domingo, 18 de outubro de 2015

CULTURA

Tomando a leitura de Marlene Marchiori faço algumas provocações para a reflexão sobre a Cultura.

Turma Enfermagem 2º Semestre - Fasm 2015
A reflexão sobre a cultura exige um olhar sobre vários e diversos aspectos que caracterizam a vida humana hoje, no século XXI. Temas como identidade, questões de gênero, subjetividade, sexualidade, transformações sociais, impacto da tecnologia, conhecimento e inovação tornam a vida do homem um constante buscar de paradigmas que possam sustentá-lo na liquidificação de seu significante existir. Assim a Cultura é uma riqueza humana de busca constante de caminhos para tornar essas características compreensíveis e aceitáveis no dia a dia.
A capacidade intelectual é requisito para que a cultura possa ser aprendida e dar ao homem um padrão de conhecimento. O homem como ser histórico e social gera a cultura dentro de um processo histórico específico e nele a cultura se torna única, na dinâmica histórica de ser homem e cultura se constroem. Há que se considerar também, que a cultura é um fenômeno que tem vida própria, não necessariamente depende e interdepende da sociedade, porém é compartilhável.
A reflexão sobre a cultura exige olhar para o que se pensa e o que se faz, então o estudo da cultura recria situações a partir de uma realidade concreta, isto é, do conflito entre o indivíduo e a própria cultura, nascido dos hábitos, pensamentos e funções sociais do indivíduo.
Há que se considerar que desde a infância fomos sendo formados culturalmente, formando assim nossa personalidade e consequentemente a essência da sociedade. As respostas aos desafios surgidos ao longo de nossa vida são dadas pelo que somos e pelo que a sociedade é.  
Forte expressão do que seja a cultura é a linguagem. A linguagem como expressão verbal/gráfica e como ação é constituída e constituidora da cultura. Diferentes são as sociedades, nelas há diferentes tipos de linguagem e culturas distintas.
O fator econômico é gerador de constantes mudanças na vida social, sobretudo na vida do trabalho humano, o que altera significativa compreensão da cultura a partir da divisão do trabalho e por ela, o homem necessita adaptar-se às condições impostas. Assim, a cultura passa a ser algo necessário para a satisfação do homem. A cultura é resposta à estrutura social que torna o homem um ser útil ou inútil, que o faz ser um ser funcional ligado e interligado por uma rede complexa de relações sociais. Assim a cultura refletida com os olhos do século XXI é a análise dela própria nas relações humanas, onde as pessoas se engajam em práticas que não somente reproduzem os repertórios culturais, mas também são capazes de modifica-los e adaptá-los conforme passam pelos fatos ou eventos que constituem a vida humana. Cultura é pois, crise; é provocadora de análises do antes, do agora e do depois de existir humano social.



Cap. 3 p. 63- Marchiori, Marlene
 Cultura e comunicação organizacional: um olhar sobre a organização.
São Caetano, SP: Difusão Editora, 2008


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Qual a relação existente entre a gestão, a didática e o design instrucional?



Consideremos que a EaD é consequência de uma ação e produção de uma equipe e esta envolve-se desde a concepção, passando pelo planejamento, pela implementação, mediação pedagógica, pelos mecanismos de avaliação adotados e pelas inter-relações dos mais diversos papéis. Daí afirmarmos que há uma estrita e estreita relação entre a gestão, a didática e o design instrucional, ou seja, há a necessidade de uma equipe multidisciplinar, cada qual com suas competências e habilidades para a produção da EaD.

FREDRIC Michael Litto, Manuel Marcos Maciel Formiga (orgs.). EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: O ESTADO DA ARTE. São Paulo: Person Education do Brasil, 2009.

JUBILEU DA ALMA JUSTA Congregação de Jesus 2015



Reunidos, Peregrinos de Mary Ward, para prepararmos as missões de 2016, a Ir. Cirley Covatti CJ nos apresentou oito aspectos para reflexão à luz da experiência espiritual de 1615, que compartilho agora para que tomos tomemos dessa fonte inspiradora: Mary Ward.

1.       Mary Ward na experiência espiritual da “Alma Justa” obteve a claridade interior que deveria reger toda sua vida e obra através dos séculos. Para Mary Ward ter uma “Alma Justa” é ser livre e sensível para perceber os sinais da vontade de Deus em sua vida, procurando dar uma resposta de amor e generosidade ao Projeto de Vida e Salvação de nosso Deus, desde o início da Criação.
2.       Ter uma “Alma Justa” significa ter liberdade interior para dizer SI< à vontade de Deus; não deixar-se dominar pelas preocupações da vida; CONFIAR NA GRAÇA DE DEUS e doar-se fazendo o bem aos demais.
3.       A graça da “Alma Justa” nos ajuda a expressar nossos pensamento e opiniões com franqueza e coragem, a fim de permitir que a humanidade e a natureza possam florescer em sua dignidade.
4.       Uma pessoa com “Alma Justa” é alguém com vontade livre, que confia na providência, discerne e escuta o Espírito Santo.
5.       Mary Ward colocava-se toda inteira em tudo o que tinha para fazer... Dizia sempre: “Eu vou fazer essas coisas com amor e liberdade ou não as farei”
6.       A liberdade interior é a disposição na qual caminhamos juntos com Deus, vivendo e percebendo a presença e os sinais do Reiuno no cotidiano de nossas vidas.
7.       A visão da “Alma Justa” nos convida a viver uma maior intimidade com Deus e consequentemente mais abertas e disponíveis à missão de cada dia.

8.       Viver a mística da “Alma Justa” é um chamado para viver o Plano de Deus em minha vida, com os pés firmes no chão da realidade em que vivo. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Paulo Freire e EaD

Quais relações podemos estabelecer entre a Educação a Distância e a Pedagogia de Paulo Freire?


São várias as relações entre EaD e Pedagogia Freiriana. Faço o destaque dos conceitos:  professor e aluno. Tanto em Feire como na EaD no que tange aos agentes e sujeitos do processo ensino aprendizagem os conceitos usados por Freire para professor é ENSINANTE e para o aluno APRENDENTE, eles estão profundamente relacionados ao conceitos de PROFESSOR/TUTOR e ALUNO na proposta educativa em EaD. Para Freire o ENSINANTE é reflexivo, crítico, oportuniza horizontes de busca e construção do saber; ele não está como o que sabe e está para ensinar, senão pelo ato de ensinar torna-se aprendente. Já o APRENDENTE não é a “tabula rasa” seu processo de aprendizagem o torna sujeito e construtor do objeto a ser aprendido e, ao mesmo tempo em que aprende ensina e na relação “professor-aluno = ensinante-aprendente” professor-ensinante ensina e aprende, e o aluno-aprendente aprende e ensina. Há uma troca construtiva e enriquecedora na construção do “SABER” que está para interferir nos problemas sociais, humanos e culturais e propor soluções para o bem de todos. 

Didática na formação e prática pedagógica de professores e tutores.

Quais as influências das diferentes concepções de Didática na formação e na prática pedagógica de professores e tutores?


Percebemos hoje a influência das 3 correntes constituidoras do Ensino Superior no Brasil,  os jesuítas, os franceses e alemães, mas também uma busca pela diferença e por uma educação que tem o e no ser humano, a possibilidade de inserção dele mesmo na sociedade e uma sociedade diferente, onde o saber é conhecer e, o conhecer é ciência que transforma para o bem, para o melhor, para o que torna a vida humana e para a vida do que cerca o humano melhor. As questões didáticas necessitam levar em conta o contexto da informação e ou, do conhecimento. A informação predomina e o desafio está em tornar (papel da didática) a informação em conhecimento, para este interferir na vida humana e social. Por outro lado a informação está a serviço do lucro, da lógica do capitalismo, do consumo o que faz o conhecimento recuar e a sociedade informada está a mercê de uma educação para a satisfação dos desejos, nascidos do hedonismo, do prazer pelo prazer de ter. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Uma contribuição aos educadores: TEXTO DIDÁTICO MEDIACIONAL NA PRATICA !

                   Uma contribuição aos educadores: TEXTO DIDÁTICO MEDIACIONAL NA PRATICA ! *
ACÁCIA BARBOSA CUNHA
GISELE DE OLIVEIRA TACCHELLI
JOSÉ ANTONIO GALIANI

a) Distinção entre texto didático e material didático
O material didático se refere a um conjunto de componentes que podem ser físicos (apostila, livros etc.) ou digitais (vídeo-aula, mídia etc.). Segundo a professora Garcia (2011) “Materiais didáticos são mediadores entre professores, alunos e conhecimentos” os quais são produzidos em diferentes suportes e  funções, enquanto os textos didáticos são aqueles que devem “possibilitar ao aluno por meio de um processo dialógico construir o conhecimento sobre a área ou o tema em foco” (Neder, 2009, p. 17). Portanto, o material didático contém os textos didáticos (o conteúdo), que serão utilizados para o desenvolvimento do curso/disciplina.


b) Relacionar "conteúdo" e "suporte"
Os componentes pertencentes ao material didático (livros, mídia etc.) são os suportes que vão disponibilizar o conteúdo didático, ou seja, o "texto didático". Sem esses suportes físicos ou digitais não seria possível desenvolver materiais didáticos.
O conteúdo didático não é um texto meramente auto instrucional e nem recortes retirados de livros, da internet etc., e jogados de qualquer maneira num formato impresso ou digital. Ele pressupõe uma elaboração a partir  de uma finalidade didático-pedagógica de mediação humana e tecnológica que contenha em si características próprias de um texto mediacional. A escolha de um suporte depende de vários fatores como as especificidades de determinado curso na modalidade EaD, o perfil do público-alvo que se quer atingir e as condições institucionais e seu plano estratégico.
Sendo assim, é importante sabermos quais os objetivos que pretendemos atingir ao escolher um ou outro suporte, de modo que independente da escolha em que o conteúdo seja veiculado, o suporte deve servir de recurso mediador e facilitador de ensino-aprendizagem.

c) Explicar por que a construção de conteúdos instrucionais implica uma discussão sobre o que é educação e como esta se configura num mundo globalizado.
No contexto da globalização, a construção de conteúdos instrucionais requer rebobinar a mente às diferentes fases históricas das sociedades que aos poucos foram geradoras e geradas por ela. O momento atual da globalização aponta para diversos desafios, sendo um deles e o de maior relevância a educação.
O atual processo de desenvolvimento econômico e social expõe as sociedades ao desemprego emergindo novas ocupações e, para atender a essa demanda a educação passa a ser prioridade na era pós-industrial.
Não falamos aqui de uma educação qualquer, estamos falando de um educação mediada por um “texto” que seja relevante no processo ensino-aprendizagem e com especificidades em EaD. Assim, o mundo globalizado exige uma educação que requer, conforme Toffler “homens que sejam capazes de fazer julgamentos críticos, abrir caminhos por meio de ambientes novos; agir com rapidez para identificar novos relacionamentos numa sociedade em mutação permanente”.
Portanto, a construção de conteúdos instrucionais, ajudados por Torres e Fialho (2009, p. 460) no contexto da globalização  sob o olhar da EaD exige do “construtor” uma autonomia, ambos referem-se a Paulo Freire, Gutierrez e Prieto que desafiam a educação na globalização a:
“Educar para assumir a incerteza;
Educar para gozar a vida;
Educar para a significação;
Educar para a expressão;
Educar para a convivência;
Educar para se apropriar da história e da cultura”.
Dessa maneira a construção de conteúdos instrucionais no contexto globalizado exige um processo de ensino-aprendizagem que brilhe aos olhos e faça brilhar o conjunto de todo o olhar: o homem.

*Estudantes do CEUCLAR no Curso de Especialização em GESTÃO E IMPLANTAÇÃO de EAD 

Referências

CLARETIANO. Unidade 1 - concepção de texto didático mediacional. Disponível em: http://cg.claretiano.edu.br/ex/texdidmed/texto-didatico-mediacional/#texto-didatico-conceito  Acesso em: 24 ago. 2015.
LUCCI, Elian Alabi. A Educação no Contexto da Globalização. http://www.hottopos.com/mirandum/globali.htm. Acesso em: 12 ago. 2015.
NEDER, Maria Lúcia Cavalli. Planejando o texto didático específico ou o guia didático para a ead. In POSSARI, Lucia Helena Vendrúsculo; NEDER, Maria Lucia Cavalli
Material Didático para a EaD: Processo de Produção. Cuiabá: EdUFMT, 2009 Disponivel em Acesso em: 25 ago. 2015.
ROCHA,Wellington. Materiais didáticos são mediadores entre professor, alunos e o conhecimento. Envolverde Portal de Sustentabilidade do Brasil (Entrevista). 16 jun 2011
TOFFLER, A. Future shock. Nova York: Bantam Books, 1970.

TORRES e FIALHO, In LITTO, Fredric Michael; FORMIGA, Manuel Marcos Maciel (orgs.) Educação a distância: o estado da arte.  São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O HOMEM na construção de estudantes do 2º Semestre de Ciências Contábeis, na disciplina de Antropologia da FASM.

Na tentativa de refletir sobre o HOMEM na disciplina de Antropologia os estudantes construíram o texto:

O HOMEM
O homem é a evolução continuada do seu primo mais próximo, o macaco, segundo Darwin. É facilmente manipulado por seu desejo e está cada vez mais louco por poder. É diferente dos demais seres deste planeta, por sempre expressar seus sentimentos e sonhos por um mundo melhor.
O homem é um animal em constante evolução, através de erros e acertos é responsável não só por sua própria evolução, mas também pela de todos os seres à sua volta. Infelizmente é o único que não convive harmonicamente com seus iguais. O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus e ele o fez com o poder de sentir, de raciocinar e, o poder de fazer o mundo ser diferente.
Diante dos estudos e concepções pergunto: o que é real?                                               The end!

Dando prosseguimento na reflexão visitamos a Filosofia Grega e subtraíram as concepções:
O HOMEM:
- coexiste com o universo (Warlen);
- em conexão com o universo, nisto está sua essência (Kaique);
- o homem tem a capacidade de interagir com tudo (Renata);
- tem duas características básicas: a essência e a alma (Thaís);
- é unidade da essência e alma (Sabrina);
- o eixo unificador do universo (Aline, Ester, Nattasha M., Jéssica S., Mário, Simão );
- o próprio universo ( Zózima);
- constituído pela sua alma (Stephany);
- está ligado a um destino pré-determinado (Ana, Talita, Nathalia C.);
- sem o universo pode ser considerado um nada (Sabrina M.);
- ser que busca constantemente conhecer-se (Julie);
- principal responsável por seu destino (Fábio);
- controla seus instintos ( Jessica A.);
- ser que busca descobrir-se (Melquizedeque);
- o que se pergunta de onde veio, porque veio e para onde vai (Mellany);
- não age pelo instinto somente, mas pela razão (Fellipe);
- é um problema para si próprio (Paulo);

Levando em conta o que recortaram do que refletimos em sala de aula provoco o grupo a pensar:



PARA OS GREGOS O SER HUMANO É O ESPÍRITO. É MEDIANTE O ESPÍRITO QUE O SER HUMANO PERTENCE AO MUNDO DA VERDADEIRA REALIDADE, AO MUNDO ETERNO E IMUTÁVEL, AO MUNDO UNIVERSAL. O CORPO TEM A FUNÇÃO DE PARTICULARIZAR A UNIVERSALIDADE DO ESPÍRITO E PELO CORPO O SER HUMANO SE TORNA INDIVÍDUO.

domingo, 22 de março de 2015

Conceito de Educação

EDUCAÇÃO

Educação é um processo constante de recriar o novo “de novo” e “novamente”, ou seja, pela educação geramos uma nova mente, não de novo como forma de repetição do que já se sabe, mas como capacidade criativa de assumir novas posturas frente ao que está por vir. Na educação o NOVO e o ANTIGO dão espaço para a capacidade de reinventar o existir no desejo de ser feliz, de conhecer e fazer acontecer o que se conhece. A educação é o caminho pelo qual nossa existência ganha sentido, além do fato nascer, viver e morrer. O significado que damos a esse existir é que garante a Verdade para a qual somos educados. Nesse sentido, é preciso recuperar a tarefa da educação. Educar é bem mais que ensinar. Educar implica manifestar veementemente com palavra e ação aquilo que conhecemos e vivemos. Nesse movimento está o significado do existir da educação, muito bem expresso no que ensina Paulo Freire, devemos “educar educando-nos”. Assim sendo, a educação é um processo que torna sujeito e objeto do aprendizado, protagonistas de sua própria educação.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ética e corrupção: filosofando.

Filosofando sobre ética e corrupção

Alunos devem revisar os pensamentos dos filósofos e sociólogos sobre a ética, tema recorrente no Enem, especialmente nas questões de filosofia e sociologia.


http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/especiais/movimento-educar/2014/10/22/interna_movimentoeducar,537775/filosofando-sobre-etica-e-corrupcao.shtml 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Je ne suis pas Charlie Hebdo

Je ne suis pas Charlie Hebdo. Je suis un chrétien. Je suis pour la vie. Don de Dieu!

Esta semana estamos bombardeados pela morte de cartunistas franceses. E no Brasil, como em todo o mundo manifestamos nosso repúdio ao terrorismo e a toda ação que fragiliza a vida e a destrói.

“O livro "Balas não matam ideias" foi lançado em 2013, por conta dos festejos dos 40 anos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Queiroz o produziu em coautoria com a acadêmica do Curso de Publicidade, Leticia Ciasi. A produção mostra cartuns premiados nas principais edições com análises de jornalistas brasileiros.

Sugestivo título tem o livro. 100% de concordância, afinal na experiência cristã os mártires fecundam com seu sangue a terra de missão e luta. Assim foi com Estevão, com Chico Mendes, com Irmã Dorothy Mae Stang entre tantos que foram mortos em defesa do que acreditavam.
Não conheço o livro e seu propósito, senão o que acima destaquei, mas me aproprio do título para refletir e fazer provocações:
11. É preciso repudiarmos todo e qualquer tipo de terror.
2.     Liberdade de expressão não tem o direito de destruir valores e princípios.
3.     Atos terroristas estão fundados em princípios, mesmo que absurdos.
4.     Uma mídia que não respeita e incita a desconstrução de crenças também é terrorista e destrói vidas.
5.     Em nome da liberdade assumimos posturas radicais e como terroristas matamos fisicamente por discordarmos do que se diz e faz, matamos com ideias os valores e princípios que são essenciais aos que neles crêem.
6.     A morte não é só física, a morte se dá também quando livres discordamos do que o outro vive, crê e faz e, pior, fazemos para destruir o que vive o que crê e o que faz.
7.     Não só balas matam. Ideias como o humor gráfico também matam!
Je suis ....
1.       Que não haja o terrorismo, que não haja uma mídia terrorista!
2.       Que a liberdade religiosa não seja instrumento de conflito e intolerância!
3.       Que a mídia livre não seja um instrumento de manipulação e destruição de culturas e de vidas!
4.       Como católico é inadmissível ver um cartunista colocar no lugar da hóstia uma camisinha! E, como membro de uma sociedade com liberdade de expressão digo: que cartunista estúpido!
5.       Por que não é permitido matar quem mata princípios, valores e ideias? Na lógica social atual é preciso fazer justiça, ou seja, vingar. Assim mostra a mídia ao se referir à investida da Polícia francesa na tentativa de prender os suspeitos: “caçada”. Assim mostra a sociedade ao estampar nas camisetas a foto do ente querido que por algum motivo sua vida foi tolhida pela violência: “queremos justiça”.

Je ne suis pas Charlie Hebdo. Je suis un chrétien. Je suis pour la vie. Don de Dieu!


Em nome de minha fé digo: chega de mídia destruidora, sensacionalista, vendedora de sonhos capitalistas e princípios vazios que tem gerado uma sociedade sem história, sem cultura, isso não é liberdade de expressão. Chega de religiões destruidoras, sensacionalistas, vendedoras de sonhos “toma lá da cá” que manipulam os crentes e fazem uma igreja e sociedade alienada e manipulável. Chega de crenças que radicalizam seus dogmas e matam vidas!