, propicia a interação, a inclusão de superdotados e portadores de necessidades especiais, para isso é necessário que o profissional domine a ferramenta, tenha boa vontade, receba orientações dos especialistas e seja apoiado pelos gestores da escola, pois oferecer educação de qualidade significa fazer adaptações físicas e pedagógicas, a fim de que ocorra a aprendizagem. Aluno com dificuldade é o desafio do professor, pois faz com que aprendamos mais. Uma escola aberta às diferenças é o desafio deste século: uma escola na qual o princípio da inclusão seja o leme a orientar sua organização.

Sabe-se que para a instituição escolar, seja ela pública ou privada, oferecer a inclusão com foco na aprendizagem, ela precisa promover sua autonomia, ou seja, ter a capacidade de decidir sobre suas ações, atendendo às prioridades dos alunos que fazem parte da educação inclusiva. Uma escola autônoma tem liberdade com responsabilidade, quando se permite julgar pelos seus atos, os quais têm consequências diretamente proporcionais à parcela da sociedade a quem está vinculada.

Uma educação de qualidade é aquela que se manifesta além dos muros da escola, atendendo às necessidades de cada indivíduo.

Enfim, para obter bons resultados com classes multisseriadas, é imprescindível superar os pontos fracos e praticar ativamente os pontos positivos.


“É necessário acreditar que, diferentes, somos todos. Limitados somos sempre em relação a alguma coisa ou a alguém! Misteriosos somos todos, porque insondáveis, inconclusivos e surpreendentes somos como seres humanos.’’    (Gaio, 2006, p.173)


Texto de Fatima Lopes Acar Macedo, mestra em Ciências Sociais, especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica. Email:profatimacar@hotmail.com

Boa leitura!
JORNAL VIRTUAL - Ano 8 - Nº 180 -27/08/2010

O homem é microcosmo, é SER FRONTEIRA, é de ORIGEM DIVINA.

INQUIETAÇÕES!



O ser humano é um risco. Falar do homem é participar de seu mistério. Os predicados utilizados para definir o homem, o descreve em relação ao outro. O homem é microcosmo, é SER FRONTEIRA, é de ORIGEM DIVINA. A humanidade está “em” e “com” Deus, ela é “de” Deus e “para” Deus.

O ser humano está voltado para o futuro que é de uma só vez, evento e decisão para o homem. E como o futuro tem como objeto ‘o que ainda não é’, tem em vista um risco. Risco de querer ser humano. O risco pessoal, de cada ser humano faz parte da grande história da humanidade, que é constantemente contrariada pelo mistério do mal. O risco a que está submetido o homem o coloca em tensão para a plenitude, isto questiona sua atuação política e a vida de toda a comunidade humana.

A fidelidade à felicidade e ao bem deveria forçá-lo a assumir a luta contra o mal e criar condições de vida humana para todos, mas infelizmente a lógica do poder e da dominação leva os homens a dominar e manipular, a serem agressivos.

A fidelidade às exigências do amor e da justiça, é assim ameaçada pela injustiça e pelo mal. A comunidade humana deve perseverar na busca do bem ou o mal predominará; é uma opção a ser vivida com fidelidade, até que todos se tornem sujeitos de libertação.

Numa humanidade que deve ser libertada e se tornar libertadora é necessário que cada grupo assuma sua responsabilidade na história e tentem fazer o que os outros não conseguiram fazer, e isto será possível se o desejo do bem comum se tornar para cada um, fonte de inspiração e doação, contrariar está aspiração é a origem de lutas e discórdias, promover o processo de humanização é uma tarefa da qual ninguém pode fugir, e este é o risco permanente do homem.

J. A. GALIANI

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

faltam líderes brasileiros que pensem em capital humano

Para Giannetti, faltam líderes brasileiros que pensem em capital humano


Economista acredita que País escolhe prioridade errada ao optar por capital físico

21 de agosto de 2010  /   16h 49    /    Larissa Linder - Estadão.edu

Ao escolher investir pesado em infra-estrutura, deixando de lado a questão de investimento em educação, o governo brasileiro estaria acreditando em um modelo de desenvolvimento que não é sustentável a longo prazo. A opinião é do economista Eduardo Giannetti, que participou neste sábado do II Encontro Educação SER, no Hotel Intercontinental. Sua palestra tinha como tema “Educação, Futuro e Sociedade: perspectivas inovadoras que transformam pessoas”.

"Lembro que o Geisel falava que o Brasil era uma ilha de prosperidade em um mar de turbulência. Às vezes tenho pesadelos em que o Lula fala a mesma coisa", disse o economista, rindo. "O que ocorre é que essa ilha, se não investir em educação e capital humano de forma geral, pode virar um ponto de turbulência em um mar de prosperidade. O Brasil está em um ótimo momento, mas tem de fazer a escolha certa para que o futuro seja próspero também."

Para Giannetti, o governo deixa a educação em segundo plano, dando preferência para investimentos em, por exemplo, estradas. "Tem até o PAC, o programa de abuso da credibilidade", disse rindo novamente. Para o economista, faltam nas propostas de campanha atuais questões que envolvam esse investimento em capital humano. Ele lembrou que, segundo o TSE, apenas 53% do eleitorado brasileiro completou o Ensino Fundamental.

Um bom primerio passo para o País começar a investir nesse capital seria, de acordo com o economista, ter um programa de creches e pré-escolas abrangente e de qualidade. "Protegendo a criança e dando estrutura para ela crescer é um bom começo", afirmou o professor ao Estadão.edu, logo após a palestra. Ele citou que no Estado de São Paulo, apenas 3% dos alunos têm família que o acompanha, cobra, demonstra interesse nos seus estudos.

Na entrevista, Giannetti afirmou ainda que considera o Enem um bom termômetro, mas defende que o exame deveria ir além, funcionando como um pré-requisito para o aluno se formar no Ensimo Médio; dessa maneira ela não seria só um medidor ou um teste para se entrar na faculdade.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,para-giannetti-faltam-lideres-brasileiros-que-pensem-em-capital-humano,598367,0.htm  (acesso 23/08/10)