quinta-feira, 22 de junho de 2023

Luan Augusto e Karoline Verri Alves!


Luan e Karoline, mais uma tragédia!

            Jovens assassinados no espaço de aprendizagem Escolar. Mais uma? Sim, mais uma, afinal temos ouvido e visto tantas tragédias dentro das Escolas Brasileiras que nos deixam estarrecidos.

            Violência, violência! Como entender, como explicar?

            Na manhãzinha de hoje, dia 19 de junho, muito frio, enquanto passeava com o Leleko, subitamente uma moto parou na frente de um carro, o motoqueiro desceu e se dirigiu à porta do automóvel. Observei que ele gesticulava e falava grosseiramente até que, em pé próximo da porta do automóvel aberta, bateu com o capacete na porta e empurrando o motorista retirou a chave do carro. Recolheu o capacete do chão, funcionou a moto, estacionando-a.

            Retornou ao automóvel pelo lado do motorista gesticulava e falava descontroladamente, quando então desceu uma mulher. Ele entrou, deu partida no automóvel e saiu em velocidade. Ela de cabeça baixa, olhou para os lados e cabisbaixa tomou rumo contrário ao do carro que dirigia, e caminhou. O que acontecera? Violência, violência!

            Qual a diferença entre a violência narrada no episódio acima e a tragédia em Cambé PR? Qual a diferença entre as mais terríveis tragédias, vividas pelo ser humano, das ásperas palavras violentas, agressivas e desmedidas que proferimos em nossas relações diárias? Qual a diferença entre uma capsula desaparecida (submarina) em direção ao Titanic e às dezenas de vidas perdidas em naufrágios em nossos Rios amazônicos? Seria a VIDA farinha do mesmo saco?

            Por que a violência incomoda quando é com a gente e, ou com pessoas próximas ao nosso círculo de amizade? Não deveríamos nos incomodar e repudiar a VIOLÊNCIA por si só quando atingi o ser humano? O que dizer da violência que destrói a CASA COMUM? O que dizer da violência politiqueira que destrói a Democracia? Violência, sempre será violência! Uma não é mais, nem menos que a outra!

            Não é para menos estarmos chocados com a morte de dois jovens dentro da Escola no município de Cambé - PR. As informações sobre os jovens nos indicam que eram e seriam dois bons cidadãos. Como entender tão grande perda? Como aceitar tamanha brutalidade? Quem é responsável por isso? Quem é o monstro, o ser que praticou tal atrocidade? Tão chocante sua atitude, como chocou a informação de ele ter sido encontrado morto na Casa de Custódia de Londrina na noite do ato praticado dentro da Escola.

            Nosso país tem que se redimir da mentira de que "arma protege", nosso país tem que se redimir pela falta de Políticas Públicas, nosso País tem que se redimir da omissão de autoridades que deveriam defender e proteger os brasileiros!

            Quem de nós já precisou de serviços da Polícia, do SAMU entre outros e não ficou horas e horas esperando o socorro solicitado?

            Estamos entregues ao NADA, estamos vivendo tempos em que um clik nos aproxima de tudo e de todos, mas ao mesmo tempo nos tira a vida.

            Nascem os brados pela justiça, os gritos de uma sociedade sufocada pelas armas que ela própria financia. Floresce a fome e sede de justiça, mas uma justiça com teor de vingança e uma fome como opção de vagabundos.

            É preciso que o sangue destes jovens fecunde a alma dos jovens que ainda restam, para que eles sonhem, acreditem e façam de suas vidas um instrumento de Paz.

            Assim como o sangue dos mártires fecunda a UTOPIA de milhares de homens e mulheres na luta pela Terra, Teto e Trabalho, o sangue dos jovens mortos devem frutificar na Luta por uma Educação Pública de qualidade, por uma Escola Educadora e Libertadora de tudo que gera violência, discriminação, desigualdade e pessoas escravas delas próprias!

            O momento é de SOLIDARIEDADE é de COMPAIXÃO com todos os que sofrem pela morte dos dois Jovens Cambeenses! É momento de gerar uma consciência solidária, diária, com os familiares de mais de 100 brasileiros que são mortos todos os dias por arma de fogo.

            Unamo-nos em oração a todos os que sofrem pela morte de uma das tragédias que comove o País. E como São Francisco de Assis oremos:

“Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.

Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:

consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.

Perdoando, que se é perdoado e

é morrendo, que se vive para a vida eterna!

Amém”

José Antonio Galiani

Educador


 

3 comentários:

  1. Um país que ficou à mercê de déspota que banalizou o uso das armas é um país decadente . Dificilmente teremos dias tranquilos.

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  2. Luiz Antônio Galiani6/22/2023 8:58 PM

    Realmente meu Irmão. Me permita fazer de suas palavras também as minhas e acrescentar que está faltando ao humano: Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar ao próximo como a si mesmo. Amar um ao outro, como Jesus nos amou. E, ainda se lembrar de que Ele, humano, não é Deus, mais imagem é semelhança de Deus.

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  3. Diác. Mario Braggio6/28/2023 8:52 PM

    Pois é, estimado Prof. José Galiani, vivemos tempos difíceis, terríveis. O que se lia nas ficções e se assistia nos filmes, foi chegando, chegando e chegou. Está no nosso bairro, na nossa rua, no nosso vizinho, na nossa casa. E chegou numa escala e num tom muito acima do ficcionado... Concordo com o seu posicionamento.

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