sexta-feira, 9 de julho de 2010

Identidades idiotas, idólatras e sem ídolos.

Ao longo da história vemos que homens e mulheres buscaram no espelho a construção de sua identidade. Em muitos o reflexo de si mesmos se tornou o modelo de seu pensar e fazer, mas, em muitos mais, o reflexo próprio buscou no outro seu jeito de ser.

Homens e mulheres buscam fora de si o que querem ser. Temos a necessidade de ídolos. Porém, hoje há uma crise de ídolos. E os que precisam de um modelo de ser, para poder ser, não são. Ontem em um canal aberto de TV ouvi uma entrevista em que um adolescente exibia a camisa de seu jogador preferido, a reportagem dizia de um jogador do Flamengo, o goleiro Bruno e, falava da crise de ídolos para nossos adolescentes e jovens. O adolescente entrevistado disse ao repórter quando perguntado “e agora?” [...] “agora não sei...”, ou seja, o adolescente está sem seu porto seguro, seu modelo, seu espelho e por isso não sabe; há como que um vazio, uma crise, uma crise de identidade.

O ídolo é modelo que faz acreditar, sonhar e ser. Poderíamos então dizer que nossos adolescentes estão sem modelos de ser? Sim! Há tempos os modelos eram conhecidos pela leitura, pelos livros clássicos de literatura e por biografias; o idólatra incorporava o ídolo e gerava sonhos de ser e fazer, nascendo utopias que alimentavam escolhas profissionais em que não só geravam uma ação, mas uma ação de realização, uma ação vocação em que a pessoa se realizava naquilo que fazia. Idiotismo é o que caracteriza os que têm ídolos hoje.

No antigamente ídolos e idólatras se complementavam, eram como que um só. Hoje também é assim, o ídolo é desmascarado, torna-se nada e, o idólatra também, cai no vazio, no nada. A diferença de ontem para hoje é que tudo está e muda tão rápido que há tantos e novos ídolos que ninguém fica órfão. Consequência disso? Uma geração que tem no nada, no vazio, na mentira, na violência, na droga, na falta de limites, no desrespeito aos pais e mais velhos, na bebida, na falta de pudor, nas drogas, na mídia permissiva, na rede mundial de comunicação a Internet, os parâmetros de vida, de escolha profissional, de realização pessoal não poderia ter outra definição senão essa: é uma geração de idiotas, que vive a idolatria e, que faz de todos grandes ignaros e pior, sem identidade!

J. A. Galiani

2 comentários:

  1. Que tristeza! Dias atras estando no supermercado observei uma senhora vestindo uma camisa da seleção brasileira, com o número 9 nas costas e escrito o nome do dito idolo de barro, apelidado pelo não menos calhorda do Galvão "Magdo" Bueno, de fabuloso. Tive vontade de chamá-la pelo nome que constava na camisa, mas fui contido por uma questão de "prudência". Tenho muito veneno na lingua e com certeza iria arrumar uma (mais uma) encrenca.Quanta imbecilidade, quanta falta de senso critico.

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  2. Pois bem meu caro amigo Renê, você tem toda razão, o momento atual é de imbecilidades tanto como substantivo feminino que qer dizer "retardo mental moderado", quanto o adjetivo que quer dizer do que tem inteligência curta ou pouco juizo e ainda, é um idiota e um tolo. Assim caminha a humanidade.....

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