EVANGELHO DO 3º DOMINGO DA QUARESMA - Lucas 13, 1-9
BLOG DO PROFESSOR GALIANI Filosofia, teologia, pedagogia, e tantas "ias" que fazem o dia-a-dia.... "Aflictis lentae, celeres gaudentibus horae"
domingo, 3 de março de 2013
Vivamos com se tudo dependesse de nós, porém assistidos pela graça de Deus e nossos frutos sejam frutos de Deus, de bondade.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Segundo Domingo da Quaresma
O evangelho deste domingo é o de Lucas cap. 9, versículos 28b ao 36, onde temos a narrativa da transfiguração de Jesus. É um evangelho que Jesus está catequizando seus discípulos, particularmente Pedro, Tiago e João. A cena acontece no monte, lugar de manifestação de Deus. Reluzente, Jesus conversa com Moisés e Elias. Moisés é a Aliança Antiga e, Elias profeta para denunciar e anunciar a fidelidade à Aliança. O próprio Jesus é centro da cena e protagoniza a plenitude dos tempos. Jesus catequiza sobre sua morte, o que gera medo "sono = dormiam". Pedro, solicito, propõe a construção de tendas, como que se o mestre estivesse delirando ao falar de sua morte e necessitasse de repouso. Uma nuvem os toma totalmente, impedindo-os de enxergarem-se. E, nesse quadro de cegueira se ouve uma voz: "Este é meu Filho amado, ouvi-o". Assim, nós diante da cegueira humana às realidades de Deus em nossa vida, somos convidados a acolher a voz do Filho de Deus amado. É no ouvir o Filho Amado que nossa cegueira, medo, dor, sono serão superados. Pela Palavra amadurecemos e envolvidos pela nuvem de Deus somos capazes de não nos ver na dor, no sofrimento e, nos encontramos na provação com a mesma atitude de Abraão (Gen 15, 5-12. 17-18), a atitude de Fé e mesmo que fossemos capazes de contar as estrelas do céu, não teríamos o poder de Deus sobre ela e sobre nós; ouvir o Filho amado é assumir com Paulo (Fil 3,17-4,1) a identidade de "cidadãos dos céus" e nossa certeza vem da anciosa esperança de que em Jesus seremos transformados, não nos deixando abater, não nos entregando a negatividade e a tristeza e, veremos sempre o lado bom das pessoas e dos acontecimentos.
J. A. Galiani
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O Espírito Santo nos livra de todo mal.
EVANGELHO DE LUCAS 4, 1 -13
Estamos diante de um texto que nos garante presença de uma
força permanente. Numa sociedade que vive “o coisa ruim” o tempo todo, em que
as pessoas são pelos “pastores”, “igrejas” e “líderes” ludibriados pela busca de
cura, de milagre, de solução dos problemas, a Fé no poder de Deus não pode se
render à voz do “demônio”. Jesus demonstra exatamente isto. Ele não se rende
aos desafios e soluções fáceis apresentadas entre as águas do Jordão e o
deserto. Assim, também é nossa vida, hora estamos no bom dia, da saúde, da
prosperidade e, hora na aridez do deserto em que tudo dá errado. O que garantiu
a força de Jesus foi o Espírito Santo: “cheio do Espírito Santo ... foi levado
... o demônio apartou-se dele”. Não devemos nos render ao Poder Político, nem testar
o Poder Divino sob o comando do “coisa ruim”. Ao poder político nossa resposta
é a generosidade e o serviço. Ao poder divino nossa atitude é de temor e
testemunho. Cheios do Espírito Santo poderemos como Jesus enfrentar da
abundância da vida que brota das águas à infertilidade da aridez do deserto que
nos mergulha no vazio do existir. O texto do evangelho de Lucas nos proporciona
uma reflexão e atitudes que repudiem o poder pelo poder e nos compromete com
escolhas que valorizam o que é espiritual em detrimento do material. Nossa
certeza está na mão poderosa e vigor de nosso Deus que “Conduziu-nos a está
terra que mana leite e mel” (Dt 26,4-10). Esta confissão de que “Jesus é o
Senhor” é a garantia de nossa vitória e, por ela nos “chega a salvação” (Rm
10,8-13).
J.A. Galiani
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A eleição de um Papa é sobretudo o exercício de um discernimento espiritual eclesial.
Caro amigo, querida amiga.
No momento em que escrevo, os meios de comunicação noticiam com grande surpresa o anúncio da renúncia do nosso amado Papa Bento XVI. Não tive tempo sequer de ler o comunicado oficial. Certamente, a partir de agora, começarão a surgir as já costumeiras especulações sobre a eleição do novo Papa: as velhas notícias sobre lutas internas no Colégio Cardinalício, as repetidas teorias de conspiração, de acordos e de negociações entre as tendências progressistas e tradicionalistas. Sei que tentar afirmar que tudo isso é a mais triste conjectura sem base na realidade equivale a um “pregar no deserto”. Por isso, partilho com vocês uma experiência pessoal na tentativa de oferecer outro ponto de partida para entender o que é a eleição de um Papa. Em 2010, participei da Assembleia Geral da Sociedade do Apostolado Católico (padres e irmãs palotinos) em Roma. Foram 25 dias de trabalhos e de deliberações. Essa Assembleia tinha como uma das tarefas principais a eleição do novo Superior da nossa Congregação. Era a primeira vez que tomava parte de uma eleição desse tipo, por isso estava bastante inseguro. Não conhecia todos os membros da Assembleia, não tinha recebido nenhuma lista de candidatos, não havia ninguém que se apresentava para postular o cargo. Como escolher? Quem escolher? Enquanto a Assembleia seguia os seus trabalhos, minha inquietação aumentava. Quando chegou o momento de iniciar o processo de eleição, começamos um retiro. Confesso que achei que um retiro não era a melhor forma de começar uma eleição. Achava que seria mais proveitoso se pudéssemos fazer reuniões por grupos para tentarmos definir uma lista de candidatos ao cargo. O retiro exige silêncio e oração. Seria esse o momento mais adequado para um retiro? O pregador do retiro então nos exortou a confiar nessa dinâmica. A escolha de um superior não deveria seguir a mesma lógica das eleições políticas que todos nós conhecemos. Ele nos desafiou a fazer da eleição do nosso futuro superior um exercício de discernimento espiritual comunitário e eclesial. A nossa eleição deveria ser guiada pelo Espírito Santo e por isso não poderia seguir as mesmas práticas das campanhas políticas: formação de grupos de apoio, propaganda de programa de governo, alianças, negociações de interesses partidários. Fiquei surpreso com a simplicidade das regras que devíamos seguir. Ei-las. 1. Ninguém podia se apresentar como candidato. 2. Ninguém podia fazer campanha em favor ou contra alguém. 3. Era proibido formar grupos de apoio. 4. Os eleitores podiam quebrar o silêncio para fazer suas consultas. 4. Nessas consultas devíamos procurar alguém que conhecesse bem o eventual candidato e perguntar sua opinião sobre a idoneidade dele. 5. Quando alguém fosse indagado sobre um eventual candidato, deveria responder objetivamente e em base ao seu conhecimento pessoal, descrevendo as qualidades que o habilitavam a assumir o cargo ou a falta delas. Durante o retiro notei que todos os eleitores rezaram muito. Na capela, durante todo o tempo, os eleitores se revezavam na adoração ao Santíssimo. Como o lugar que estávamos tinha outras capelas, aproveitei também para visitá-las. Em todas elas havia gente rezando. Fiz algumas consultas e fui também consultado. Tais consultas eram sempre precedidas e seguidas de oração. Percebi que os eleitores se preocupavam em buscar o conhecimento da vontade de Deus. O critério de escolha, portanto, não era o da conveniência dos interesses ou da ideologia política. No dia seguinte, o primeiro escrutínio abriu os trabalhos do dia. Depois da missa, da oração da manhã e da invocação ao Espírito Santo, os eleitores caminharam, um a um, para depositar seu voto na urna. O silêncio da Assembleia estendia o clima de oração do dia anterior para dentro da primeira sessão de votação. Estavam previstas outras sessões de votação, uma vez que só podia ser eleito para superior o membro que alcançasse a maioria absoluta. Quando foram apurados os votos, veio a surpresa: tínhamos um superior na primeira sessão de votação! A presidência da Assembleia teve que apressar os preparativos para a cerimônia de posse do novo superior, uma vez que não esperava uma eleição tão rápida. Até hoje tenho viva a memória dessa experiência de discernimento espiritual. Ela é para mim uma prova de que para eleger um papa o mais decisivo é a busca da vontade de Deus na oração. Cada dia me convenço mais de que a forma de nossa eleição foi acertada. Acompanhando o trabalho do Superior que nós elegemos, percebo que, de fato, era ele a pessoa querida por Deus para guiar a nossa congregação. Caro irmão, querida irmã, existe uma alternativa! A eleição de um Papa é sobretudo o exercício de um discernimento espiritual eclesial. Por isso, gostaria de convidá-lo(la) a participar desde já da eleição do próximo papa rezando muito. Essa é a forma mais eficaz, participativa e decisiva da eleição na Igreja. Convido também a rezarmos juntos pelo Papa Bento XVI. Deus o abençoe por todo o bem que ele fez e continuará fazendo para nossa Igreja.
Dom Julio Endi Akamine - Região Episcopal LAPA - Arquidiocese de São Paulo, post no Facebook 11/02/13.
Cinco cardeais brasileiros devem participar de eleição do próximo papa
Cinco cardeais brasileiros
devem participar de eleição do próximo papa
Cinco cardeais brasileiros deverão participar do conclave que
se reunirá para eleger o sucessor do papa Bento 16.
Segundo a última lista do Vaticano, atualizada há
duas semanas, há um total de 119 cardeais aptos a votar no conclave.
Para poder votar na escolha do papa, o cardeal
precisa ter menos de 80 anos.
O Brasil tem um total de nove integrantes no
Colégio Cardinalício do Vaticano, mas cinco deles já ultrapassaram a idade
limite.
Os cardeais brasileiros que poderão votar são dom
Cláudio Hummes, de 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito
da Congregação para o Clero, dom Geraldo Majella Agnelo, de 79, arcebispo
emérito de Salvador, dom Odilo Scherer, de 63, arcebispo de São Paulo, dom
Raymundo Damasceno Assis, de 76, arcebispo de Aparecida, e dom João Braz de
Aviz, de 64, arcebispo de Brasília.
Dom Eusébio Scheid, arcebispo emérito do Rio de
Janeiro, está fora do conclave por ter completado 80 anos em dezembro. Também
já ultrapassaram a idade limite os cardeais dom Paulo Evaristo Arns, de 91
anos, ex-arcebispo de São Paulo, dom Serafim Fernandes de Araújo, de 88,
ex-arcebispo emérito de Belo Horizonte, e dom José Freire Falcão, de 87,
ex-arcebispo de Brasília.
A lista de eleitores no conclave tem cardeais de
cerca de sete dezenas de países diferentes. Os cardeais italianos são os de
maior número.
SEM NEGAR A GRATIDÃO. ALEGRE ESTÁ O CORAÇÃO!
SEM NEGAR A GRATIDÃO.
ALEGRE ESTÁ O CORAÇÃO.
O amor a Cristo e a sua Igreja faz superar toda reação. Minha
história é de amor a Igreja e a Jesus Cristo, porém por escolhas feitas, na
Igreja de Cristo sofri impiedosamente punições, restrições, discriminações. Mas
o AMOR é maior e, apesar de ser pelas normas da Igreja, deixado de lado,
encontrei em bispos, padres, religiosos e muitos leigos o apoio e incentivo
para o testemunho de minha fé, para o serviço na Igreja e o amor a Cristo e seu
evangelho.
Ouvir que Bento XVI renunciou ao Pontificado suscita um
sentimento de alegria na esperança de um período novo na Igreja. Muitos
teólogos tiveram pelo Papa Bento XVI uma censura na reflexão e ação evangélica,
sendo impedidos do exercício da reflexão e de uma ação cristã que privilegia
não o poder hierárquico, mas o poder RÉGIO, PROFÉTICO E SACERDOTAL que todos
pelo Batismo fomos agraciados por Deus. Quem
não se lembra da mão de ferro do Cardeal Ratzinger ao tratar e lidar com a
Teologia da Libertação? Muitos sonhos foram destruídos, muitas comunidades
decepcionadas, retrocesso na caminhada da Igreja com a emancipação de
movimentos reacionários, arcaicos que reforçam o poder hierárquico da Igreja e
fazem dos Batizados objetos nas mãos do Clero. Com o Cardeal Ratzinger as
sacristias voltaram a ser o lugar do ministro e, o espaço de celebração da VIDA
em nossas vidas ganhou a subjetividade, a manifestação impessoal de uma única
pessoa, o padre, que não prega o evangelho, que não organiza a comunidade, que
faz o que quer da liturgia fazendo responsável por ela um leigo que não pensa;
que não sabe; que não desobedece, mas reproduz o que ele quer. Quem não sofre
com uma experiência litúrgica onde um canta e os outros batem palmas; quem não
sofre com hinos bem executados por “fardados” cuja ação cristã está no hábito
que usam? Quem não sofre com a ausência Pastoral dos sacerdotes, na mídia e nas
comunidades? Quem não sofre com
celebrações shows em resposta aos cultos televisivos de curas e milagres que
não levam a comprometimento político, social e religioso?
Não podemos negar que o Bento XVI em suas encíclicas foi um
bom homem de Deus, sobretudo na encíclica, DEUS CARITAS EST, temos um tratado
belo, temos uma manifestação de Deus e, uma provocação imensurável para que
todos os cristãos vivam o Evangelho de Cristo.
Há muito que se louvar e agradecer, pelo que Bento XVI fez
pela Igreja de Cristo, Entre todos os motivos de louvores e agradecimentos a
Deus é de se destacar este:
“no mundo de hoje, sujeito a rápidas
transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para
conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o
vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu
em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o
ministério que me foi encomendado. Por isso, sendo muito consciente da
seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de
Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais
em 19 de abril de 2005”.
Sabemos da força política de
Bento XVI nos bastidores do Vaticano, e que a nova eleição Papal estará sob sua
forte influência, porém na força da Oração glorifiquemos a Deus pelo que Bento
XVI fez diante da Igreja, e supliquemos que pela ação da Trindade Santa o novo
Papa, venha com vigor APOSTÓLICO e abra novos horizontes para uma humanidade
sedenta de compaixão, de acolhimento, de compreensão do olhar e amor de Deus. Que
o novo Papa tenha o olhar de Cristo para na diversidade de escolhas que o mundo
atual proporciona aos homens e mulheres e na pluralidade se ocupe com a escolha
de Cristo para que todos sem distinção e discriminação sejam sob um só Pastor e
tenham vida em plenitude.
Papa Bento XVI renuncia ao Pontificado.
PAPA BENTO XVI
renuncia ao PONTIFICADO
dia
28 de fevereiro de 2013.
Papa Bento
XVI tomou a decisão de deixar o Pontificado. No primeiro momento uma sensação
de vazio, uma lacuna como se uma parte da gente tivesse sido tirada. Logo
adiante da programação da TV, mais uma chamada dizendo que a renuncia do Papa é
de sua própria vontade pela idade, e pela falta de força física e mental.
Sensação de conforto: realmente 85 anos de vida exige uma decisão racional e
coerente com toda a sua história como Cardeal responsável pela Doutrina e Fé
católica. Uma terceira sensação é a de agradecimento ao Papa e a Deus. Ao Papa
pela sua dedicação à frente da Igreja, pela sua mão de ferro no trato e
decisões tomadas com todos: bispos, padres, diáconos, ministros e leigos. Agradecimento
a Deus por suscitar na sua Igreja pela ação do Espírito Santo um novo tempo,
uma nova hora com uma cabeça nova que não deixe a fidelidade à Cristo, mas que
saiba conduzir a Igreja nesse momento histórico que vive as sociedades, para que
a Igreja de Cristo se torne realmente Igreja de Cristo e, como Ele inaugure um
novo tempo e os mergulhados na exclusão, os segregados de dentro da própria
Igreja: casais divorciados e sacerdotes
que deixaram o ministério para constituir família possam viver sua fé dentro da
Igreja sem restrições na vivência dos sacramentos. Que o novo Papa venha para
reintegrar a todos na Igreja de Cristo e ser um sinal de luz para os povos,
sobretudo para os mais pobres. Que a nova cabeça tenha o olhar de Cristo e não
o olhar das normas construídas na História da Igreja, sem negar a doutrina, a
nova cabeça precisa agir com o Evangelho nas mãos, nos pés, nos olhos, no
coração, na cabeça e na AÇÃO.
Obrigado Bento XVI!
Novo PAPA que prime no seu Pontificado a CARIDADE!
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Evangelho de Lucas 5, 1-11
EVANGELHO DE LUCAS 5, 1-11.
A leitura desse trecho de Lucas
sempre me remeteu a pensar na vocação de Pedro pelo episódio da pesca
milagrosa, mas hoje o texto me despertou para “o povo se comprimia em redor
dele para ouvir a Palavra de Deus”. Fica
na leitura do evangelho de Lucas 5, 1-11 o desafio de acolher a Palavra de
Deus. É preciso abertura para pela Palavra saber o que fazer e como proceder. Da
figura de Pedro e sua vocação aprendemos a ter o coração aberto, persistir na prática
do bem e nunca desanimar.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Definidos tema e lema da Campanha Missionária 2013
Definidos
tema e lema da Campanha Missionária 2013
14 de dezembro de 2012 às 09:27h
A equipe responsável pela Campanha
Missionária 2013 se reuniu nesta quinta-feira, (13.12), na sede nacional das
Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília para definir a organização e
produção dos subsídios do evento.
Os principais pontos já foram
definidos, entre eles o tema “Juventude em Missão” e o lema “A quem eu te
enviar, irás (Jr 1, 7b)”. Conforme acontece anualmente, a Campanha Missionária
dá continuidade à temática trabalhada pela Campanha da Fraternidade (CF) da
CNBB, que em 2013 tem como tema “Fraternidade e Juventude”.
O secretário nacional da Pontifícia
Obra da Propagação da Fé, padre Marcelo Gualberto, explicou o sentido do tema
proposto para a Campanha Missionária. “Juventude em Missão significa que o
jovem caminha em missão e que ele quer continuar essa caminhada, se
fortalecendo nessa perspectiva”, disse. Com relação ao lema escolhido, a
sugestão foi acatada pela equipe reunida por que a passagem relata o temor do
jovem Jeremias de encarar a Missão lhe confiada por Deus, mas o próprio Deus o
encoraja a suportar os obstáculos que aparecem. Também por que o texto
complementou o lema da CF-2013, “Eis-me aqui, envia-me (Is 6, 8)”.
Durante as discussões, o diretor
nacional da POM, padre Camilo Pauletti, destacou os pontos positivos e negativos
do material da Campanha Missionária de 2012, enviado a toda a Igreja no Brasil,
com base nas avaliações que chegaram à sede nacional. “A novena vem sendo
elogiada e bastante usada; o mesmo acontece com o DVD que tem sido bem
utilizado por que conta com os testemunhos dos missionários presentes em
diversas realidades. Percebemos que um material vem complementando o outro”,
disse.
Para a produção do material da
Campanha de 2013, a equipe sugeriu que o foco tenha um apelo nas questões que
envolvem diretamente a juventude. “A juventude é envolvida por temas muito
específicos como trabalho, educação e segurança. Esta última se divide em
segurança pública e familiar”, sugeriu Thiesco Crisóstomo, secretário nacional
da PJ. “Temos que ter em mente que a Campanha é voltada para a Igreja no
Brasil, mesmo que tenha na juventude o seu foco, portanto, precisamos ter
presentes alguns pontos: sensibilizar os cristãos para a solidariedade, a
partilha e ao compromisso”, pontuou padre Jaime Patias, secretário nacional da
Pontifícia União Missionária.
Os testemunhos continuarão a ser
destaque no material da Campanha Missionária, como vem acontecendo nos últimos
anos, de modo especial, no DVD. E em 2013, o testemunho de jovens missionários
deverão estar presentes com o objetivo de incentivar a missão além-fronteiras.
“O protagonismo dos próprios jovens deverão estar presentes no material, como
meio de incentivar as Missões”, sugeriu padre Camilo. Alguns temas que serão
desenvolvidos no material: Juventude Missionária (atividade da Pontifícia Obra
da Propagação da Fé); jovens missionários estrangeiros no Brasil; jovens
brasileiros em missão ad gentes; os desafios da juventude hoje; Santas Missões
Populares; jovem e a vocação missionária; Amazônia e Dia Nacional da Juventude
(DNJ).
Nos folhetos dos quatro domingos do
Mês Missionário (outubro) ficaram definidos os seguintes temas: 1º domingo,
Infância e Adolescência Missionária; 2º, motivações para a coleta; 3º Amazônia
e 4º Dia Nacional da Juventude. A produção do material já foi definida e uma
nova reunião deverá acontecer no dia 20 de fevereiro de 2013.
A equipe que organiza a Campanha
Missionária 2013 é composta pela direção e secretários das Pontifícias Obras
Missionárias (POM); pelos assessores da CNBB para Dimensão Missionária, irmã
Dirce Gomes, e para a Missão Continental, padre Sidnei Dornelas; pelo
secretário nacional da Pastoral da Juventude, representante da Comissão para a
Juventude da CNBB, Francisco Crisóstomo (Thiesco) e Nelson Tyski, da Verbo
Filmes.
Fonte: Pontifícias Obras Missionárias
domingo, 3 de fevereiro de 2013
A mim e aos lobos da Igreja Universal do Reino do Dólar cabe a indignação
POSSUIR!
Seis sentidos para dizer de minha
indignação, de minha revolta, de minha vergonha
e incapacidade de não possuir.
Possuir no sentido de TER POSSE me
impulsiona a APRESENTAR uma experiência que vivi na manhã desse domingo, quando
depois de separar peças de roupas fui até o Centro São Martinho, sob o viaduto
Guadalajara- Belém, para fazer uma doação. Já nas proximidades é visível o
número grande de homens que vivem nas ruas de São Paulo. Em uma praça, bem próximo
do Centro S. Martinho, estava um grupo distribuindo café, leite e pão com
manteiga. Chegando ao Centro S. Martinho vi um número grande de homens vendo
televisão, outros na higiene pessoal, outros sentados ainda na calçada da rua. Na
porta do Centro S. Martinho três homens vestindo calça preta e camisa de manga
longa branca, com um Jornal nas mãos e abordavam os homens que vivem na rua.
Possuir no sentido de CONTER remete
a COMPREENDER. Compreender uma realidade desafiadora para as cidades grandes e
pequenas, pois em todas há homens e mulheres por todos os lados como que lixo
pelas sarjetas. Como COMPREENDER o motivo que leva a todos estes ficarem
perambulando pela cidade em busca da sobrevivência. Como COMPREENDER o grupo
que oferecia café, leite e pão. Como compreender aqueles voluntários do Centro
S. Martinho monitorando os homens assistindo a TV, fazendo higiene e aguardando
um cheiroso almoço: arroz, salada e frango.
Possuir no sentido de DOMINAR
remete à ação dos que na porta do Centro S. Martinho, alinhados em uma calça
social preta, camisa de manga longa branca e um “jornaleco” regiam ao
apresentar o jornal um discurso que dá ao POSSUIR o sentido de SUBJUGAR. Na cruel
realidade da VIDA NA RUA estes representantes da Igreja Universal do Reino do Dólar
persuadiam tais homens, para com certeza SUBJULGÁ-LOS a uma doutrina da
prosperidade.
Desse sentido, SUBJUGAR, POSSUIR remete
COPULAR, ou como dizem alguns TRAÇAR. Aqui está minha indignação! A
promiscuidade da Igreja Universal do Reino do Dólar que enquanto alguns
solidários promovem a vida de homens em situação de rua, lá estavam eles como
lobos na porta do Centro S. Martinho a espera de frágeis ovelhas para
convencê-las que lá é melhor do que aqui. É ou não um COPULAR, um TRAÇAR, um
transar? Isso tem nome: desrespeito, proselitismo, manipulação, prostituição!
Os que ofereciam café, leite e pão;
os que monitoravam o Centro S. Martinho; os vestidos de lobo que entregavam um “jornaleco”
e, eu. Todos! A todos POSSUIR, no sentido de DESFRUTAR é USUFRUIR da desgraça
alheia para satisfação e gozo pessoal.
Seria insensatez a minha não
reconhecer a seriedade do trabalho desenvolvido pelo Centro S. Martinho, afinal
há anos trabalham com seriedade, dedicação, respeito e reintegração social,
humana, pessoal e religiosa de muitos homens e mulheres que vivem na rua. Ao
Centro S. Martinho cabe um tributo da cidade paulistana pelo trabalho feito com
os cidadãos paulistanos que não tem voz nem vez na metrópole. A mim e aos lobos
da Igreja Universal do Reino do Dólar cabe a indignação pela nossa incapacidade
de fazer para que eles, homens da rua, tenham vida, tenham oportunidades,
tenham acesso, tenham respeito, tenham carinho, tenham atenção. Aos que
ofereciam café, leite e pão o verbo POSSUIR no sentido de ENCHER-SE lança um
desafio: IMBUIR-SE do Evangelho de Cristo e, então parar de FALAR e se por a FAZER.
J.A Galiani03/02/13
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