visite o site e saiba mais: http://www.brasiliaconfidencial.com.br/
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
terça-feira, 3 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Serra evita compromisso com reajuste do salário mínimo
Um outro jeito de ser Igreja
Um outro jeito de ser Igreja
Quem leu meu último artigo – Onde está a verdadeira crise da Igreja – poderá ter ficado desesperançado. Ai analisei a estrutura de poder da Igreja, centralizada, piramidal, absolutista e monárquica. Este tipo de poder não favorece o ideal evangélico de igualdade, de fraternidade e a participação dos fiéis. Antes fecha as portas à participação e ao amor. É que esse tipo de poder, por sua natureza, precisa ser forte e frio. O modelo de Igreja-poder se apresenta como a Igreja tout court, pior ainda, como querida por Cristo, quando, como mostrei, surgiu historicamente e é apenas sua instância de animação e direção, perfazendo menos de 0,1% de todos os fiéis. Portanto, não é toda a Igreja, apenas uma parte mínima dela.
Mas a Igreja-comunidade como fenômeno religioso e movimento de Jesus é muito mais que a instituição. Ela encontra outras formas de organização, bem mais próximas ao sonho do Fundador e de seus primeiros seguidores. Inteligentemente, os bispos brasileiros em sua reunião anual em Brasilia de 4-13 de janeiro do corrente ano confessaram: “só uma Igreja com diferentes jeitos de viver a mesma fé será capaz de dialogar relevantemente com a sociedade contemporânea”. Com isso eles quebraram a pretensão de um único modo de ser, aquele da Tradição do poder. Sem negar este, há muitos outros jeitos: o jeito da Igreja da libertação, dos carismáticos, dos religiosos e religiosas, da ação católica, até da Opus Dei, da Comunhão e Libertação e da Canção Nova, só para dizer as mais conhecidas.
Mas há um jeito que é todo especial e altamente promissor, nascido nos anos 50 do século passado no Brasil e que ganhou relevância mundial, pois foi assimilado em muitos paises: as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Os bispos lhe dedicaram uma animadora “Mensagem ao Povo de Deus sobre as CEBs”. Curiosamente, elas surgiram no momento em que eclodiu no Brasil uma nova consciência histórica. Na sociedade: o sujeito popular ansiando por mais participação política e na Igreja: o sujeito eclesial, ansiando tambem por mais participação e corresponsabilidade eclesial. As CEBs constituem um outro modo de ser Igreja, cujo sujeito principal, mas não exclusivo, são os pobres. Seu estilo é comunitário, participativo e inserido na cultura local. Os serviços são rotativos e a escolha, democrática. Artculam continuamente fé e vida, ativos no campo religioso, criando novos serviços e ritos e ativos no campo social ou político, nos sindicatos, nos movimentos sociais como no MST ou nos partidos populares.
Não sabemos exatamente quantas são, mas calcula-se que cheguem a cem mil comunidades de base, envolvendo alguns milhões de cristãos. Os bispos constatam seu alto valor inovador e anti-sistêmico. O mercado expulsou as relações de cooperação e solidariedade enquanto nas CEBs se vive as relações fundadas na gratuidade, na lógica do oferecer-receber-retribuir. Elas assumiram a causa ecológica, por isso, se entendem também como CEBs = comunidades ecológicas de base. Desenvolveram uma forte espiritualidade do cuidado para com a vida e para com a Mãe Terra. Dai resultou mais respeito, veneração e cooperação com tudo o que existe e vive.
As CEBs mostram como a memória sagrada de Jesus pode receber outra configuração social, centrada na comunhão, no amor fraterno e na alegria de testemunhar a vitória da vida contra as opressões. É o significado existencial da ressurreição de Jesus como insurreição contra o tipo de mundo vigente.
Humildemente os bispos testemunham que elas ajudam a Igreja a estar mais comprometida com a vida e com o sofrimento dos pobres. Mais ainda: interpelam a Igreja inteira chamando-a à conversão, ao compromisso para a transformação do mundo em mundo de irmãos e irmãs.
Esse modo de ser Igreja pode servir de modelo para a inserção na cultura contemporânea, urbana e globalizada. Se fosse assumido como inspiração para o projeto do Papa Bento XVI de “reconquistar” a Europa, seguramente teria algum sucesso. Ver-se-iam comunidades de cristãos, intelectuais, operários, mulheres, jovens, vivendo sua fé em articulação com os desafios de suas situações. Não pretenderiam ter o monopólio da verdade e do caminho certo. Mas se associariam a todos os que buscam seriamente uma nova linguagem religiosa e um novo horizonte de esperança para a Humanidade.
Leonardo Boff é autor de Eclesiogênese: a reinvenção da Igreja, Record (2008).http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=15406&cod_canal=85
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eleições 2010 - Votar Bem - CNBB.
Votar bem
Os Bispos do Regional Sul 1, da CNBB (Estado de São Paulo), no cumprimento de sua missão pastoral, oferecem as seguintes orientações aos seus fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano:
1. O poder político emana do povo. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem este poder. Lembre-se de que seu voto contribui para definir a vida política do País e do nosso Estado.
2. O exercício do poder é um serviço ao povo. Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes e legisladores: a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e melhor distribuição da renda, educação de qualidade para todos, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente.
3. Governar é promover o bem comum. Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social, a segurança pública, a superação da violência, a justiça no campo, a dignidade da pessoa, os direitos humanos, a cultura da paz e o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até à morte natural. São valores fundamentais irrenunciáveis para o convívio social. Isso também supõe o reconhecimento à legítima posse de bens e à dimensão social da propriedade.
4. O bom governante governa para todos. Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pretendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo, levando em conta, especialmente, as camadas sociais mais frágeis e necessitadas da atenção do Poder público.
5. O homem público deve ter idoneidade moral. Dê seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”, dignos de confiança, capazes de governar com prudência e equidade e de fazer leis boas e justas para o convívio social.
6. Voto não é mercadoria. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral. Fatos como esses devem ser denunciados imediatamente, com testemunhas, às autoridades competentes. Questione também se os candidatos estão dispostos a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade. Candidatos com um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos não devem receber nosso apoio nas eleições.
7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e as propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você também defende.
8. A religião pertence à identidade de um povo. Vote em candidatos que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituível para a pessoa. Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural. A sociedade que descuida da família, destrói as próprias bases.
10. Votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.
Publicado em 19/07/2010 - 10:21 http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=5689
Os Bispos do Regional Sul 1, da CNBB (Estado de São Paulo), no cumprimento de sua missão pastoral, oferecem as seguintes orientações aos seus fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano:
1. O poder político emana do povo. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições e de exercer bem este poder. Lembre-se de que seu voto contribui para definir a vida política do País e do nosso Estado.
2. O exercício do poder é um serviço ao povo. Verifique se os candidatos estão comprometidos com as grandes questões que requerem ações decididas dos governantes e legisladores: a superação da pobreza, a promoção de uma economia voltada para a criação de postos de trabalho e melhor distribuição da renda, educação de qualidade para todos, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e defesa do meio ambiente.
3. Governar é promover o bem comum. Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com a justiça e a solidariedade social, a segurança pública, a superação da violência, a justiça no campo, a dignidade da pessoa, os direitos humanos, a cultura da paz e o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até à morte natural. São valores fundamentais irrenunciáveis para o convívio social. Isso também supõe o reconhecimento à legítima posse de bens e à dimensão social da propriedade.
4. O bom governante governa para todos. Observe se os candidatos representam apenas o interesse de um grupo específico ou se pretendem promover políticas que beneficiem a sociedade como um todo, levando em conta, especialmente, as camadas sociais mais frágeis e necessitadas da atenção do Poder público.
5. O homem público deve ter idoneidade moral. Dê seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”, dignos de confiança, capazes de governar com prudência e equidade e de fazer leis boas e justas para o convívio social.
6. Voto não é mercadoria. Fique atento à prática da corrupção eleitoral, ao abuso do poder econômico, à compra de votos e ao uso indevido da máquina administrativa na campanha eleitoral. Fatos como esses devem ser denunciados imediatamente, com testemunhas, às autoridades competentes. Questione também se os candidatos estão dispostos a administrar ou legislar de forma transparente, aceitando mecanismos de controle por parte da sociedade. Candidatos com um histórico de corrupção ou má gestão dos recursos públicos não devem receber nosso apoio nas eleições.
7. Voto consciente não é troca de favores, mas uma escolha livre. Procure conhecer os candidatos, sua história pessoal, suas ideias e as propostas defendidas por eles e os partidos aos quais estão filiados. Vote em candidatos que representem e defendam, depois de eleitos, as convicções que você também defende.
8. A religião pertence à identidade de um povo. Vote em candidatos que respeitem a liberdade de consciência, as convicções religiosas dos cidadãos, seus símbolos religiosos e a livre manifestação de sua fé.
9. A Família é um patrimônio da humanidade e um bem insubstituível para a pessoa. Ajude a promover, com seu voto, a proteção da família contra todas as ameaças à sua missão e identidade natural. A sociedade que descuida da família, destrói as próprias bases.
10. Votar é importante, mas ainda não é tudo. Acompanhe, depois das eleições, as ações e decisões políticas e administrativas dos governantes e parlamentares, para cobrar deles a coerência para com as promessas de campanha e apoiar as decisões acertadas.
Aparecida, 29 de junho de 2010
Dom Nelson Westrupp, scj - Presidente do CONSER
Dom Benedito Beni dos Santos - Vice-Presidente
Dom Airton José dos Santos - Secretário-Geral
Publicado em 19/07/2010 - 10:21 http://www.cnbbsul1.org.br/index.php?link=news/read.php&id=5689
Feira Internacional Para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais
3ª Feira Internacional Para Intercâmbio das Boas Práticas Socioambientais

Visitamos o stand da ADS Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, empresa pública de direito privado, considerada o elo entre o poder público e o setor primário. O que ficou claro de seu objetivo na apresentação feita foi a valorização do povo amazonense, de sua cultura e produção das riquezas naturais. A industrialização artesanal dos bens da natureza mantém o homem na zona rural evitando que ele venha morar nas periferias das capitais amazônicas. Visite o site e conheça mais: http://www.ads.am.gov.br/.
Tivemos contato com a já conhecida REVISTA de publicação bimestral FILANTROPIA, para conhecê-la visite o site http://www.revistafilantropia.com.br/ .
Vimos os projetos do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural que atua na formação profissional e promoção social do homem do campo. Visite o site e conheça: http://www.faespesenar.com.br/ . Conversamos com KINROSS Paracatu que tem o Programa de Educação Ambiental.
Seguem fotos diversas, de alguns dos muitos projetos expostos nessa feira que trouxe à reflexão a emergente necessidade de formar cidadãos ambientalmente responsáveis, ou seja, homens e mulheres que não causem danos ao Meio Ambiente, à sociedade e ao patrimônio da humanidade: o Planeta Terra. É preciso gerar uma consciência de preservação ambiental e de consumo consciente, esses são hábitos de cidadania e precisam ser construídos na sociedade hoje. Essa visita à 3ªfeira foi uma oportunidade de aprendizado, de desejo de promover a conscientização, de desenvolver nas pessoas conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para o consumo consciente e conseqüente respeito ao ecossistema.

Hoje o dia foi recheado de sonhos e utopias que estão se concretizando na prática de muitas Ongs, Cooperativas e renomadas empresas.
A Ana, autora do Projeto Metanóia, e eu fomos na 3ª FIBoPS e conversamos com homens e mulheres incomodados e “incomodadores” do Planeta Terra. Pequenas sementes deram árvores de todos os tamanhos, melhor tem sido os frutos de cada uma dessas pequenas e grandes árvores.

Visitamos o stand da ADS Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, empresa pública de direito privado, considerada o elo entre o poder público e o setor primário. O que ficou claro de seu objetivo na apresentação feita foi a valorização do povo amazonense, de sua cultura e produção das riquezas naturais. A industrialização artesanal dos bens da natureza mantém o homem na zona rural evitando que ele venha morar nas periferias das capitais amazônicas. Visite o site e conheça mais: http://www.ads.am.gov.br/.
Vimos os projetos do SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural que atua na formação profissional e promoção social do homem do campo. Visite o site e conheça: http://www.faespesenar.com.br/ . Conversamos com KINROSS Paracatu que tem o Programa de Educação Ambiental. Vimos o projeto AMUJA Associação Mulheres Jardineiras, se desejar um contato envie e-mail para amuja.jardineiras@gmail.com . Visitamos o stand NÓS PODEMOS SÃO PAULO, vale a pena conhecer, o site é http://www.odmsp.blogspot.com/ . O Instituto de Embalagens Ensino & Pesquisa que criativamente transforma as embalagens “lixo” em belíssimas caixas para presentes e outras coisas. O site para melhor conhecer esse instituto é http://www.intitutodeembalagens.com.br/ .
Vimos ainda o ECÓLEO conforme as fotos.
Seguem fotos diversas, de alguns dos muitos projetos expostos nessa feira que trouxe à reflexão a emergente necessidade de formar cidadãos ambientalmente responsáveis, ou seja, homens e mulheres que não causem danos ao Meio Ambiente, à sociedade e ao patrimônio da humanidade: o Planeta Terra. É preciso gerar uma consciência de preservação ambiental e de consumo consciente, esses são hábitos de cidadania e precisam ser construídos na sociedade hoje. Essa visita à 3ªfeira foi uma oportunidade de aprendizado, de desejo de promover a conscientização, de desenvolver nas pessoas conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para o consumo consciente e conseqüente respeito ao ecossistema. 
Saí dessa feira com o seguinte desafio, nas palavras de Rogério Nora de Sá:
“RECONHECER NOSSO PAPEL DE AGENTE TRANSFORMADOR DO PLANETA TERRA, UMA TRANSFORMAÇÃO QUE RESPEITE A NATUREZA EM TODAS AS SUAS FORMAS. É PRECISO ATENDER AS NECESSIDADES DO PRESENTE SEM COMPROMETER A CAPACIDADE DAS FUTURAS GERAÇÕES DE SATISFAZER AS PRÓPRIAS NECESSIDADES”.
“EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA PELA VIDA - FAMILIA”
Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 / 6º Encontro – Sábado 31/07
Às 15:00 horas com a Santa Missa
Paróquia S. João Batista - Rua Cel. Marques - carrão SP
“EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA PELA VIDA - FAMILIA”
Xico Esvael,
Professor, compositor e intérprete, com formação em Teologia e Música.
E a família... como vai?
Uma das grandes preocupações que devemos ter é com a família.
Como não poderia deixar de ser, o tema “FAMÍLIA” teve e terá sempre abrangência nos estudos da Campanha da Fraternidade.
Este ano, a Campanha da Fraternidade Ecumênica quer nos mostrar a influência da Economia sobre a estrutura familiar.
Será que todas as famílias tem dignidade?
Tem condições de educar? Tem condições de dar moradia? Saúde?
A falta dessas condições tem afetado a forma de viver de nossas famílias?
Será que ainda nos indignamos com as injustiças de nosso sistema Econômico?
O que a mídia tem promovido sobre a família?
Para nos assessorar sobre este tema, convidamos Xico Esvael -Professor, compositor e intérprete, com formação em Teologia e Música, distingue-se pelo seu compromisso com os Direitos Humanos. Atualmente exerce o cargo de Secretário Executivo do Centro Santo Dias de Direitos Humanos (Pastoral da Arquidiocese de São Paulo).
Como compositor e intérprete, também apresentará algumas de suas músicas, entre elas uma música feita para a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano.
Será uma bela experiência para nossa comunidade, pois será o primeiro Encontro da Campanha da Fraternidade efetivamente Ecumênico.
A preocupação com a família, a experiência ecumênica, a presença especial de Xico Esvael e a oportunidade de conhecer belas músicas, são os grandes atrativos para esse nosso próximo encontro.
Venha participar conosco!
Temos muito o que aprender, e esta é mais uma oportunidade!
Com amizade,
Flávio Roberto de Castro
Coordenador da Pastoral Fé e Política
Paróquia São João Batista - Setor Vila Carrão
Região Belem
Às 15:00 horas com a Santa Missa
Paróquia S. João Batista - Rua Cel. Marques - carrão SP
“EDUCAÇÃO PARA UMA ECONOMIA PELA VIDA - FAMILIA”
Xico Esvael,
Professor, compositor e intérprete, com formação em Teologia e Música.
E a família... como vai?
Uma das grandes preocupações que devemos ter é com a família.
Como não poderia deixar de ser, o tema “FAMÍLIA” teve e terá sempre abrangência nos estudos da Campanha da Fraternidade.
Este ano, a Campanha da Fraternidade Ecumênica quer nos mostrar a influência da Economia sobre a estrutura familiar.
Será que todas as famílias tem dignidade?
Tem condições de educar? Tem condições de dar moradia? Saúde?
A falta dessas condições tem afetado a forma de viver de nossas famílias?
Será que ainda nos indignamos com as injustiças de nosso sistema Econômico?
O que a mídia tem promovido sobre a família?
Para nos assessorar sobre este tema, convidamos Xico Esvael -Professor, compositor e intérprete, com formação em Teologia e Música, distingue-se pelo seu compromisso com os Direitos Humanos. Atualmente exerce o cargo de Secretário Executivo do Centro Santo Dias de Direitos Humanos (Pastoral da Arquidiocese de São Paulo).
Como compositor e intérprete, também apresentará algumas de suas músicas, entre elas uma música feita para a Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano.
Será uma bela experiência para nossa comunidade, pois será o primeiro Encontro da Campanha da Fraternidade efetivamente Ecumênico.
A preocupação com a família, a experiência ecumênica, a presença especial de Xico Esvael e a oportunidade de conhecer belas músicas, são os grandes atrativos para esse nosso próximo encontro.
Venha participar conosco!
Temos muito o que aprender, e esta é mais uma oportunidade!
Com amizade,
Flávio Roberto de Castro
Coordenador da Pastoral Fé e Política
Paróquia São João Batista - Setor Vila Carrão
Região Belem
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Semana de Férias
Prezados seguidores e leitores..... em breve novos artigos!
Estou em Presidente Prudente. SP curtindo a família e essa bela cidade... calor... sol.....
Abreijos,
Estou em Presidente Prudente. SP curtindo a família e essa bela cidade... calor... sol.....
Abreijos,
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Arma poderosa!
Hoje está fazendo um mês que coloquei a contagem de visitantes nesse blog e curiosamente já passaram por aqui 1252 visitantes. Esse blog foi criado em dezembro de 2009, veja primeira postagem! Bom na verdade estamos diante de uma arma poderosa, nunca em tão pouco espaço de tempo atingi tantas pessoas, isso é realmente incrível. Você que está agora lendo esse comentário não deixe de fazer também seu comentário, afinal muitas e muitas pessoas saberão de você, saberão quem é e o que pensa. Leia sempre os artigos aqui publicados e faça comentários, dessa forma democratizamos as ideias e geramos novas formas de ler, ver e viver a vida.
Um forte abraço a todos e apareçam sempre!
José Antonio Galiani - autor do blog http://professorgaliani.blogspot.com/
Abreijos,
Um forte abraço a todos e apareçam sempre!
José Antonio Galiani - autor do blog http://professorgaliani.blogspot.com/
Abreijos,
domingo, 11 de julho de 2010
Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro
Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro
Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro
Publicado por editor em 3 de julho de 2010 em CF, Destaques, Notícias, Vídeos • Nenhum comentário
Assessoria de Comunicação do FNRA
O Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Esta consulta popular é fruto da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000.
A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.
Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.
“A Campanha da Fraternidade deste ano também propõe como gesto concreto de compromisso a participação no plebiscito pelo limite da propriedade. Um limite para a propriedade faz parte de uma nova ordem econômica a serviço da vida”, afirmou Dirceu Fumagalli, membro da coordenação nacional da CPT. Para ele, uma consulta popular, mais do que obter resultados concretos com a votação, é um processo pedagógico importante de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária. “São milhares de famílias acampadas à espera de uma reforma agrária justa. São índices crescentes da violência no campo. É o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. Tudo isso tem relação direta com a absurda concentração de terras no Brasil.”
Segundo Luiz Claudio Mandela, membro da coordenação colegiada da Cáritas Brasileira, os promotores do plebiscito querem dialogar com a sociedade sobre a concentração de terras no Brasil. “Isso interfere na estrutura política, social, econômica e geográfica do país”, ressaltou. De acordo com Mandela, durante toda a campanha estão sendo coletadas assinaturas para que esta proposta seja convertida em um projeto de iniciativa popular. “Para isso precisamos de, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas. Mas pretendemos superar esta meta.”
Outras informações:
Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?
Porque a pequena propriedade familiar, segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE 2006:
* Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.
* Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)
* A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).
* Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:
* Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;
* É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT):
1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de
2.709 famílias expulsas de suas terras!
13.815 famílias despejadas!
422 pessoas presas!
765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!
92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!
* Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.
Para mais informações, leia o texto do Pe. Nelito Dorneles e visite o site da campanha (www.limitedaterra.org.br)
Plebiscito Popular pelo limite da terra será realizado em setembro
Publicado por editor em 3 de julho de 2010 em CF, Destaques, Notícias, Vídeos • Nenhum comentário
Assessoria de Comunicação do FNRA
O Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Esta consulta popular é fruto da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000.
A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.
Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.
“A Campanha da Fraternidade deste ano também propõe como gesto concreto de compromisso a participação no plebiscito pelo limite da propriedade. Um limite para a propriedade faz parte de uma nova ordem econômica a serviço da vida”, afirmou Dirceu Fumagalli, membro da coordenação nacional da CPT. Para ele, uma consulta popular, mais do que obter resultados concretos com a votação, é um processo pedagógico importante de formação e conscientização do povo brasileiro sobre a realidade agrária. “São milhares de famílias acampadas à espera de uma reforma agrária justa. São índices crescentes da violência no campo. É o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. Tudo isso tem relação direta com a absurda concentração de terras no Brasil.”
Segundo Luiz Claudio Mandela, membro da coordenação colegiada da Cáritas Brasileira, os promotores do plebiscito querem dialogar com a sociedade sobre a concentração de terras no Brasil. “Isso interfere na estrutura política, social, econômica e geográfica do país”, ressaltou. De acordo com Mandela, durante toda a campanha estão sendo coletadas assinaturas para que esta proposta seja convertida em um projeto de iniciativa popular. “Para isso precisamos de, no mínimo, 1,5 milhão de assinaturas. Mas pretendemos superar esta meta.”
Outras informações:
Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?
Porque a pequena propriedade familiar, segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE 2006:
* Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.
* Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)
* A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).
* Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:
* Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;
* É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT):
1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de
2.709 famílias expulsas de suas terras!
13.815 famílias despejadas!
422 pessoas presas!
765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!
92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!
* Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.
Para mais informações, leia o texto do Pe. Nelito Dorneles e visite o site da campanha (www.limitedaterra.org.br)
sábado, 10 de julho de 2010
Prisioneiros do verbo crescer
Prisioneiros do verbo crescer / Cristovam Buarque
Os economistas preferem o verbo crescer; os poetas, florescer.
Os políticos escolheram os economistas, e por décadas tiveram sucesso.
Nossas cidades cresceram em população, número de prédios, shoppings, viadutos, mas também em criminalidade, miséria, crianças nas ruas e prostituição infantil. As cidades cresceram, mas não floresceram.
Nossa indústria cresceu e nos transformou em potência econômica, encheu ruas de automóveis e lojas de produtos made in Brazil, construiu hidrelétricas, centrais nucleares, aeroportos e rodovias. Mas por décadas enfrentamos uma infla??o galopante e a troca regular da moeda, tornamo-nos campeões de endividamento, concentração da renda e desmatamento. O desemprego se mantém, a taxa de juros é a mais alta do mundo, 70% da população continua pobre. A indústria cresceu, mas não floresceu.
A agricultura cresceu, tornou-nos o segundo maior exportador de alimentos, e o nosso agronegócio um exemplo de eficiência. Mas florestas foram devastadas, populações deslocadas, sem-terra peregrinam pelo território nacional. A agricultura cresceu, mas não floresceu.
O número de crianças matriculadas na escola cresceu, mas muitas não frequentam as aulas, não concluem o ensino médio, não aprendem o que precisam. A educação cresceu, mas não floresceu.
Nossos políticos precisam buscar, mais do que crescimento, formas de fazer o Brasil florescer é crescer de forma sustentada, livre das dívidas, das depredações da desigualdade, da inflação, da taxa de juros.
O caminho é o crescimento pela base, beneficiando a população de baixa renda, e não o crescimento pelo topo, esperando uma distribuição da renda que nunca virá. Um crescimento que respeite o equilíbrio fiscal e mantenha a estabilidade de preços; que respeite o meio ambiente; que seja capaz de frear a tragédia do endividamento e de reduzir a taxa de juros. Esses objetivos é o crescimento pela base e finanças públicas equilibradas podem se unir. Bem administrados, definidos corretamente e mobilizando a população em torno deles, poderão fazer o Brasil crescer florescendo, atendendo as necessidades dos excluídos, com estabilidade de preços, respeito ecológico e sem a dependência das dívidas e seus juros.
Na atual situação brasileira, não há estratégia melhor do que o crescimento pela base, com incentivos sociais que empreguem os pobres, sem paternalismo nem assistencialismo, para que eles produzam tudo de que precisam, assegurem a frequência de seus filhos à escola, trabalhem na construção de sistemas de água e esgoto, em projetos de reflorestamento. Um grande programa de emprego socialmente produtivo. Esses gastos públicos, além de produzirem aquilo de que o povo precisa, dinamizariam a economia, induzindo crescimento. Elevariam a produtividade e liberariam recursos públicos hoje gastos em assistência social. Gastos com saúde e segurança diminuiriam; a redução da repetência escolar diminuiria despesas com educação; água e esgoto reduziriam doenças e aumentariam a produtividade.
Isso é tecnicamente possível, mas exigirá a composição de uma base de apoio político, para que o Brasil deixe o imediatismo e o corporativismo que regem suas decisões e formule alternativas para o conjunto do País, no médio e longo prazo. Esse é um problema político, dos políticos; e não técnico, dos economistas. Os economistas, que haviam aprisionado os políticos, são agora prisioneiros deles. E estes não veem saída; continuam prisioneiros do verbo crescer, ignorando e desprezando o conceito de florescer.
*Artigo publicado na revista Profissão Mestre de outubro de 2009
Professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF. Site: www.cristovam.com.br.
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